domingo, maio 29, 2011

1a. Semana do 2o. mês!

Caros pós-graduandos em docencia em saúde,

Atividade da 1a. semana:
Pensando em recuperar o período anterior, pensei em propor duas tarefas para esta semana.

TAREFA 1 - Cada aluno escolheria uma profissão da saúde e faria um síntese dos seguintes aspectos:
a) origem, contexto do surgimento.
b) regulamentação política e legal
c) números de cursos, de profissionais, de alunos de graduação, e outros possíveis.

Cada um deve escolher uma profissão diferente. Os que ficarem por último, usem a criatividade... (nível médio, pós-graduação etc)

TAREFA 2 - Situação do mercado de trabalho

Cada aluno deve postar algo sobre a situação do mercado de trabalho, enfocando:
- distribuição de profissionais quanto a idade, sexo, vínculos, órgãos empregadores públicos e privados, urbano-rural, formação especializada e pós-graduada, dentre outras.
Fonte: AMS/IBGE (Pesquisa de Assistência Médico-sanitária), censos, PNADs também do IBGE. CONASS, CONASEMS, CNRH/CNS, MS, MEC.

No aguardo,

Paulette

95 comentários:

francijane disse...

Desde as civilizações clássicas observamos o uso das atividades como meio de tratamento corpo e da mente. Mas foi em 1791 que o Dr. Philippe Pinel então diretor do asilo de Bicêtre (França) instituiu a terapia através da ocupação iniciando assim, a reforma psiquiátrica que posteriormente foi difundida pela Europa e América.

Tem-se conhecimento de oficinas terapêuticas para pacientes do hospital Pedro II (Rio de Janeiro-BR) em 1894. Em 1911 Juliano Moreira diretor da Assistência a Psicopatas no Rio de Janeiro-Br, passou a impulsionar a terapia ocupacional através da ocupação humana com a criação da colônia para mulheres onde a mesma era executada com maior intensidade.

Em 1915, em Chicago-EUA, William Rusch Dunton publicou o livro Occupational Therapy: a manual for nurses, nascendo então o termo Terapia Ocupacional e a primeira escola de formação na profissão.

No Rio de Janeiro -BR em 1946, foi criado o Serviço de Terapia Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional, cuja direção ficou ao encargo da Dra. Nise da Silveira.

A profissão de Terapia Ocupacional foi reconhecida na Europa em 1948 e em 1951 foi criada a Federação Mundial de Terapia Ocupacional.

Apenas em 13 de outubro de 1969, através do Decreto-Lei nº 938, foram definidas as atribuições do Terapeuta Ocupacional e a formação de nível superior é reconhecida, ficando o Ministério da Saúde incumbido da fiscalização do exercício profissional.

No ano de 1973 a universidade de Fortaleza - UNIFOR realizou seu primeiro vestibular, tendo como uma de suas opções a Terapia Ocupacional (na época integrada à Fisioterapia). Sendo a pioneira no Estado Ceará, hoje conta com quase 700 graduados na profissão.

Em 1974 foi criada a Associação Cearense de Terapeutas Ocupacionais - ACTO, com objetivo de promover eventos culturais e científicos para a profissão, assim como divulgá-la nas mais diversas formas.

Com a Lei nº 6316 em 1975, criou-se o COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e os CREFITO's (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), passando para estes a incumbência de fiscalizar e normatizar as profissões, além de definir a formação e competência dos profissionais. E em 1978 o Código de Ética Profissional de Terapia Ocupacional e Fisioterapia foi aprovado pelo COFFITO.

Finalmente em 1987, com a Resolução COFFITO-81, o exercício do profissional de Terapia Ocupacional é revogada e redefine-se a competência do Terapeuta Ocupacional e o uso da expressão Terapia Ocupacional.www.terapeutaocupacional.com.br

pereira disse...

Origem da Profissão


A profissão surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram as primeiras formas de prestação de assistência. Num primeiro estágio da civilização, estas ações garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência, estando na sua origem, associadas ao trabalho feminino, caracterizado pela prática do cuidar nos grupos nômades primitivos, tendo como pano-de-fundo as concepções evolucionistas e teológicas, Mas, como o domínio dos meios de cura passaram a significar poder, o homem, aliando este conhecimento ao misticismo, fortaleceu tal poder e apoderou-se dele.



Quanto à Enfermagem, as únicas referências concernentes à época em questão estão relacionadas com a prática domiciliar de partos e a atuação pouco clara de mulheres de classe social elevada que dividiam as atividades dos templos com os sacerdotes.


tatiana pelinca

pereira disse...

As práticas de saúde monástico-medievais focalizavam a influência dos fatores sócio-econômicos e políticos do medievo e da sociedade feudal nas práticas de saúde e as relações destas com o cristianismo. Esta época corresponde ao aparecimento da Enfermagem como prática leiga, desenvolvida por religiosos e abrange o período medieval compreendido entre os séculos V e XIII. Foi um período que deixou como legado uma série de valores que, com o passar dos tempos, foram aos poucos legitimados a aceitos pela sociedade como características inerentes à Enfermagem. A abnegação, o espírito de serviço, a obediência e outros atributos que dão à Enfermagem, não uma conotação de prática profissional, mas de sacerdócio.



tatiana pelinca

francijane disse...

De acordo com o site e-Mec existem 70 cursos de Terapia Ocupacional em todo o país, todos em nível de bacharelado e na modalidade presencial. Sendo 681 vagas em regime integral todas em universidades Federais, 3.462 noturnas,2028 matutinas e 270 vagas vespertina, o curso tem duração média de 4 anos e os cursos datam de 1958 à 2011.

francijane disse...

De acordo com COFFITO existem 13,164 profissionais de T.O. registrados o profissional de T.O. tem carga horária semanal de trabalho fixada por lei em 30 horas, tem como especializações reconhecida: Acupuntura, Contextos Hospitalares, Contextos Sociais,Saúde Coletiva,Saúde da Família, Saúde Funcional, Saúde Mental

Edjaneide disse...

Na Antigüidade, período compreendido entre 4.000 a.C. e 395 d.C. havia uma forte preocupação com as pessoas que apresentavam as chamadas “diferenças incomodas"; surgindo uma preocupação em eliminá-las através de recursos, técnicas, instrumentos e procedimentos. A princípio o uso da ginástica era empregada somente com fins terapêuticos, ou seja, eram utilizados no tratamento de disfunções orgânicas já instaladas. Na idade média), foi um período onde ocorreu uma interrupção no avanço dos estudos e da atuação na área da Saúde. O corpo humano passou, nesta época, em decorrência de influência religiosa, a ser considerado algo inferior. Assim, o exercício estava inibido em sua forma anterior de aplicação, a curativa, passou-se a usá-lo para outros fins: a nobreza e o clero tinham objetivo e aumentar a potência física, enquanto, para burgueses e lavradores os exercícios serviam cada vez mais, unicamente como diversão. No Renascimento, volta a aparecer alguma preocupação com o corpo saudável. Na época da industrialização, volta o interesse pelas "diferenças incômodas". O novo sistema maquinizado, otimizava a crescente produção industrial, onde a população oprimida era submetida a exaustiva e excessivas jornadas de trabalho, as condições alimentares e sanitárias eram precárias provocando novas doenças como as epidemias de cólera, tuberculose pulmonar, alcoolismo e os acidentes do trabalho. Surge então a preocupação das classes dominantes para não perder ou diminuir a sua fonte de riqueza e bem estar gerados pela força de trabalho da classe proletariada. O homem, nessa época, parece ter concentrado seus esforços na descoberta de novos métodos de tratamento das doenças e de suas seqüelas. Dessa forma a aplicação de recursos elétricos, térmicos e hídricos e a aplicação de exercícios físicos sofreram uma evolução dirigida para o atendimento do indivíduo doente. Durante a 2º Guerra Mundial surgem as escolas de Cinesioterapia, para tratar ou reabilitar os lesados, ou mutilados que necessitavam readquirir um mínimo de condições para retornar a uma atividade social integrada e produtiva. Segundo Botomé e Rebelatto, no final do século XX, a Fisioterapia passa a fazer parte da chamada "Área da Saúde”.
http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/03b/bianca/artigobiancadelagiustina.pdf

Edjaneide disse...

FISIOTERAPIA
O surgimento da Fisioterapia no Brasil no eixo Rio - São Paulo foi influenciada pela vinda da família Real ao Brasil. No século XIX, os recursos fisioterápicos faziam parte da terapêutica médica, e assim há registros da criação, no período compreendido entre 1879e 1883, do serviço de eletricidade médica, e também do serviço de hidroterapia no RJ, existente até os dias de hoje, sob denominação de "Casa das Duchas". Na década de 30, RJ e SP possuíam serviços de Fisioterapia idealizados por médicos que tomavam para si a terapêutica de forma integral, experimentando recursos físicos que outros médicos, à época, não ousavam buscar para minimizar as seqüelas de seus pacientes. Essa visão ampla de compromisso com o paciente, engajando-se num tratamento mais eficaz que promovesse sua reabilitação, uma vez que as incapacidades físicas por vezes o excluíam socialmente, levou aqueles médicos a serem denominados médicos de reabilitação. A 2ª Guerra Mundial tem como novidade o envolvimento direto do Brasil, com o envio de pracinhas . Os reflexos dessa participação estão no desenvolvimento da Fisioterapia enquanto prática recuperadora das seqüelas físicas de guerra, com a modernização dos serviços de Fisioterapia no RJ e em SP e criação de novos em outras capitais do país. A modernização dos serviços, com o conseqüente aumento da oferta e da procura, vai levar os chamados médicos de reabilitação a se preocuparem com a resolutividade dos tratamentos. Com este objetivo, empenharam-se para que o ensino da Fisioterapia, então restrito aos bancos escolares das faculdades médicas nos campos teórico e prático, deveria ser difundido entre os paramédicos, que eram os praticantes da arte indicada pelos doutores de então. Assim, em 1951 é realizado em SP, na USP, o primeiro curso no Brasil para a formação de técnicos em Fisioterapia, com duração de um ano em período integral, ministrado por médicos, o curso paramédico levou o nome de Raphael de Barros, formando os primeiros fisioterapistas. Essa nova maneira de atuar ou de intervir nas condições de saúde do indivíduo ou da população foi, aqui no Brasil, dirigida de tal forma para a “reabilitação” que, em um determinado momento, a forma de atuação “Fisioterapia” parece ter sido entendida como sinônimo do tipo de assistência apenas “reabilitadora”. Em 1950, no Brasil, houve uma grande incidência de poliomielite e como conseqüência, havia uma grande quantidade de indivíduos portadores de seqüelas motoras que necessitavam de reabilitação para voltar a sociedade. “Também, a quantidade de pessoas atingidas pelos acidentes de trabalho era uma das maiores da América do Sul, o que permitia a inferência de que uma expressiva faixa populacional precisava ser reabilitada para integrar-se ao sistema produtivo. Em 1964, criam-se os cursos superiores de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. Começaram a surgir então as primeiras definições de fisioterapia, porém todas dando ênfase na reabilitação e também como ramo de trabalho e não como ciência.
http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/03b/bianca/artigobiancadelagiustina.pdf

maria de fatima nepomuceno disse...

postarei sobre o surgimento da medicina. EM breve cocolo as postagens. Aguardem

Sara Virna disse...

ODONTOLOGIA:
Segundo os antigos, o sol curava todas as enfermidades, inclusive as afecções dentárias. A primeira vez que o termo dentista foi usado foi em 1363 por GUY DE CHALIAC, que referiu nesta data que os dentes deveriam ser retirados por 'Dentistas". Os chamados "tiradentes" continuaram figuras tipicas ate 1700. E é a partir dai que muitos dizem ter acontecido do renascinto da odontologia propriamente dita.

Sara Virna disse...

fonte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_odontologia
31.05.2011 às 15:05 h

Carminha Raposo disse...

FARMACEUTICO - A concepção das primeiras civilizações a respeito dos males causados pelas doenças possuía conotação mágico-religiosa, devotando ao sobrenatural sua origem. Através de rituais, os pajés, sacerdotes e feiticeiros da época - mediadores entre o homem e os deuses - preparavam chás, poções, incensos e confeccionavam amuletos, objetivando afastar os maus espíritos causadores das moléstias. . Os primeiros praticantes que faziam uso de drogas, classificavam-nas de acordo com suas características e, como muitas dessas substâncias tinham sabor ou odor desagradáveis e até repugnantes, houve a preocupação em alterar as formulações dos medicamentos, visando a sua melhor aceitação por parte do paciente. Outro marco histórico, no segundo século depois de Cristo, é determinado por Cláudio Galeno (135-201). A partir das viagens que realizava com freqüência à Ásia menor, descreveu muitos medicamentos e fórmulas, cujos métodos de preparação originaram a Farmácia galênica. De Galeno até a Renascença a religião dominava o mundo, tanto política como intelectualmente. Os antecedentes históricos da farmácia no Brasil, apesar de imprecisos, apontam para a utilização, desde a época do descobrimento, de raízes e folhas com propriedades curativas conhecidas pelos pajés, aproveitando o grande arsenal de ervas medicinais disponíveis no país. A chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil trouxe novas concepções de saber e da prática de saúde. Por todo o período do Brasil Colônia até a terceira década do século XIX, as casas que comercializavam as drogas eram conhecidas como boticas e a pessoa que preparava ou vendia os medicamentos, de acordo com a farmacopéia, era conhecida por boticário. . De acordo com VALLADÃO (1986, p.64), em conseqüência da Lei de 03 de outubro de 1832, da regência, em nome do Imperador D. Pedro II, o ensino de Farmácia foi institucionalizado com a criação dos cursos de Farmácia vinculados às Faculdades de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro. Em 1837 foram diplomados os sete primeiros farmacêuticos brasileiros. Posteriormente surge, em 1896, a Escola de Farmácia de Porto Alegre e, em 1899, a Escola Livre de Farmácia de São Paulo. No decorrer desta caminhada - desenvolvimento da Farmácia no Brasil - verificou-se que as boticas, onde os boticários pesquisavam e manipulavam as fórmulas extemporâneas, foram gradualmente sendo substituídas por dois outros tipos de estabelecimentos - os Laboratórios Farmacêuticos, responsáveis pela pesquisa, síntese e produção de medicamentos, e a Farmácia, local de dispensação de fármacos.
De um lado, a instalação de indústrias farmacêuticas no Brasil foi caracterizada por um processo rápido de desnacionalização, que refletiu-se no reduzido número de profissionais formados no país em exercício nessa área.

Carminha Raposo disse...

Por outro, os farmacêuticos que atuavam nas Farmácias encontraram-se privados das funções de pesquisa e síntese de medicamentos, passando a exercer exclusivamente a comercialização de medicamentos, de forma desvinculada da assistência à saúde. Os cursos de Farmácia, durante a graduação, continuavam a transmitir conhecimentos adaptados à síntese e produção de medicamentos, sem conseguir instrumentalizar o profissional para sua atuação como assistente da saúde da população. A partir da década de 80, inicia-se um amplo debate acerca da formação do farmacêutico e sua atuação na dispensação de fármacos. Um novo paradigma de assistência farmacêutica passa a ser defendido, tendo por base o Projeto de Saúde para todos no ano 2000, proposto pela Organização Mundial da Saúde - OMS. Com a Resolução n.º 02 da Câmara de Educação Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE) do Ministério da Educação, aprovada em 19 de fevereiro de 2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia, criou-se o “farmacêutico com formação generalista”, incorporando à formação primária de farmacêutico todas as habilitações, não havendo mais a diferenciação entre farmacêutico simples, farmacêutico-bioquímico, farmacêutico industrial. As inovações contidas nessa proposta vêm exigindo a revisão das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Farmácia, visando a adaptá-las à formação de profissionais Farmacêuticos críticos, competentes e capazes de contribuir para que se atinja a meta de sistema público de saúde eficaz e de qualidade para toda a população.
No contexto brasileiro, diferente dos países que já possuem há muito tempo instituições educacionais consolidadas no âmbito farmacêutico, o problema básico ainda é como criar um sistema educacional que corresponda à urgência das necessidades e demanda educativa, em grande parte reprimida.

Sara Virna disse...

ODONTOLOGIA ( continuação)
O primeiro curso no Brasil foi criado oficialmente em 1884, regulamentado pelo decreto nº 9311 do governo imperial. De início vinculado à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, programado em 3 series, ao final era conferido ao aluno o titulo de cirurgião dentista, sem que fosse necessário colar grau ou outras formalidades; só em 1947 o curso passou a ser oferecido em 4 anos, tendo a sua primeira turma formada em 1951.
O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia, criados pela Lei nº 4.324, de 14 de abril de 1964 e posteriormente instituído pelo Decreto 68.704 de 03 de junho de 1971 (6) constituem em seu conjunto uma Autarquia, sendo cada um deles, dotado de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira.
Fonte
WWW.odontosites.com.br

Sara Virna disse...

Odontologia ( continuação)
De acordo com a bibliografia oferecida no curso (Trajetória dos cursos de graduação na saúde- Brasília 2006), em 2004º numero de cursos presenciais de graduação em odontologia no Brasil era de 174 cursos, a maioria na rede privada (120) e a região com maior numero de cursos sendo a região sudeste( 93). O numero de vagas no mesmo ano era de 15.733, sendo 55 % na rede privada e 45 % na rede publica. O numero de ingressos chegava a 10.703 em 2004, onde 76% deles na rede privada. O numero de matriculas realizadas no ano foi de 46.039, 69% na rede privada e os outros 31% na rede publica. Neste mesmo ano concluíram o curso no Brasil 9.056. Pela mesma pesquisa realizada notou-se que o numero de inscrições ativas no conselho federal de odontologia no Brasil em 2006 totalizava 205.830.

Roseane S. da Silva disse...

Em breve vou postar sobre psicologia. Roseane.

Gerciane Queiroga disse...

A NUTRIÇÃO NO MUNDO

A história da nutrição pode ser dividida em três fases:

Na primeira, chamada era naturalística (400 a.C. a 1750 d.C.), as pessoas tinham idéias muito vagas sobre os alimentos, surgindo vários tabus, poderes mágicos ou valor medicinal para os mesmos.

Entre 1750 e 1900 d.C, a nutrição passou pela era químico-analítica, iniciada pelo francês Antoine Lavoisier, considerado o "Pai da Nutrição", cujo trabalho, no século XVIII, abrangeu o estudo da respiração, da oxidação e da calorimetria, sempre relacionadas com a utilização da energia proveniente dos alimentos.

Por volta de 1900 até os dias atuais, inicia-se a era biológica, que visa determinar as relações entre os nutrientes, seus exatos papéis biológicos, e as necessidades dietéticas humanas. Até a metade do século XX, as pesquisas com alimentos tinham caráter, sobretudo curativo. Essa tendência começou a mudar a partir da Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos passou a se preocupar com a resistência e a rápida recuperação de seus feridos nos campos de batalha, preocupando-se com o aspecto preventivo. Esta preocupação continua, e verificamos ter a nutrição um importante papel na prevenção de doenças.

Edjaneide disse...

FISIOTERAPIA
Os documentos legais publicados oficialmente e que tratam da regulamentação da Fisioterapia no Brasil são:

Parecer nº 388/63, elaborado por uma comissão de peritos do Conselho Federal de Educação; onde o fisioterapeuta é definido como auxiliar médico, onde lhe compete realizar tarefas de caráter terapêutico, restringindo a execução dessas tarefas a condição que seja desempenhada sob orientação e a responsabilidade do médico.
Decreto-lei nº 938, de 13 de outubro de 1969; decretado pela junta militar que governava o país, é assegurado o exercício das profissões de fisioterapeuta, o fisioterapeuta é reconhecido como profissional de nível superior e ainda diz que o objeto de trabalho do fisioterapeuta é executar métodos e técnicas fisioterápicos com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente.
Lei nº 6.316, de 17 de dezembro de 1975, a limitação encontrada quanto locais onde os profissionais da fisioterapia poderão atuar, essa lei cita lugares que considerando a “política de assistência à saúde” no País, são, por definição, locais que fornecem um tipo de assistência basicamente remediadora, curativa, recuperadora ou reabilitadora.
Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, estabelecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITTO). refere-se, ao objeto de trabalho do fisioterapeuta: o fisioterapeuta presta assistência ao homem, participando da promoção, tratamento e recuperação de sua saúde, utilizar todos os conhecimentos técnicos e científicos a seu alcance para prevenir ou minorar o sofrimento do ser humano. http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/b/bianca/artigobiancadelagiustina.pdf

maria de fatima nepomuceno disse...

MEDICINA
o ensini medico no Brasil iniciou em 1808 com a chegada de Dmo João VI quando o DR José Correia Picanço obteve autorização para criar o Curso Cirurgico Medico no hospital militar da Bahia e em seguida a Escola de Anatomia e Cirurgia no Rio De Janeiro. Em 1832 elas são transformadas em escolas de medicina e adotando o modelo de Paris, após este periodo elas se baseiam no modelo americano ( pós guerra). Podemos dividir a evolução do ensino medico em 3 fases:
1- CIENTIFICA = quando se deu grandes rumos a medicina atraves dos progressos da ciencia e tecnologia e surgimento das especialidades
2- relacionada ao uso de principios pedagogicos no ensino medico
3- relacionadas ao pos guerra, estimulando a formaçaõ de medicos comprometidos com os fatores sociais que interferem na saude da comunidade e não apenas no atendimento individual
no incio os cursos duravam 4 anos e visavam anatomia e cirurgia. Em 1813 passou para 5 anos e em 1831 passaram a ser chamadas de Faculdades de Medicina e com duração de 6 anos e com enfase no ensino das ciencias basicas, medicas e cirurgicas.
A resolução CFE 8/69, fixou a duração em 5 a 9 anos. as materias foram dividadas nos ciclos basico e profissional e estagios em hospitais e centros de saude e internato com periodo de 2 semestres.
Em 2001 com a implantação das Diretrizes Curriculares nacionais que garantiu as instituiçõe sde ensino liberdade para montar seu curriculo e projeto pedagocico e liberdade para escolher seu campo de estudo. Destaca´se tambem a articulção entre o SUS e o ensino medico e adotando-se os principios deste como elementos de articulação.
Importante tambem frizar 2 fases distintas :
- uma fase longa de 1808 a 1950 quando foram criados 27 cursos no país, dependendo seus recursos do serviço publico
- fase de expansão quando se criaram 113 cursos e ja existe recursos da iniciativa privada
no final de 2004, existem 140 cursos, 73 privados e 67 publicos e não há planejamento para novos cursos no que diz respeito ás necessidades de vagas por região.

perfil do aluno do curso medico

idade de 18 a 24 anos e aumento da idade no setor privado.
ha predominio do sexo feminino.
a evasão do curso é baixa, provavelmente decorrente do competitivo processo seletivo e melhores condições socioeconomicas.

Gerciane Queiroga disse...

A NUTRIÇÃO NO BRASIL

A trajetória da profissão de nutricionista no Brasil, descrita pelo professor Francisco de Assis Vasconcelos, em sua obra O nutricionista no Brasil: uma análise histórica, adota um recorte em quatro fases distintas.
A Primeira, denominada de Fase da Emergência da Profissão, compreendida entre 1939 a 1949, é marcada pela criação do primeiro curso de Nutrição na Universidade de São Paulo, período em que a nutrição - enquanto campo específico do saber e atividade profissional - mostrou-se institucionalizada e incorporada a um segmento mais amplo da sociedade brasileira.
A Segunda Fase, chamada por ele de Consolidação da Profissão, vai de 1950 a 1975, e é caracterizada tanto pela ampliação do número de cursos, de nutricionistas e de áreas de atuação, quanto pela luta para regulamentação da profissão. Nesta fase, em 1963, as ações da Associação Brasileira de Nutrição (ABN), para regulamentar a profissão de nutricionista e a criação dos Conselhos Federal e Regionais, culminaram na apresentação, no Congresso Nacional, do primeiro Projeto de Lei nº50/63, contemplando estas duas propostas. O Projeto recebeu várias emendas, mas na votação foi aprovada apenas a regulamentação da profissão.
Este PL foi vetado em 12 de outubro de 1966, pelo então Presidente da República Humberto de A. Castello Branco. O veto presidencial foi enviado ao Congresso Nacional, mas sua apreciação só pôde ser feita no ano seguinte, pelo Presidente General Costa e Silva, que deixou a questão em aberto para decisão dos líderes do Governo.
A mobilização das associações de Nutrição, já existentes, foi preponderante para rejeitar o veto. Assim, em 24 de abril de 1967, foi promulgada a Lei n° 5.276/67, que - dispõe sobre a profissão de nutricionista, regula o seu exercício e dá outras providências - , instrumento legal que vigorou até 1991.
A Terceira Fase é denominada de Evolução da Profissão (de 1976 a 1984) e se destaca por dois fatos históricos: o primeiro, pela instituição do 2° Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PRONAN), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN), com repercussão fundamental na aceleração do processo de criação de novos cursos, e o segundo, pela criação dos Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas.
A Quarta e última Fase - de Reprodução Ampliada -corresponde ao período de 1985 a 2000 e se caracteriza pelo crescente processo de mobilização e politização da categoria, que resultou na realização de importantes eventos técnico-científicos. Outro importante registro desta época foi o da substituição do nome FEBRAN por Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), em 8 de junho de 1990, e, por fim, a aprovação da Lei n° 8.234, de 17 de setembro de 1991, que cumpriu o papel de estabelecer não somente o campo de atuação do nutricionista como também o das atividades privativas deste profissional e os instrumentos legais para sua identificação, reforçando o papel dos Conselhos como órgãos fiscalizadores do exercício legal da profissão. Esta Lei revogou a de n° 5.276/67 e está em vigência até o presente momento.
Após esta quarta fase, fatos importantes consolidaram o papel do nutricionista na promoção da alimentação saudável da população brasileira como a inserção deste profissional em políticas públicas de saúde, a exemplo dos Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT), de Atenção Básica e de Alimentação Escolar.

Gerciane Queiroga disse...

CARACTERÍSTICAS DA PROFISSÃO
No Brasil existem 41.228 nutricionistas;
São 309 cursos de Nutrição;
96,5% dos profissionais são do sexo feminino;
A faixa etária da maioria dos profissionais é de 26 a 40 anos;
A área de atuação com maior concentração de profissionais é a de Nutrição Clínica (41,7%), seguida da área de Nutrição Coletiva, onde atuam 32,2% dos nutricionistas;
A maioria dos profissionais está atuando nas capitais brasileiras.

gioconda disse...

em breve postarei SERVIÇO SOCIAL

Edjaneide disse...

FISIOTERAPIA especializações
-Acupuntura
-Fisioterapia Dermato-Funcional
-Fisioterapia Esportiva
-Fisioterapia do Trabalho
-Fisioterapia Neuro-funcional
-Fisioterapia Ono-funcional
-Fisioterapia Respiratória
-Fisioterapia Traumato-ortopedica
-Fisioterapia em Saúde Coletiva
-Fisioterapia em Saúde da Mulher
-Osteopatia e Quiropraxia

Edjaneide disse...

FISIOTERAPIA
NÚMERO DE CURSOS
*1991 - 48
*2004 - 339
*2011 - 529
NÚMERO DE PROFISSIONAIS
*1995 - 16.068
*2005 - 79.382
NÚMERO DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO
*1991 - 16.820
*2004 - 116.778
NÚMERO DE VAGAS
*1991 - 3.250
*2004 - 57.133
CARGA HORÁRIA: 30 HORAS SEMANAIS

fonte:cofito/ livro trajetória dos cursos de graduação

pereira disse...

TRAGETÓRIA DO CURSO DE ENFERMAGEM
Através do Decreto20.109/193/1931,a Escola Ana Nery,passa a ser considerada oficialmente,como modelo padrão de ensino de enfermagem no país,para efeito dereconhecimento das demais escolas.
A Lei nº775/1949 regulamenta o ensino de enfermagem.
Na década de 1930 existiam no Brasil,30 escolas/cursos de enfermagem.Em 1940,foram criados mais doze e em 1950 já existiam 34.
Em 1960 já eram 39 escolas/cursos,quando entre 1961 e 1965 nenhum curso foi aberto e deixaram de existir 13 deles,caindopara 26 o número de cursos.
Apesar da Lei 775/1949,somente em 1962,a partir da Lei nº4024/1961,que fixou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional é que a enfermagem passou a ensino superior em todo o Brasil(Geovanini et al,2005).Entretanto,foi a Reforma Universitária,ocorrida a partir da Lei 5540/68 que incrementou o movimento de inserção da carreira das enfermeiras na universidade.
As recomendações do Plano Decenal de Saúde para as Américas,realizado em 1972 que estimava um número de 4,5 enfermeiros por 10.000 habitantes, apontava um déficit destes profissionais no Brasil, para atender as necessidadesda população(PAIM,2001).Assim houve um crescimento da educação superior,principalmente na área pública,com menos intensidade na área privada,com radical queda nos anos de 1980,devido a recessão no país.
Na década de 1980,diversos movimentos sociais,como a VIII Conferência Nacional de Saúde(CNS),a promulgação da Constituição Brasileira,em 1988,a criação do SUS e a aprovação da Lei Orgânica de Saúde(Lei nº 8080/1990),propiciaram desdobramentos importantes na formação dos enfermeiros,queinduziram a aceleração do ciclo expansionista do sistema privado de ensino superior.
Tatiana Pelinca

Carminha Raposo disse...

Toda a atividade profissional exercida por farmacêuticos, no Brasil, está sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta e disciplina o seu exercício, com base na Lei 3.820, assinada, no dia 11 de novembro de 1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek. No ano de 2002, após novas rodadas de negociações e assembléias, e de acordo com nova decisão tomada pela categoria, o Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Superior baixou a Resolução nº CNE/CES 2, de 19/02/2002, instituindo as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia. Em seu Art. 3º, a Portaria reza o seguinte: “O Curso de Graduação em Farmácia tem como perfil o formando egresso/profissional o Farmacêutico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Em seu Art. 4º, estabelece que a formação do Farmacêutico tem por objetivo dotá-lo da capacidade: de atuar na atenção à saúde, desenvolvendo ações de prevenção, promoção e reabilitação da saúde em nível coletivo e individual. Existem, atualmente, 211 cursos de Farmácia no Brasil. O total de matrículas anuais é de cerca de 54 mil, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 9 mil. Em média, os cursos têm duração de quatro anos, com carga horária de aproximadamente 4.200 horas, contando as horas de estágio obrigatório. As matérias principais da graduação são: química, bioquímica, físico-química, biologia, microbiologia e imunologia, parasitologia e anatomia. A remuneração dos recém-formados, atualmente, é de R$ 1.700, valor determinado pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia). Mas, como em todas as áreas, o salário de um Farmacêutico varia de acordo com a área em que atua, com a empresa e com a sua formação.

gioconda disse...

O serviço social é uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, utilizando-se de instrumento científico multidisciplinar das ciências humanas e sociais para analisar e intervir nas diversas questões socias. Nessa lógica o profissional assistente social atua na formulação, execução e avaliação de sarviços, programas e políticas sociais que tenham como objetivo a preservação, defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social.
A profissão surge em torno do século xlx, em 1898 nos Estados Unidos, com a ascesão da sociedade burguesa e a expanção de classe sociais, surge a necessidade de um profissional que cuidasse da àrea social assistindo a classe pobre. Nesse período não existia uma metodologia que definisse a profissão. No Brasil surge em torno de 1936,com processo de industrialização e urbanização do país. A emergência da profissão esta relacionada com a articulação dos poderes dominantes (burguesia indústrial,igreja católica, etc.) com o objetivo de controlar as insatisfações e pobresa da sociedade.
Entre os anos de 1930 a 1945, coincidindo com dois grandes fatos político-sociais: a Segunda Guerra Mundial (Europa) e o período do Estado Novo (Brasil). Os modelos importados não se adequavam com a realidade brasileira levando a necessidade de um serviço social assistencial, caritativo, missionário e beneficente. Em 1942, foi criada a Legião Brasileira de Assistência (LBA), que serviria como órgão de colaboração junto ao Estado. Ainda em 1942, foi instituído o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Entre os anos de 1945 a 1958, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia moderna, científica e cultural os profissionais conscientizaram-se da necessidade de criar novos métodos e técnicas adaptados à realidade brasileira. Em 1946, foram fundados mais dois órgãos importantes para o atendimento dos trabalhadores: o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Social do Comércio (SESC).
O curso de Serviço Social foi reconhecido como de nível superior através do Decreto nº 40.066 de 04 de outubro de 1956, e federalizou-se através do Decreto Lei nº 997 de 21 de outubro de 1969. Existiam até o ano de 2005 registrados no Ministério de Educação e Cultura 149 instituições que ministram cursos de serviço social, em 181 campos, onde são ministrados 234 cursos.

Carminha Raposo disse...

TABELA – do Conselho Nacional de Farmácia 2010 – FARMACEUTICOS INSCRITOS NOS CONSELHOS REGIONAIS DE FARMACIAS
Estado Nᵒ de Farmacêuticos inscritos Nos conselhos regionais de farmácia Nᵒ deFarmacêuticos Hospitalar % de Farmacêuticos Hospitalares
AC 197 5 2.54%
AL 846 20 2.36%
AM 1.709 14 0.82%
AP 232 21 9.05%
BA 4.506 100 2.22%
CE 2.992 180 6.02%
DF 2.546 73 2.87%
ES 3.544 103 2.91%
GO 5.562 243 4.37%
MA 2.144 280 13.06%
MG 16.084 868 5.40%
MS 2.217 128 5.77%
MT 2.552 42 1.65%
PA 2.331 139 5.96%
PB 2.171 80 3.68%
PE 2.496 122 4.89%
PI 568 31 5.46%
PR 12.742 682 5.35%
RJ 12.073 376 3.11%
RN 2.184 127 5.82%
RO 812 5 0.62%
RR 289 51 17.65%
RS 10.527 458 4.35%
SC 7.102 241 3.39%
SE 598 17 2.84%
SP 39856 931 2.34%
TO 892 59 6.61%
TOTAL 139772 5.396 3.86%

Carminha Raposo disse...

http://www.cff.org.br/index.php
Relatório da Comissão de Fiscalização emitido em dezembro de 2009, com base nos Relatórios de Atividades Fiscais dos Conselhos Regionais de Farmácia.
Número de farmacêuticos no Brasil – 133.762
Número de farmacêuticos em Capitais – 55.719
Número de farmacêuticos em cidades do interior – 78.043
Relação de Profissionais Registrados nos CRF´s
(Em fase de atualização)
Estatísticas
Relatório da Comissão de Fiscalização emitido em dezembro de 2009, com base nos Relatórios de Atividades Fiscais dos Conselhos Regionais de Farmácia.

Número de farmácias e drogarias – 79.010
Número de farmácias e drogarias em capitais – 18.425
Número de farmácias e drogarias em cidades do interior – 60.585
Número de farmácias com manipulação – 7.164
Número de farmácias homeopáticas - 1.082
Número de farmácias e drogarias de propriedade de farmacêuticos – 19.755
Número de farmácias e drogarias de propriedade de não-farmacêuticos – 45.481

Número de farmácias públicas registradas nos Conselhos Regionais – 8.284
Número de farmácias hospitalares – 5.490
Número de laboratórios de análises clínicas de propriedade de farmacêuticos – 5.497
Número de industriais farmacêuticas – 550
Número de distribuidoras de medicamentos – 3.844

maria de fatima nepomuceno disse...

artigo muito interessnte sobre a distribuição dos medicos no Brasil


Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(8):1555-1564, ago, 2006
minantes na localização dos médicos 22,23,24,25.
De acordo com os autores, quando uma região
alcança um certo nível de densidade de médicos,
o efeito da competição torna-se dominante,
fazendo com que os médicos menos qualificados
tenham de se localizar em áreas menos
aglomeradas e mais afastadas dos grandes centros
urbanos.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS MÉDICOS NO BRASIL 1557
A distribuição geográfica dos programas
de residência médica no Brasil
O local onde o médico realizou os seus estudos
influencia a sua escolha de onde morar pelo fato
deste, provavelmente, já ter estabelecido no
local laços sociais e profissionais importantes
na carreira médica, na qual o sucesso profissional
depende da formação de uma rede de pacientes.
Este é um elemento passível de controle
por órgãos reguladores. Países como Inglaterra
e Estados Unidos controlam a abertura de
Tabela 1
Distribuição dos médicos por regiões e Estados. Brasil, 2001.
Região/Unidade Percentual da Percentual Médicos por PIB per capita
da Federação população do Brasil dos médicos 1.000 habitantes (2000)
Norte 7,70 4,10 1,12 3.926
Rondônia 0,82 0,50 1,28 4.077
Acre 0,33 0,15 0,92 3.055
Amazonas 1,68 0,98 1,20 6.710
Roraima 0,20 0,14 1,49 3.443
Pará 3,68 1,90 1,07 3.054
Amapá 0,29 0,14 0,99 4.126
Tocantins 0,69 0,33 0,99 2.117
Nordeste 28,00 16,20 1,20 3.019
Maranhão 3,32 1,04 0,65 1.629
Piauí 1,67 0,71 0,88 1.875
Ceará 4,38 2,29 1,08 2.799
Rio Grande do Norte 1,63 1,20 1,53 3.347
Paraíba 2,01 1,48 1,53 2.682
Pernambuco 4,65 3,75 1,67 3.678
Alagoas 1,66 1,18 1,47 2.488
Sergipe 1,05 0,58 1,15 3.318
Bahia 7,67 3,98 1,08 3.688
Sudeste 42,60 57,70 2,81 8.788
Minas Gerais 10,52 9,75 1,92 5.934
Espírito Santo 1,83 1,80 2,04 6.951
Rio de Janeiro 8,45 19,59 4,82 9.581
São Paulo 21,83 26,57 2,53 10.013
Sul 14,80 14,20 1,99 7.708
Paraná 5,62 5,24 1,93 6.898
Santa Catarina 3,16 2,30 1,51 7.921
Rio Grande do Sul 5,98 6,62 2,30 8.357
Centro-oeste 6,90 7,80 2,34 6.576
Mato Grosso do Sul 1,22 1,09 1,84 5.708
Mato Grosso 1,49 0,88 1,23 5.362
Goiás 2,97 2,57 1,80 4.330
Distrito Federal 1,22 3,25 5,54 14.425
Fonte: IBGE (Censo Demográfico 2000); Ministério da Saúde (DATASUS – IDB 2002).

maria de fatima nepomuceno disse...

nos resultados mostrados na postagem anterior, a primeira coluna se refere a percentual da populção, a segunda ao percentual de medicos, a terceira a quantidade de medicos por mil habitantes e a quarta o PIB da região. nela percebemos que os estados do sul e sudeste concentram a maior quantidade de medicos per capita, superando em muito as demais regiões

Karla Soares disse...

FONOAUDIOLOGIA

ORIGEM E CONTEXTO DO SURGIMENTO DA PROFISSÃO
Data da década de 30. Oriunda da preocupação da Medicina e da Educação com a profilaxia e a correção de erros de linguagem apresentados pelos escolares.
Na década de 60, deu-se início ao ensino da Fonoaudiologia no Brasil, com a criação dos cursos da Universidade de São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia. Ambos estavam voltados à graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia, sendo que o primeiro currículo mínimo, fixando as disciplinas e a carga horária destes cursos, foi regulamentado pela Resolução n° 54/76, do Conselho Federal de Educação.

Nos anos 70, tiveram início os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da profissão. Foram criados, então, os cursos em nível de bacharelado, e o curso da Universidade de São Paulo foi o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em 1977.

REGULAMENTAÇÃO POLÍTICA LEGAL
Sancionada em 09 de Dezembro de 1981, pelo então presidente João Figueiredo, a Lei n° 6965, que regulamentou a profissão de Fonoaudiólogo, veio ao encontro dos sonhos de uma categoria profissional, que ansiava ser reconhecida. Além de determinar a competência do Fonoaudiólogo, com a Lei, foram criados os Conselhos, Federal e Regionais, de Fonoaudiologia,tendo como principal finalidade a fiscalização do exercício profissional.

As atividades do Conselho Federal de Fonoaudiologia tiveram início em 1983. Em 15/09/84, pela Resolução CFFa n° 010/84, foi aprovado o primeiro Código de Ética da profissão, que elencava os direitos, deveres e responsabilidades do Fonoaudiólogo, inerentes às diversas relações estabelecidas em função de sua atividade profissional.

O crescimento da profissão, a ampliação do mercado de trabalho do Fonoaudiólogo e uma maior conscientização da categoria têm levado os Conselhos de Fonoaudiologia à revisão de toda a sua Legislação. O primeiro fruto deste esforço conjunto foi a elaboração de um Código de Ética novo. Aprovados em 17/12/95. O próximo passo será a revisão da Lei n° 6965, que está completando 15 anos.

NÚMERO DE CURSOS e DE PROFISSIONAIS NO BRASIL:
*98 cursos de Fonoaudiologia
*35.369 Fonoaudiólogos(Atualizado em 10/05/2011)
FONTE: Conselho Federal de Fonoaudiologia

Paulo Neves Baptista disse...

Prezados Alunos
Proponho a leitura dos textos que mando por email e a pesquisa sobre:
1. o conceito de competências e a relação com a formação para um trabalho livre e transformador ou trabalho voltado para a exploração e o capital;
2. Novas políticas de formação de profissionais para o SUS.

Para quem não postou, continuo aguardando a postagem anterior e a atual.

Ref.
- Araujo e Rodrigues, 2010. Referências sobre práticas
formativas em educação profissional :o velho travestido de novo frente ao efetivamente novo. In B. Téc. Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v. 36, n.2, maio/ago. 2010.
- Brasil, MS, SGETS, 2004 Políticas de Formação e Desenvolvimento para o SUS:Caminhos para a educação permanente em saúde.
- Ceccin e Feuerwerker, O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde:
Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social. In PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 14(1):41- 65, 2004

Vejam também e reflitam sobre as duas figuras dos textos que tentam sintetizar a dinâmica da formação no SUS.

Paulette

Sara Virna disse...

Perfil do concluinte em odontologia:
Idade: 20 a 24 anos 67,6%
Sexo: feminino 65,3%
Estado civil: solteiro 91,7%
Etnia: branco 83,7%
Renda familiar:
3-10 Salários mínimos 27,2%
1-20 Salários mínimos 28,8%
Situação ocupacional: não trabalha 71,9%
Bolsa de estudo/financiamento: nenhuma 72,7%
Escolaridade de pai: Superior 52,7%
Escolaridade de mãe: Superior 50,7%
Origem do curso médio: escola privada 66,4%
Conhecimento do idioma Inglês: Lê, escreve e fala razoavelmente 33,3%
Conhecimento do idioma espanhol: praticamente nulo 44,6%
Meio de atualização: televisão 71%
Utilização da biblioteca: muito freqüentemente 23,5%
Fonte de pesquisa: acervo da biblioteca da minha instituição 60,9%
Horas de estudo por semana: 3 a 5 horas 34%
Outras atividades acadêmicas: monitorias 15,6% .Extensão 26,9%
Acesso à Internet 95,2%
Computador em casa 75%

Sara Virna disse...

Odontologia ( continuação)
Nota-se que, na situação atual do mercado, o interesse profisional na odontologia voltada à pratica liberal vem se alterando, e trazendo um maior interesse por ingreesar nesta profissao, fato que me acompanhado por um aumento nos postos de trabalho apos a introduçao de equipes de saude bucal no Programa de saude da Familia, aumentando com isso tambem o interesse por disciplinas sociais e humanas. Observa-se um decrescimo pelo interesse mostrado pelos academicos em abrir consultorio ( 52,4 em 1998 para 20,5 em 2003) enquanto que procurar emprego aumentou significamente (42,3 em 1998 para 70,7 em 2003) isso refletiu tambem um aumento de interesse em saude coletiva pelos profissionais.

maria de fatima nepomuceno disse...

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DOS MÉDICOS NO BRASIL
A concentração de médicos em certas regiões é um resultado socialmente indesejado. Segundo Pinto e Machado os médicos ficam aonde terminam a residência medica independente de serem ou não do local. Reforça-se a importância da distribuição geográfica das faculdades de medicina e da residência para o entendimento da distribuição dos médicos. O maior descompasso ocorre entre o Sudeste e o Nordeste.
Nordeste – 28% da população do Brasil- 16,2% dos médicos
Sudeste – 42% da população do Brasil – 60% dos médicos.
A maior concentração ocorre no Rio de Janeiro e São Paulo – 41,6%
A literatura destaca também a relação entre o número de médicos e o desenvolvimento socioeconômico da região. Segundo Rinlinger e Steele o numero de oferta de médicos não necessariamente levará a uma melhora na distribuição geográfica e pode ocorrer aumento do numero de em áreas de escassez mas o aumento será nas áreas com grande oferta.
Outro fator importante é o efeito da competição fazendo com que médicos menos qualificados tenham a se localizar em áreas menos aglomeradas e mais afastadas dos centros urbanos.
Importante – o local onde o residente realizou seus estudos ou o curso medico, ele geralmente se fixa, pois existe uma rede de amizades e pacientes. Na Inglaterra e Estados Unidos há um controle nos cursos e observando-se a necessidade do local de mais médicos. No Brasil, não existe regulamentação para a abertura de novas faculdades e nem de cursos de residência medica que sejam de acordo com as necessidades regionais. A concentração da residência medica ocorre nas regiões Sul e Sudeste – 80 % das vagas, havendo migração para estas áreas.
Conclusão = médicos mais jovens são mais propensos para mudar e a oferta de vagas em residência medica atraem médicos em busca de aperfeiçoamento. A concentração dos programas de residência medica no sul e sudeste é um fator que promove a desigualdade da distribuição geográfica dos médicos.
Fonte; Caderno de Saúde Pública -Rio de janeiro, agosto de 2006

pereira disse...

A ABen desencadeou um amplo debate por meio dos Seminários Nacionais e Regionais sobre “Perfil e Competência de Enfermeiros” e “Proposta de Currículos Minímos de Enfermagem”.Esses processos subsidiaram o Parecer nº 314/94 do então Conselho Federal de Educação;homologado pela Portaria nº1.721 do Ministério da Saúde,em 15 de dezembro de 1994.
A exemplo de outras épocas a educação sofreu mudanças correlacionadas com o contexto sócio-político brasileiro , que necessitava de aumentar a criação de vagas nas universidades , destacando-se o papel da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei nº 9394/96,que favorece a criação de cursos e privatização do ensino.
A partir da LDB/96, concretizou-se em 7 de agosto de 2001, o Parecer noº1.133 do CNS/CES objetivando a formação geral e específica dos egressos/profissionais com ênfase na promoção,recuperação e reabilitação de saúde.Sendo ,logo após,aprovada a Resolução CNE/CES nº03 de 7 de novembro de 2001,que definiu as Diretrizes nacionais para o curso de Graduação em Enfermagem- DCENF.
O crescimento quantitativo das vagas de ensino não se acompanhou do fator qualidade, na maioria das Instituições de Ensino Superior.Assim,em 2004 a avaliação das IES foi regulamentada pela Lei Federal nº10.861, de 14 de abril de 2004,que instituiu o SINAES para avaliar o ensino superior,com ênfase em três eixos: a instituição, o curso e o setudante.
É importante salientar que não basta ampliar os números de cursos/vagas sem um efetivo sistema de regulação,baseado na avaliação por parte do Estado sobre as condições de ensino, ou seja, a infra-estrutura, a política de recursos humanos e a organização didático-pedagógica, tanto na rede pública como na privada; de modo que esta crescente e desordenada expansão quantitativa do número de cursos/vagas oferecida no País, seja equilibrada com o desenvolvimento qualitativo,traduzindo a inserção de enfermeiros conscientes de sua função social e científica para intervir propositivamente nos modelos de atenção à saúde.
Tatiana Pelinca.

Rosaly Lins disse...

a)origem, contexto do surgimento.
Biomedicina também denominada "Ciências Biomédicas" foi pioneiramente implantado na Escola Paulista de Medicina em 1966. O Curso foi criado com objetivos de capacitar futuros docentes e pesquisadores nas áreas de biologia e medicina. O segundo estado do Brasil a oferecer o curso foi Pernambuco. A Universidade Federal de Pernambuco formou sua primeira Turma de Biomédicos em 1971.

b) regulamentação política e legal
A profissão de biomédico foi regulamentada em 1979 e o Conselho Federal e os Regionais de Biomedicina foram criados e hoje regulamentam o exercício da profissão em suas várias especializações.
Inicialmente foi criada a Lei nº 6.684 de 3 de setembro de 1979 que regulamenta em conjunto as profissões de Biólogo e Biomédico, seguida da Lei nº 6.686, de 11 de setembro de 1979 que dispunha sobre o exercício das análises clínico-laboratoriais pelo Biomédico. Com o passar do tempo foi identificada a importância de ampliar a atuação dos profissionais bio-médicos sendo criada a lei 7.017 de 30 de agosto de 1982 que desmembrou as categoriass de Biologos e Biomédicos autorizando a criação dos Conselhos Federais e Regionais respectivos a cada profissão.
Em 28 de junho de 1983 o Decreto nº 88.439 de 28 de junho de 1983 veio regulamentar a profissão de Biomédico. Foi aprovada a Lei nº 7.135, de 26 de outubro de 1983. Esta por não contemplar a capacidade de abrangência da biomedicina ,foi levada por entidades de ensino superior do Curso Biomédico ao Supremo Tribunal Federal cuja Decisão: Julgou procedente a Represntação e declarou a inconstitucionalidade. Após isto o Senado Federal promulgou a Resoluçao nº86 de 24 de junho de 1986.
O CFBM e os CRBM's passaram a possuir a natureza jurídica de autarquia federal, com o objetivo de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de Biomédico. Posteriormente, com o advento da Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, o CFBM e os CRBM's passaram a ter a natureza jurídica de pessoas jurídicas de Direito Privado, por delegação do Poder Público, continuando com a incumbência de fiscalizar o exercício da profissão de Biomédico.
A função do CFBM e dos CRBM é zelar pelo profissional responsável, salvaguardando seus direitos e punir, quando necessário, os abusos e as irregularidades cometidas no exercício da profissão, em defesa da coletividade

pereira disse...

Comentário sobre : Quadrilátero da Formação da Saúde
O SUS tem sido capaz de provocar importantes repercussões nas estratégias e modo de ensinar e aprender.Possuindo uma singularidade histórica e internacional,permite que a população tenha assento nas instâncias máximas da tomada de decisões em saúde.Através dos Conselhos Municipais,Estatuais e Nacional de Saúde,a sociedade tem o direito e dever de participar do debate e da decisão sobre a formulação,execução e avaliação da política nacional de saúde
Esses direitos e deveres,ainda são pouco conhecidos e reconhecidos pelos cidadãos,educandos e proficionais,fazendo com que esta ferramenta não tenha alcançado seu real poder.
O conceito de quadrilátero da formação baseado em: ensino-gestão-atenção-controle social,vem propiciando o desenvolvimento de um certo pensamento crítico e estimulando o fortalecimento do movimento por mudanças no processo de formação.
O assistencialismo que foi muito cultivado em nossa população e seus graves problemas sociais,contribuem para sua passividade e a pouca participação no processo de fortalecimento do SUS.
As relações entre educação dos profissionais e trabalho do SUS perde importância,quando sabemos que a implantação das diretrizes constitucionais do SUS deveria ser o objetivo central e a educação em serviço ganhar estatuto de política pública governamental.Assim, a prática da educação em saúde bem fundamentada,executada principalmente na atenção básica,seria fundamental para atingir os objetivos do controle social.Porém a busca eficiente de evidências do diagnóstico,cuidado,tratamento,prognóstico,etiologia e profilaxia das doenças e agravos relegam esta atividade a segundo plano.
Quando as atividades de educação em saúde são realizadas,se estruturam basicamente em palestras e transferência de conhecimentos.Onde deveriam ter como objetivo a problematização do processo de trabalho e sua capacidade de dar acolhimento e cuidado às várias dimensões e necessidades de saúde das pessoas, dos coletivos e das populações,dever do Estado,previsto na Constituição Nacional.
Portanto,concluímos que formar é diferente de informar e facilmente caímos nessa armadilha,precisamos utilizar o ordenamento dos processos de trabalho da rede de saúde e a alteridade com os usuários, redimensionando a imagem do serviço de saúde e valorizando o controle social.
Tatiana Pelinca

maria de fatima nepomuceno disse...

segundo o artigo de Ceccin a respeito do quadrilatero da formação e tambem respondendo as perguntas :
se realmente as propostas feitas pelo autor estivesem implementadas em todas as faculdade de medicina, teriamos profissionais voltados para um mercado real atendendo às necessidades da população. O SUS estaria mais fortalecido e o elo entre instituições formadoras e atenção primaria seria mais forte. como cita o autor no seu arigo as instituições com modelos tradicionais estão centrados em aparelhos e tecnologias altamente sofisticadas e que dependem de profissionais voltados para a exploração do capital privado. existem alunos que ja chegam no nosso serviço com visão de subespecialidade ( ortopedista que trata apenas do joelhos e por aí vai ) e esquecem do basico que o paciente é composto de um corpo e
de muitas vezes necessita de ser apenas escutado.
Como mudar esta realidade, comoimplementar novas politicas de formação para o SUS?
1- o objetivo seria implementar as diretrizes do SUS emm todos os niveis de atenção
2- educação em serviço ganharia estatuto de politica publica de governo
3- instituir uma mudança de formação baseada na triade ; instituição de ensino, serviço e comunidade.
a comunidade atuaria na perspectiva de suas reais necessidades de saude e seria uma grande parceira.
Os profissionais formados a partir de uma visão norteadora visando a melhoria da saude da população aliado aos principios do SUS, com certeza seria mais humanizada e teriamos um maior numero de medicos trabalhando e acreditando na atenção primaria de saude.
nestes atores envolvidos não poderiamos deixar de fora a gestão que seria tambem um grande aliado nessas mudanças. Mudar é dificil e principalmente quando existe muitos atores envolvidos, mas cabe a nós profissionais da atenção primaria não desistirmos pois tambem somos responsaveis pela formação destes alunos. para isso temos que oferecer a estes uma medicina de boa qualidade, profissionais envolvidos com a docencia e sempre se capacitando, serviços de saude adequados para receber os alunos.

Caroline Coutinho disse...

Medicina Veterinária
Resumo Histórico – Há descrições remotas sobre o desenvolvimento de cuidados com os animais que remontam a época da própria domesticação dos mesmos. Há relatos sobre esta prática de até 4000 anos a.c. no Egito e 2000 a.c. na Ásia e Índia. O código de Hammurabi na Babilônia faz referência aos médicos dos animais e sobre suas atribuições e remuneração. Na Grécia a.c. eram chamados de hipiatras e na Europa do século V.I. DC foi identificado o primeiro tratado sobre o assunto. A primeira escola de medicina veterinária foi criada na França em 1761. No Brasil em 1818 foram instituídas aulas de alveitaria ( cuidados e doenças de cavalos ) para o exército. Em 1920 surge a primeira escola veterinária do Brasil ligada ao exército. Em Olinda em 1911 surge uma escola superior de agricultura e medicina veterinária ligada ao mosteiro de São Bento e que formou o primeiro Veterinário diplomado no Brasil.
Análise da expansão dos cursos no Brasil - Até 1990 havia 34 cursos de veterinária e que expandiram-se para 119 em 2004 sendo esta expansão muito ligada a cursos privados ( 66,4% em 2004 ) e concentrados no Sul e Sudeste. De 1991 a 2004 o número de vagas foi de 2.796 para 12.284. O Centro-Oeste foi a região com o maior aumento percentual de vagas (1.579,2%). O Nordeste possui a menor relação Número de cursos/ habitantes. No Brasil de 2004 havia 1 veterinário /3150 habitantes. O percentual de vagas não preenchidas cresceu a ponto de aproximar-se dos 30% em 2004 e ocorreu queda da relação número de inscritos por vaga. A realidade em 2004 mostra um número de vagas para ingresso nos cursos de Medicina Veterinária superior à demanda,tendo em vista que, em nível nacional, apenas 70,44% das vagas ofertadas foram efetivamente preenchidas. Percentuais de concluintes do curso de Veterinária em relação aos ingressantes esteve em queda no período de 1995 a 2004 ás custas das escolas privadas.Nas instituições privadas o percentual de aumento do número de vagas (884,88%) foi muito maior que o incremento verificado no número de inscritos (385,21%), o que permite concluir que aconteceu um exagerado aumento na oferta de vagas. A relação entre o número de inscritos por vagas oferecidas aumentou nas escolas públicas e diminuiu nas privadas.

Caroline Coutinho disse...

Medicina Veterinária Parte 2
Perfil Sócio-econômico dos alunos –O curso era predominantemente masculino e ligado ao meio rural. Em 1968, o Congresso Nacional instituiu cotas nas universidades, por meio da chamada “Lei do Boi”, na qual escolas mantidas pela União deveriam reservar, anualmente, 50% de suas vagas a candidatos agricultores ou filhos destes, proprietários ou não de terras, que residissem na zona rural ( e eu pensava que as cotas eram coisa recente ). Em 2004 as mulheres eram a maioria das alunas deste curso exceto em Mato grosso e MG do Sul onde há maior correlação com expansão agropecuária. A maioria dos estudantes declaram-se brancos, solteiros, renda familiar de até 10 salários mínimos, não trabalham e tem os gastos financiados pela família, não possuem bolsas ou financiamentos de estudo, a maioria dos pais tem curso superior, cursaram ensino médio em escola privada mas não tem pleno domínio da língua inglesa, a TV é a principal mídia para manter-se atualizado, usam razoavelmente a biblioteca, estudam de 1 a 5 horas por semana, a maioria não desenvolve atividades extra-classe e dos que desenvolvem há mais alunos em pesquisa científica nas escolas privadas enquanto nas públicas de monitorias e extensão, 90% tem acesso a internet.
Tendências contemporâneas da Medicina Veterinária- as diretrizes para desenvolvimento da profissão sugerem desenvolvimento de competências como atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação, liderança, administração,gerenciamento,educação permanente, habilidades específicas inerentes ao exercício da veterinária. Há um papel crescente da veterinária na medicina social voltada para o controle de zoonoses e atividades das vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental, área de segurança alimentar, genética, fertilização e clonagem, animais de companhia humana, interação com a medicina humana em doenças com hospedeiros animais como a doença da vaca louca, preservação de ecossistemas, agronegócio e outros. É uma área em franca expansão de horizontes e também de compromisso social.

Roseane S. da Silva disse...
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Carminha Raposo disse...

O quadrilátero e o fortalecimento do SUS através da educação permanente
O fortalecimento e qualificação da Educação e Formação em saúde para a sociedade civil; - deve incorporar os princípios de educação popular em saúde nos processos de formação dos trabalhadores de saúde e nas práticas educativas. Para implantação destas políticas de gestão da Educação na Saúde no âmbito dos estados e municípios foram criados espaços de articulação interinstitucional e de negociação para a construção de projetos de educação. Entre estes projetos a educação permanente propicia a reflexão coletiva sobre o trabalho no SUS, que inclui a integralidade, a produção do cuidado, o trabalho em equipe, a dinamização de coletivos, a gestão de equipes e de unidades, a capacidade de problematizar e identificar pontos sensíveis e estratégicos para a produção da integralidade e da humanização. A Educação Permanente em Saúde funciona através de um colegiado composto por representantes dos segmentos: (gestão, assistência, ensino e controle social). Estes segmentos integram o “quadrilátero da Educação Permanente em Saúde sendo os representantes respectivamente: (gestores, profissionais, Educadores de instituições formadoras, estudantes e usuários integrantes de movimentos sociais. Dentre os desafios da implantação dessas políticas de educação na saúde destacam-se como mais difíceis:
A conjugação entre educação e o trabalho;
As mudanças nas práticas de formação e de saúde;
A articulação (Ensino-Gestão – Atenção – Controle Social);
A formulação de políticas de formação e desenvolvimento de RH em bases geopolíticas territorializadas (de forma descentralizada com ênfase na educação em serviço.
Como dificuldades surgidas no processo destacam-se:
A participação incipiente dos gestores;
A resistência de alguns segmentos integrantes dos pólos em acatar as diretrizes da nova política e a gestão colegiada;
Indefinição de parâmetros para construção dos projetos/ações, fluxos burocráticos na aprovação dos projetos/ações;
inadequação do processo de comunicação do Ministério da Saúde com integrantes dos pólos;
inadequações na organização e execução dos cursos de educação a distância dos tutores e facilitadores de Educação Permanente em Saúde entre outras.
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Roseane S. da Silva disse...
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Roseane S. da Silva disse...

PSICOLOGIA
- Origem: Desde a antiguidade, pensadores, filósofos e teólogos de várias regiões e culturas dedicaram-se a questões relativas à natureza humana - a percepção, a consciência, a loucura. Apesar de teorias "psicológicas" fazerem parte de muitas tradições orientais, a psicologia enquanto ciência tem suas primeiras raízes nos filósofos gregos, mas só se separou da filosofia no final do século XIX.
O primeiro laboratório psicológico foi fundado pelo fisiólogo alemão Wilhelm Wundt em 1879 em Leipzing, na Alemanha. Seu interesse se havia transferido do funcionamento do corpo humano para os processos mais elementares de percepção e a velocidade dos processos mentais mais simples. O seu laboratório formou a primeira geração de psicólogos. Edward Titchene foi um importante divulgador do trabalho de Wundt nos Estados Unidos. Mas, uma outra perspectiva se delineava: o médico e filósofo americano William James propôs em seu livro The Principles of Psychology (1890) - para muitos a obra mais significativa da literatura psicológica - uma nova abordagem mais centrada na função da mente humana do que na sua estrutura.
No surgimento da Clínica Psicológica destacam-se os nomes de Lightner Witmer (1867-1956), nos Estados Unidos, e de Alfred Binet (1857-1911), na França. Witmer foi aluno de Wundt e de Cattell e, em 1896, fundou a primeira clínica de psicologia na Universidade de Pennsylvania (Estados Unidos). Além disso, cunhou as expressões “psicologia clínica”, “clínica psicológica”, e “método clínico”,. Por seu lado, Binet constitui, ao lado de Pierre Janet e Theodule Ribot, o trio dos fundadores da psicologia experimental francesa e, em 1895, cria o primeiro laboratório de psicodiagnóstico. O modo de Binet fazer psicologia experimental foi resultante de uma síntese que toma em consideração o experimentalismo de Wundt, os métodos da psicologia descritiva de Brentano, a tradição da psiquiatria humanista de Pinel e os testes mentais de Galton e de Cattell.
Wundt se dedicou principalmente ao estudo de reações simples a estímulos realizados sob condições controladas. Seu método de trabalho seria chamado de estruturalismo por Edward Titchener, que o divulgou nos Estados Unidos. Seu objeto de estudo era a estrutura consciente da mente e do comportamento, sobretudo as sensações. As principais críticas levantadas contra o Estruturalismo foram: o de ser ele reducionista, ou seja, querer reduzir a complexidade da experiência humana a simples sensações; o de ser ele elementarista, ou seja, dedicar-se ao estudo de partes ou elementos ao invés de estudar estruturas mais complexas, como as que são típicas para o comportamento humano e o de ser ele mentalista, ou seja, basear-se somente em relatórios verbais, excluindo indivíduos incapazes de introspecção, como crianças e animais, do seu estudo. Além disso, a introspecção foi alvo de muitos ataques por não ser um verdadeiro método científico objetivo.

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA-
William James concordava com Titchener quanto ao objeto da psicologia - os processos conscientes. Para ele, no entanto, o estudo desses processos não se limitava a uma descrição de elementos, conteúdos e estruturas. A mente consciente é, para ele, um constante fluxo, uma característica da mente em constante interação com o meio ambiente. Por isso sua atenção estava mais voltada para a função dos processos mentais conscientes. Na psicologia, a seu entender, deveria haver espaço para as emoções, a vontade, os valores, as experiências religiosas e místicas - enfim, tudo o que faz cada ser humano ser único. Uma importante reação ao funcionalismo foi a psicologia da gestalt ou da forma, representada por Max Wertheimer, Kurt Koffka e Wolfgang Köhler. Principalmente dedicada ao estudo dos processos de percepção, essa corrente da psicologia defende que os fenômenos psíquicos só podem ser compreendidos, se forem vistos como um todo e não através da divisão em simples elementos perceptuais. A palavra gestalt significa "forma", "formato", "configuração" ou ainda "todo", "cerne". O gestaltismo assume assim o lema: “O todo é mais que a soma das suas partes.” Distinta da psicologia da gestalt, escola de pesquisa de significado basicamente histórico fora da psicologia da percepção, é a gestalt-terapia, fundada por Frederic S. Perls (Fritz Perls).Apesar de serem perspectivas já ultrapassadas, tanto o estruturalismo como o funcionalismo e a gestalt ajudaram a determinar o rumo que a psicologia posterior viria a tomar. Hoje em dia os psicólogos procuram compreender tanto as estruturas como a função do comportamento e dos processos mentais.
Pesquisas recentes sobre a história da Psicologia mostraram que a preocupação com o fenômeno psicológico já se encontrava presente no Brasil desde o período colonial. Textos religiosos que objetivavam educar um público amplo por meio da pregação nas igrejas apresentavam um conteúdo de instrução sobre a relação da vivência da subjetividade do indivíduo com a palavra, trazendo o discurso como um importante instrumento para a autocompreensão e expressão dos sentimentos. Tal expressão proporciona, além do autocontrole, uma função catártica, terapêutica.
Durante os anos 20 e 30, houve um grande desenvolvimento criativo da psicanálise na Europa. Surgiram as dissidências e as modificações na técnica psicanalítica: Jung, que defendeu as noções de “inconsciente coletivo” e de tipos de caráter e fez uso da técnica de associação de palavras; Adler, que aplicou os conceitos psicanalíticos no trabalho de clínicas infantis para crianças proletárias da Viena socialista dos anos 20; e Reich, que na mesma época criou as clínicas do Movimento de Política Sexual (Sexpol), primeiro em Viena e depois na Alemanha (anos 30). Na ortodoxia destacam-se Melanie Klein e Anna Freud: duas perspectivas para a psicologia clínica da criança: psicanálise através da ludoterapia (play therapy) e pedagogia psicanalítica. Os anos 20 marcam o surgimento do Teste de Rorschach e das técnicas projetivas, das quais ele foi o modelo.

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA
No surgimento da Psicologia Científica, a obra de Lourenço Filho (1954) apresenta um trabalho de reconstrução do desenvolvimento da psicologia no Brasil. Desde as teses defendidas nas escolas de medicina por autores como Henrique Roxo, Maurício Campos Medeiros, Plínio Olinto, Júlio Afrânio Peixoto, aos trabalhos desenvolvidos pelas escolas de Raimundo Nina Rodrigues, e à criação da Liga Brasileira de Higiene mental, em 1922.
Merece destaque, a psicóloga Helena Antipoff, responsável pela introdução da abordagem sociocultural à Psicologia Escolar, particularmente em Minas Gerais. Ainda deste período (1920-1940) a importante obra de Ulisses Pernambucano (1920-1940), na qual educação e atenção à saúde estão intimamente associadas. Também Paula Souza, médico sanitarista, fundador do Instituto de Higiene que deu origem à Faculdade de Saúde Pública da USP.
Nas décadas de 20 e 30, a Psicanálise vai progressivamente se institucionalizar em diversas cidades do Brasil e exercerá imensa influência em quase toda a psicologia brasileira até a atualidade. É nesse período que são criadas as primeiras universidades no País, as quais serão muito importantes na institucionalização da psicologia como ciência e profissão no Brasil.
Em 1920, Hermann Rorschach apresenta pela primeira vez o seu teste e método de pesquisa. Em 1929, Helena Antipoff apresenta pela primeira vez o teste de Rorschach no Brasil. Vários psicólogos começam a trabalhar com esse método nos anos 30 e 40. Em 1952, é fundada a Sociedade de Rorschach de São Paulo, e desde então o uso do método e do teste no contexto da clínica foi sempre crescente.
No cenário internacional, na década de 20, a psicologia científica recebeu uma contribuição significativa da psicologia russa, particularmente os trabalhos desenvolvidos por Lev S. Vygotsky: A Análise Histórica da Crise da Psicologia, Os Fundamentos de Defectologia, A formação Social da Mente, A Psicologia da Arte, em especial, Pensamento e Linguagem, que sintetiza a Psicologia Histórico- Cultural ancorada na vertente do materialismo histórico dialético. Seus principais colaboradores Alexander R. Luria e Alex Leontiev dão continuidade a essa escola.
A Psicologia Científica nasceu também com preocupações relativas à prática, à aplicação do conhecimento psicológico; e as relações com a prática se deram nas esferas da educação, da medicina mental e da organização do trabalho e dos grupos sociais.
Em sua história da Psicologia desse período, Foucault (1957/1999) argumentou que a Psicologia Científica se apresentou como fundamento racional e científico das práticas nas três esferas da vida humana acima mencionadas. Assim, diz ele, “a Psicologia Genética constituiu-se como o quadro de toda pedagogia possível e a psicopatologia ofereceu-se como reflexão sobre a prática psiquiátrica”, e os problemas suscitados por essas práticas: “o problema do sucesso e do fracasso escolar, o problema da inserção do doente na sociedade, e o problema da adaptação do homem à sua profissão” foram assumidos pela Psicologia.

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA
No final dos anos 40 e durante 1950 foi constituído o Movimento do Potencial Humano, corrente que combinava os conhecimentos adquiridos por Kurt Lewin sobre a dinâmica dos grupos por meio da abordagem psicossociológica; o Psicodrama de J. L. Moreno, que se apresentava como alternativa à Psicanálise; e o Aconselhamento Psicológico de Carl Rogers, que reivindicava possuir um modelo clínico mais amplo que o da psicoterapia, do qual os Grupos de Encontro eram exemplo. Esse movimento manteve ligações com os movimentos da contracultura norte-americana dos anos 60 e 70. Ele é conduzido pela ideia de investimento no potencial humano e sua atividade se desenvolve em torno da instituição “Centros de crescimento e desenvolvimento do potencial humano”. Seu objetivo é pesquisar e desenvolver meios de como melhorar o “potencial humano” por meio de técnicas de trabalho grupal; técnicas de artes corporais: terapêuticas e educacionais; técnicas do psicodrama; técnicas de orientação reichiana: bioenergética, vegeto-terapia; técnicas da arte das massagens; práticas de filosofias orientais: sufismo, zen, etc. Carl Rogers publicou Aconselhamento psicológico e psicoterapia, em 1943, e Terapia centrada no cliente, em 1951.
No final dos anos 60 quatro grandes perspectivas dominavam o campo da Psicologia no Brasil: psicanálise, análise experimental do comportamento, Psicologia Experimental de língua francesa e Psicologia Humanística. Cada uma dessas perspectivas tem as suas teorias psicológicas e seu modelo próprio de trabalho para atuar na área de psicologia clínica e da saúde, mas caberá ao Movimento do Potencial Humano oferecer um quadro de técnicas que servirão como ferramentas da Psicologia Hospitalar e da Saúde. E, além da grande difusão do movimento da Psicologia Humanística, dois eventos marcam os anos 70: a difusão da obra de Lacan e o aparecimento dos lacanianos, e a migração dos psicanalistas argentinos fugindo da ditadura militar. No plano das técnicas salientamos os primeiros trabalhos com os “grupos operativos” e os métodos de “pesquisa- ação” e “pesquisa-participante”. Como resultado dessa grande difusão, houve um movimento geral de autonomização dentro das grandes perspectivas. Na Psicologia Humanística institucionalizaram-se de modo independente a terapia da gestalt, os reichianos, os psicodramas, a análise existencial. E, por se turno, a psicanálise desdobrou-se em muitas sociedades de psicanálise. Não se deve ser esquecida a contínua influência da psicologia de língua francesa em nosso País. Para esse fim registramos na Psicologia do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente as teorias de Piaget e de Wallon; os trabalhos de Déjours sobre psicopatologia e trabalho; a Psicopatologia Fenômeno-Estrutural de Minkowski; a teoria das representações sociais. E a obra dos celebrados Foucault, Guattari, Deleuze, Bourdieu, e dos psicanalistas Manoni, Dolto, Roudinesco, Fedida, dentre outros.
A psicologia viu-se utilizada pela sociedade em ampla variedade de áreas e tornou-se crescentemente quantitativa. Se há alguma filosofia subjacente, caracteriza-se dos esforços dos psicólogos na última parte do século vinte, ela é a de que nada existe a respeito do comportamento e da experiência do homem que não possa ser estudado cientificamente. A psicologia de hoje é ficha da sociologia de ontem, a psicologia de hoje faz mais sentido se compreende como chegou a ser como é. Ela determina até certo ponto os problemas estudados, a maneira de estudá-los e de mesmo a linguagem a ser usada para falar a respeito dos problemas, e ajudar a as perceber que todas as coisas são consequências de decisões essencialmente arbitrais tomadas por pessoas muito tempo atrás, mas do que necessariamente inerentes ao próprio assunto tratado.

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA
- Regulamentação política e legal
: A lei 4119 de 27 de Agosto de 1962 é a responsável pela descrição básica dos cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo. Editada no Governo de Jânio Goulart, um dos maiores incentivadores da adoção de políticas na área da educação do país, tendo ao seu lado no Ministério da Educação o grande Darcy Ribeiro. Em um período pré-golpe militar, instabilidade política e incerteza, bravamente lutou pelos ideais sociais, o que acabou por levar a sua deposição, uma vez que foi amplamente divulgada a ideia que a tentativa do Presidente seria da instalação do Comunismo no Brasil. Toda a catalisação das ideias anti-Goulart foram patrocinadas pelo IPES, Instituto mantido por um general do Exercito que acabou por atingir seus objetivos em Abril de 1964, com a Marcha pela Família, com Deus pela Liberdade, que foi uma serie de manifestações contra o Governo. Com a nova etapa política que se iniciou, a educação passou a não ser mais o carro chefe do governo, bem como as demais mediadas socio-equalitárias. Fator esse que para o desenvolvimento da Psicologia, assim como das demais ciências humanísticas, acabou por gerar um aprimoramento técnico em detrimento da discussão, analise e crítica.
A Lei 4119/62 traz a diferenciação básica do portador de diploma em Bacharel, de Licenciado e de Psicólogo, bem como a suas atribuições básicas, ainda das condições para o funcionamento dos cursos e da aceitação de diplomados no exterior e do registro profissional. O Bacharelado abrange as disciplinas básicas, preparando para a pesquisa e a pós-graduação. O objetivo básico é desenvolver competências e habilidades necessárias para a realização de pesquisa básica e aplicada em Psicologia. As fundamentações teóricas e experimentais são ministradas nas diferentes disciplinas envolvendo processos psicológicos básicos necessários para a pesquisa interdisciplinar. A Licenciatura abrange, além das disciplinas básicas, as pedagógicas, conferindo o direito de lecionar Psicologia.
Dentre as principais áreas de atuação do Psicólogo, pode-se citar: clínica, escolar, organizacional, social, política, jurídica, artes plásticas, publicidade, marketing, propaganda, meio ambiente, trânsito e do esporte.
- Números de cursos, de profissionais, de alunos de graduação: Segundo os dados de 2009 do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira) há 266 cursos de Psicologia no Brasil e 105.000 acadêmicos. Há dez anos, havia cerca de cem mil psicólogos no Brasil. Em 2010 tinha algo em torno de 230 a 250 mil psicólogos. Todavia, uma parte expressiva dos psicólogos que se formam possivelmente não atuam e em atendimento de pessoas que necessitem de serviços de natureza psicológica, mas como professores e pesquisadores, como colaboradores em múltiplas outras áreas de atividades. Mas, segundo o Censo de 2004, existem 272 cursos no Brasil que haviam formado turmas de egressos. Para a fiscalização do exercício da profissão, foi criado o Conselho Federal de Psicologia (CFP), em 1971, que adotou a definição de psicólogo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) como caracterização básica da profissão no período, segundo a Resolução no 04/74 (CFP) de 1o de julho de 1974.

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA
- Situação do mercado de trabalho: Atualmente com o desenvolvimento da profissão, o profissional de Psicologia dispõe de um mercado de trabalho amplo, incluindo as áreas social, da saúde (clínica particular, CAPS, NASF); psicologia educacional; orientação e assessoria em organizações e empresas; consultoria em recursos humanos; psicologia jurídica; psicologia hospitalar e psicologia do esporte. Nesses segmentos, esses profissionais podem atuar como: Psicólogos em entidades de promoção social, no desenvolvimento de pesquisas e programas sobre saúde mental em comunidades, penitenciárias, asilos e centros de atendimento; responsáveis em instituições educacionais pela investigação e orientação psicológica junto à direção da escola, professores, pais e alunos; orientadores de organizações e empresas, para recrutamento, avaliação, seleção, treinamento, acompanhamento e orientação em organizações; psicólogos em hospitais e clínicas na assistência a pacientes e familiares, em parceria com médicos, enfermeiros e assistentes sociais; psicólogos na área jurídica, acompanhando processos e avaliando situações legais;
psicólogos na orientação vocacional, para a escolha da profissão e em programas de atendimentos às diferentes faixas etárias; psicólogos no esporte, na orientação e preparação de atletas e equipes; psicólogo na publicidade, na pesquisa e orientação referente à relação entre pessoas, produtos e serviços.
De acordo com o senso do IBGE realizado em 2000, apenas 45% dos graduados em Psicologia trabalhavam em alguma área correspondente à sua formação. Destaca-se, ainda, a distribuição não homogênea dos profissionais que atuam na Psicologia: observa-se uma concentração dos profissionais na área clínica (cerca de 50%), sendo a organizacional e do trabalho a segunda maior área de inserção, com índices significativamente menores (em torno de 15%).
O número 20 da revista PSIQUE, traz um artigo - cujos dados foram fornecidos pela NOTISA, uma agência de pesquisa – onde diz que "a maioria dos alunos (80%) que ingressa na faculdade de Psicologia é mulher, jovem, tem renda familiar média e é solteira” (p.37).
Uma outra característica comum é de atuar na área clínica, sobre o que comenta Iolete Ribeiro da Silva, doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília: “Muitos chegam com a expectativa de se formar em psicólogo clínico e atuar no consultório dentro de um modelo biomédico, mas a formação tem o desafio de mostrar uma Psicologia com outra cara e com outros compromissos”. (p. 39). Ademais, Lígia Politschuck, psicóloga formada pela USP, sustenta que: “o mercado está saturado, principalmente na área clínica” (p. 39). A “saturação” do mercado apresenta números bastante diversos segundo a região do Brasil: enquanto o sudeste tem um psicólogo para cada 780 habitantes, as regiões norte e nordeste tem um para, aproximadamente, cada 3.200. A presença de psicólogos no SUS é praticamente inexpressiva: o IBGE, no censo de 2000, encontrou, para uma população de 169.799.170 pessoas, apenas 14.407 contratados pelo sistema (aproximadamente um psicólogo para cada 12 milhões de usuários!).
São úteis os dados fornecidos pela empresa Catho: ao listar as três áreas que mais contratam psicólogos, ela aponta a área de recursos humanos, a jurídica e a esportiva, acrescentando que, das 150 mil empresas por ela cadastradas, “apenas cerca de 3 mil disponibilizam vagas para psicólogos”(p. 44); e, quanto aos salários, segue a revista: tendo como base o setor de RH, as vagas oferecem salários iniciais de R$ 1.000,00 a 2.000,00, com uma média de R$ 1.200,00 a 1.500,00. E, para níveis mais altos, como o de coordenador, os salários ficam entre R$ 3.000,00 e 4.000,00.” (p. 45).

Roseane S. da Silva disse...

CONTINUAÇÃO-PSICOLOGIA
O deputado federal Fábio Trad (PMDB/MS) está articulando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, um projeto de lei que pretende ampliar o mercado de trabalho para os psicólogos. Trata-se de um artigo à Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurando aos educandos e educadores da educação básica a assistência psicológica provida por profissional habilitado. Segundo Fábio Trad, a ação pedagógica, o ato de educar voltado para o pleno desenvolvimento do educando, envolve inúmeras dimensões afetas ao campo da psicologia. Ele afirma que a complexidade do ser humano reflete-se integralmente nos êxitos e fracassos observados no processo da educação escolar. A presença da assistência psicológica, portanto, é indispensável para promover a melhor compreensão desse processo e facilitar as condições para seu desenvolvimento. Também é importante para dar suporte ao enfrentamento das inevitáveis dificuldades que se apresentam nesta caminhada, tanto as oriundas do próprio espaço escolar e das relações que aí se estabelecem, como as aquelas originárias do ambiente familiar e do contexto de vida.





Fontes:
- http://www.webartigos.com/articles/6731/1/-Origem-Da-Psicologia-No-Mundo-E--No-Brasil---Como-Surgiu-A-Psicologia/pagina1.html#ixzz1O8sorLgh. Publicado em 6/06/2008 por Erynat FERNANDES em http://www.webartigos.com
- pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia. Consultado em 02/06/2011 às 15h25m.
- Revista PSIQUE nº20
- A trajetória dos cursos de graduação na saúde. Ministério da Saúde(1991-2004).

Paulette disse...

Caros pós-graduandos em docencia,
estou muito satisfeita com as postagens que refletem muita pesquisa.
Perceberam como as regulamentações das profissões são recentes?
e que o número de profissionais não é tão grande assim como parece?
O desemprego ou subemprego observado em algumas profissões está relacionado com a absorção pelo mercado e a pouca inserção em todo os sistema de saúde.
Vamos para a segunda semana.
amanhã posto novas tarefas.

att.
Paulette

clariana falcao disse...

Educação Física é uma das áreas do conhecimento humano ligada ao estudo e atividades de aperfeiçoamento, manutenção ou reabilitação da saúde do corpo e mente do ser humano, além de ser fundamental no desenvolvimento do ser como um todo. Ela trabalha, num sentido amplo, com prevenção e cura de determinadas doenças humanas num contexto terapêutico e também é fundamental na formação básica do ser humano, devido sua atuação no contexto psicossocial no conhecimento corporal (conhecimento do próprio corpo) suas possibilidades de ação e suas limitações. É um termo usado para designar tanto o conjunto de atividades físicas não-competitivas e esportes com fins recreativos quanto a ciência que fundamenta a correta prática destas atividades, resultado de uma série de pesquisas e procedimentos estabelecidos.
Em linhas gerais as atividades prescritas são:
• Exercícios técnicos: Natação (É considerado 70% técnica e 30% aeróbio)
• Exercícios aeróbios: Caminhada, corrida, ciclismo, dança de salão…
• Exercícios de força ou resistidos: Musculação, ginástica localizada, hidroginástica…
• Exercícios de flexibilidade ou mobilidade: Alongamentos, exercícios de flexibilidade…
Falar sobre a introdução da Educação Física no Brasil é um longo passeio pela história política do país, principalmente durante a Era Vargas e conseqüentemente o Estado Novo, período em que houve grandes mudanças na Educação Brasileira. Além disso, é necessário conhecer e perceber todos os avanços, e em alguns momentos, retrocessos que ocorreram na Educação Física brasileira desde seu surgimento. É também, um meio de refletir sobre suas teorias e práticas elaboradas no passado buscando experiências positivas, objetivando encontrar uma forma de adaptá-las à nossa realidade.
A história da Educação Física no Brasil é muito rica, principalmente por estar intimamente ligada à política educacional adotada por cada governo, criando assim, de acordo com o período político um tipo de educação física. Em seu processo de introdução a Educação Física contou com a contribuição de vários setores diferenciados da sociedade como os colonos, imigrantes, militares, isto em diferentes momentos e partes do país, com o objetivo de proporcionar o lazer, a formação corporal, e a disciplina, utilizando jogos, exercícios físicos, recreações e competições. Em princípio os profissionais de Educação Física tinham origem militar, mas atualmente existem escolas civis com preparação tão boa quanto institutos militares. No Brasil, os profissionais da Educação Física têm no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), o órgão principal de organização e normatização das atividades pertinentes a sua área de atuação. Os Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs) são subdivisões do CONFEF nos estados e têm a função de fiscalizar o exercício das atividades próprias dos profissionais de Educação Física.

clariana falcao disse...

processo da regulamentação e criação de um Conselho para a Profissão de Educação Física, teve início nos anos quarenta. A iniciativa partiu das Associações dos Professores de Educação Física – APEF´s – localizadas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Juntas fundaram a Federação Brasileira das Associações de Professores de Educação Física – FBAPEF, em 1946.

A História da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil, pode ser dividida em três fases: a primeira relacionada aos profissionais que manifestavam e/ou escreviam a respeito desta necessidade, sem contudo desenvolver ação nesse sentido; a segunda na década de 80 quando tramitou o projeto de lei relativo à regulamentação sendo vetado pelo Presidente da República. E a terceira vinculada ao processo de regulamentação aprovado pelo Congresso e promulgado pelo Presidente da República em 01/09/98, publicado no Diário Oficial de 02/09/98.
Em 1998, após grande disputa política, foi criado o Conselho Federal de Educação Física – CONFEF Lei nº 9696/98 -, uma entidade civil sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, destinada a orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício das atividades próprias dos profissionais de Educação Física.
Com este texto legal buscou-se regulamentar o exercício profissional do educador físico na área de Educação Física e, também designou o Profissional de Educação Física como sendo o único que possui prerrogativa para atuar nesta área, com um condicionante, se este profissional estivesse regularmente registrado nos Conselhos Regionais de Educação Física (CREF).
A idéia principal era limitar quem poderia ou não atuar na área de Educação Física, afirmando que apenas poderão operar os profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física, colocando o critério de ingresso no exercício profissional sob fiscalização e decisão do Conselho.
Atualmente são treze CREFs, abrangendo todos os estados brasileiros. Uma pessoa com bacharel em Educação Física caberá a atuação em clubes, academias, centros esportivos, hospitais, empresas, planos de saúde, prefeituras, acampamentos, condomínios e qualquer espaço de realização de atividades físicas com exceção da escola de educação brasileira.
Atualmente existem mais de 1260 faculdades/universidades entre públicas e privadas que oferecem o curso de graduação de Educação Física.

clariana falcao disse...

Até 1987 só era possível a existência de cursos de Licenciatura em Educação Física no Brasil. Isto explica porque o surgimento e desenvolvimento da profissão em Educação Física tem tido a instituição escolar como referência. As oportunidades de emprego estavam diretamente relacionadas ao desenvolvimento do sistema escolar.
Conhecemos o efeito provocado pelo Decreto Lei 69.450/71 sobre a expansão das
escolas de Educação Física em todo o Brasil. Este assunto é tão interessante quanto difícil e complexo. Além da problemática inerente a compreensão do processo de desenvolvimento da profissão e do mercado de trabalho, temos então que, na área de Educação Física, estamos passando por um período de muitos questionamentos e mudanças tanto nas características próprias junto a sociedade com a conseqüente alteração do perfil profissional como acadêmica. Assim, numa abordagem mais ampla, o tema envolve também, a relativa juventude acadêmica da área que torna sua consistência científica um problema atual, também merecedora de discussão. Crise de identidade segundo alguns, processo de crescimento e maturação segundo outros.
Hoje, porém, realmente existem muitas oportunidades de trabalho na área.
Essas novas oportunidades bem podem ser interpretadas como resultado de mudanças
em diversos setores da sociedade e estão relacionadas a saúde, educação e lazer
decorrentes das novas situações socioeconômicas do país nos últimos anos. Assim,
as necessidades da sociedade por serviços especializados em atividade física e saúde,
expressão corporal, esporte, dança, entre outros. A formação profissional exige uma
preocupação permanente com a formação de uma atitude científica e reflexiva. Conforme nos afirma GALINDO (2005, p. 64) “frente à velocidade em que o mundo vem a todo o momento se modificando, bem como a concreta distensão do campo de atuação provocada pela regulamentação, torna-se imprescindível que as instituições formadoras e de regulamentação, bem como os profissionais de Educação Física, estejam continuamente alinhados e preparados para se adequarem às necessidades provenientes de uma sociedade que exige cada vez mais serviços confiáveis e de qualidade regular”.

clariana falcao disse...

Com a preocupação cada vez maior dos brasileiros em relação ao corpo e à saúde, o mercado de trabalho está em alta. Por esse motivo, ainda tende a crescer o número de frequentadores de academias de ginástica, umas das principais empregadoras dos bacharéis dessa área. Existem no país pouco mais de 17.400 academias registradas e 230 mil profissionais de Educação Física, segundo o Conselho Federal de Educação Física (Confef). É possível também trabalhar como personal trainer, oferecendo treinamento individual. Embora ainda de maneira inicial, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família - que dão suporte ao time do Programa Saúde da Família (PSF), do governo federal - incluem esse profissional em suas equipes. Pode-se ingressar na carreira por meio de empresas, como Coca-Cola, Furnas e Pão de Açúcar, que promovem projetos de atividade física para seus funcionários. Clínicas e hospitais também estão em busca desses especialistas para alocá-los em projetos de manutenção do condicionamento físico dos pacientes. "O panorama hoje é muito mais amplo para o formado. Há alguns anos, ele só tinha como opção ser professor. Hoje pode escolher outras áreas, como as empresas de marketing esportivo e de equipamentos e moda esportiva, no teste de produtos, como tênis, bolas e outros", explica Wilson do Carmo Junior, coordenador do curso da Unesp de Rio Claro. Mas ainda é na área de ensino (Fundamental e Médio) que mais se concentram as oportunidades de trabalho formal. Para isso, é obrigatório fazer licenciatura. Como as grandes e médias cidades comportam as maiores escolas e academias, elas apresentam mais chances de trabalho. Existe, também, um aumento na procura do educador físico para atuar em recreação e estilos de vida saudáveis em estâncias, hotéis e academias de cidades menores. O turismo de aventura, segmento que cresce no país, abre mais oportunidades para o educador físico na coordenação e organização de práticas de esportes na natureza, como rapel, escalada, trekking e outros.

Salário inicial: R$ 1.380,00 (São Paulo-SP); R$ 1.180,00 (demais municípios - SP); fonte: Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado de São Paulo.

clariana falcao disse...

Instituições de Ensino da Região Nordeste:
Alagoas: UFAL; Estácio de Alagoas; CESMAC
Bahia: UFBA; UFRB; UESB; UESC; UEFS; UNEB; UCSal; FAS; FARB
Ceará: UFC; URCA; UVA; UECE: IFCE; UniFor; Estácio do Ceará
Maranhão: UFMA; UNDB; FAESF
Paraíba: UFPB; UEPB
Pernambuco: UFPE; UFRPE; Univasf; UPE; FMN; FG; ASCES
Piauí: UFPI; UESPI; NOVAFAPI
Rio Grande do Norte: UFRN; UERN; UnP; FARN
Sergipe: UFS; UNIT

clariana falcao disse...

UM POUCO MAIS SOBRE MERCADO DE TRABALHO:
O CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA (CREF)QUE ATENDE OS PROFISSIONAIS DO NOSSO ESTADO, É O CREF DA 12ª REGIÃO
PERNAMBUCO/ALAGOAS, CREF12/PE-AL, E NO ÚLTIMO ANO REALIZOU CONCURSO PARA PROFISSIONAIS DE EDUCAÇAO FÍSICA COM SALAÁRIO INICAL DE R$ 1600,00.

Edjaneide disse...

Quadrilátero da formação para a área da saúde.
hoje passamos por um momento de transição,com a mudança curricular, os alunos que recebemos principalmente doutorandos já chegam com uma mente mais aberta e estimulados a participarem das atividades da unidade, porém ainda podemos constatar que o sonho de ser um especialista e cuidar só daquele pedacinho do corpo ainda é bastante forte e não encontramos aqueles que serão generalistas. é preciso estimular a formação para trabalhar no SUS, de clínica geral, que se aproximem da comunidade.o texto trata de forma bem clara a importância em ter as instituições de ensino juntamento com o controle social, o gestor e os trabalhadores da ponta.

ivaldocalado disse...

Desde 1895,que se descobriu a existencia da radiação X.POREM A PARTIR DE 1920,foi que iniciaram-se os estudos das aplicaçoes dos RX.na medicina.A profissão tecnico em radiologia,iniciou-se no ano de 1976,seguida pela descoberta da abreugrafia.Em 29/10/1985,ATRAVES DA LEI DE Nº7394 e pelo decreto nº92.790 de 17 de junho de 1986 foi regulamentada a profissao de tecnico em radiologia.Sao tecnicos de RX os profissionais que executam tecnicas radiologicas de diagnostico e terapeutica.Existem varios cursos de graduação DE DURAÇÃO (2/3ano)regulamentados pelo MEC.Constitui-se de cadeiras basicas e profissionais.No mercado de trabalho os profissionais atuam em serviços publicos,e privados,com carga horaria de trabalho de 24 a 35hrs/semanais.A situação no mercado nao é muito positiva, uma vez que existe um crescente numero de escolas ,e um aumento exagerado na formação de tecnicos.Este mercado de trabalho esta distribuido principalmente nas areas urbanas.A sua remuneração é de dois salarios minimos acrescentadode risco de vida e insalubridade.Varias Doenças ocupacionais estão presentes,nestes profissionais.Contato com doenças infecciosas,patologias de coluna,Toxicidade do RX.EXISTE UM CONSELHO REGIONAL DE CLASSE ESTADUAL E FEDERAL ,com profissionais na faixa de 20 a 50 anos,em numero balanceado com um discreto predominio do sexo masculino.Em relação as suas perspectivas profissionais,é uma profissão em desenvolvimento,principalmente quando esta relacionada a Promoção de Saude,e esta atrelada a uma grande evolução tecnologica.Inclusive com denominaçoes futuras mais especificas como IMAGINOLOGIA.

ivaldocalado disse...
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ivaldocalado disse...

A profissao dos tecnicos em radiologia estao em numero de 2000 no estado de pernambuco,existem o8 escolas tecnicas de formação e colocam cerca de 35 a 40 profissionais por ano no mercado de trabalho,situam-se na faixa de 18 a 35 anos.o curso de graduação dura 03 anos e o de tecnico em nivel medio 18 meses.Complementação da tarefa da 1ªsemana

Caroline Coutinho disse...

Medicina Veterinária - Parte 3
Há leis antigas desde 1910, 1911 e 1933 versando sobre o assunto mas só o DECRETO Nº 64.704, DE 17 DE JUNHO DE 1969 Aprova o Regulamento do exercício da profissão de médico-veterinário e dos Conselhos de Medicina Veterinária. Para conciliar a saúde humana e dos animais desenvolveu-se o conceito de Saúde Pública Veterinária definida pela OMS, 1951, como todos os esforços da comunidade que influenciam e são influenciados pela arte e ciência médico-veterinária, aplicados à prevenção da doença, proteção da vida e promoção do bem-estar e eficiência do ser humano". Em 1955 foram estabelecidas as seguintes atividades para esta área: o controle e erradicação de zoonoses; a Higiene dos alimentos; os trabalhos de laboratório; os trabalhos em biologia e as atividades experimentais. Neste mês teremos um seminário de saúde pública em medicina veterinária por 2 dias no ES. O mercado de trabalho para veterinários é amplo e bastante competitivo, tanto no setor privado como no público. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária existem cerca de 59.000 veterinários, dos quais 44.000 estão em atuação. Quase a metade deste total, 46%, está concentrada na região Sudeste, enquanto apenas 4% atuam na região Norte. A cada ano, se formam cerca de 2.400 novos profissionais nos 94 cursos de medicina veterinária espalhada pelo país. O setor de produção de carnes para exportação tem crescido consideravelmente, o que deve gerar boas perspectivas na área. No mercado de animais de estimação, há muitos profissionais nas grandes cidades e a maioria dos veterinários do país trabalha em clínicas especializadas. Um bom e diferenciado campo de atuação em termos de oferta de emprego e de remuneração é a indústria de rações e medicamentos.
Bibliografia: www.crmvsp.org.br, wikipédia, www.brasilprofissoes.com.br, www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5517.htm, www.cfmv.org.br/portal/legislacao/decretos/decreto_64704.pdf

Karla Soares disse...

Lendo o texto de Quadrilátero da formação, destaquei alguns pontos citados pelo autor:
O ensino em saúde formando segundo as necessidades sociais por saúde da
população, e, do sistema de saúde, devendo estar aberto à interferência de
sistemas de avaliação, regulação pública e estratégias de mudança.
O conceito de quadrilátero da formação que nasceu em 2003: ensino - gestão - atenção - controle social, quando a qualidade da formação passa a resultar da apreciação de critérios de relevância para o desenvolvimento tecnoprofissional, o ordenamento da rede de atenção e a
valorização dos usuários.
A formação desvinculada dos valores tradicionais, ligada ao movimento de transformações na sociedade, devendo a autonomia buscar sempre, atender aos interesses coletivos e à construção de novidade em saberes e em práticas.
O trabalho em saúde como um trabalho de escuta, em que a interação entre profissional
de saúde e usuário é determinante da qualidade da resposta assistencial.
A área da saúde requer educação permanente, devendo ser os processos de qualificação do pessoal da saúde, estruturados a partir da problematização do seu processo de trabalho.
A educação permanente em saúde, incorporada ao cotidiano da gestão
setorial e da condução gerencial dos serviços de saúde, colocaria o SUS como
um interlocutor nato das instituições formadoras, na elaboração e implementação dos projetos político-pedagógicos de formação profissional, e não mero campo de estágio ou aprendizagem prática, com o controle social assumindo ativamente o papel de agente responsável por pleiteá-lo. A democracia em ato - exercício do controle social - novidade de Estado, anunciada pelo sistema de saúde brasileiro tem sua potencialidade mobilizada em realidade, em específico no caso da formação para a área da saúde.
A lógica da educação permanente, descentralizadora, ascendente e transdisciplinar, podendo propiciar: a democratização institucional; o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, da capacidade de docência e de enfrentamento criativo das situações de saúde; de trabalhar em equipes matriciais e de melhorar permanentemente a qualidade do cuidado à saúde, bem como constituir práticas técnicas, críticas, éticas e humanísticas.
Isso posto, transporto-me para a realidade que tenho vivenciado como trabalhadora do Sistema Único de Saúde no dia a dia, que tem sido a tentativa de vislumbrar e colocar em prática o conteúdo exposto nesse texto.

clariana falcao disse...

Quadrilátero da Formação: Formar profissionais para a área da saúde e para o SUS requer a integração de diferentes ferramentas que juntas possam construir e reorganizar a educação em saúde considerando aspectos éticos, estéticos, tecnológicos e organizacionais na gestão dos serviços de saúde, no ensino, nas práticas de atenção e de prestação de serviços e na valorização do controle social em saúde. Formar com qualidade é saber da importância em ter as instituições de ensino atuando em paralelo com o gestor e os trabalhadores da ponta, baseando-se nos princípios e diretrizes do SUS. Devemos formar para elevar a qualidade de saúde da população, seja nos aspectos epidemiológicos do processo saúde doença, seja na organização e estruturação do cuidado à saúde.

Roseane S. da Silva disse...

Conforme o texto referenciado sobre práticas formativas em educação profissional, o conceito de competência consiste na integração dos saberes adquiridos (saber fazer); saber ser que se relaciona com as qualidades humanas individuais e experiências inerentes a cada um. Esta tríade (saber fazer, saber ser e a experiência) irá definir as competências pessoais que repercutem na escolha do seu processo de formação, na qual poderá estar voltado para as necessidades do mercado de trabalho (capital – sem autonomia do discente) com uma certa conformidade / acomodação ou para uma atuação transformadora na perspectiva da promoção de melhorias na qualidade de vida (no mundo).
Estas competências gerais irão repercutir na integralidade das ações que visam uma prática de qualidade, com a análise crítica do contexto, problematizando os saberes e as práticas vigentes, assim como estimule a educação permanente no desenvolvimento das competências específicas de cada trabalho.
Neste contexto, há a necessidade das novas políticas de formação de profissionais da área de saúde para o “SUS” com aproximação dos serviços da rede mais academia e comunidade (controle social – participação efetiva) com o objetivo de formar profissionais voltados à atenção integral, de forma humanizada, com competência técnica-científica para as diversas formas de cuidado, seja individual ou coletivo, que atuem no acolhimento e promoção da autonomia dos usuários, resolutivos nas diversas problematizações e ações interdisciplinares / multiprofissionais.
“O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modo de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva e para isso tem possibilitado a mobilização de pessoas e instituições no sentido de aproximação entre instituições formadoras e ações e serviços do SUS”. Ceccim (2002) já relatava a necessidade da integração ensino-serviço-gestão-controle social e articulação com movimento estudantil de graduação das profissões da saúde e, a partir da reflexão ampliada destes tópicos nasceu em 2003 o conceito de quadrilátero da formação.
É importante, também, tornar-se efetiva a acessibilidade (acolhimento) e resolutividade numa área adstrita. A regionalização e hierarquização devem acontecer sobre o designo da rede única e sobre 03(três) diretrizes: comando único por esfera de governo, atendimento integral capaz de enfatizar as ações coletivas da atenção básica e participação organizada da população de forma contextualizada (desafio da roda). A roda a ser caracterizada para gestão colegiada tem natureza política e crítico - reflexiva (articulação interinstitucional e locorregional) e, esta serve para alimentar circuito de troca, mediar aprendizagens recíprocas e/ou associar competências. Todos os que entram na roda têm poderes iguais e de forma dinâmica sobre o território adstrito.

Sara Virna disse...

Concordo, como ja citado, que as mudançãs curriculares ja conseguiram muitas mudanças em relação à postura dos estudantes nas unidades de saude, e que é muito importante a educação permanente para as equipes de saude da familia, ainda tambem que o ensino deve ser voltado para as necessidades da população; mas vejo com o texto que a grande mudança so acontece se a formação na saude estiver voltada para uma consolidação destas e de outras muitas questoes que se completam. Só é possivel a educação e a formação para a saude que se deseja atualmete acontecer de forma eficaz com uma gestão voltada a orintação e modificação da sociedade, e , a comunidade so conseguira se modificar quando entender a importancia que tem na construção e melhoria se sua vida e de sua sociedade e a importancia que possue na formaçõa dos profissionais que estao em formação nas unidades de saude a ele adstritas. Por isso que este quadrilatero precisa de laços fortes, - ensino- gestao- atenção - controle social, cada um fazendo a sua parte e se interrelacionando para melhoria conjunta do processo de ensino.

ivaldocalado disse...
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ivaldocalado disse...

Sobre as referencias das praticas formativas profissional.As praticas formativas baseiam-se na pedagogia focada no trabalho ou no trabalho capital.A formação dos trabalhadores deve ser orientada para os interesse dos proprios trabalhadores.As praticas formativas em educação favoreçem a atividadde humana autorealizadora.O projeto educacional do capitalismo ,passa por garantir uma mao de obra voltada para os itens do capitalismo.A institucionalização da educaçaõ profissional surge atraves da criação e do nascimento dos SENAI.COM ISSO OBSERVAMOS UMA PEDAGOGIA EDUCACIONAL voltada para a individualidade do aluno,a comprovação do conhecimentoe e a sua aplicação.O docente tem que oferecer oportunidade do aluno iniciar e terminar a sua aprendizagem,e estimular o seu interesse pelo saber.A metodologia do ensino leva a um enquadramento intelectual,e identificamos uma instituição velha formando um operario padrão.Para a renovação do processo pedagogico este passa pela pedagogia das competencias estimulando os saberes;saber fazer, saber-ser. A pedagogia por competencia estabelece uma melhor organizaçao do conteudo ministrado,permite objetivos mais claros,e uma pratica de avaliação mais racional.O aparecimento do ensino tecnico profissional tem por objetivo inspirar a pedagogia das competencias ,formando uma solida base necessaria para processos futuros de qualificação dos profissionais trabalhadores.A educação profissional é centrada no saber tecnico,e ai a proposta de educação profissional visa o interesse na sociedade atraves dos trabalhadores.Na area da saude,observamos varios aspectos semelhantes a esta pedagogias.A pratica da formação tecnica profissional da saude,a formação de profissionais comprometidos com oa SUS,estabelecendo uma alimentação continua na area destes profissionais.Ai é o trabalho profissional originado tem pedagogia educativa e formativa

ivaldocalado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ivaldocalado disse...

Em relação ao quadrilatero de formação na area de saude ,observamos o quanto é importante a integração entre o ensino,gestão,controle social e atenção a saude.O SUS propicia uma politica publica de saude dirigida para a educaçaõ profissional,e não apoiando a tecnologia em saude especializada,os procedimentos de saude complexos e equipamentos de alta tecnologia.A saude tem que ser a saude de Pessoas e da população.A imagem do quadrilatero de formação na saude propoe construir uma politica de saude de atenção basica na saude preservando a autonomia das pessoas na defesa da integridade fisica da saude e da moral.Promove assim uma igualdade de assistencia á saude sem preconceitos ou privilegios de qualquer tipo.

ivaldocalado disse...

Em relação as politicas de formação e desenvolvimento do SUS,observamos o quanto é importante as mudanças na formação ,da graduação do profissional da area de saude que deveria ser dirigida para os propositos do SUS,com objetivos este que seria dirigido para a saude das pessoas e da população.A graduação no hospital universitario,não contempla o SUS ,pelo contrario ,estimula a fisiopatologia e os achados da medicina clinica ,e algumas vezes da tecnologia medica em excesso,sem ressaltar o papel essencial do SUS.Portanto a formação do profissional é errada e portanto não é dirigida para os usuarios do SUS.E preciso existir a integralidade da politica diriga para o SUS e para o binomio Aprender-SUS.

Carminha Raposo disse...

Agente Comunitário de Saúde
Em 1991, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com as secretarias estaduais e municipais, institucionalizou o Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde (PNACS), posteriormente Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), objetivando reduzir os alarmantes indicadores de morbimortalidade infantil e materna, inicialmente no Nordeste do Brasil. Posteriormente com a entrada da cólera no País, o PACS estendeu-se em caráter emergencial aos Estados da Região Norte onde os Agentes Comunitários de Saúde – ACS assumiram importante papel no controle e prevenção das doenças. No inicio e em algumas localidades nas zonas rurais e em alguns Estados os Agentes Comunitário de Saúde é categoria profissional de nível elementar de trabalhadores assalariado, em sua grande maioria, oriunda das populações de baixa renda e composta quase na sua totalidade por mulheres. Em 1994 segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Nacional de Saúde, os agentes comunitários de saúde (ACS), teriam todo um processo de formação caracterizado pela integração ensino – trabalho, processo pedagógico que permite uma melhor apreensão dos conteúdos programáticos aliados ás ações práticas para fortalecer e aumentar a qualidade de resposta do setor saúde ás demandas da população. A prática do agente comunitário de saúde (ACS) estabelece-se como profissão na esfera do SUS em 2002, atualmente nos municípios brasileiro os agentes comunitários de saúde vêm desenvolvendo ações essenciais na consolidação do SUS embora careçam da qualificação e certificação técnica e suas atividades contribuem para o diagnóstico demográfico de comunidade; analisar as necessidades da comunidade, atuar nas promoções e ações educativas e de saúde, prevenção de doenças, especialmente da criança, da mulher, do adolescente, do idoso e com de deficiência física e deficiência mental, participam de saneamento básico e melhoria do ambiente, participam das reuniões da equipe de saúde e outros eventos com a comunidade, tais como elaborar palestra; participação da população nas políticas públicas e visitas domiciliares. Com a incorporação desse novo profissional na área da saúde coletiva, surgiram novas demandas para a educação profissional no setor saúde, a qual já tinha como perspectivas a inclusão social dos trabalhadores pela elevação da sua escolaridade e a melhoria da qualidade da assistência à população. Com seu processo de profissionalização marcado pelo debate ideológico e político, o ACS constitui-se hoje em força de trabalho expressiva, com mais de duzentos mil profissionais atuando em todo o país (BORNSTEIN, 2010).

Carminha Raposo disse...

E os principais instrumentos de trabalho dos ACS são a entrevista, a visita domiciliar, o cadastramento das famílias, o mapeamento da comunidade e o diagnóstico das áreas mostrando as vulnerabilidades quanto as drogas, violências, doenças prevalentes. É de suma importância investir na política de educação profissional, articulando estratégias que envolvam o aumento da escolaridade, a profissionalização e a educação permanente dos trabalhadores. Todo processo de formação dos agentes comunitários de saúde é caracterizado pela integração ensino-trabalho, processo pedagógico que permite uma melhor apreensão dos conteúdos programáticos aliados às ações práticas. Para isto deve ser assegurada a sua escolaridade em nível de 1º grau paralelamente à formação profissionalizante, atendendo ao que estabelece o Conselho Federal de Educação e a Lei 7.498 de 25 de junho de 1986, que regulamenta o exercício da enfermagem no País, PACS/ MS/FNS – 1994 o decreto N º 3.189 de 04 de outubro de 1999 e portaria N º 1886 / de 18 de dezembro de 1997. O reconhecimento legal da profissão só ocorreu em 2002, com a lei Federal n º 10.507 de 10 de julho de 2002 atualmente nos municípios brasileiro os agentes comunitários de saúde vem desenvolvendo ações essenciais na consolidação do SUS embora careçam da qualificação e certificação técnica. No momento em alguns estados estes profissionais estão sendo absolvido nas esferas municipais com vínculos empregatícios de funcionários públicos com também estão sendo oferecida formação técnicas. Se por um lado as demandas sociais crescem em todas as áreas, da educação, a saúde exige do profissional, cada vez mais, novas habilidades, conhecimentos e atitudes que aperfeiçoem e melhorem a qualidade dos seus serviços (REVELLI, 2009). A formação é de responsabilidade das escolas técnicas e centros formadores de recursos humanos do SUS.

ivaldocalado disse...

EM RELAÇÃO AS NOVAS POLITICAS DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SUS.
A formação basica deve ser de promoçao,prevenção,reabilitação e tratamento,contemplando o ser humano como um todo.Os recursos humanos na area de saude deve ser estimulado a sua formação,baseado já nas LOS de 1990,estimular a formação de profissionais dirigidos para o SUS.No SUS é preciso que seja estimulado o processo de formação atraves do principio da integridade do SUS,COM UM TRATAMENTO DIRIGIDO PARA A SAUDE E NAO PARA A DOENÇA.A formação dos profissionais em nivel de graduação deverá ser feita de uma maneira completamente generalista e não este conteudo curricular completamente fragmentado no seu conteudo,que se apresenta.

gioconda disse...

continuação das estatísticas de emprego e crescimento do curso de serviço social-emprego por categoria profissional:(1992)10.277, (2002)13.167, (2005)15.337profissionais da àrea. Númerode percetual por crescimento do curso de serviço social (1991)70, (2004)162, crescimento em média 131,4%.

gioconda disse...

Ao pesquisar sobre a profissão de serviço social, fiquei encantada com sua importância na sociedade e em todos os aspecto da saúde. É uma profissão que como muitas que estamos pesquisando surge da necessidade da sociedade, e em especial no momento de crescimento da indústrialização, essas profissões vão surgindo e sem dúvidas são de extrema importância para sociedade. O SUS também foi criado aparti da necessidade que tinha a sociedade em ter uma política de saúde mais completa e com uma maior acessibilidade em especial para os de classe social menos favorecidos e de fato melhou muito os indicadores de saúde. Porém precisa melhorar anda mais para que a sociedade brasileira tenha uma assistência a saúde completa em todos os aspecto e que atenda de fato as reais necessidades da sociedade

Rosaly Lins disse...

As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Biomedicina determina que o biomédico tenha formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis
de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Que o biomédico seja capacitado ao exercício de atividades referentes às análises clínicas, citologia oncótica, análises hematológicas, análises moleculares, produção e análise de bioderivados, análises bromatológicas, análises ambientais,bioengenharia e análise por imagem, pautado em princípios éticos . O biomédico é formado para compreender a realidade social, cultural e econômica do seu meio, e treinado para atuar para a transformação da realidade em benefício da sociedade.
O Conselho Federal de Biomedicina tem divulgado a importância da inclusão dos biomédicos nos concursos de residências multiprofissionais em saúde, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde que prevê o biomédico como participante da equipe multidisciplinar.
ROSALY

vaniadocencia2011 disse...

NUTRIX- mãe NUTRIRE- criar,nutrir
NURSE- ENFERMAGEM...
E porque não falar da Enfermagem? entre os Séc V e VIII, mostrava-se uma prática prioritariamente feminina ,para atendimento de grupos de nômades e constituía-se em uma prática leiga, exercida muitas vezes por religiosas pelo ofício do sacerdócio, pois definia-se como serviço doméstico representando sua atividade como queda dos padrões sociais e morais, pois cuidar do indivíduo e suas necessidades singulares não era importante. Na Inglaterra séc XIX aparecia um movimento de conquista profissional e surgimento da ANA(American Nurses Association) Definida então como:
ciência que tem por objetivo principal cuidar dos problemas reais de saúde, por meio de ações interdependentes com suporte técnico-científico,bem como reconhecer o papel significativo de EDUCAR PARA a SAÚDE, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente.

francijane disse...

A formação dos profissionais devem sim tomar em consideração os quatro eixos trazidos pelo texto, porém em pesquisa recente realizada por nós dentro do PET-SAÙDE Obtivemos resultados um pouco desanimador no que tange a integração ensino-serviço, uma vez que muitos usuários gestores e profissionais percebem a presença do estudante no serviço apenas como um reforço na mão de obra, então o que podemos fazer para refletir mudanças nesses contextos?

Rosaly Lins disse...

O BIOMÉDICO NO MERCADO DE TRABALHO É CAPAZ DE ATUAR:

• em todos os níveis de atenção à saúde, integrando-se em programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde, sensibilizados e comprometidos com o ser humano, respeitando-o e valorizando-o;
• multiprofissionalmente, interdisciplinarmente e transdisciplinarmente com extrema produtividade na promoção da saúde baseado na convicção científica, de cidadania e de ética;
• visando garantir a integralidade da assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;
• contribuindo para a manutenção da saúde, bem estar e qualidade de vida das pessoas, famílias e comunidade, considerando suas circunstâncias éticas, políticas, sociais, econômicas, ambientais e biológicas;
• exercendo a biomedicina de forma articulada ao contexto social
• emitindo laudos, pareceres, atestados e relatórios;
• aplicando métodos e técnicas de investigação e elaborando trabalhos acadêmicos e científicos;
• realizando, interpretando, emitindo laudos e pareceres e responsabilizando-se tecnicamente por análises clínico-laboratoriais, incluindo os exames hematológicos, citológicos, citopatológicos e histoquímicos, biologia molecular, bem como análises toxicológicas, dentro dos padrões de qualidade e normas de segurança;
• realizando procedimentos relacionados à coleta de material para fins de análises laboratoriais e toxicológicas;
• na pesquisa e desenvolvimento, seleção, produção e controle de qualidade de produtos obtidos por biotecnologia;
• realizando análises físico-químicas e microbiológicas de interesse para o saneamento do meio ambiente, incluídas as análises de água, ar e esgoto;
• na pesquisa e desenvolvimento, seleção, produção e controle de qualidade de hemocomponentes e hemoderivados;
• exercendo atenção individual e coletiva na área das análises clínicas e toxicológicas;
• gerenciando laboratórios de análises clínicas e toxicológicas;
• na seleção, desenvolvimento e controle de qualidade de metodologias, de reativos, reagentes e equipamentos;
• assimilando as constantes mudanças conceituais e evolução tecnológica apresentadas no contexto mundial;
• como educador, gerando e transmitindo novos conhecimentos para a formação de novos profissionais e para a sociedade como um todo
• em todos os níveis de atenção à saúde, integrando-se em programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde, sensibilizados e comprometidos com o ser humano, respeitando-o e valorizando-o;
ROSALY

Lucia Cristina disse...

Oi pessoal tive alguns problemas técnicos e não estava conseguindo visualizar essa página.Fiz uma pesquisa inicial sobre psicologia porém quando fui postar o blog não aceitou e depois verifiquei que a pesquisa já havia sido realizada. Decidi então pesquisar sobre a profissão de biólogo, que como as outras pesquisadas também é recente.
O exercício da profissão de Biólogo e a prestação de serviços desses profissionais são disciplinadas pela Lei Nº 6.684 de 03 de setembro de 1979, regulamentada pelo Decreto Nº 88.438 de 28 de junho de 1983.
Conforme o artigo 2º da Lei supra-citada, o exercício da profissão do Biólogo é privativo dos portadores de Diploma de Bacharelado ou Licenciatura em Curso de História Natural, ou Ciências Biológicas, ou Licenciado em Ciências com habilitação em Biologia, expedido por Instituição de Ensino Superior, regularizada na forma da Lei.
No serviço público de algumas Unidades Federativas, o Biólogo está enquadrado funcionalmente na categoria/cargo de Biólogo, em outras, ele recebe outras denominações: Biologista, Professor, Docente, Agente de Saúde, Sanitarista, Perito, Técnico, Laboratorista, Pesquisador, Analista e outros. Todas estas categorias têm, como condições essenciais para o exercício profissional: ser portador de Diploma Superior na Área de Ciências Biológicas e estar devidamente inscrito no Conselho Regional de Biologia e em dia com suas obrigações perante o mesmo.
O biólogo pode ter como campos de atuação:
1.Instituições de Ensino Médio Superior;
2.Institutos de Pesquisa;
3. Órgãos Governamentais (Sec. Estaduais e Munic. de Educação, Saúde, de Agricultura, de Ciência e Tecnologia, de Meio Ambiente e de Turismo ou similares);
4. Empresas Públicas e Privadas;
5. Indústrias (de Alimentos, de Bebidas, de Fertilizantes, de Biocidas, de Laticínios, de Produtos Farmacêuticos, entre outras);
6. Hospitais;
7. Laboratórios (Clínicos, Anátomo-Patológicos, Biotecnológicos, de Fertilização Humana, e outros);
8. Museus e Similares;
9. Jardins Zoológicos e Botânicos;
10. Parques e Reservas Naturais, Estações Bio-Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental;
11. Empresas de Turismo Ecológico (Ecoturismo); 12. Imprensa ( Assessoria Técnica para matérias científicas e de meio ambiente);
13. Herbários;
14. Biotérios;
15. Criadouros (Minhocário, Sericicultura, de animais silvestres, e outros correlatos);
16. Estações de Cultivo (Piscicultura, Carcinicultura, Miticultura, Ostreicultura, e outros correlatos);
17. Autônomo ( Consultorias, Perícias, Assessorias, outras).
Os Biólogos executam atividades Técnico- Científicas de grau superior, de grande complexidade, que envolvem: Ensino, Planejamento, Supervisão, Coordenação e Execução de trabalhos relacionados com Estudos, Pesquisas, Projetos, Consultorias, Emissão de laudos e pareceres técnicos e Assessoramento Técnico-Científico nas Áreas das Ciências Biológicas.

Lucia Cristina disse...

Biologo parte 2
As atividades do Biólogo, na Área de Saúde, geralmente correspondem à especificidade de função nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, em Laboratórios e/ou Hospitais Privados e em Instituições de Ensino e Pesquisa. A denominação varia nos Estados, da Jurisdição e de acordo com as atividades desempenhadas: Biólogo, Biologista, Técnico, Laboratorista, Analista, Auxiliar de Patologia Clínica, Agente de Saúde, Sanitarista, Geneticista, Perito, entre outras.

Nesta área os Biólogos realizam e orientam a coleta de material de origens diversas; executam e interpretam exames citológicos e de lâminas; realizam registros de dados, observações, procedimentos e ocorrências em prontuários, relatórios e outros documentos de interesse aos serviços da Entidade empregadora; participam de processos de produção de meios de cultura; planejam e executam pesquisas, estudos e projetos científicos, em sua área de competência, com vistas ao aprimoramento das técnicas de análises laboratoriais; realizam vistorias, perícias, avaliações e outros serviços técnicos especializados, para a elaboração de pareceres, laudos e atestados, no âmbito de suas atribuições; participam da definição e executam atividades relativas à capacitação, desenvolvimento e acompanhamento de pessoal técnico, na área das análises clínicas; elaboram relatórios e fornecem dados para estudos estatísticos e trabalhos científicos.

São doze as subáreas de Saúde, nas quais os Biólogos atuam: Análises Clínicas (gerais), Parasitologia, Hematologia, Microbiologia e Imunologia, Patologia, Histologia, Bioquímica, Saúde Pública, Genética, Biologia Geral e Especial, Bioética e Fitoterapia

Caroline Coutinho disse...

O Qudrilátero da formação em saúde agregando ensino, gestão, atenção e controle social me parece uma ideologia fantástica mas que está muito distante da nossa prática diária. Fiquei até pensando se não seria utópica pois para que aconteça na prática depende de uma melhora significativa do controle social a ser exercido por uma população que em sua maioria não é politizada,não valoriza o voto e a política nacional, não tem interesse na administração pública, não sabe seus direitos nem reclama por eles e pra completar vive sob domínio de uma ideologia dominante que não tem interesse em progredir com a consolidação do SUS e sim aumentar a rede privada e os planos de saúde. Já que o controle social é essencial sugiro que busquemos formas mais eficazes para implantá-lo sobretudo formando profissionais de saúde multiplicadores da idéia e para superar os problemas apresentados a mudança deve ocorrer desde o ensino fundamental que deveria ensinar legislação, noções de política, sociologia, ética e filosofia. Grandes mudanças...Acho que não viverei para ver este quadrilátero consolidado mas estou torçendo por ele.

Caroline Coutinho disse...

Complementando a questão do quadrilátero e a dificuldade do controle social gostaria de compartilhar uma experiência pessoal: Estudei dos 4 aos 13 anos numa escola ligada a um sindicato ( pais bancários )que sofreu uma mudança de paradigma e de contexto sócio-político interessante. Era a Escola Nossa Senhora da Conceição até que um dia a diretoria do sindicato mudou e a escola sofreu uma revolução: vários professores substituídos e nada de nome de santa, mudou pra Escola dos Bancários. As matérias história, sociologia e atualizações discutiam política profundamente. Havia palestras com líderes do MST e os professores íam com os alunos para as manifestações contra o governo Collor e atividades sócio-práticas na sede do sindicato. A professora de inglês que não foi demitida repetia sempre que este sindicato acabou com a escola. Tirei um 10 escrevendo na redação que o Brasil não deveria pagar a dívida externa. Recentemente fui a um encontro de ex-alunos. Todos os presentes cursaram o ensino superior. Ninguém entrou pro sindicato, partido político ou sequer pra associação de moradores. Mas o que quero dizer com esta história toda? Que controle social é algo mesmo muito difícil. Mesmo ensinando sociologia e política desde de criança não há garantias plenas de que isto se transforme em atitude na idade adulta. Mas mesmo assim acho que é um caminho inicial. O que o professor ensina o aluno pode até aprender mas não quer dizer que concorde. Que formação político-ideológica é necessária para consolidação do SUS? E para quem? Será que a educação superior em saúde que temos planejado contempla esta necessidade? O aluno do ensino superior em saúde encontra-se em que classe sócio-ideológica-político-econômica? Baseado nisso, vai ser fácil inseri-lo neste projeto de mudanças? Este aluno está realmente preparado para difundir a idéia de controle social ou uma melhora do nível educativo e de exigências da população torna-se para ele mais um grande desafio?

Carminha Raposo disse...

2. Novas políticas de formação de profissionais para o SUS.

A formação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde (SUS) é um assunto de extrema importância para a sua consolidação e tem se mostrado ao longo do processo de construção do mesmo como um nó-crítico. A formação no setor saúde ainda é, de forma predominante, alheia à organização da gestão e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado à saúde no SUS. A partir da criação da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde o Ministério da Saúde assumiu seu papel de Gestor Federal do Sistema Único de Saúde no que diz respeito à formulação, distribuição e gestão dos Trabalhadores de Saúde no Brasil. Entendemos que o processo de ensino-aprendizagem na área técnico-científica é apenas um dos aspectos da qualificação das práticas e não deve ganhar status central. A formação não pode tomar como referência apenas a busca eficiente de evidências ao diagnóstico, cuidado, tratamento, prognóstico, etiologia e profilaxia das doenças e agravos, mas deve buscar o desenvolvimento de condições de atendimento às necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde, redimensionando o desenvolvimento da autonomia das pessoas até a condição de autocuidado, tendo como foco norteador o conceito ampliado de saúde.

Carminha Raposo disse...

1. o conceito de competências e a relação com a formação para um trabalho livre e transformador ou trabalho voltado para a exploração e o capital.

Há dois tipos de educação onde uma conforma o homem a sua realidade e a outra faz com que o homem transforme a sua realidade. Na constituição do sistema da educação a diferença não esta nas escolas e sim nos sistemas educacionais onde a uma dualidade na educação brasileira, e da educação profissional principalmente. Podemos sistematizar a critica aos projetos educacionais conformadores da acomodação social e também alguns elementos para um projeto de formação de trabalhadores orientados pelos interesses dos próprios trabalhadores. A divisão social do trabalho que separa o trabalho intelectual do trabalho corporal, impondo limites ao desenvolvimento pleno das capacidades humanas (NOGUEIRA, et. al 2002). Segundo Frigotto ao tomarmos conhecimento dos dois projetos de formação nos impõe que façamos opção entre duas pedagogias ou de duas filosofias, e de duas visões de mundo, da dinâmica e do futuro. Para Marx (apud VASQUEZ, 1968)3 existem dois tipos de filosofia: aquelas que se propõem a explicar a realidade (filosofia como acomodação ao mundo) e aquelas que servem à transformação do mundo (filosofia como guia da transformação humana radical). A educação que trabalha em cima da educação capital, ou seja, que forma para o mercado de trabalho e valoriza o capital, é antagônico aos processos de valorização do homem, perpetuando a divisão social e técnica do trabalho, essencial para a sobrevivência do capital. Segundo Oliveira (2003), nasce o pensamento industrial no Brasil de forma a requerer um ensino profissional que atendesse a necessidade do mercado e promovesse este sistema de ensino. A partir da noção de competências, um novo discurso sobre a formação humana apresenta-se, nas décadas de 1980 e 1990 no Brasil, prometendo ser capaz de responder às novas demandas do mercado de trabalho, sustentando um conjunto de idéias sobre como deve ser a formação do homem contemporâneo. Tinha a pretensão formal de responder às exigências dessa nova realidade e de estabelecer novas práticas formativas e, com isso, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e de homens plenamente desenvolvidos. Nas articulação de três dimensões para que se configure a competência envolvendo saberes (de diversas ordens, como saber-fazer, saber técnico, saber-de-perícia, etc.), experiência (envolvendo habilidades e saber - tácito) e saber-ser (envolvendo qualidades pessoais, sócio comunicativas. As competências são assim definidas a partir do trio “saberes”, “saber-fazer”, “saber-ser”. “Saberes”, entendidos como os conhecimentos profissionais de base explicitamente transmissíveis. Saímos de uma educação profissional robotizante capitalista, para uma educação profissional humanizada onde o homem faz o que sabe, sabe o que esta fazendo e por que esta fazendo.Este homem usa a inteligência e a força física e muitas vezes nem usa a força física pois a inteligência o fez produzir maquinas para fazer vez a força física.

Carminha Raposo disse...

1. o conceito de competências e a relação com a formação para um trabalho livre e transformador ou trabalho voltado para a exploração e o capital.

Há dois tipos de educação onde uma conforma o homem a sua realidade e a outra faz com que o homem transforme a sua realidade. Na constituição do sistema da educação a diferença não esta nas escolas e sim nos sistemas educacionais onde a uma dualidade na educação brasileira, e da educação profissional principalmente. Podemos sistematizar a critica aos projetos educacionais conformadores da acomodação social e também alguns elementos para um projeto de formação de trabalhadores orientados pelos interesses dos próprios trabalhadores. A divisão social do trabalho que separa o trabalho intelectual do trabalho corporal, impondo limites ao desenvolvimento pleno das capacidades humanas (NOGUEIRA, et. al 2002). Segundo Frigotto ao tomarmos conhecimento dos dois projetos de formação nos impõe que façamos opção entre duas pedagogias ou de duas filosofias, e de duas visões de mundo, da dinâmica e do futuro. Para Marx (apud VASQUEZ, 1968)3 existem dois tipos de filosofia: aquelas que se propõem a explicar a realidade (filosofia como acomodação ao mundo) e aquelas que servem à transformação do mundo (filosofia como guia da transformação humana radical). A educação que trabalha em cima da educação capital, ou seja, que forma para o mercado de trabalho e valoriza o capital, é antagônico aos processos de valorização do homem, perpetuando a divisão social e técnica do trabalho, essencial para a sobrevivência do capital. Segundo Oliveira (2003), nasce o pensamento industrial no Brasil de forma a requerer um ensino profissional que atendesse a necessidade do mercado e promovesse este sistema de ensino. A partir da noção de competências, um novo discurso sobre a formação humana apresenta-se, nas décadas de 1980 e 1990 no Brasil, prometendo ser capaz de responder às novas demandas do mercado de trabalho, sustentando um conjunto de idéias sobre como deve ser a formação do homem contemporâneo. Tinha a pretensão formal de responder às exigências dessa nova realidade e de estabelecer novas práticas formativas e, com isso, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e de homens plenamente desenvolvidos. Nas articulação de três dimensões para que se configure a competência envolvendo saberes (de diversas ordens, como saber-fazer, saber técnico, saber-de-perícia, etc.), experiência (envolvendo habilidades e saber - tácito) e saber-ser (envolvendo qualidades pessoais, sócio comunicativas. As competências são assim definidas a partir do trio “saberes”, “saber-fazer”, “saber-ser”. “Saberes”, entendidos como os conhecimentos profissionais de base explicitamente transmissíveis. Saímos de uma educação profissional robotizante capitalista, para uma educação profissional humanizada onde o homem faz o que sabe, sabe o que esta fazendo e por que esta fazendo.Este homem usa a inteligência e a força física e muitas vezes nem usa a força física pois a inteligência o fez produzir maquinas para fazer vez a força física.

Carminha Raposo disse...

1. o conceito de competências e a relação com a formação para um trabalho livre e transformador ou trabalho voltado para a exploração e o capital.

Há dois tipos de educação onde uma conforma o homem a sua realidade e a outra faz com que o homem transforme a sua realidade. Na constituição do sistema da educação a diferença não esta nas escolas e sim nos sistemas educacionais onde a uma dualidade na educação brasileira, e da educação profissional principalmente. Podemos sistematizar a critica aos projetos educacionais conformadores da acomodação social e também alguns elementos para um projeto de formação de trabalhadores orientados pelos interesses dos próprios trabalhadores. A divisão social do trabalho que separa o trabalho intelectual do trabalho corporal, impondo limites ao desenvolvimento pleno das capacidades humanas (NOGUEIRA, et. al 2002). Segundo Frigotto ao tomarmos conhecimento dos dois projetos de formação nos impõe que façamos opção entre duas pedagogias ou de duas filosofias, e de duas visões de mundo, da dinâmica e do futuro. Para Marx (apud VASQUEZ, 1968)3 existem dois tipos de filosofia: aquelas que se propõem a explicar a realidade (filosofia como acomodação ao mundo) e aquelas que servem à transformação do mundo (filosofia como guia da transformação humana radical). A educação que trabalha em cima da educação capital, ou seja, que forma para o mercado de trabalho e valoriza o capital, é antagônico aos processos de valorização do homem, perpetuando a divisão social e técnica do trabalho, essencial para a sobrevivência do capital. Segundo Oliveira (2003), nasce o pensamento industrial no Brasil de forma a requerer um ensino profissional que atendesse a necessidade do mercado e promovesse este sistema de ensino. A partir da noção de competências, um novo discurso sobre a formação humana apresenta-se, nas décadas de 1980 e 1990 no Brasil, prometendo ser capaz de responder às novas demandas do mercado de trabalho, sustentando um conjunto de idéias sobre como deve ser a formação do homem contemporâneo. Tinha a pretensão formal de responder às exigências dessa nova realidade e de estabelecer novas práticas formativas e, com isso, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e de homens plenamente desenvolvidos. Nas articulação de três dimensões para que se configure a competência envolvendo saberes (de diversas ordens, como saber-fazer, saber técnico, saber-de-perícia, etc.), experiência (envolvendo habilidades e saber - tácito) e saber-ser (envolvendo qualidades pessoais, sócio comunicativas. As competências são assim definidas a partir do trio “saberes”, “saber-fazer”, “saber-ser”. “Saberes”, entendidos como os conhecimentos profissionais de base explicitamente transmissíveis. Saímos de uma educação profissional robotizante capitalista, para uma educação profissional humanizada onde o homem faz o que sabe, sabe o que esta fazendo e por que esta fazendo.Este homem usa a inteligência e a força física e muitas vezes nem usa a força física pois a inteligência o fez produzir maquinas para fazer vez a força física.

Ariane Brasileiro disse...

A Fisioterapia é uma especialidade que ao longo do tempo foi conseguindo ocupar seu espaço na área de saúde, atualmente está inserida em várias especialidades na recuperação do paciente

Ariane Brasileiro disse...

A Fisioterapia se divide em 04 fases distintas: 1- Empírica: vai até o Século XIX; 2- Eletroterapia: II guerra Mundial, fase biológica, utilização de ionto e galvanização; 3- Fisioterapia propriamene dita, entre a I e II grande guerra; 4- Fisioterapia Reabilitacional, referente a mutilados de guerra que precisavam deste profissional para serem reintegrados à sociedade.

História da Fisioterapia - Esta profissão levou 30 anos para ser regulamentada profissionalmente.Foi iniciada no Brasil em 1919, após a criação do Serviço de Eletroradiológia na Faculdade de Medicina da USP.Em 1929 criado e instalado o Serviço no HC-SP. Em 1945, com a inauguração do Hospital Barata Ribeiro começou um novo ciclo da Fisioterapia no RJ. Em 1949, se tornou um marco desta especialidade na ocasião da defesa de tese do Dr. Camilo Abud que foi admitido como catedrático da cadeia de Fisioterapia Aplicada, na Escola Nacional de Educação Física e Despostos. Em 1969 o Presidente Costa e Silva depois de sofrer AVC, após atendimento deste profissional fica sensibilizado com o bom tratamento e resolve decretar a criação deste profissional.Em 1984 o Presidente Figueredo após tratamento devido a hérnia de disco, retirou a condição de Técnicos de Reabilitação e colocou como T.O.; Só em 1994 através do Decreto 90.640 de 19/12/1994, a profissão foi reconhecida no Serviço Público Federal.

A Fisioterapia é integrada na área de saúde, com participação multidisciplinar, interdisciplinar e transdiciplinar, conciente dos seus direitos e deveres na equipe de saúde com espírito crítico e capacidade para analisar os problemas da sociedade e buscar soluções para os mesmos, tanto em nível individual como coletivo, de conformidade com os padrões de técnicas científicas e humanização do atendimento.

O número de cursos são encontrados em todos Estados do Brasil tanto no âmbito de Universidade Federal, como em rede privada.A UNIP- Universidade Paulista, oferece cursos de Graduação Superior Tecnológico : tradicional ou a distância; Pós-Graduação Lato Sensu de Mestrado e Doutorado: tradicional ou a distância; Extensão Comunitária.A UNIFURO-DF, Asa Sul do Cento Universitário EUro-Americano, proporciona ao aluno habilitação plena, com perfil generalista, permitindo ao egresso atuar em qualquer área de conhecimento da fisioterapia, inclusive nos níveis de atenção, prevenção e promoção da saúde.Este curso disponibiliza 180 vagas semestrais, divididas nos 03 turnos, com tempo de integralização curricular mínimo dfe 04 anos e máximo de 08 anos. Número de aluno por turma é estimado de 60.

É interessante observar a avaliação deste curso em toda sua tragetória, mostrando sua importência e conquista na área de saúde e integração em várias especialidades como: pneumologia- Fisioterapia Respiratória, na Neurologia- Reabilitação Motora, na Medicina Ocupacional também na Reabilitação. Estão de parabéns os profissionais desta Área que vem se distacando também na peformace como no pilatis,etc...

Estão de Parabéns os profissionais desta Especialidade.

Ariane Brasileiro disse...

A partir de 2003 foi criada a Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação(Ministério da Saúde).A gestão SUS vem tratando das das relações de trabalho a partir de uma revisão na qual a participação do trabalhador e fun damental para a efetividade e eficiência do Sistema. Este trabalhador deve ter consciência de que ele pode ser um agente transformador do seu ambiente de trabalho.

para fortalecer esta ação o Proge SUS (Programa de Cooperação Técnica e Financeira com Estado e Município) tenta consolidar está política de Saúde. Todavia esta ação do Programa é algo complexo. Afinal, educar todos os participantes da área de saúde não é encargargo fácil em razão do baixo nível de conscientização do grupo. Dir-se-ia, neste caso, que eles pouco ou nenhum preparo para a inserção num projeto destaa magnitude.

Quanto ao dimensionamento do setor informal de saúde fica prejudicado a falta de dados sobre os estabelecimentos estritamente privados, como também o controle do número de trabalhadores em situação irregular no mercado de trabalho. De maneira que o ProgeSUS possui um grande desafio para reestruturar a educação nos componentes da área como também sua estruturação administrativa.

Rosaly Lins disse...

BIOMEDICINA - MERCADO DE TRABALHO

A BIOMEDICINA ESTÁ INCLUÍDA ENTRE AS PROFISSÕES QUE DEVEM FAZER PARTE DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE desde 2007
A residência multiprofissional em saúde foi definida pelo Ministério da Educação como curso de pós-graduação lato sensu (especialização). Esta modalidade de aprendizagem através do serviço também beneficia os programas de atenção básica a saúde.
Os cursos de biomedicina, criados entre 1965 e 1970 tiveram seus alunos egressos rapidamente absorvidos nas disciplinas básicas de suas próprias faculdades, ou então em outras escolas de medicina públicas ou particulares.

BIOMEDICINA
QUANTIDADE DE CURSSOS/PROFISSIONAIS
Em 2001 é de 16 o número de cursos de Biomedicina, (crescimento de 23%), em 2002, 20, (crescimento anual de 25%), e em 2003 o total de cursos chega a 32, (crescimento anual de 60%).
Em 2004 registra-se a existência de 61 cursos, o que representa um crescimento de 91% em relação a 2003 e de 369,2% em relação a 2000(*). Entre 2000 e 2004 a expansão do oferecimento de cursos faz-se a uma taxa anual média de 47,18%.
Não existam dados sistematizados em 2006, porém segundo informações recolhidas no Cadastro das Instituições de Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais são registrados 98 cursos de biomedicina em 2006.
A expansão da oferta de vagas acompanha, no período 2000/2004, a do número de cursos. A uma taxa anual média de 46.65%, registra-se um crescimento da ordem de 362,5%, passando o número de vagas oferecidas de 1425 em 2000 para 6915 em 2004
Observa-se que a evolução do número de candidatos registra dois momentos de acentuada expansão: entre 2001 e 2002 e entre 2003 e 2004, o que configura uma resposta muito positiva ao incremento do número de ofertas educacionais nesses períodos. Em 2000 houve a inscrição de 4443 candidatos; em 2001, de 9150; em 2003, de 10429 e em 2004 as inscrições chegaram a um total de 14772.
Quanto ao contingente de alunos – matrículas totais – observa-se, entre 2000 e 2004, um crescimento da ordem de 177,8%. A uma taxa anual média de 22,62% o total de matrículas passa de 3202 para 8897(em instituições publicas e privadas)


ROSALY LINS

Carminha Raposo disse...

Segundo Araujo e outros autores (2010), as abordagens educativas em nossa sociedade, prioritariamente, utilizam dois projetos antitéticos de formação de trabalhadores: uma pedagogia focada no trabalho e outra pedagogia focada no capital. O reconhecimento da existência desses dois projetos antitéticos de formação de trabalhadores impõe que se faça uma opção entre eles. Não se trata apenas de uma opção entre duas pedagogias, é mesmo uma opção entre duas filosofias, duas leituras de mundo, de sua dinâmica e de seu futuro. Reconhecemos as pertinências das considerações de Mészaros (2005), para quem a educação do capital, que forma para o mercado de trabalho e para a valorização do capital, é antagônica aos processos de valorização humana. Há duas pedagogias que problematiza o projeto de educação profissional do capital, de cunho pragmático, é a pedagogia das competências, e outra que, com base nas formulações de autores marxistas, busca considerar a possibilidade de um projeto pedagógico de formação dos trabalhadores. Não se trata, portanto, de uma formação capaz de promover qualificações amplas e duradouras entre os trabalhadores, pelo contrário, a idéia consiste em continuar perpetuando a divisão social e técnica do trabalho, essencial para a própria sobrevivência do capital, capaz de garantir uma mão de obra sempre disponível para os desígnios do capitalismo. Sob essa perspectiva tem se dado a configuração da escola brasileira destinada aos trabalhadores, à classe destituída dos meios e objetos de produção: uma educação que lhe propicia tão-somente os requisitos mínimos para “manusear os parafusos da fábrica”, alijando-os de uma formação integral que, no dizer de Gramsci (1978), propicie-lhes tanto os conhecimentos provenientes da societas rerum, de modo a garantir os saberes científicos necessários para dominar e transformar a natureza, quanto os da societas hominum, promovendo uma consciência sobre seus direitos e deveres, introduzindo-os na sociedade política e civil