sábado, março 26, 2011

MÓDULO II - Política, Trabalho, Gestão e Educação no SUS

Refletir o trabalho como categoria explicativa de referência para o processo de Educação na Saúde.

58 comentários:

Carminha Raposo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carminha Raposo disse...

Carminha Raposo - A gestão de recursos humanos em saúde é um tema central. Por causa do papel fundamental que a força de trabalho desempenha na produção e utilização dos serviços de saúde. Difícil, porque não se trata de uma ciência exata os resultados dependem de vários fatores. As ações de saúde dependem, portanto da organização do trabalho, definições sobre a quantidade, combinação de competências, distribuição, e treinamento. No passado, os recursos humanos eram percebidos de forma instrumental, como um fator de produção e não como protagonistas do processo de produção de serviços. A relevância da força de trabalho em saúde é amplamente reconhecida. A elaboração de políticas de recursos humanos ocupa lugar de destaque na agenda dos gestores de saúde. A formação profissional e a educação continuada também apresentam uma série de problemas, como a inadequação ao mercado de trabalho e às necessidades de saúde. A gestão de recursos humanos não é, contudo, neutra, reflete os valores e a busca de objetivos correspondentes aos valores adotados. 04/05/2011

Carminha Raposo disse...

Carminha Raposo - A saúde é o setor que vem sendo submetido ao mais significativo processo de reforma de Estado, protagonizado por importantes segmentos sociais e políticos, cuja ação é fundamental à continuidade e avanço do movimento pela Reforma Sanitária, bem como para a concretização e ampliação dos direitos dos usuários do SUS. O SUS tem assumido um papel ativo na reorientação das estratégias e modos de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva e tem sido capaz de provocar importantes transformações com repercussões nas estratégias e modos de ensinar e aprender. 08/05/2011

Carminha Raposo disse...

O impacto do Relatório Flexner foi evidente: no período de 1910 a 1922, o número de escolas médicas nos Estados Unidos passou de 131 para 81; das sete para estudantes negros, cinco foram fechadas, assim como três destinadas a mulheres. De 1910 a 1920, cerraram-se e transformaram-se em biomédicas dezesseis escolas homeopáticas. A escola médica se elitizou e passou a ser freqüentada pela classe média alta. A Europa e especialmente a Alemanha exerceram profunda influência sobre a obra de Flexner. Mas teve como grande mérito a busca da excelência na preparação dos futuros médicos, introduzindo uma salutar racionalidade científica, para o contexto da época. Mas, ao focar toda a sua atenção neste aspecto, desconsiderou outros fatores que afetam profundamente os impactos da educação médica na prática profissional e na organização dos serviços de saúde. 08/05/2011

Rosaly Lins disse...

A aula da profªPaulette possibilitou a nos alunos refletir criticamente sobre trabalho e educação na saúde.
A professora Paulete conseguiu também demonstrar na prática como uma aula expositiva pode ter uma valor importante na aprendizagem do aluno.Através de uma seleção de informações de qualidade que despertou no grupo o interesse por capacitar-se a desenvolver a aplicação de conhecimentos sobre o trabalho de diferentes autores, sobre as políticas de educação e sobre a vivências pesoais de cada um de nos alunos,de forma que a educação na saúde, sua gestão e melhoria do tabalho na saúde. Não foi à toa que a profª Paulette foi aplaudida no finalda aula.
ROSALY

clariana falcao disse...

Pessoal, qual material devemos utilizar como base de discussão, pois nao recebi nenhum dos textos discutidos na aula de Paullete(me refiro aos slids do power point).
Caso voces tenham recebido, peço que me enviem. Obrigada

Paulette disse...

Caros pós-graduandos em docencia,
Vamos iniciar nossas discussões pelo Relatório Flexner.
todos acessaram?
é importante que o façam e escrevam um breve comentário.
Qual o contexto econômico da época?
E para a corporação médica da época e atual?
Há vários textos disponíveis na internet que podem subsidiar.
Ressalto um de Naomar de Almeida Filho, da UFBA, no seminario dos 100 anos do Relatório.

Paulette

Carminha Raposo disse...

Há coincidências do passado norte-americano com o presente brasileiro. Segundo Knobel “pelo fato dos alunos de medicina só aprenderem na prática, o custo de ensino não poderia ser mais suportado pelas pequenas escolas comerciais que se multiplicaram durante a segunda metade do século XIX, criadas com o objetivo de lucro por grupos de oito a dez professores”. Em 100 anos, 457 escolas médicas foram abertas nos Estados Unidos. No início do século XX, haviam 160, das quais Flexner considerava apenas 155 e que, na sua opinião, apenas 31 tinham condições de continuar funcionando. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Educação, o número de faculdades de medicina subiu de 82 para 161 no período de 1996 a 2010. Foram extintos 560 vagas e nove cursos de medicina pela baixa qualidade de ensino.

Paulette disse...

E aí, pós-graduandos de docência em saúde??
São poucas as postagens. vamos iniciar uma discussão mais polêmica para animar e estimular o debate??

1. Qual o papel das escolas médicas no Brasil? formar para o trabalho ou para as ciências médicas?

2. Formar para o trabalho no SUS ou para o trabalho médico no geral??

Paulette

Edjaneide disse...

Oi pessoal, lembram que curiosos sobre a vida de Flexner, aí vai... Abraham Flexner nasceu em Lousville, Kentucky, em 13
de novembro de 1866. Era o sexto de nove filhos de Moritz
Flexner e de Esther Abraham. Seus pais, judeus alemães, imigraram para os EUA em 1853. Em 1884, aos 17 anos, Abraham ingressou na Universidade Johns Hopkins, onde, em junho de 1886, obteve o grau em
Artes e Humanidades. Após a graduação, iniciou a carreira de
educador como professor da Lousville Boy’s High School. Em
1890, fundou seu próprio colégio, Mr. Flexner’s School.
Em 1898, Flexner casou-se com Anne Crowford, uma ex-aluna, de abastada família da Geórgia, que havia sido atriz na Broadway.
O casamento abriu horizontes mais amplos para Flexner, que,
em 1905, fecha as portas de seu colégio com o objetivo de mudar-se para a Europa. Antes, matriculou-se na Escola de Graduados de Harvard, concluindo seus estudos de pós-graduação em 1906. Neste mesmo ano, transferiu-se com a família para a Europa, estabelecendo-se em Berlim.
Em Heidelberg, no verão de 1907, escreveu seu primeiro livro, The American college: a criticism, no qual critica o sistema educativo norte-americano. O livro foi publicado em 1908,
quando de sua volta aos EUA, e resultou em um convite do
presidente da Carnegie Foundation, Henry S. Pritchet, para
realizar um estudo sobre a educação médica nos Estados Unidos e no Canadá. Flexner visitou as 155 escolas de Medicina
dos EUA e Canadá durante seis meses. Com base nas avaliações que fez, publicou seu famoso relatório.
http://www.scielo.br/pdf/rbem/v32n4/v32n4a12.pdf

gioconda disse...

não estou recebendo o material. por gentileza se possível enviar para meu email pessoal giocondasa2009@hotmail.com

Paulette disse...

Pessoal,
recomendo o acesso e leitura da Revista RETS nº 9

Trata-se da Revista da Rede de Escolas técnicas do SUS e tem uma discussão privilegiada da relação entre trabalho, educação e saúde.

o número 9, especialmente, está na nossa discussão sobre Flexner.

A propósito, Tatiana, o curriculo da FCM é flexneriano na prática, na essencia, em tudo???


Em sua nona edição, a Revista RETS traz, de forma bastante resumida, o relatório da Comissão Independente sobre a Educação dos Profissionais de Saúde para o Século 21, divulgado em novembro de 2010 na revista Lancet. O documento, que marca o centenário de publicação do Relatório Flexner, reúne, da mesma forma que este fez no início do século passado, uma análise da situação e várias propostas de mudanças para a educação dos profissionais de saúde.
A idéia do relatório é que, apesar de ter sido fundamental no seu tempo, o modelo de educação médica proposto por Flexner, já não atende as necessidades da saúde na atualidade e que é preciso se pensar num modelo de formação em saúde mais adequado ao novo século. Uma entrevista com um dos presidentes da Comissão, o ex-ministro da Saúde do México e atual decano da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, Julio Frenk, completa a matéria e pode acrescentar alguns elementos à discussão.

É importante ressaltar que a divulgação do relatório não significa concordância plena ou apoio irrestrito às propostas apresentadas pelos membros da Comissão, mas simplesmente o compromisso de trazer para o âmbito da Rede discussões pertinentes ao seu campo de atuação. Nosso intuito é difundir a existência do documento, a fim de estimular a reflexão e o debate sobre as inúmeras questões abordadas e conceitos utilizados. Nossa proposta é abrir um espaço para todos que desejarem se manifestar, seja por meio do site, seja nas próximas edições da revista.

Neste número da RETS, você também vai encontrar: uma matéria sobre o Segundo Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, realizado em janeiro, em Bangkok, Tailândia, com a íntegra da declaração final do evento; e a última parte da série que reuniu algumas das discussões realizadas no Fórum Virtual sobre Técnicos de Saúde, que ocorreu em maio do ano passado e cujo relatório final também foi divulgado recentemente pela Aliança Global para a Força de Trabalho em Saúde (GHWA, do inglês Global Health Workforce Alliance).

Completando a publicação, uma notícia sobre Curso de Especialização em Educação Profissional em Saúde para os Palop, cuja primeira etapa presencial foi realizada na Guiné-Bissau, de 23 de fevereiro a 4 de março. O curso é uma das atividades previstas no Plano de Trabalho da Rede de Escolas Técnicas de Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (RETS-CPLP), uma das sub-redes da RETS.

Boa Leitura!

Secretaria Executiva da RETS

Acesse a Revista na íntegra

http://www.rets.epsjv.fiocruz.br/home.php?Area=Revista

Carminha Raposo disse...

A formação dos profissionais de saúde tem permanecido alheia à organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente impermeável ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. As instituições formadoras têm perpetuado modelos essencialmente conservadores, centrados em aparelhos e sistemas orgânicos e tecnologias altamente especializadas, dependentes de procedimentos e equipamentos de apoio diagnóstico e terapêutico (Feuerwerker, 2002; Feuerwerker, Llanos e Almeida, 1999). O que esperar do médico quando ele precisar, ao exercer sua profissão, democraticamente escutar o outro? O aluno, cidadão, precisa conhecer a realidade física, social, política e cultural em que estuda e vive. E entender que o outro tem o direito as escolhas, tem os seus saberes, e serem visto como seres integrais e inserido em seu contexto de vida. E mesmo dentro das adversidades sócio - econômica eles tem o direito a ter saúde.

ivaldocalado disse...

Ao analisarmos o modelo flexneriano em ralação ao contexto economico da epoca,obervamos o quanto as historias das escolas medicas são caoticas,a abertura indiscriminada,a incorporação do capita a corporação medicas e a universidades,e anulam todas as outras propostas de saude para a população senão a flexneriana.Nas escolas medicas prevalecia a atividade pratica laboratorial e clinica,que diga-se de passagem é positivo.Confrontando com os dias atuais o modelo biometrico deve ser centrado na doenção e no hospital,sempre baseando-se no aprender a aprender.Portanto no relatorio flexneriano existem correntes defensoras e destruidoras.

ivaldocalado disse...

Para a corporação da epoca e atual,oservamos que o relatorio flexneriano foi responsavel por uma das mais importantes reforma das escolas medicas dos EUA,concluindo-se pela superprodução de medicos, mal treinados e não educados;devido ao enorme numero de escolas medicas comerciais,é a verdadeira mercantilização do ensino medico.Hoje o curriculo das escolas medicas guarda uma parte do conteudo flexneriano,e uma outra parte que se adequar as necessidades do SUS,impondo a este modelo curricular um processao continuo de discussão e aperfeiçoamento diario.O mal estar do modelo flexneriano,permitiu a eletização das escolas medicas.Mais permitiu um processo de reorganização das escolas, permitindo uma importante racionalidade cientifica.Portanto 100 anos apos o modelo flexneriano algumas universidades brasileiras,ainda mantem o chamado modelo tradicional,que num futuro proximo teremos um modelo focado na integralidade dos grandes sistemas unico de saúde.

Ariane Brasileiro disse...

A didática das ciências nos leve a trabalhar a partir da realidade e motivaçãodo do aprendiz, ensinando na teoria e na prática a melhor forma de utilização das linhas deste segmentos. Por isto integrar energias do próprio para conquista de grandes metas é um desafio. Essa nova proposta do formador atual como já foi citado por vários autores só pode ser realizada pelo homem generoso e simples, não o individualista e altivo , que não aceita uma reflexão entre o sistema autoritario antigo para uma nova proposta de ensino, onde haja abertura para o aprendiz e sua maior participação, proporcionando desta forma as trocas dos saberes que vem a ser a proposta atual

Carminha Raposo disse...

Saúde no Século 21
O relatório Flexner foi responsável pela mais importante reforma das escolas médicas nos Estados Unidos da America no século passado e com repercussão na formação médica e na medicina atual no mundo. Mas este relatório não atende mais as necessidades da saúde neste século ou um pouco antes, Há necessidade de se pensar com urgência em outro modelo de formação em saúde e que realize profundas mudanças no ensino médico e sendo mais critico no ensino de todos os profissionais da área de saúde. Na área de saúde, há grandes lacunas e desigualdades gritantes que persistem em todo o mundo e em grande proporção. Em países desenvolvidos as médias de vida das pessoas aumentaram, por outro lado nos países pobres as populações padecem e morrem de infecções comuns, desnutrição, tuberculose, seqüelas e deformações irreversíveis por hansen, mulheres morrem de parto, e crianças não chegam a 1ᵃ infância. Para esta população que não tem acesso a tecnologia de ponta, demonstramos nosso fracasso coletivo em garantir a distribuição equitativa do progresso da saúde. Para revertermos esta situação a sociedade civil, gestores, políticos, profissionais de saúde, escolas, técnicos e cientistas em saúde devem estar envolvidos em mudar este cenário.

ivaldocalado disse...

O papel das escolas medicas no brasil é prioritariamente formar para o trabalho,impondo um ensino integrado e formativo,uma vez que o atual em muitas escolas é desintegrado e informativo.O profissional formado deve ser voltado para a saude,qualidade de vida das pessoas e da comunidade.Nao esquecendo do enfoque humanistico e generalista para a comunidade.O papael das escolas medicas é fornecer conhecimentos teoricos e praticos e desenvolver habilidades,como ensinar atitudes eticas e humanas entre as pessoas e a comunidade.As escolas medicas devem formar academicamente o professor,uma vez que o POS,muitas vezes não o faz..O medico formado para as ciencias,tem o seu espaço dentro da comunidade cientica,no entando o incentivo ,e o estimulo deve ser concentrado na graduação,que é o referencial das escolas médicas.

ivaldocalado disse...

Ao acessarmos a leitura da revista RETS Nº9,temos uma visão de como o trabalho da area de saude,foi passando por varias teorias e relatorios sobre o aprendizado e o exercicio profissional.Percebemos o quanto a distribuição do progresso da saude a população não é equitativo(os pobres são menos favorecidos).A reforma pedagogica educacional é longa ,dificil e necessita da força de varias lideranças profissionais e tambem sindicais.A universidade deve estabelecer novas estrategias pedagogicas educacionais,em que a saude tem haver com as pessoas(situação que reflete-se na expectativa de vida das populações),e nesse momento o curriculum baseado em competencias tem este objetivo(saude das pessoas).O relatorio global sobre os tecnicos em saude,tem como objetivo e deixa bem claro a formação tecnica em niveis mais elevados e com boa qualidade.Percebemos tambem no conteudo do artigo como é importante a formação e especialização em saude para os paises africanos de baixo poder aquisitivo,quando formam grupos de trabalho(Timor leste).

ivaldocalado disse...

A falta de assistencia medica em areas remotas do pais,induz a nós uma reflexão em relação a distribuição dos medicos no sistema SUS.A formação do medico deve ser prioritariamente para o trabalho SUS,principalmente em função desta grande defasagem na distribuição de medicos no nosso pais(O sudeste e o sul são os campeoes em numero).Artigo publicado recentemente no jornal do CFM mostra esta situação em detalhes.E preciso no entanto que exista uma politica de fixação profissional,com apoio a capacitação e salarios adequados.Na realidade teremos de ter uma politica de estimulo aos profissionais para que haja melhor distribuição.Portanto formar para o trabalho no SUS é prioridade,uma vez que o medico geral,seria originado deste grupo.

Lucia Cristina disse...

Na época do relatório Flexner, segundo Pagliosa, a crescente indústria farmaceutica começa a comprar espaços em publicações médicas ortodoxas,a "medicina científica" se institucionalizou e escolas de medicina precursoras da fitoterapia e homeopatia apesar dos cursos bem estruturados e grande aceitação social são fechadas. Acredito por tanto que minha dúvida quanto ao "porque" do relatório Flexner pode ser parcialmente respondida. O trabalho de Flexner permitiu reorganizar e regulamentar as escolas médicas, introduziu a busca da excelencia na preparação de médicos mas desconsiderou outros fatores fundamentais na educação médica,a doença passa a ser o ponto de partida e propostas de atenção em saude que nao seguissem o modelo cientifico proposto acabaram por se extinguir. Hoje vemos o relatório Flexner "para o bem e para o mal"com se refere Pagliosa em seu trabalho, com partes que devem ser aproveitadas no sentido de formar médicos e profissionais de saúde em geral, que desenvolvam suas ações abordando toda a amplitude do processo da saude e da doença e seus determinantes.

Rosaly Lins disse...

Foi criada em Janeiro de 2010 uma Comissão sobre a Educação dos Profissionais de Saúde para o Século 21, liderada pelos médicos e professores Julio Frenk, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston-EUA, e Lincoln Chen,do China Medical Board , em Cambridge-EUA, que teve a participação de mais 18 profissionais e acadêmicos de vários países. O documento gerado por esta comissão foi baseado em pesquisas da literatura indexados no PubMed e Mediline ,da Fundação para o Avanço da Educação e da Pesquisa Médica Internacional(Faimer) e Avicena e os dados da saúde publica a partir de websites das associações regionais.
Foi feito um relato minucioso sobre a necessidade de mudanças na formação em saúde para que os sistemas de saúde de países desenvolvidos e também os mais pobres consigam vencer os desafios presentes e futuros. As novas reformas na formação em saúde só serão possíveis com a participação de profissionais de saúde e educação, estudantes, associações profissionais, governos, organizações governamentais e não governamentais. Defendem que os serviços educacionais através de novas estratégias pedagógicas e institucionais devem prover os serviços de saúde com uma força de trabalho bem formada. Os profissionais de saúde necessitam desempenhar o papel de mediadores da aplicação de conhecimentos, prestadores de cuidados, comunicadores, educadores, membros de equipes ,gerentes líderes elaboradores de políticas. Tendo sido comprovada uma forte relação entre educação, saúde e trabalho.
O relatório alega que para haver sistemas de saúde adequado e conseqüente efeito posiivo sobre a saúde dos usuários destes sistema, as instituições formadoras devem executar eficiente processo de instrução, devem ser observados os critérios de admissão, competências (determinados pela grade curricular), canais de instrução (métodos e meios de ensino) e os itinerários formativos.

A Comissão constatou que embora haja interdependências entre saúde e educação nos diversos países, deve-se procurar o equilíbrio entre estas, as características e história de cada localidade devem ser respeitadas. Deve-se ter o cuidado para não se adotar indiscriminadamente modelo com contexto que não seja relevante para determinada região, com risco de perda da eficácia, pois há grande diversidade de sistemas de saúde e educação de acordo com a localidade.

Nosso grupo teve várias oportunidades de ler e discutir sobre o papel do professor e aluno no processo ensino-aprendizagem. Com a leitura sobre Saúde no Século 21, tomamos conhecimento também sobre a importância das Instituições de Ensino no processo educação e saúde.

ROSALY

Sara Virna disse...

O relatório Flexner fez, a sociedade e as escolas da época, e , até hoje, pensarem em,porque, para que e como ensinar; levando o educar a uma avaliação constante e necessária. Vejo que a formação médica deve formar sim para o trabalho, pois sem trabalho o homem nao sobrevive, mas, na área da saúde, formar para o trabalho simplesmente nao basta, tem-se que lembrar que o ' trabalho' neste momento, requer um trablhador voltado para atuação correta e eficaz, além de eficiente, com a VIDA, entao concordo com as mudanças que estao ocorrendo na formação em saude, que devem se basearno tradicional com o qual é dificil se conseguir educar, porem inovando, com currículos adequados para o trabalho no SUS, pensando que em nosso cotidiano o objeto de trabalho são seres humanos que possuem toda uma vida e um contexto que dever ser pensados, pois nao podemos tratar apenas as patologias, e sim, uma pessoa que esta inserida em um contexto que pode ter levado àquela patologia, e isso deve ser levado em conta, é o que vejo que esta acontecendo na nova formação em saude.

francijane disse...

Com as mudanças curriculares nos cursos de saúde, vem se tentando modificar a formação dos profissionais, que embora muitos trabalhem no SUS o sistema ainda não está formando para tal propósito, acredito que com a introdução de novas tecnologias educacionais como se percebe nos ingressos mais recente vai se conseguir um profissional mais atuante, não somente no que tange a sua prática (técnica), mas um profissional capaz de intervir de uma maneira mas global, pois os problemas de saúde não são unilateral como acreditava Flexner, e sim multifatorial e hoje busca um profissional que possa atuar de maneira a atingir o maior número de fatores possíveis que possam vir a interferir na saúde de qualquer pessoa

clariana falcao disse...

Ao fazer a leitura e avaliação do proposto por Flexner, me questiono sobre os benefícios, trazidos com o Modelo Flexneriano de ensino, também chamado de Modelo Tradicional. Apesar de ter sido fundamental no seu tempo, o modelo de educação médica proposto por Flexner, já não atende as necessidades de saúde na atualidade.
Sabe-se que o relatório norteou a formação em saúde e mudou radicalmente o panorama da saúde mundial durante o Século 20 e que ainda está vigente na maioria dos países e das instituições de ensino em saúde. Flexner era contra a abertura indiscriminada de escolas de medicina, sem estrutura ou padronização e essa foi uma das contribuições que seu trabalho permitiu, pois, houve uma reorganização e regulamentação para o funcionamento das escolas médicas. Entretanto, Flexner, definia que o estudo da medicina devia ser centrado na doença de forma individual e que o social, o coletivo, o público e a comunidade não contavam para o ensino médico e não implicam no processo saúde –doença. Defendia também que a educação médica era destinada a pessoas de elite, visão esta, preconceituosa e discriminadora. Considerando estes poucos pontos sobre o modelo Flexneriano, vê-se a real necessidade de readequação a cerca do papel das escolas médicas no Brasil. Devemos construir um novo modelo sim, mas não em substituição, mas em complementação ao que existe atualmente. As escolas medicas devem formar para o trabalho com seres humanos, que dependem e que vivem dentro de um contexto sócio-economico que pode ou não causar determinada doença. Não podemos considerar a doença como sendo um processo natural, biológico; a saúde sim, deve ser o ponto de partida da educação e formação médica no Brasil.

Caroline Coutinho disse...

Formar para o trabalho no SUS ou para o trabalho médico no geral??

Após ler a matéria da Rets sobre o relatório Lancet 2010 extraí este trecho que fala da adequação das escolas de saúde a demanda dos serviços de saúde que por sua vez deveriam ser subordinados a demanda da população."Para que esses desequilíbrios sejam minimizados, é necessário, de acordo com a Comissão, que o
sistema educativo responda aos requisitos do sistema de saúde, sem se colocar, no
entanto, numa posição subordinada a ele. “Nós vemos as instituições de ensino como fundamentais para transformar os sistemas de saúde”.
Num país democrata e capitalista como o nosso acho que as escolas vão ter que formar profissionais para a área pública e privada, é fato. Mas no próprio relatório encontramos sugestões para melhorar a distribuição de profissionais em áreas remotas:
- aumentar os míseros 2% de investimento em educação do gasto total em saúde
- Privilegiar uma educação transformadora onde além de conhecimento, habilidades e virtudes os profissionais da saúde possam ser agentes transformadores dos sistemas de saúde
- Valorizar educação à distância e uso de tecnologia da informação para profissionais de locais distantes
- Facilitar o acesso à Universidade de pessoas destas regiões
E trazendo para o nosso contesto ainda acho que o melhor para formar os profissionais generalistas de que o Brasil precisa é a criação urgente de uma carreira de médico do Estado com incentivos financeiros crescentes de acordo com o tempo fixo em local distante juntamente com uma educação continuada, uso de TI para esclarecer dúvidas em tempo real, incentivos para congressos e suporte de especialistas S/N´. E abaixo a ditadura do ex-ministro que quer obrigar os médicos recém-formados a trabalhar 2 anos em locais sem médico como pré-requisito para residência.

Gerciane Queiroga disse...
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Gerciane Queiroga disse...
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Gerciane Queiroga disse...

No final de fevereiro deste ano ocorreu, na Guiné Bissau, a primeira etapa presencial do Curso de Especialização em Educação Profissional para os Palop (Países africanos de língua oficial portuguesa), que reúne 30 alunos de cinco países – Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. O publico alvo são professores e dirigentes de instituições públicas de formação de técnicos em saúde, visando contribuir para a estruturação e consolidação dessas instituições e, consequentemente, do sistema de saúde dos países.

Os objetivos de realizar a integração dos países em rede seria a busca de soluções colaborativas para seus problemas comuns, bem como o trabalho no âmbito dos planos nacionais de recursos humanos em saúde que são fundamentais para a superação dos desafios e a resolução da crise no setor, por permitir que estudantes e professores conheçam melhor as diversas realidades nacionais, propiciando a análise dos problemas comuns e o intercâmbio de propostas e perspectivas de resolução,

O curso tem uma carga horária de 416 horas, dividida em cinco etapas de 15 dias, de caráter presencial e intensivo, a serem realizadas nos países participantes, intercaladas por seis semanas de dispersão.
(RETS jan/fev/mar 2011)

Carminha Raposo disse...

Segundo o relatório da revista RETS as alterações propostas devem acontecer na Educação e na Saúde e que não se limitem às profissões principais da saúde – medicina, enfermagem e saúde pública –, mas englobam também outros profissionais e trabalhadores da saúde e educação. Na verdade, a Revista sublinha a importância das reformas instrucionais orientadas pela competência que promovem a educação interprofissional e transprofissional que melhoram as relações colaborativas e não hierárquicas. Recomenda-se a abordagem sistêmica, não se pode ignorar que, no mundo atual, há cada vez mais interdependência internacional nos campos da saúde e da educação. Também é fundamental que se considere a interdependência entre os setores da saúde e da educação nos diversos países e se busque o equilíbrio entre eles, sem esquecer que cada país tem sua própria história e que a herança do passado influência o presente e o futuro. As instituições formadoras não podem mais existir isoladamente e que o trabalho cooperativo é fundamental para a difusão do conhecimento. A cooperação entre países e instituições é fundamental, mas também traz alguns riscos. Como podemos evitar que essa forma de trabalhar também acabe acarretando certo aculturamento nos países mais pobres com a reprodução de modelos inadequados às realidades nacionais. Na verdade, a Comissão sublinhou a importância das reformas instrucionais orientadas pela competência que promovem a educação interprofissional e transprofissional que melhoram as relações colaborativas e não hierárquicas. Essa abordagem promove equipes eficazes capazes de responder às rápidas mudanças e intervenções nas condições locais. Deveria haver um equilíbrio entre as necessidades da população, a demanda do sistema de saúde por profissionais qualificados e o fornecimento dos mesmos pelo sistema educacional. Segundo a Comissão, para os países ricos, o desafio é formar profissionais de saúde preparados para resolver os problemas atuais e antecipar os problemas emergentes, bem como lutar com as persistentes desigualdades internas no setor. Para os países pobres, o desafio mais urgente é resolver uma agenda de saúde inconclusa, que causa lacunas inaceitáveis como exclusão e o aparecimento de doenças antes consideradas extintas ou sobre controle na população, sem esquecer as ameaças emergentes.

Roseane S. da Silva disse...

A nossa atuação na educação como todo precede a saúde, tendo em vista que antes de sermos profissionais para a saúde, somos seres humanos em formação, cujo desempenho profissional irá depender de atributos construídos durante a formação preliminar, ou seja, na família, na escola, na comunidade e no contexto social.
O relatório de Flexner mostrou que no início houve uma preocupação em suprir as necessidade de profissionais médicos, porém não se preocupou com a formação destes, isto é, médicos mal treinados e não educados. Esta carência, também foi observada por pessoas que visualizavam, apenas o negócio rentável, através da abertura de diversas escolas médicas onde a maioria não dispunha de qualificação, conforme os dados obtidos e expostos por Flexner; tendo provocado consequentemente grandes mudanças no processo da Educação Médica com o surgimento da Universidade, no modelo tradicional.
Diante disso, não me surpreendo com a colocação de Naomar (reitor da UFBA) quando diz que a mercantilização do ensino médico no EUA, nessa época era impressionantemente similar a situação brasileira nesse momento, entretanto, no que se refere a forma de educação (formação) esta já não atende as necessidades da sociedade atual, porque requer um profissional técnico, humanizado, holístico e contextualizado, partindo de uma formação acadêmica que busque um processo de ensino sócio-interacionista (P.E.I).

Roseane S. da Silva disse...

As escolas médicas no Brasil, já no princípio deveriam refletir a forma como processa o ingresso dos seus estudantes de maneira a identificá-los responsavelmente os que realmente desejam e tenham vocação para serem profissionais de saúde atuantes, que possam participar efetivamente da construção de uma saúde global, almejada por todos nós.
Diante disto, estas têm o papel de formar profissionais técnicos, motivados, humanizados, estratégicos, pesquisadores, éticos e humildes, que saibam trabalhar em equipes e, por que não, ser docentes?
E, assim haverá profissionais capazes de serem inseridos em qualquer processo de trabalho, gerando neste mudanças positivas, se necessário. Esta aprendizagem transformadora exige um nível mais elevado do processo de aprendizagem, na qual passa do informativo para o formativo, já mencionado por Paulo Freire.

Roseane S. da Silva disse...

Paulette

Gostaria de agradecer a oportunidade da leitura dos textos por você recomendados e em especial pelo acesso a revista RETS nº 09 que contribuiu imensamente para as minhas reflexões, assim como saber que nós brasileiros fomos ( SILVA MELLO – FLEXNER) e somos ( ACS – LANCET), atuantes no processo de construção / formação de profissionais para a saúde com reconhecimento mundial.
“A reforma deve começar com uma mudança na mentalidade que reconhece os desafios e procura resolvê-los. Não é diferente de um século atrás. A reforma educacional é um processo longo e difícil, que exige liderança e requer mudanças de perspectivas, de estilo de trabalho e de boas relações entre todos os envolvidos.”

Paulette disse...

Caros pós-graduandos em docência,

gostaria de parabenizar quem postou os comentários que foram, no geral, contribuições importantes para nossa discussão.
Agora, precisamos passar para uma nova discussão.
Proponho a leitura dos textos que mando por email e a pesquisa sobre:
1. o conceito de competências e a relação com a formação para um trabalho livre e transformador ou trabalho voltado para a exploração e o capital;
2. Novas políticas de formação de profissionais para o SUS.

Para quem não postou, continuo aguardando a postagem anterior e a atual.

Ref.
- Araujo e Rodrigues, 2010. Referências sobre práticas
formativas em educação profissional :o velho travestido de novo frente ao efetivamente novo. In B. Téc. Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v. 36, n.2, maio/ago. 2010.
- Brasil, MS, SGETS, 2004 Políticas de Formação e Desenvolvimento para o SUS:Caminhos para a educação permanente em saúde.
- Ceccin e Feuerwerker, O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde: Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social. In PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 14(1):41- 65, 2004

Vejam também e reflitam sobre as duas figuras dos textos que tentam sintetizar a dinâmica da formação no SUS.

Vamos todos ler para um grande debate no sábado...!!!

até lá.
Paulette

gioconda disse...

O papel das escolas médicas no Brasil é formar profissionais médicos para o mercado de trabalho, e pouco preoculpa comas ciências médicas. Ao contrário dos novos conceitos de formação desses profissionais que vem buscando formar médicos mais voltados à saúde e a qualidade de vida de pessoas e da comunidade, com enfoque humanístico, integrado à realidade social e as necessidades da população. Hoje vejo isso com os alunos da upe que passam pela minha unidade, onde os alunos de medicina iniciam seus aprendizados na comunidade, vivênciando a realidade social desses usuários e como de fato eles adoeçem.

gioconda disse...

Paulette ia vai minha postagem anterior.

Caroline Coutinho disse...

Profa. Paulete tem como mandar estes textos para os nossos e-mails ou mandar o link de onde poderemos encontrá-los? Obrigada.

pereira disse...

Paullete acho que postei no lugar errado,mas,enfim,na prática tentamos aderir com um currículo que colabore com o modelo pedagógico inovador,mesmo diante das dificuldades´porém na essencia ainda sofremos muito da influência do relatório Flexner.No entanto o mercado de trabalho e o contexto é outro e não cabe mais continuarmos reproduzindo esta prática,pois não atenderemos a formação de profissionais da área de saúde que fortaleçam a política de saúde do SUS.
Tatiana pelinca.

Karla Soares disse...

As escolas médicas brasileiras tem o papel de formar profissionais competentes,científicos,resolutivos e humanos. Muitas destas escolas ainda formam para as ciências médicas apesar de já serem observadas algumas mudanças como maior integração do aluno nos serviços de saúde da atenção básica, vinculando a instituição formativa às assistenciais, em função da problemática da população.
Considero que deve haver uma preocupação na formação do aluno para o trabalho qualificado tanto para fazer parte do nosso Sistema Único de Saúde, que tem princípios e diretrizes estabelecidos em Lei, dando relevância aos direitos à saúde, visando assistir pessoas com ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, realizando ações assistenciais e das atividades preventivas. Se os alunos das escolas médicas saírem com competência para o trabalho no SUS, eles estarão qualificados para o trabalho médico em geral.

pereira disse...

Paullete,não consegui abrir os textos que vc enviou hoje.
Tatiana Pelinca

pereira disse...

pereira disse...
É evidente que já temos uma massa pensante,crítica que contribue para o processo de mudança de paradigmas educacionais.Porém é preocupante a postura profissional de componentes da equipe de saúde,tanto a nível de atenção primária,como principalmente,na secundária e terciária.Os que já tiveram oportunidade de se capacitarem para o desvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras,encontram dificuldades para utilizá-las.Pois existe uma dicotomia entre o saber e o fazer,devido a falta de espírito de cooperação,do corporativimo,da desvalorização de categorias profissionais,da deficiente resolutividade do sistema e os sérios problemas sociais com que convivemos.
Portanto a formação profissional de médicos que atendam as necessidades de saúde atuais,não deve está focada apenas nas mudanças de paradigmas educacionais,mas exige uma postura inovadora dos trabalhadores de saúde,sua valorização eo fortalecimento do Sistems Único de Saúde.
Tatiana Pelinca

pereira disse...

PAullete envio a atividade para recuperar a nota do 1º módulo.
Mensagem sinalizada Domingo, 15 de Maio de 2011 21:35Atividade para recuperar a nota do primeiro módulo.
Ensinar é uma arte onde o professor estimula, diante de seu talento, a curiosidade e o desejo de aprender no aluno para desenvolver sua capacidade crítica que, participando do processo de formar-se e formar ao ser formado, não se reduza a condição de objeto um do outro.
O bom professor considera que a verdadeira aprendizagem do aluno é seu principal objetivo e se esforça para que isso aconteça, sentindo satisfação com a relação que estabelece com o fazer e sua integridade intelectual. Assim, torna-se necessário desenvolver habilidades, como: a contextualização do objeto do estudo, diálogo aberto - argumentando com segurança –, respeitando, porém, a discordância e apresentando referência teórica para estimular a curiosidade, além da consciência do inacabamento.
A visão simplista que reduz a formação docente a mera reprodução de modelos pré-existente ou o autodidatismo, contribue para perpetuar uma prática pedagógica dissociada, baseada em disciplinas que limitam o campo de ação das aulas, prejudicando a função que cumpre à educação superior.
A pouca valorização da atividade de ensino em detrimento da produção científica e a pesquisa, não deve desestimular as instituições formadoras a realizar Cursos de Capacitação Pedagógica, inclusive a nível de Pós-Graduação, adotando a mesma exigência aos professores, como a que se coloca em relação a condição do médico para exercer a docência, de possuir mestrado ou doutorado na área da ciência médica.
Através desta reflexão ,percebemos que os dados apontam para a necessidade de repensar e ressignificar a formação pedagógica dos professores que atuam no ensino universitário em saúde.
As inovações tecnológicas contribuem indiscutivelmente com o acesso a informação e pode ser uma ferramenta para o desenvolvimento de sujeitos críticos. Verificando os comentários dos colegas, constatamos como a utilização deste recurso tem se tornado, entre nós, um exercício deste novo modelo inovador de aprender, já que exige que tenhamos curiosidade para utilizá-la, humildade para aprender com os educandos que já nascem em contato com esta modernidade, além de pesquisa e criticidade. Acreditamos que esta dificuldade de interação do professor com a tecnologia digital seja superada e logo, estaremos utilizando-a com mais tranqüilidade.
Tatiana Pelinca.

Lucia Cristina disse...

O documento do MS de 2004, AprenderSUS: o SUS e os cursos de graduação da área de saúde, nos leva a refletir na necessidade da formação de profissionais preparados para atender aos interesses dos usuários de forma integral contribuindo para a sua autonomia. Os cursos de medicina principalmente, devem ser focados nas mudanças das relações de poder entre profissionais de saúde permitindo assim um trabalho em equipes multiprofissionais e interdisciplinares com vistas a garantir a atenção integral ao usuário. Não cabe mais o modelo baseado prioritariamente na utilização intensiva de tecnologia e na especialização, na prática hospitalar e na incorporação profissional centrada nos médicos.
A formação dos profissionais de saúde tem que seguir o sistema de saúde oficial do país que se encontra na Constituição Federal.
No texto “O Quadrilátero da Formação para a Área da
Saúde: Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social” os autores propõem uma formação, que possibilita a avaliação crítica da realidade na qual o formando está inserido, permitindo a construção e organização de uma educação responsável por processos interativos e de ação na
realidade para operar mudanças. E pensar que estamos tentando, com tantas dificuldades, trabalhar a simples integração ensino – serviço.
Ao pensar em serviço não apenas como local de práticas de atenção e sim como uma
estrutura de condução das políticas de saúde, no ensino em saúde com a necessidade de formar segundo as necessidades sociais e a comunidade como avaliadora e reguladora do serviço que lhe é oferecido e das políticas implantadas, vemos que realmente é preciso ir muito mais além da simples integração ensino –serviço.
“Como formar sem colocar em análise o ordenamento das realidades? Como formar sem colocar em análise os vetores que forçam o desenho das realidades? Como formar sem ativar vetores de potência contrária àqueles que conservam uma realidade dada que queremos modificar?” Nós que estamos fazendo parte desse processo de formação temos que ter sempre em mente essas questões.

Carminha Raposo disse...

O QUADRILATERO DA FORMAÇÃO PARA A AREA DE SAÚDE

A formação dos profissionais de saúde não pode tomar como referência apenas a busca eficiente de evidências ao diagnóstico, cuidado, tratamento, prognóstico, etiologia e profilaxia das doenças e agravos. Deve buscar desenvolver condições de atendimento às necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde, redimensionando o desenvolvimento da autonomia das pessoas até a condição de influência na formulação de políticas do cuidado. A formação desses profissionais tem permanecido alheia à organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente impermeável ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. A formação para a área da saúde deve ter como objetivos a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho, e estruturar-se a partir da problematização do processo de trabalho e sua capacidade de dar acolhimento e cuidado às várias dimensões e necessidades de saúde das pessoas, dos coletivos e das populações. A transformação e organização dos serviços e dos processos formativos, nas práticas de saúde e nas práticas pedagógicas implicaria trabalho articulado entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições formadoras. Colocando em evidência a formação para a área da saúde como construção da educação em serviço/ educação permanente em saúde: agregação entre desenvolvimento individual e institucional, entre serviços e gestão setorial e entre atenção à saúde e controle social. Com essa reflexão nasceu, em 2003, o conceito de quadrilátero da formação: ensino - gestão - atenção - controle social. A qualidade da formação passa a resultar da apreciação de critérios de relevância para o desenvolvimento tecnoprofissional, o ordenamento da rede de atenção e a alteridade com os usuários.

maria de fatima nepomuceno disse...

muito interessante o texto de Ceccin, quando pensamos em docencia geralmente não citamos o controle social e a população que vamos prestar assistencia. Como ele cita ¨ a formação não pode tomar como referencia apenas a busca ao diagnostico, cuidados e tratamento, mas tambem condições de atendimento às necessidades de saude da população, junto a gestão e ao controle social em saude¨.
Faria parte tambem neste processo implementar as diretrizes do SUS e a educação em serviço ganharia estatuto de politica publica governamental. A experiencia seria baseado na triade: instituição de ensino x serviço x comunidade. os profissionais formados a partir destas novas diretrizes seria voltado para o mercado visando tratar não apenas a doença mas tambem teria condições de olhar mais alem, integrando o seu paciente a comunidade onde ele reside e buscando tratar as causas que muitas vezes levam ao adoecimento e não são apenas fisicas.Como cita o autor é necessario que as instituições formadoras tambem realizem iniciativas inovadoras na area de planejamento e gestão educacional. a mudança só repercutirá na formação e na atenção quando todas as instancias estiverem totalmente comprometidas.

gioconda disse...

De acordo com o texto Referências Sobre Práticas Formadoras em Educação Profissional, o conceito de competência envolve três dimensões: (o saber fazer, o saber ser e a experiência),esse conceito surge da necessidade de mudança para melhorar a qualidade do ensino. Surge também a necessidade de profissionais mais humanizados e menos capitalistas, que vise sobre tudo um ensino voltado para a valorização humana.
As novas práticas de formação para o SUS esta voltada para uma prática integrativa, aperfeiçoamento técnico e acolhimento,visando sobretudo a integração entre os profissionais na lógica do ensino em serviço, as acadêmias e os usuários .

clariana falcao disse...

Quadrilátero da Formação: Formar profissionais para a área da saúde e para o SUS requer a integração de diferentes ferramentas que juntas possam construir e reorganizar a educação em saúde considerando aspectos éticos, estéticos, tecnológicos e organizacionais na gestão dos serviços de saúde, no ensino, nas práticas de atenção e de prestação de serviços e na valorização do controle social em saúde. Formar com qualidade é saber da importância em ter as instituições de ensino atuando em paralelo com o gestor e os trabalhadores da ponta, baseando-se nos princípios e diretrizes do SUS. Devemos formar para elevar a qualidade de saúde da população, seja nos aspectos epidemiológicos do processo saúde doença, seja na organização e estruturação do cuidado à saúde.

Roseane S. da Silva disse...

Conforme o texto referenciado sobre práticas formativas em educação profissional, o conceito de competência consiste na integração dos saberes adquiridos (saber fazer); saber ser que se relaciona com as qualidades humanas individuais e experiências inerentes a cada um. Esta tríade (saber fazer, saber ser e a experiência) irá definir as competências pessoais que repercutem na escolha do seu processo de formação, na qual poderá estar voltado para as necessidades do mercado de trabalho (capital – sem autonomia do discente) com uma certa conformidade / acomodação ou para uma atuação transformadora na perspectiva da promoção de melhorias na qualidade de vida (no mundo).
Estas competências gerais irão repercutir na integralidade das ações que visam uma prática de qualidade, com a análise crítica do contexto, problematizando os saberes e as práticas vigentes, assim como estimule a educação permanente no desenvolvimento das competências específicas de cada trabalho.
Neste contexto, há a necessidade das novas políticas de formação de profissionais da área de saúde para o “SUS” com aproximação dos serviços da rede mais academia e comunidade (controle social – participação efetiva) com o objetivo de formar profissionais voltados à atenção integral, de forma humanizada, com competência técnica-científica para as diversas formas de cuidado, seja individual ou coletivo, que atuem no acolhimento e promoção da autonomia dos usuários, resolutivos nas diversas problematizações e ações interdisciplinares / multiprofissionais.
“O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modo de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva e para isso tem possibilitado a mobilização de pessoas e instituições no sentido de aproximação entre instituições formadoras e ações e serviços do SUS”. Ceccim (2002) já relatava a necessidade da integração ensino-serviço-gestão-controle social e articulação com movimento estudantil de graduação das profissões da saúde e, a partir da reflexão ampliada destes tópicos nasceu em 2003 o conceito de quadrilátero da formação.
É importante, também, tornar-se efetiva a acessibilidade (acolhimento) e resolutividade numa área adstrita. A regionalização e hierarquização devem acontecer sobre o designo da rede única e sobre 03(três) diretrizes: comando único por esfera de governo, atendimento integral capaz de enfatizar as ações coletivas da atenção básica e participação organizada da população de forma contextualizada (desafio da roda). A roda a ser caracterizada para gestão colegiada tem natureza política e crítico - reflexiva (articulação interinstitucional e locorregional) e, esta serve para alimentar circuito de troca, mediar aprendizagens recíprocas e/ou associar competências. Todos os que entram na roda têm poderes iguais e de forma dinâmica sobre o território adstrito.

maria de fatima nepomuceno disse...

no artigo de Ricardo Ceccin aho muito importante quando ele cita a importancia da educação permanente estruturado a partir dos processos de trabalho aom o objetivo de transformar praticas profissionais e as organizações de trabalho tendo como referencia as necessidades de saude das pessoas/populações atraves de uma gestão setorial e controle social.
Infelizmente na nossa realidade isto ainda não ocorre e quando precisamos nos capacitar temos que recorrer aos nossos recursos sem apoio da gestão, mesmo sabendo que os conhecimentos adquiridos retornam para a nossa população.

KATIA MACHADO disse...

O Brasil ocupa hoje o segundo lugar do mundo com mais escolas médicas (181) ficando para trás apenas da India (202), mas colocando-se à frente da China com 150 e dos EUA que têm 125 escolas, mantidas assim há alguns anos. Estas escolas oferecem cerca de 15.969 vagas por ano sendo que 57 funcionam sem o devido reconhecimento do MEC. Mais de 50% delas são privadas e a maioria concentrada na região sudeste. Nesse ano o MEC autorizou a abertura de 03 novas escolas: UESB (Jequié-BA), UNIT (Aracaju-SE) e UFV (Viçosa – MG). O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou recentemente seu repúdio à abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina no Brasil. fenômeno que fez que, em um período de 10 anos, o total de cursos aumentasse em 80% no país. Uma observação mais detalhada sobre a possibilidade de estar faltando médicos no país e isto mesmo ter sido a motivação para incentivar esta epidemia de escolas de medicina é que os dados do CFM mostram que não existe esse déficit. Os números mais recentes apontam um contingente de 347 mil médicos no Brasil, com a previsão de formar 16 mil novos profissionais a cada ano. Contudo, os Conselhos identificam na concentração de 72% desse total nos estados do Sul e Sudeste um grave problema “em decorrência da falta de políticas públicas para a interiorização da Medicina e da assistência”.Os cálculos mostram que, no momento, a média nacional é de um médico por 578 habitantes, mas a má distribuição leva a distorções importantes. Por exemplo, no interior de Roraima, esta relação é de um médico por 10.306 habitantes, semelhante ao de países com baixíssimo índice de desenvolvimento humano (IDH). Na nota conjunta, a criação de uma carreira de Estado para o médico é apontada como a saída para corrigir diferenças deste tipo. A duplicação do número de escolas médicas - entre 2000 e 2010 - não solucionou a má distribuição dos médicos, mantendo a desassistência, inclusive nos grandes centros urbanos”, relatam as entidades.

Carminha Raposo disse...

A formação dos profissionais de saúde deve ser um projeto educativo que extrapola a educação para o domínio técnico-científico da profissão e se estende pelos aspectos estruturantes de relações e de práticas em todos os componentes de interesse ou relevância social que contribuam à elevação da qualidade de saúde da população, tanto no enfrentamento dos aspectos epidemiológicos do processo saúde-doença, quanto nos aspectos de organização da gestão setorial e estruturação do cuidado à saúde. Merhy (1997, p. 71-72) coloca que justamente o modo como se estruturam e são gerenciados os processos de trabalho configuram “um dos grandes nós críticos” das propostas que apostam na mudança do modelo tecnoassistencial em saúde no Brasil, “que se tem mostrado comprometido com muitos tipos de interesse, exceto com a saúde dos cidadãos”. No Brasil, a população tem assento nas instâncias máximas da tomada de decisões em saúde, por isso a denominação controle social dada à participação da sociedade no SUS (Côrtes, 1996a; 1996b). Controle social, no sistema de saúde brasileiro, quer dizer direito e dever da sociedade de participar do debate e da decisão sobre a formulação, execução e avaliação da política nacional de saúde. Segundo Ceccim (2004), a formação dos profissionais do SUS não pode tomar como referência apenas a busca eficiente de evidências ao diagnóstico, cuidado, tratamento, prognóstico, etiologia e profilaxia das doenças e agravos. Deve buscar desenvolver condições de atendimento às necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde, redimensionando o desenvolvimento da autonomia das pessoas até a condição de influência na formulação de políticas do cuidado. A atualização técnico-científica é apenas um dos aspectos da qualificação das práticas e não seu foco central. A formação engloba aspectos de produção de subjetividade, produção de habilidades técnicas e de pensamento e o adequado conhecimento do SUS.
O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modos de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva. Tem sido capaz de provocar importantes repercussões nas estratégias e modos de ensinar e aprender sem que, entretanto, se tenha formulado uma forte potência aos modos de fazer formação. No máximo se interpuseram fatores críticos, ao se revelar a necessidade de re-formar os profissionais para atuar no SUS. Formados estavam para atuar onde?

ivaldocalado disse...

AS ATUAÇOES POLITICAS DO SUS,ABRANGE UM UNIVERSO IMENSO DE ATIVIDADES QUE UTILIZAM COMO OBJETIVO A ASISTENCIA A POPULAÇAO E AO CIDADAO, VARIAS MUDANÇAS FORAM OCORRENDO DESDE A SUA FUNDAÇÃO. UMA DELAS FOI O APRENDER-SUS, UMA DAS POLITICAS PIONEIRAS DOS PROGRAMAS DE GOVERNO VOLTADAS PARA A EDUCAÇAÕ UNIVERSITARIA.ESSA POLITICA ATUARIA EM VARIOS SETORES,TODOS OS PROFISSIONAIS DE SAUDE,ENTIDADES ESTUDANTIS,INTEGRALIDADE DA SAUDE,CONTRATUALIZAÇÃO DE HOSPITAIS ,ESTUDOS DE PESQUISA ETC...ETERIA TAMBEM O APOIO A REALIDADE DAS MODALIDADES DE ESTAGIOS,ESTREITANDO A RELAÇÃO ENTRE GESTORES E ESTUDANTES,PRO-REITORIAS E EXTENSÃO.EMBORA TODAS ESTAS POLITICAS SEJAM RELATIVAMENTE RECENTES, MAIS O APOIO POR VARIAS ENTIDADES DE CLASSE FOI MUITO SIGNIFICATIVO. SABEMOS QUE A DEMANDA DO SUS E MUITO VARIADA NÃO E DIRIGIDA E MUITAS VEZES E VARIADA.DAI A DIFICULDADEE EM AGREGAR EQUIPES E ESTABELECER A INTEGRALIDADE.A SAUDE COLETIVA ,DEVE SEMPRE PROVOCAR E OFERTAR PROMOÇOES DE SAUDE,PREVENÇÃO DE DOENÇAS E PRODUÇÃO DA SAUDE E DA VIDA.

KATIA MACHADO disse...

Em publicação de Telma Menicucci (2009) há relatos retrospectivos e perspectivas relativas ao SUS que achei bastante interessantes. A autora faz uma avaliação dos avanços e desafios do (SUS) a partir de uma estimativa tanto dos resultados alcançados quanto das falhas para a efetiva consolidação de seus objetivos. O SUS abrange o maior número de estabelecimentos de saúde sendo responsável pela maior parte dos procedimentos e pela cobertura de três quartos da população do país. Além disso, é no SUS que a população encontra cobertura para o fornecimento de medicamentos na atenção ambulatorial, item de maior gasto privado em saúde. Apesar de ter sido enfocado vários aspectos interrelacionados como o processo de implantação do SUS, foram os avanços em relação ao acesso e à integralidade da atenção, com reflexo em alguns indicadores de saúde, e as inovações institucionais com impactos positivos na gestão do sistema que mais se destacou para mim no artigo.

Carminha Raposo disse...

A formação dos profissionais de saúde deve ser um projeto educativo que extrapola a educação para o domínio técnico-científico da profissão e se estende pelos aspectos estruturantes de relações e de práticas em todos os componentes de interesse ou relevância social que contribuam à elevação da qualidade de saúde da população, tanto no enfrentamento dos aspectos epidemiológicos do processo saúde-doença, quanto nos aspectos de organização da gestão setorial e estruturação do cuidado à saúde. Merhy (1997, p. 71-72) coloca que justamente o modo como se estruturam e são gerenciados os processos de trabalho configuram “um dos grandes nós críticos” das propostas que apostam na mudança do modelo tecnoassistencial em saúde no Brasil, “que se tem mostrado comprometido com muitos tipos de interesse, exceto com a saúde dos cidadãos”. No Brasil, a população tem assento nas instâncias máximas da tomada de decisões em saúde, por isso a denominação controle social dada à participação da sociedade no SUS (Côrtes, 1996a; 1996b). Controle social, no sistema de saúde brasileiro, quer dizer direito e dever da sociedade de participar do debate e da decisão sobre a formulação, execução e avaliação da política nacional de saúde. Segundo Ceccim (2004), a formação dos profissionais do SUS não pode tomar como referência apenas a busca eficiente de evidências ao diagnóstico, cuidado, tratamento, prognóstico, etiologia e profilaxia das doenças e agravos. Deve buscar desenvolver condições de atendimento às necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde, redimensionando o desenvolvimento da autonomia das pessoas até a condição de influência na formulação de políticas do cuidado. A atualização técnico-científica é apenas um dos aspectos da qualificação das práticas e não seu foco central. A formação engloba aspectos de produção de subjetividade, produção de habilidades técnicas e de pensamento e o adequado conhecimento do SUS.
O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modos de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva. Tem sido capaz de provocar importantes repercussões nas estratégias e modos de ensinar e aprender sem que, entretanto, se tenha formulado uma forte potência aos modos de fazer formação. No máximo se interpuseram fatores críticos, ao se revelar a necessidade de re-formar os profissionais para atuar no SUS. O SUS completou maior idade já temos profissionais que se formaram nas idéias do SUS, então perguntamos as mudanças esperadas por que não se efetivaram. Formados estão atuando a onde?

Rosaly Lins disse...

O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde: Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social depende do SUS e das instituições formadoras que coletam, sistematizam,analisam e interpretam permanentemente informações da realidade, problematizamo trabalho e as organizações de saúde e de ensino, e constroem significados e práticas com orientação social, mediante participação ativa dos gestores setoriais,formadores, usuários e estudantes.
ROSALY

Rosaly Lins disse...

Estabelece a participação ativa da sociedade influenciando o controle na saúde através da participação dos Conselhos de Saúde e das Conferências de Saúde convocadas a cada quatro anos. Os conselhos têm atuação permanente, com representação nacional (Conselho Nacional de Saúde) passando por esferas regionais, micro e macrorregionais, locais, distritais, municipais,
estaduais etc. A construção de espaços locais, microrregionais e regionais com capacidade de desenvolver a educação das equipes de saúde, dos agentes sociais e de parceiros intersetoriais possibilitará uma saúde de melhor qualidade.

O trabalho em saúde deve ter a interação entre profissional de saúde e usuário para que haja qualidade da resposta assistencial. A qualificação do pessoal da saúde deve ser estruturada a partir da problematização do seu processo de trabalho. Há objetivo de transformar as práticas profissionais e da organização do trabalho, baseada nas necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde. A área da saúde requer educação permanente.
ROSALY LINS

Carminha Raposo disse...

Machado (2005) destaca que a grande relevância social do setor saúde não se deve apenas pelos serviços prestados à população, mas também pela sua grande capacidade geradora de empregos e a relevância do papel do setor saúde para o desenvolvimento dos padrões de vida da população fazendo com que esse seja um dos mais importantes setores das diversas economias. Trata-se de um segmento que movimenta bilhões de dólares, resultante de uma série de políticas públicas, comumente tratado pelos governos como uma questão central. Cabe também destacar que uma das especificidades dessa área é que a incorporação de tecnologia, ao contrário do que se evidencia em outros setores, absorve ainda mais profissionais. Há que se levar em conta também a dimensão ética (biomédica e administrativa) da prestação de serviços de saúde, assim como, considerar as divergências de interesses que fazem desse setor uma área de disputa entre diferentes atores: usuários, profissionais, empresas, seguros, instituições privadas e governo. Sobre esse assunto, Pierantoni (2002) ressalta ainda que, tradicionalmente, tem sido observada grande absorção de uma massa significante de pessoas sem qualificação específica empregada em funções auxiliares administrativas e de apoio na prestação de serviços. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e o Programa de Saúde da Família, criados em 1991 e 1994, respectivamente, são
apontados como iniciativas que se relacionam não só com a expansão do mercado, como também com a reestruturação do processo de trabalho em saúde, via trabalho em equipe e criação de ocupação para o setor a implementação de medidas que considerem os requerimentos básicos da nova concepção gerencial para os serviços de saúde: o reconhecimento do papel central dos profissionais no processo de trabalho da organização e os mecanismos regulatórios de autonomia e do corporativismo dos profissionais efetivos ( GARCIA, 2010 UNFRJ / Rio de Janeiro).

Rosaly Lins disse...

Cara profª Paulette e demais amigos do Curso em Docência,

As políticas de saúde do Mistério de Saúde sempre priorizam atenção a doenças que tem prevalência mais elevada.

Gostaria de saber onde, que site ,ou publicação, eu poderia encontrar informações atualizadas sobre prevalência e incidência de dislipidemia nos diversos estados brasileiros.
Grata, Rosaly









gostaria