O Sistema Único de Saúde (SUS) reveste-se de importância no quadro sanitário brasileiro não somente como estrutura de organização institucional da área da saúde e modelo de atendimento à clientela, mas especialmente pela mudança impressa nas formas de dire¬cionar, conceber, pensar e fazer a assistência à saúde no país (BRASIL, 1990). Tradicionalmente, o modelo de formação médica segue um padrão orientado para o estabelecimento, nos anos iniciais, de uma “base” de conhecimentos teóricos, oriundos das disciplinas biomédicas. Segue-se ao chamado ciclo básico uma sucessão de etapas de ensino-aprendizagem do método clínico, com base no desenvolvimento da semiologia e do raciocínio diagnóstico, em contexto usualmente hospitalar. É cada vez mais evidente a distância entre a concepção de conhecimento dominante nas escolas e os atuais requerimentos exigidos para os profissionais nas áreas mais importantes da prática. Não se trata, obviamente, de desqualificar a pesquisa biomédica, mas, sim, de questionar os modelos de conhecimento implantados institucionalmente nos currículos (GUIAR, et. al 2009). A integração ensino-serviço e o trabalho coletivo, pactuado e integrado de estudantes e professores dos cursos de formação na área da saúde com trabalhadores que compõem as equipes dos serviços de saúde, incluindo-se os gestores, visando à qualidade de atenção à saúde individual e coletiva, à qualidade da formação profissional e ao desenvolvimento/ satisfação dos trabalhadores dos serviços (ALBUQUERQUE, et. al 2007).
. Estas mudanças nas Diretrizes Curriculares dos cursos da área da saude, as quais estabelecem um perfil profissional voltado para: a formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, com capacidade para atuar no processo de saúde doença, em seus diferentes níveis, além do compromisso com a cidadania, estao sendo muito importante para a formação de profissionais voltados para o SUS, pois este é o perfil necessário para uma boa atuação profissional em busca de melhoria da qualidade da assistencia e na qualidade de vida da população. Quando acompanhamos nas unidades de saude da familia os estudantes da UPE apos as mudanças curriculares noto uma adequação e melhoria muito boa dos futuros profissionais.
O processo de ensino baseado na construção de competências, primordialmente significa reconhecer que as relações do mundo estão mudadas, e que, sendo assim, a formação educacional do profissional também precisa ser outra. A competência foi descrita, então, como o conjunto de aprendizagens sociais e comunicacionais nutridas pela aprendizagem e formação e ajustadas pelo sistema de avaliações. Competência então é tido como um saber agir responsável, reconhecido pelos outros; que implica em saber como mobilizar, integrar e transferir os conhecimentos, recursos e habilidades, num contexto profissional determinado (KOBAYASHI, et. al. 2010). Segundo Gomes, (2007) o Sistema Único de Saúde (SUS) reveste-se de importância no quadro sanitário brasileiro não somente como estrutura de organização institucional da área da saúde e modelo de atendimento à clientela, mas especialmente pela mudança impressa nas formas de dire-cionar, conceber, pensar e fazer a assistência à saúde no país (BRASIL, 1990). As instituições formadoras têm perpetuado modelos os mais conservadores, centrados na fisiopatologia ou na anátomo-clínica, dependentes de procedimentos e de equipamentos de apoio diagnóstico e terapêuticos e limitados à exposição às aprendizagens do hospital universitário. Para estabelecer um curso médico que garanta uma formação adequada, acreditamos ser necessário oferecer a esse grande contingente de estudantes um curso que apresente um projeto pedagógico inovador e docentes capacitados, além de uma assistência ambulatorial e hospitalar que atenda eficazmente a essa demanda. Devem se desenvolver estratégias pedagógico-administrativas que representem um diferencial nesse complexo mosaico, que retrata o atual cenário das escolas médicas em nosso país (PEZZI, 2008).
"A compreensão da competência como capacidades, estilos de desempenho ou modelos de comportamento de um sujeito não situado significa a negação da dimensão social e relacional da competência. Mesmo assim, a atua ção dos sujeitos nas situações em que a competência é requerida só se dá de forma contextualizada, historicamente referida." O que é que é isto minha gente? Rosaly
No trabalho de pesquisa"Conceito e Avaliação de Habilidades e Competência na Educação Médica: Percepções Atuais dos Especialistas" não houve viéis de seleção da amostra?. Pode-se realizar validação externa pela analise dos achados desta pesquisa? O "N" da amostra não foi insuficiente para permitir conclusões a partir da pequisa? Rosaly
Reflexões sobre as competências profissionais para o processo de trabalho do núcleo de apoio à saúde da família
Fico reflexiva quanto ao binômio teoria X prática, onde tudo o que é posto neste texto quanto a atuação do NASF encontra-se em real construção na USF, na qual me encontro inserida. Para mim representa um avanço na qualificação do SUS, assim como a permanência da avaliação pelo quantitativo (número de atendimentos). Daí a reflexão até quando teremos como discurso a valorização da qualificação, enquanto na prática há uma sobreposição dos números em detrimento desta, como justificativa para obtenção de recursos, ao invés de criarem um método avaliativo que de fato priorizem a qualificação (resolutividade) do SUS atrelada a humanização e uma administração financeira eficiente, gerando uma mudança no contexto biopsicosocial e ambiental, nem que seja a longo prazo, mas ciente que os primeiros passos devem ser dados no agora e não se acomodarem, a seguir protocolos criados por profissionais que em sua maioria desconhecem a realidade da comunidade (usuários SUS) dentro da sua subjetividade.
Em relação ao texto desenvolvendo competências profissionais do enfermeiro em serviço, observa-se que essa necessidade de mudança profissional gerado pelo crescimento e desenvolvimento social, não é uma característica apenas do profissional médico, mas de outros profissionais que sente de certa forma a necessidade de mudança do currículo, processo de ensino-aprendizadobem como no processo de trsabalho, isso resultado também do crescimento tecnológico que cresce muito rápido resultando num desequilíbrio entre qualificações e trabalho. Daí a necessidade de novas qualificações profissiois.
Ao ler o texto que fala das competências profissionais em saúde e as políticas ministériais, percebe-se claramente a contradição em seus conceitos em relação as competências, e se os ministérios que são orgãos que teoricamente são responsáveis pela regulação não se entende, como fica a sociedade e as outras pessoas envolvidas neste processo. Podemos ver que para o MEC a educação profissional são apenas exigências do mercado enquanto que, para o ministério da saúde é um importante instrumento de cidadania, vemos o quanto isso atrapalha no desenvolvimento política da questão, e quem de fato sente na pele esse efeito é a sociedade.
O biomédico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Capacitado ao exercício de atividades referentes às análises clínicas, citologia oncótica, análises hematológicas, análises moleculares, produção e análise de bioderivados, análises bromatológicas, análises ambientais, bioengenharia e análise por imagem, pautado em princípios éticos e na compreensão da realidade social, cultural e econômica do seu meio, dirigindo sua atuação para a transformação da realidade em benefício da sociedade http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CE endereço para baixar as DCN de BIOMEDICINA = http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CE Rosaly
Organização Curricular Baseada em Competência na Educação Médica de Wilton S. dos Santos.
O texto trata de uma nova proposta de formação curricular baseada em competências que são definidas como a capacidade de mobilizar, articular e colocar em prática conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho efetivo das atividades requeridas no contexto do trabalho. No currículo por competência os resultados a serem obtidos são o foco principal do processo educacional e não o processo ou o caminho para atingí-los. Cinco etapas são sugeridas para elaborar um currículo baseado em competências: 1- elaboração de uma matriz de competências 2 - Determinação dos componentes 3- Definição dos níveis de desempenho 4- avaliação das competências identificadas 5- avaliação do processo As DCN definiram como competências gerais para boa formação médica: atenção a saúde, tomada de decisão, habilidades de comunicação, liderança, administração e gerenciamento e a seguir outras específicas. A competência profissional na formação médica tem as seguintes dimensões: cognitiva, técnica, relacional, afetiva, integrativa e contextual. A competência envolve a articulação de aprendizado nas esferas cognitiva, psicomotora e socioafetiva. Pessoal, muito bom o texto! Essencial!Vale a pena ler!
Falar em mudanças nas diretrizes curriculares é pensar que a reorientação desse modelo é a pauta do momento tanto na saúde quanto na educação buscando a integração entre formação e assistência como condição indispensável à sua consolidação. No que concerne à formação na graduação, apesar das diretrizes curriculares considerarem o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa de Saúde da Família (PSF) importante senão os principais balizadores da formação dos profissionais do setor são necessários esforços de integração entre o sistema formador e de saúde, além de pesquisas capazes de contribuir nesse sentido. Para que o PSF atinja o objetivo de consolidar os princípios do SUS, torna-se necessário que os profissio¬nais atuantes se empenhem na realização da competência profissional. A Competência profissional inclui capacidades, atividades e contextos, envolvendo conhecimento, destreza e atitudes, bem como experiências e qualidades pessoais usadas efetiva e apropriadamente em atos individuais e coletivos, como resposta às várias circunstâncias relativas à prática profissional. Nestes termos, a competência profissional na ESF permite considerar o profissional como capaz de conhecer a utilidade e os impactos das ações que realiza, de com¬preender a diversidade dos grupos sociais, de conhecer as necessidades e modos de levar a vida, ressaltando a importância do processo de interação da equipe com os indivíduos e coletividade com os quais atua.
O desenvolvimento de competências apresenta-se como uma nova perspectiva para a formação dos profissionais de saúde, não só por incentivar a reflexão crítica, mas por ser capaz de responder às exigências impostas pelo atual cenário de mudanças sociais e favorecer o desenvolvimento da cidadania (Faustino, 2003).
Concordando com Caroline e Clariana acho que pensar em competencia profissional foi e é, muito rico para as auniversidades, assim como, para todos os atores evolvidos no processo saude-doença, pois com este pensamento acontece uma necessidade de repensar e avaliar as mudanças curriculares a todo instante, repensando e tentando se colocas os cursos da area da saude e os profissionais masi em concordancia com as necessidades dos serviços e da população. O processo ensino-aprendizagem so ganha quando se introduz a ele o pensamento de desenvolvimento de competencias profissionais.
COMPETÊNCIA é... 1 - legitimidade para julgar ou decidir sobre um fato 2 - capacidade de um sujeito numa dada matéria vinculadas a sua expertise e conhecimentos. 3 - O desenvolvimento de atributos cognitivos, psicomotores e afetivos em diferentes combinações permitindo que os sujeitos desenvolvam um estilo próprio. 4 - um conjunto de atributos de natureza cognitiva, psicomotora e afetiva. 5 - é algo abstrato que só pode ser verificada pela observação da prática profissional em ações fundamentadas e contextualizadas. É algo que não pode ser inferido diretamente mas por meio de avaliação do desempenho. 6 - é mais que a habilidade de resolver problemas, é a capacidade de lidar e tomar decisões no manejo de problemas complexos. 7 - é o uso habitual e criterioso da comunicação, conhecimento, habilidades técnicas, raciocínio clínico, emoções, valores e capacidade de refletir sobre a prática diária para o benefício do indivíduo e comunidade. 8 - é um conjunto de elementos cognitivos, interpessoais, afetivos, emocionais e morais passíveis de desenvolvimento e aprimoramento a partir da prática e reflexão 9 - Capacidade de mobilização de diversos saberes: saber-fazer, saber-ser e saber-agir 10 - Capacidade de utilizar conhecimentos e habilidades para o exercício de uma situação profissional Fontes: Competência clínica de alunos de medicina em estágio clínico: comparação entre métodos de avaliação por Rosângela Domingues e cols e Conceito e avaliação de habilidades e competência na educação médica: Percepções atuais dos especialistas por Adriana Aguiar e col
20 comentários:
A postos.
E aí? Quem cola aqui os endereços para baixar as DCN dos cursos de Enfermagem, Medicina e de Terapia Ocupacional?
Aí estão os endereços para baixar as Diretrizes dos cursos solicitados:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES03.pdf (Enfermagem)
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES04.pdf (Medicina)
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES062002.pdf (Terapia Ocupacional)
OK, vale a pena examiná-las e guardá-las em um local fácil para consulta.
O Sistema Único de Saúde (SUS) reveste-se de importância no quadro sanitário brasileiro não somente como estrutura de organização institucional da área da saúde e modelo de atendimento à clientela, mas especialmente pela mudança impressa nas formas de dire¬cionar, conceber, pensar e fazer a assistência à saúde no país (BRASIL, 1990). Tradicionalmente, o modelo de formação médica segue um padrão orientado para o estabelecimento, nos anos iniciais, de uma “base” de conhecimentos teóricos, oriundos das disciplinas biomédicas. Segue-se ao chamado ciclo básico uma sucessão de etapas de ensino-aprendizagem do método clínico, com base no desenvolvimento da semiologia e do raciocínio diagnóstico, em contexto usualmente hospitalar. É cada vez mais evidente a distância entre a concepção de conhecimento dominante nas escolas e os atuais requerimentos exigidos para os profissionais nas áreas mais importantes da prática. Não se trata, obviamente, de desqualificar a pesquisa biomédica, mas, sim, de questionar os modelos de conhecimento implantados institucionalmente nos currículos (GUIAR, et. al 2009). A integração ensino-serviço e o trabalho coletivo, pactuado e integrado de estudantes e professores dos cursos de formação na área da saúde com trabalhadores que compõem as equipes dos serviços de saúde, incluindo-se os gestores, visando à qualidade de atenção à saúde individual e coletiva, à qualidade da formação profissional e ao desenvolvimento/ satisfação dos trabalhadores dos serviços (ALBUQUERQUE, et. al 2007).
. Estas mudanças nas Diretrizes Curriculares dos cursos da área da saude, as quais estabelecem um perfil profissional voltado para: a formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, com capacidade para atuar no processo de saúde doença, em seus diferentes níveis, além do compromisso com a cidadania, estao sendo muito importante para a formação de profissionais voltados para o SUS, pois este é o perfil necessário para uma boa atuação profissional em busca de melhoria da qualidade da assistencia e na qualidade de vida da população. Quando acompanhamos nas unidades de saude da familia os estudantes da UPE apos as mudanças curriculares noto uma adequação e melhoria muito boa dos futuros profissionais.
O processo de ensino baseado na construção de competências, primordialmente significa reconhecer que as relações do mundo estão mudadas, e que, sendo assim, a formação educacional do profissional também precisa ser outra. A competência foi descrita, então, como o conjunto de aprendizagens sociais e comunicacionais nutridas pela aprendizagem e formação e ajustadas pelo sistema de avaliações. Competência então é tido como um saber agir responsável, reconhecido pelos outros; que implica em saber como mobilizar, integrar e transferir os conhecimentos, recursos e habilidades, num contexto profissional determinado (KOBAYASHI, et. al. 2010).
Segundo Gomes, (2007) o Sistema Único de Saúde (SUS) reveste-se de importância no quadro sanitário brasileiro não somente como estrutura de organização institucional da área da saúde e modelo de atendimento à clientela, mas especialmente pela mudança impressa nas formas de dire-cionar, conceber, pensar e fazer a assistência à saúde no país (BRASIL, 1990). As instituições formadoras têm perpetuado modelos os mais conservadores, centrados na fisiopatologia ou na anátomo-clínica, dependentes de procedimentos e de equipamentos de apoio diagnóstico e terapêuticos e limitados à exposição às aprendizagens do hospital universitário. Para estabelecer um curso médico que garanta uma formação adequada, acreditamos ser necessário oferecer a esse grande contingente de estudantes um curso que apresente um projeto pedagógico inovador e docentes capacitados, além de uma assistência ambulatorial e hospitalar que atenda eficazmente a essa demanda. Devem se desenvolver estratégias pedagógico-administrativas que representem um diferencial nesse complexo mosaico, que retrata o atual cenário das escolas médicas em nosso país (PEZZI, 2008).
"A compreensão da competência como capacidades, estilos
de desempenho ou modelos de comportamento de
um sujeito não situado significa a negação da dimensão
social e relacional da competência. Mesmo assim,
a atua ção dos sujeitos nas situações em que a competência
é requerida só se dá de forma contextualizada,
historicamente referida."
O que é que é isto minha gente?
Rosaly
No trabalho de pesquisa"Conceito e Avaliação de Habilidades e
Competência na Educação Médica: Percepções
Atuais dos Especialistas"
não houve viéis de seleção da amostra?.
Pode-se realizar validação externa pela analise dos achados desta pesquisa?
O "N" da amostra não foi insuficiente para permitir conclusões a partir da pequisa?
Rosaly
Reflexões sobre as competências profissionais para o processo de trabalho do núcleo de apoio à saúde da família
Fico reflexiva quanto ao binômio teoria X prática, onde tudo o que é posto neste texto quanto a atuação do NASF encontra-se em real construção na USF, na qual me encontro inserida. Para mim representa um avanço na qualificação do SUS, assim como a permanência da avaliação pelo quantitativo (número de atendimentos). Daí a reflexão até quando teremos como discurso a valorização da qualificação, enquanto na prática há uma sobreposição dos números em detrimento desta, como justificativa para obtenção de recursos, ao invés de criarem um método avaliativo que de fato priorizem a qualificação (resolutividade) do SUS atrelada a humanização e uma administração financeira eficiente, gerando uma mudança no contexto biopsicosocial e ambiental, nem que seja a longo prazo, mas ciente que os primeiros passos devem ser dados no agora e não se acomodarem, a seguir protocolos criados por profissionais que em sua maioria desconhecem a realidade da comunidade (usuários SUS) dentro da sua subjetividade.
Em relação ao texto desenvolvendo competências profissionais do enfermeiro em serviço, observa-se que essa necessidade de mudança profissional gerado pelo crescimento e desenvolvimento social, não é uma característica apenas do profissional médico, mas de outros profissionais que sente de certa forma a necessidade de mudança do currículo, processo de ensino-aprendizadobem como no processo de trsabalho, isso resultado também do crescimento tecnológico que cresce muito rápido resultando num desequilíbrio entre qualificações e trabalho. Daí a necessidade de novas qualificações profissiois.
Ao ler o texto que fala das competências profissionais em saúde e as políticas ministériais, percebe-se claramente a contradição em seus conceitos em relação as competências, e se os ministérios que são orgãos que teoricamente são responsáveis pela regulação não se entende, como fica a sociedade e as outras pessoas envolvidas neste processo. Podemos ver que para o MEC a educação profissional são apenas exigências do mercado enquanto que, para o ministério da saúde é um importante instrumento de cidadania, vemos o quanto isso atrapalha no desenvolvimento política da questão, e quem de fato sente na pele esse efeito é a sociedade.
O biomédico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Capacitado ao exercício de atividades referentes às análises clínicas, citologia oncótica, análises hematológicas, análises moleculares, produção e análise de bioderivados, análises bromatológicas, análises ambientais, bioengenharia e análise por imagem, pautado em princípios éticos e na compreensão da realidade social, cultural e econômica do seu meio, dirigindo sua atuação para a transformação da realidade em benefício da sociedade
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CE
endereço para baixar as DCN de BIOMEDICINA = http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CE
Rosaly
Organização Curricular Baseada em Competência na Educação Médica de Wilton S. dos Santos.
O texto trata de uma nova proposta de formação curricular baseada em competências que são definidas como a capacidade de mobilizar, articular e colocar em prática conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho efetivo das atividades requeridas no contexto do trabalho. No currículo por competência os resultados a serem obtidos são o foco principal do processo educacional e não o processo ou o caminho para atingí-los. Cinco etapas são sugeridas para elaborar um currículo baseado em competências:
1- elaboração de uma matriz de competências
2 - Determinação dos componentes
3- Definição dos níveis de desempenho
4- avaliação das competências identificadas
5- avaliação do processo
As DCN definiram como competências gerais para boa formação médica: atenção a saúde, tomada de decisão, habilidades de comunicação, liderança, administração e gerenciamento e a seguir outras específicas. A competência profissional na formação médica tem as seguintes dimensões: cognitiva, técnica, relacional, afetiva, integrativa e contextual. A competência envolve a articulação de aprendizado nas esferas cognitiva, psicomotora e socioafetiva. Pessoal, muito bom o texto! Essencial!Vale a pena ler!
Falar em mudanças nas diretrizes curriculares é pensar que a reorientação desse modelo é a pauta do momento tanto na saúde quanto na educação buscando a integração entre formação e assistência como condição indispensável à sua consolidação. No que concerne à formação na graduação, apesar das diretrizes curriculares considerarem o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa de Saúde da Família (PSF) importante senão os principais balizadores da formação dos profissionais do setor são necessários esforços de integração entre o sistema formador e de saúde, além de pesquisas capazes de contribuir nesse sentido.
Para que o PSF atinja o objetivo de consolidar os princípios do SUS, torna-se necessário que os profissio¬nais atuantes se empenhem na realização da competência profissional. A Competência profissional inclui capacidades, atividades e contextos, envolvendo conhecimento, destreza e atitudes, bem como experiências e qualidades pessoais usadas efetiva e apropriadamente em atos individuais e coletivos, como resposta às várias circunstâncias relativas à prática profissional. Nestes termos, a competência profissional na ESF permite considerar o profissional como capaz de conhecer a utilidade e os impactos das ações que realiza, de com¬preender a diversidade dos grupos sociais, de conhecer as necessidades e modos de levar a vida, ressaltando a importância do processo de interação da equipe com os indivíduos e coletividade com os quais atua.
O desenvolvimento de competências apresenta-se como uma nova perspectiva para a formação dos profissionais de saúde, não só por incentivar a reflexão crítica, mas por ser capaz de responder às exigências impostas pelo atual cenário de mudanças sociais e favorecer o desenvolvimento da cidadania (Faustino, 2003).
Prezados,
No próximo sábado vamos relembrar alguns conceitos fundamentais e em seguida elaborar um programa de uma unidade curricular baseado em competências.
Ou seja, refazer aquele exercício do início da aula passada, só que com as novas competências adquiridas.
Vocês poderão mudar o tema da unidade curricular e os grupos, se for o caso. Acho uma boa ideia formar trios ao invés de duplas.
Abraços,
Concordando com Caroline e Clariana acho que pensar em competencia profissional foi e é, muito rico para as auniversidades, assim como, para todos os atores evolvidos no processo saude-doença, pois com este pensamento acontece uma necessidade de repensar e avaliar as mudanças curriculares a todo instante, repensando e tentando se colocas os cursos da area da saude e os profissionais masi em concordancia com as necessidades dos serviços e da população. O processo ensino-aprendizagem so ganha quando se introduz a ele o pensamento de desenvolvimento de competencias profissionais.
Caros colegas,
Para o nosso encontro de sábado pela manhã, peço que cada um de vocês leve consigo as Diretrizes Curriculares Nacionais do seu curso de graduação.
Abraços.
COMPETÊNCIA é...
1 - legitimidade para julgar ou decidir sobre um fato
2 - capacidade de um sujeito numa dada matéria vinculadas a sua expertise e conhecimentos.
3 - O desenvolvimento de atributos cognitivos, psicomotores e afetivos em diferentes combinações permitindo que os sujeitos desenvolvam um estilo próprio.
4 - um conjunto de atributos de natureza cognitiva, psicomotora e afetiva.
5 - é algo abstrato que só pode ser verificada pela observação da prática profissional em ações fundamentadas e contextualizadas. É algo que não pode ser inferido diretamente mas por meio de avaliação do desempenho.
6 - é mais que a habilidade de resolver problemas, é a capacidade de lidar e tomar decisões no manejo de problemas complexos.
7 - é o uso habitual e criterioso da comunicação, conhecimento, habilidades técnicas, raciocínio clínico, emoções, valores e capacidade de refletir sobre a prática diária para o benefício do indivíduo e comunidade.
8 - é um conjunto de elementos cognitivos, interpessoais, afetivos, emocionais e morais passíveis de desenvolvimento e aprimoramento a partir da prática e reflexão
9 - Capacidade de mobilização de diversos saberes: saber-fazer, saber-ser e saber-agir
10 - Capacidade de utilizar conhecimentos e habilidades para o exercício de uma situação profissional
Fontes: Competência clínica de alunos de medicina em estágio clínico: comparação entre métodos de avaliação por Rosângela Domingues e cols e Conceito e avaliação de habilidades e competência na educação médica: Percepções atuais dos especialistas por Adriana Aguiar e col
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