domingo, junho 19, 2011

Especialização em Docência Ensino Superior em Saúde: 2a. tarefa do 2o. mês - Modulo Politica, Trabalho,...

Especialização em Docência Ensino Superior em Saúde: 2a. tarefa do 2o. mês - Modulo Politica, Trabalho,...: "Caros pós-graduandos, Continuando nossos trabalhos, precisamos voltar às nossas pesquisas. Não podemos arrefecer a dinâmica dos estudos e t..."

17 comentários:

Rosaly Lins disse...

BIOMEDICINA
• CONSELHOS
Os conselhos regionais de biomedicina foram criados para regular, orientar e fiscalizar a atividade profissional. São entidades fiscalizadas pelo Conselho Federal, órgão hierarquicamente superior: dele emanam resoluções para os regionais. Cabe a ele julgar em grau de último recurso procedimentos éticos e administrativos. Os conselhos regionais têm seu espaço de atuação delimitado por leis constitucionais
• ASSOCIAÇÕES
As associações são sociedades de cunho científico, criadas com o objetivo de auxiliar os profissionais e estudantes com atividades que agreguem valor aos seus currículos, como cursos, palestras, congressos e jornadas, encontros, simpósios e demais eventos científicos. Elas devem cuidar de reciclar os conhecimentos técnico-científicos dos biomédicos, tendo como objetivo atualizá-los diante de uma sociedade que exige cada vez mais qualidade, especialização, excelência e competência.
• SINDICATOS Os sindicatos têm como missão principal a luta pela melhoria das condições de trabalho, da remuneração dos profissionais, das relações entre proprietários de empresas privadas, públicas e colaboradores, e à defesa da classe, entre outras atividades. Eles têm como atribuição específica verificar jornada ideal de trabalho do profissional, piso salarial, acordos anuais, fazendo prevalecer todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT.
ROSALY LINS

pereira disse...

No Brasil,já somos mais de 1,6 milhões de profissionais de Enfermagem,que representam mais de 58% da força de trabalho na saúde e executamos mais de 70% de todas as ações do setor. (COFEN/jun , 2011).
Quanto aos Cursos de Especialização temos: Enfermagem Neonatal e Pediátrica , Enfermagem do Trabalho , Enfermagem em Nefrologia , Enfermagem em Radiologia Diagnóstica e Terapêutica , Enfermagem Obstétrica , Enfermagem em Saúde Da Família, Enfermagem em Oncologia , porém não encontrei se os cursos já são regulamentados.
Tatiana Pelinca

Carminha Raposo disse...

Diante dos avanços nas inovações técnico-científicas, evolução da autonomia das profissões, inovações do trabalho realizado por equipe multiprofissional e interdisciplinar, novos patamares regulatórios das profissões de saúde se tornaram necessários. As legislações profissionais têm sido discutidas permanentemente no
âmbito do Ministério da Saúde, entre as categorias profissionais, o governo e a sociedade. Um desafio atual é o acompanhamento da crescente demanda por serviços de
saúde eficazes, eficientes e efetivos em um cenário de constante inovação tecnológica
que exige respostas rápidas e soluções criativas. Para isto, necessita-se de profissionais
e gestores de saúde alinhados a saberes e práticas que qualifiquem a atenção e a gestão
do SUS, em permanente processo de aprendizagem. Esses conceitos, atualmente, foram redefinidos, não só por conta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas também como resultante do novo modelo de sociedade, onde alguns denominam de sociedade aprendente, outros, sociedade do conhecimento. A relevância do papel do setor saúde para o desenvolvimento dos padrões de vida da população faz com que esse seja um dos mais importantes setores de diversas economias. Trata-se de um segmento que movimenta bilhões de dólares, resultante de uma série de políticas públicas, comumente tratado pelos governos como uma questão central A relevância do papel do setor saúde para o desenvolvimento dos padrões de vida da população faz com que esse seja um dos mais importantes setores de diversas economias. Trata-se de um segmento que movimenta bilhões de dólares, resultante de uma série de políticas públicas, comumente tratado pelos governos como uma questão central (GARCIA 2010).. O que é importante, do ponto de vista do ensino, é deixar claro que o professor necessita planejar, refletir sobre sua ação, pensar sobre o que faz, antes, durante e depois. O ensino superior tem características muito próprias porque objetiva a formação do cidadão, do profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida (LEAL, 1996). As discussões sobre políticas e gestão da educação têm sido objeto de vários estudos e pesquisas no cenário nacional e internacional inclusive os currículos das Universidade estão sempre em avaliação.

Karla Soares disse...

Mercado de Trabalho do Fonoaudiólogo
Aspecto Favorável: Oportunidade dos bons fonos trabalharem com entreterimento. Quando um profissional que irá fazer a dublagem de filme passa por uma seleção, para esse ser escolhido , um fonoaudiólogo é consultado,tendo em vista a qualidade e o resultado da dublagem. Ele identifica se aquele profissional tem qualificação de voz e se seu tipo físico corresponderá ao do ator que vai aparecer nas imagens do filme.
Aspecto Desfavorável: As vagas para fonoaudiologia em hospitais são muito restritas.
Salário: segundo esta fonte peaquisada o salário médio é de R$ 1850,00 , podendo subir aopassar dos anos ou de acordo com a área de atuação, e ainda com os anos de experiência.
Fonte- WWW.navegandona web/mercado de trabalho da Fonoaudiologia

KATIA MACHADO disse...

Conselhos: O Conselho Federal de Medicina tem sua sede em Brasilia, com jurisdição em todo o território nacional, e a ele ficam subordinados os Conselhos Regionais, com jurisdição sobre os respectivos Estados e Distrito Federal. Estes Conselhos exercem um papel político muito importante na sociedade, atuando na defesa da saúde da população e dos interesses da classe médica. Nos últimos 50 anos, o Brasil e a categoria médica evoluiram muito, e hoje, as atribuições e o alcance das ações deste órgão estão mais amplas, extrapolando a aplicação do Código de Ética Médica e a normatização da prática profissional. O Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais de Medicina constituem em seu conjunto uma autarquia, sendo cada um deles dotado de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Os Conselhos são mantidos por contribuições anuais obrigatórias de todos os que exercem a Medicina no Brasil. A função de Conselheiro é privativa de médicos, que são eleitos por seus pares para mandato meramente honorífico, sem qualquer remuneração. Além das funções cartoriais, como o registro profissional do médico e de seus títulos, o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Medicina são, nos termos da Lei, os órgãos supervisores da ética profissional e julgadores e disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e trabalhar, por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente. Ao defender os interesses corporativos dos médicos, o CFM empenha-se em defender a boa prática médica, o exercício profissional ético e uma boa formação técnica e humanista, convicto de que a melhor defesa da medicina consiste na garantia de serviços médicos de qualidade para a população.

Carminha Raposo disse...

A apropriação do conceito de cidadania significa ter clareza de que todos têm direito a ter direitos. No campo educacional, há providências para que a educação básica seja precondição para que todos exerçam a cidadania. Para tanto, cabe aos gestores da educação desencadear ações que possibilitem desvelar os empecilhos e superá-los, visando à constituição de sujeitos históricos que possam cooperar para a constituição de uma rede educativa. A luta pelo fortalecimento da cidadania passa pelo fortalecimento da escola (GORODICHT, 2002). No Brasil, grandes obstáculos impedem que todos tenham acesso ao conhecimento sistematizado que as escolas deveriam oferecer. Garantir o direito básico ao acesso e à permanência das crianças, jovens e adultos à escola é uma questão estratégica para a área educacional. Sem a conquista desse direito torna-se impossibilitada a prática da cidadania, o que traz um prejuízo enorme para toda a sociedade, que deixa de prosperar e crescer reduzindo injustiças. As políticas públicas sociais em geral não têm conseguido desperta a devida atenção dos Estados e o compromisso com as políticas educacionais, acentuando o caráter excludente. Não se podem ignorar os grandes problemas brasileiros, principalmente, o contexto socioeconômico e cultural, o abismo entre os diferentes segmentos sociais, o inchaço das grandes cidades, o desemprego, o déficit cultural de nossas crianças. Todos esses fatores têm levado crianças e jovens a abandonar as escolas e engrossar as fileiras do tráfico, cujas portas estão sempre abertas à espera de aliciados. A Lei 10.171, de 09 de janeiro de 2001, o Plano Nacional de Educação também se refere à gestão democrática em relação aos recursos, sua eficiência, transparência e modernidade nos meios. Contudo, as Políticas e a Gestão da Educação no Brasil, materializadas em ações políticas e programas são marcadas de um modo geral pelas rupturas, caracterizando políticas de governo e não de estado. Nesse sentido, vários desafios são colocados para a sociedade, uma vez que o contexto educacional é mediado pelo contexto político, econômico, social e cultural (VALENTE. 2007). Toda esta situação vai se refletir no trabalho, inclusive nas prestações de cuidados em saúde seja ele a nível primário, secundário ou terciário e influencia o ensino nas universidades elitizando o acesso, e nas práticas, teorias e pesquisa dos discentes e docentes tornam-se quase barreiras intransponiveis.

KATIA MACHADO disse...

Tenho um momento de prática docente com alunos do segundo período de medicina bastante interessante, pois apesar de estarem em uma unidade de maior complexidade (pré-natal de alto-risco do CISAM) eles vivenciam de forma marcante o eixo humanístico (ética e bioética) que entendo como fundamental na formação do médico. Percebo que a atuação do médico em toda a sua plenitude jamais será alcançada se ele não tiver uma visão humanística. Lá os alunos presenciam um atendimento com qualidade técnica e com atitudes humanas e humanizadoras entendendo o ser humano como que com valores, crenças e sentimentos. Nós educadores, aprendizes e pacientes tornamos a relação médico-paciente única baseada na lealdade, na verdade e no respeito aos valores do outro. Os alunos percebem que o carinho, o acolhimento e a personalização da consulta fazem com que aumente a adesão ao pré-natal, diminuam as queixas e fortaleça a confiança no serviço e na atenção médica.

KATIA MACHADO disse...

O Brasil ocupa hoje o segundo lugar do mundo com mais escolas médicas (181) ficando para trás apenas da India (202), mas colocando-se à frente da China com 150 e dos EUA que têm 125 escolas, mantidas assim há alguns anos. Estas escolas oferecem cerca de 15.969 vagas por ano sendo que 57 funcionam sem o devido reconhecimento do MEC. Mais de 50% delas são privadas e a maioria concentrada na região sudeste. Nesse ano o MEC autorizou a abertura de 03 novas escolas: UESB (Jequié-BA), UNIT (Aracaju-SE) e UFV (Viçosa – MG). O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou recentemente seu repúdio à abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina no Brasil. fenômeno que fez que, em um período de 10 anos, o total de cursos aumentasse em 80% no país. Uma observação mais detalhada sobre a possibilidade de estar faltando médicos no país e isto mesmo ter sido a motivação para incentivar esta epidemia de escolas de medicina é que os dados do CFM mostram que não existe esse déficit. Os números mais recentes apontam um contingente de 347 mil médicos no Brasil, com a previsão de formar 16 mil novos profissionais a cada ano. Contudo, os Conselhos identificam na concentração de 72% desse total nos estados do Sul e Sudeste um grave problema “em decorrência da falta de políticas públicas para a interiorização da Medicina e da assistência”.Os cálculos mostram que, no momento, a média nacional é de um médico por 578 habitantes, mas a má distribuição leva a distorções importantes. Por exemplo, no interior de Roraima, esta relação é de um médico por 10.306 habitantes, semelhante ao de países com baixíssimo índice de desenvolvimento humano (IDH). Na nota conjunta, a criação de uma carreira de Estado para o médico é apontada como a saída para corrigir diferenças deste tipo. A duplicação do número de escolas médicas - entre 2000 e 2010 - não solucionou a má distribuição dos médicos, mantendo a desassistência, inclusive nos grandes centros urbanos”, relatam as entidades.

Carminha Raposo disse...

As Diretrizes Nacionais dos Cursos Universitários da Saúde (DCN’s), homologadas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação entre os anos de 2001 e 2003, têm como indicativos conceituais e normativos, a necessária articulação entre a educação superior e o sistema de saúde, objetivando uma formação geral com ênfase na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação (ALMEIDA, 2003). Em que um conjunto de competências comuns centradas nos princípios e diretrizes do SUS com liberdade para a integralização curricular, visando possibilitar aos alunos dos cursos da saúde movimentos de aprender a aprender que englobam aprender a ser, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a conhecer (MITRE, et. al 2008). A partir de uma concepção ampla de saúde, propõem mudanças da ênfase nos conteúdos para movimentos de aprendizagem ativa, buscando-se, assim, superar a dicotomia entre teoria e prática e valorizam o trabalho articulado com serviços, identifica a capacidade de desenvolvimento da atenção, centrada na prevenção, promoção, proteção e reabilitação, em nível individual e coletivo, valorizando a tomada de decisões, comunicação, liderança, administração e o gerenciamento dos processos de trabalho, produção de informação e planejamento de ações, habilitando o profissional ao trabalho em equipe e à produção da atenção integral (Batista, 2004-B; Haddad; Ristoff & Passarela, 2006). O ensino médico com a perspectiva coletiva é bastante antigo nas ciências da saúde, mas, com o processo de reforma curricular, sofreu diferentes transformações. Um dos maiores desafios para o sucesso dessas mudanças é a adoção de uma metodologia mais holística e de métodos mais participativos procurando introduzir alunos nas unidades da rede SUS para conhecerem a realidade “de um modo estranho ao da universidade, promovendo mobilização do corpo, do afeto e do pensamento, e gerando novo padrão de exigência de aprendizado.” No contexto da escola médica, a Aprendizagem Baseado em Problema (ABP) foi e ainda é uma ação de contracultura na medida em que é um método de aprendizagem ativa, que procura compreender os princípios e os processos dos fenômenos investigados e que estimula o interesse pela investigação. A ABP pressupõe: cooperar em pequenos grupos; condução do tutor; auto-estudo; educação multidisciplinar; educação em bloco e teste progressivo. O problema é a parte mais interna da ABP e deverá plantar no aluno a dúvida, estimulando a formulação de questões. Trata- se do instrumento de promoção da primeira ruptura epistemológica, ou seja, da passagem das explicações fundadas no senso comum para as baseadas no conhecimento científico (BARROS, 2006). A metodologia científica deve ser considerada na universidade como uma prática que constitui um conjunto específico de conhecimentos científicos, com características específicas sobre o ensino e a pesquisa, com mecanismos e métodos próprios de exercício intelectual. O aluno adquire, dessa forma, as condições de modificar gradualmente seu processo de ensino-aprendizagem, estimulando a prática da autonomia, da responsabilidade intelectual, do pensamento crítico-analítico e do ser criativo frente aos conteúdos práticos, técnicos e metodológicos empregados na elaboração dos vários trabalhos científicos e acadêmicos (PINTO et. al. 2003)

Carminha Raposo disse...

A reformulação da maneira de ensinar é necessária, devido à importância da Educação em todo o processo de crescimento, amadurecimento e interação social do homem como sujeito, e que queira ter uma vida laboral produtiva com vista a alcançar objetivos setoriais e globais, de desenvolvimento, em qualquer sociedade. Ela não deve mais ser pensada como uma “etapa de preparação para a vida”. Deve ser pensada como uma vivência solidária de criação de sentidos ao longo de toda a vida e em cada
um dos momentos da vida de cada ser humano. E não apenas porque ela é a “educação de um mundo em contínua mudança”. Mas porque a educação deve se constituir como um lugar essencial e não substituível na busca e criação de sentidos pessoais e partilhados de vida, que participem de maneira crítica e consciente da orientação das próprias transformações do Mundo e da Vida. Aprender, a saber, e saber para aprender cria em cada pessoa humana uma experiência contínua e crescentemente inacabável. Não somos o que somos, mas somos o que aprendemos a ser a cada instante da vida.
Por conseqüência, a educação não serve a preparar pessoas e grupos humanos
“para”. Ao contrário, a educação deve ser dedicada a acompanhar ao longo de toda a vida, pessoas que se recriam ao reaprenderem sempre, e que devem estar inseridas em
comunidades de saber ( BRANDÃO. 1999). Alguns teóricos, entre eles Freitas (2002), enfatizam que as reformas educativas atuais colocam os educadores em confronto com dois desafios: reinventar a escola como local de trabalho e reinventar a si mesmo como pessoas e profissionais da educação. Isto é um indicativo de que os educadores precisam não apenas colocar em questão, o reinventar suas práticas educativas, no sentido de repensar suas atitudes, concepções, métodos e conhecimentos sobre o processo de aprendizagem do discente, como também reinventar suas relações profissionais que começa com a observação de sua postura em relação ao outro ( ALBUQUERQUE. et. al. 2001). Segundo Reboul (1971) não educamos apenas pelo exercício mas também pela leitura, pelo exemplo, pela admiração, ética, respeito, humildade e nosso caráter. Além disso, se uma função se desenvolve sem que todo o indivíduo se desenvolva com ela, não se tratará antes de uma aprendizagem?
A educação é a ação consciente que permite a um ser humano desenvolver as suas aptidões físicas e intelectuais bem como os seus sentimentos sociais, estéticos e morais, com o objetivo de cumprir, tanto quanto possível, a sua missão como homem; é também o resultado desta ação. (OLIVER REBOUL - A Filosofia da Educação, Paris 1971 pp 11-32)

Paulette disse...

Caros pós-graduandos,

escrevo para estimular, especialmente os que ainda não postaram essa segunda tarefa, para fazê-lo o mais rápido possível, pois estaremos propondo uma nova tarefa antes da finalização do nosso módulo em 27 de agosto.

abraço,
Paulette

Paulette disse...

Caros,
estou mandando por email as aulas e um texto do aprenderSUS (Brasil, 2004) que propoe um conjunto de diretrizes para os cursos de graduação.

Paulette

Carminha Raposo disse...

A UNESCO publicou no Brasil o Relatório Jacques Delors, que exerceu forte influência sobre as políticas educacionais públicas em âmbito mundial.
As publicações série educação, intitulado Educação, trabalho e desemprego: novos tempos, novas perspectivas, que reuniu três conferências proferidas, em eventos nas áreas de educação e trabalho no ano de 1998, por Jorge Wertheim, representante da UNESCO no Brasil e coordenador do Programa UNESCO/MERCOSUL do Ministério da Educação, são fontes: o Plano Nacional de Educação, Lei n. 10.172/2001, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9394/96. Porém, foi nos anos de 1990 que a influência internacional adquiriu proporções extraordinárias, uma vasta documentação internacional, derivada de importantes agências internacionais – por meio de diagnósticos, análises e propostas –, ofereceu um conjunto de idéias consensuais em torno do qual deveria ser a função da educação. A UNESCO, enquanto agência das Nações Unidas especializada no campo da educação entendia e entende que a proximidade com os ministérios de Educação dos 193 países aliados a colocava em uma posição estratégica para promover iniciativas educativas. Assumiu, a partir de então, uma posição de liderança intelectual para impulsionar inovações e reformas educativas (UNESCO, 2008b). Entende-se que à educação tem papel decisivo na luta contra a pobreza fortalece a equidade social, e favorece o progresso técnico e o crescimento econômico e auxilia a superação da desigualdade social e isto tudo acontece através do conhecimento como eixo central para o progresso do Brasil. “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (BRASIL, 2009). Segundo Saviani (2006) a educação é um ato pertinente à sociedade humana, tendo sua origem no processo de trabalho. Nasce em íntima relação com o trabalho, como uma necessidade para a reprodução social. Max e Engels se expressam quanto ao trabalho “os indivíduos humanos são tais como manifestam sua vida”. E mais: “O que são coincide com sua produção, tanto com o que produzem, tanto com o modo como produzem” O trabalho é entendido como um processo histórico que determina o ser social. Por meio de um longo processo histórico, desenvolveu-se um ser qualitativamente distinto, o homem, um ser que se fez humano pelo trabalho, entendendo este último como produção social, o homem não é um ser aprioristicamente dado, mas um ser que se faz produzindo sua existência a partir da materialidade social, historicamente estabelecida (KOEPSEL.E.C.N.; 2011).

Carminha Raposo disse...
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Ariane Brasileiro disse...

Nome de Especialidades médica

As especialidades na medicina surgiram em função da evolução da medicina e passaram a surgir a criação de novos nomes com denominações escolhidas nem sempre apropriadas.
Por ex. Ortopedia( do grego orthós, reto+ paidós, criança + sufixo – ia) foi o nome criado e empregado pela primeira vez por Andry, em 1971, em um livro intitulado L’ orthopedie
L’art de prevenir ET de corrigir dans lês enfants lês difformités Du corps. Referia-se a correção de deformidades em crianças e não em adultos.A “arte” estendeu-se aos adultos, mas o nome ficou apesar das tentativas de mudanças.
Enfermagem – passou a designar a profissão de enfermeiro somente no século XX, sem que se saiba ao certo como surgiu o nome. O sufixo –agem em português, designa ação, estado, coleção, mas não ocupação ou atividade profissional.
Muitas especialidades apresentam denominações insuficientes em seu campo de atuação
Como: Gastroenterologia que não se restringe ao estômago e intestino, mas abrange outros
orgãos, como pâncreas, vias biliares. A cardiologia não cuida só do coração, ela atua nas alterações sistêmicas – Hipertensão Arterial. O sistema urinário deu origem a uma dicotomia, quando a bordagem é clínica se chama nefrologia, quando existe ao cirúrgico, urologia, como se o clínico não trata-se uma cistite ou o cirurgião não operasse o rim.
Ref. Bibliográfica, publicado no Livro Linguagem Médica, 3ª. Ed, Goianis, AB Editora e Distribuição de Livros Ltada 2004.

Carminha Raposo disse...

A saúde pública brasileira hoje está colocada à prova pelos diversos entraves que a política econômica e social enfrenta. Dentro desta realidade o SUS esta vivendo momentos cruciais tanto no ponto de vista da assistência a saúde como nos direitos dos usuários tem em relação ao seu atendimento nos hospitais, unidades de saúde secundarias e nos programas de saúde da família, ou seja, nós atendimentos primários. Nesse desalento, a população adoece não apenas pela falta explícita de saúde, mas também pelo fato de não ter acesso aos meios de promoção e prevenção em saúde, educação e bem-estar. Neste contexto a educação em saúde teve que repensar na importância das políticas educacionais para o Ensino Superior, na última década no Brasil, foi a articulação da política de expansão do atendimento à demanda pelo ensino superior com a adoção de um sistema de avaliação e as propostas de flexibilização curricular dos cursos de graduação. “reforçando as demais políticas de avaliação e de expansão do ensino superior, bem como garantir argumentos para a necessidade de uma reformulação dos currículos considerados defasados e incapazes de responder às novas demandas por formação superior” (SENNA, et. al. 2006). As Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação (DCN) visam proporcionar às Instituições de Ensino Superior (IES) um direcionamento para a implantação e a implementação dos projetos político-pedagógicos, lembrando que não são fórmulas prontas, já que o contexto sócio-político-cultural que envolve cada IES fala mais alto e exigem inovadoras formas de saber, fazer e ser (SANTANA, et. al 2005). Entender o desafio imposto pelo atual momento, de profunda mudança, não apenas estrutural, mas também paradigmática, no ensino dos cursos de graduação da área da saúde Cabe destacar que as três dimensões de análise: historicidade, legalidade e legitimidade encontram-se intrinsecamente relacionadas, pois num Estado de direito democrático só pode ser considerado legítimo aquilo que está apoiado em base legal, sendo fruto de um processo histórico de manifestação e expressão da vontade e dos anseios da maioria da sociedade. Cada profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e continua com as demais instâncias do sistema de saúde, devendo realizar seus serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto a nível individual como coletivo

Carminha Raposo disse...

Segundo o educador Paulo Freire “É exatamente isso que sempre interessou às classes dominantes: a despolitização da educação. Na verdade, a educação precisa tanto da formação técnica, científica e profissional quanto do sonho e da utopia. Levando este pensamento para a saúde o SUS que é considerado a assistência a saúde de ultima geração, países considerados de 1ᵒ de mundo não oferece este tipo de assistência a sua população. Mas o que percebemos é que na realidade do nosso Brasil há muita coisa a ser trabalhada assim o diga quem precisa dele. Me reportando ao pensamento acima citado do mestre Paulo Freire o homem não vivi só de tecnologia, especialidade, e de profissionalismo eles vivem também de sonhos e utopias por isto o SUS já fez muito para quem precisa e se cada um de nós cidadãos cumprirmos a nossa parte ele fará muito, muito mas por nós brasileiros, independente de nossa classe social, econômica, opção sexual, raça e credo em qualquer parte deste imenso e belo pais BRASIL. Há quem interessa o SUS não funcionar?