terça-feira, maio 10, 2011

Módulo IV - Docência em Saúde 2a parte: Ensino superior em saúde: a formação docente e a complexidade da tríade ensino-aprendizagem-assistência.

Docência em Saúde: Paradigmas educacionais e a docência em saúde... Planejando a ação docente nos vários cenários de ensino.

Olá pessoal! Vimos como a ação docente é influenciada pela compreensão de conhecimento que norteia e fundamenta o pensamento cientifico. Assim, conhecemos os principais paradigmas educacionais que permeiam o ensino em saúde: o tradicional com o ensino cartesiano e positivista e o inovador, progressista, que exige o ensino a partir da construção do conhecimento pelo aluno. Vivemos atualmente, desde 2002, em nossa instituição a implementação da reforma curricular, que baseia-se no paradigma inovador, assim como muitas instituições em nosso País. Contudo, todos temos vivenciado as dificuldades para esta implementação. A partir dos textos e das nossas experiências como docentes neste processo de mudança, iniciemos as discussões sobre os paradigmas educacionais e sua influencia na ação docente.

Marcia e Maria Cristina

79 comentários:

francijane disse...

Percebemos em nossa prática diária como é difícil a compreensão das novas práticas docentes por parte daqueles que não vivenciaram sua concepção como é o caso de muitos docentes ( preceptores), que já presenciei durante a vivência com alguns preceptores, estes se indagando o que os alunos do inicio do curso estariam fazendo na unidade pois não sabiam de nada, que então não iriam contribuir. Porém se estas pessoas compreendessem como se chegou a essa didática talvez ele tivesse um pensamento diferente, então acredito que devemos trabalhar essas pessoas para que possam compreender em e porque estão inseridos no processo de ensino aprendizagem, e que esses possam ter atitudes certas perante os educandos.

Sara Virna disse...

Concordo com Francijane quando ela trás a importância da inclusão de todos os atores participantes do processo de integração ensino serviço no entendimento e na implementação das mudanças ocorridas com as mudanças nos currículos dos cursos da saúde. Acho q o novo paradigma é de grande importância para melhoria no ensino, e concordo q cada um dos paradigmas têm uma importância singular no processo de aprendizagem se complementando no processo educacional.

Caroline Coutinho disse...

A transição de um paradigma tradicional para um inovador vai sempre esbarrar numa resistência a mudanças por parte dos docentes que vem utilizando o paradigma tradicional. Mas, devemos lembrar aqui que o ensino tradicional foi e é eficaz como podemos ver por uma melhoria da expectativa de vida da população, redução da mortalidade infantil, grande desenvolvimento do conhecimento na área de saúde,medicamentos e vacinas. Um paradigma não deve ser totalmente substituído pelo outro. Devemos procurar uma convivência harmoniosa entre eles e utilizar as estratégias de ensino mais adequadas para cada situação.

Karla Soares disse...

Fazendo um paralelo dos textos- Docência do ensino médico, por que é tão difícil mudar? e Paradigmas Educacionais, surgem tantas idéias e questionamentos, bem como algumas respostas. Pudemos ver através da história como foi construída a formação dos médicos ao longo do tempo, através do ensino médico tradicional com uma prática médica biologista, mecanicista e fragmentada havendo empenho na transmissão de informação, onde o aluno era passivo, receptor dos conhecimentos. Assim vem sendo formado o médico, especialista que investe na sua área de atuação.Geralmente este docente médico considera a docência uma atividade secundária,investindo muito pouco na sua formação como professor, repetindo então o que recebeu do ensino médico tradicional. Assim percebemos como é difícil mudar e fazer diferente do que foi adquirido na prática.

Carminha Raposo disse...

Pedagogia da Libertação: o caso do ensino médico ( Tutunji . L. V 2009)A escola, enquanto fornecedora do ambiente de aprendizagem onde essas relações ocorrerão, deve pensar prioritariamente no aluno como sujeito da aprendizagem, apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem. Nesse ambiente, a aula evoluirá, então, de mero encontro em um espaço físico, com freqüência e duração predeterminadas, para o momento onde e quando seres humanos se defrontam, comunicando-se e se influenciando mutuamente. O bem-estar decorrente dessas relações maduras, estabelecidas entre os diversos atores envolvidos no processo ensino-aprendizagem, em um ambiente socioemocional saudável, propicia e potencializa a assimilação dos conteúdos, possibilitando que se atinjam os objetivos da educação superior: ENSINO com participação qualificada, socialmente responsável, dotada de discernimento crítico; PESQUISA original, promovida por docentes e estudantes; EXTENSÃO voltada às necessidades da sociedade. 13/05/2011

Rosaly Lins disse...

O comentário de Francijane é pertinente,porém na prática é o mais fácil a ser vencido.
Não é difícil fazer o docentes entender e acreditar que o melhor é o ensino inovador, progressista, que exige o ensino a partir da construção do conhecimento pelo aluno. Constatamos na última aula da Profª Marcia que 100% dos presentes concordaram ser este o melhor , não houve uma pessoa sequer que tenha preferido o ensino tradicional , houve até dificuldade de ser cumprida a prática pois o grupo que havia sido determinado para defender o ensino cartesiano só conseguiu elogiar o novo modelo progressista.
A grande dificuldade a ser vencida é por em prática a execução desta tese.
Precisamos pensar ,determinar um modelo que possibilite por em prática a tríade ensino, aprendizagem, assistência. Como é possível para o médico em apenas 15 minutos ou menos atender um paciente e poder desenvolver com o aluno todo processo de troca de conhecimentos, estimulo-o a descobertas, pesquisas ,agir como facilitador e ainda prestar assistência humanizada?
ROSALY

pereira disse...

Concordo que a mudança na prática pedagógica é algo difícil de tornar-se unanimidade, exingindo, assim, esforço dos docentes para se adaptarem às exigências do novo modelo. Embora concordando e me esforçando para na minha prática como docente assumir atitudes que contribuam com a verdeira aprendizagem, às vezes, percebo que estou comentendo falhas e questiono que mudanças ocorreram para transformação do educando em reais sujeitos da construção e reconstrução do saber ensinado? Todavia, como dizia Freire: "Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que às vezes pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo." Tatiana Pelinca

pereira disse...

Comentário:

Atualmente, verifica-se uma profunda preocupação com a formação do profissional médico que deve atender às necessidades ecônomicas e sociais no mundo. Embora a influência do modelo flexneriano predomine no Brasil, iniciativas têm sido tomadas para mudanças curriculares que contribuam para formação de profissionais médicos que possuam capacidade de raciocinar criticamente,sensíveis à importância do trabalho em equipe e com visão epidemiológica para tomar decisões fundamentadas.

A valorização do trabalho de pesquisa e a produção científica, assim como o desempenho da atividade profissional na área aplicada contribuem para que o potencial formativo das instituições de ensino seja secundarizado.

O despreparo da maioria dos docentes não contribue para a formação profissional geral dos médicos. Ademais, a resistência do docente à mudança é entendida, já que este processo causa uma certa insegurança no professor que se encontra acostumado com sua prática pedagógica, trabalhando isoladamente, estruturado em disciplinas que existem de forma independente e sem comunicação com as outras.

Logo, as iniciativas indispensáveis à mudança deste cenário passam pelo interesse dos docentes em se qualificar para exercerem a função pedagógica, bem como pela necessidade das instituições de ensino exigirem a formação pedagógica apropiada que garanta profissionas de saúde com potencial intelectual e raciocínio crítico para contribuir com a sociedade nos campos político e social.

Tatiana Pelinca.

Edjaneide disse...

assim como as postagens anteriores, concordo que vivemos uma prática em que a transição para o inovador ainda encontra muitas resistências, pois muitos professores e preceptores acham mais fácil continuar no ensino conservador porque inovar é trabalhoso e exige.... como já comentamos e concordamos... porém somos multiplicadores e incentivadores de uma didática que aproxime aluno-preceptor em torno do conhecimento... e poderemos planejar melhor as atividades de ensino aprendizagem.

Carminha Raposo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ivaldocalado disse...

É dificil estabelecermos mudanças no nosso paradigma tradicional educacional,muitas vezes porque nós docentes ainda não desfrutamos de uma formação educacional ,curricular e profissional ,dirigida para a docencia em saude.O profissionalismo do docente é subestimado pela formação da pesquisa cientica.O modelo asistencial/ensino e aprendizagem é dificil de nos contemplarmos.Modulos curriculares que não tem atividade assistencial,só ensino e aprendizagem,dificultam tremendamente a pratica da triade.Ainda na nossa instituição existem professores que são formalmente contra qualquer tipo de pedagogia inovadora educacional.Deveremos sempre nos questionar-mos sobre a nossa maneira atual de transmitir e formar opinioes nos nossos alunos,será que a nossa pedagogia esta correta?

gioconda disse...

Percebo em minha prática a dificuldade de acolhimento dos alunos nas unidades de saúde. Percebemos que muitos profissionais desconheçam a luta percorrida para chegar a essa didática de ensino. Seria interessante trabalhar este novo currículo com os profissionais da rede. Sabemos que toda mudança é difícil, mas ainda quando trata-se de uma prática pedagógica tão antiga. Hoje vemos uma grande preocupação com a formação do médico, e mesmo com a influência do modelo flexneriano, as mudanças no currículo vem formando uma nova visão desse profissional, melhorando sem relacionamento com os demais profissionais. Com essa mudança no currículo e o trabalho realizado em equipe melhora a assistência prestada ao usuário.

Rosaly Lins disse...

Gioconda disse:"Percebo em minha prática a dificuldade de acolhimento dos alunos nas unidades de saúde. "
Poderiamos aprender muito se Gioconda descrevesse com detalhes um ou mais fatos que demonstre o não acolhimento pelos alunos. A analise crítica destas ocorrencias sevirão como ensino-aprendizagem.
ROSALY

Rosaly Lins disse...

Gioconda disse:"Percebo em minha prática a dificuldade de acolhimento dos alunos nas unidades de saúde. "
Poderiamos aprender muito se Gioconda descrevesse com detalhes um ou mais fatos que demonstre o não acolhimento pelos alunos. A analise crítica destas ocorrencias sevirão como ensino-aprendizagem.
ROSALY

Carminha Raposo disse...

O sistema educacional esteve por muito tempo centrado na atividade do professor, considerado o agente ativo do processo ensino-aprendizagem. O professor não é mais o centro do processo pedagógico seu saber não é mais suficiente para as necessidades biopsicossociais , que requerem ações e intervenções que considerem um contexto ampliado. A doença como estrutura fundamental do processo de aprendizado passa a ser substituída pela saúde. Nesse ambiente ordenado, mas desarticulado de sua função de educar, emerge um profissional médico a quem foi negada a participação na construção de seu próprio futuro. Essa matriz gerada pelo conhecimento cartesiano precisa ser ampliada, e, assim, surge mais um desafio aos professores da área da saúde: valorizar, incentivar e aperfeiçoar a pesquisa clínica. O aluno, cidadão, precisa conhecer a realidade física, social, política e cultural em que estuda e vive. Essa articulação entre as atividades educacionais e a realidade que o cerca permitirá ao aluno compreender melhor o meio em que tem de viver e atuar7.

Gerciane Queiroga disse...

Concordo com Gioconda e Francijane quando referem que muitos profissionais da nossa rede de saúde desconhecem a luta percorrida para chegar a essa nova metodologia de ensino iniciada com a implementação da reforma curricular no curso de medicina. Me arrisco até a dizer que alguns nem sabem que houve uma reforma curricular. Como podemos esperar que este profissional mude seu ensino em saúde? Que se adaptarem às exigências do novo modelo?

Gerciane Queiroga disse...

Por que é tão difícil mudar a docência no ensino médico?

Nilce Costa elenca vários fatores em seu artigo, resumidamente:
1- Desvalorização das atividades de ensino: para professores de medicina, a docência é considerada uma atividade secundaria à profissão médica; 2- Falta de profissionalização docente: muito esforço é feito para formar bons médicos, mas pouca atenção é dada ao desenvolvimento profissional do “médico professor”;
3- Resistência docente a mudanças; 4- Individualismo da ação docente: “síndrome de ensinar a minha maneira”. É necessário um estímulo profissional continuado para transformação desta prática.

clariana falcao disse...

A necessidade de mudança das práticas educativas surgiu inicialmente em vários países da Europa e da América Latina, na década de 90, e chegou ao Brasil com grande impacto devido ao cenário de mudanças rápidas e profundas nas dinâmicas das instituições de ensino e no trabalho docente.
O professor passa a ter um papel central na educação, sendo considerados práticos-reflexivos, capazes de refletir sobre si mesmos e sobre sua prática; entendendo a sua prática profissional como um lugar de formação e de produção de saberes. O Docente assume um papel ainda mais essencial quando se tem em conta que sua formação na atualidade requer o desenvolvimento de qualidades subjetivas, necessárias para atuar no atual contexto de mudanças, assim como uma formação para a realização do trabalho em equipe, utilizando-se de novas tecnologias e exigindo uma atualização permanente.

clariana falcao disse...

Refletindo sobre a fala de Carminha, concordo quando ela diz que o saber do professor não é suficiente, até porque a produçao do saber exige a consciencia do inacabamento segundo Freire, mas acredito que o docente possue um papel, se nao central, mas importantíssimo na construçao do ensino, voltado para a realidade prática, visando atender as diferentes necessidades biopsicossociais da populaçao, voltada, e aí concordo mais uma vez, para a promoçao da saúde e nao apenas para a doença.

pereira disse...

É evidente que já temos uma massa pensante,crítica que contribue para o processo de mudança de paradigmas educacionais.Porém é preocupante a postura profissional de componentes da equipe de saúde,tanto a nível de atenção primária,como principalmente,na secundária e terciária.Os que já tiveram oportunidade de se capacitarem para o desvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras,encontram dificuldades para utilizá-las.Pois existe uma dicotomia entre o saber e o fazer,devido a falta de espírito de cooperação,do corporativimo,da desvalorização de categorias profissionais,da deficiente resolutividade do sistema e os sérios problemas sociais com que convivemos.
Portanto a formação profissional de médicos que atendam as necessidades de saúde atuais,não deve está focada apenas nas mudanças de paradigmas educacionais,mas exige uma postura inovadora dos trabalhadores de saúde,sua valorização eo fortalecimento do Sistems Único de Saúde.
Tatiana Pelinca

francijane disse...

Concordo com Pereira, não podemos pensar que a mudança curricular das universidade será suficiente para atingir o propósito de formar profissionais com perfis que condizem com o SUS, se o mesmo não for valorizado por os profissionais que já nele estão, e se esses profissionais não se sentirem motivados para provocarem mudanças atitudinais, e com isso termos melhoria nas condições de saúde da população e uma melhor formação dos estudantes ingressos nas universidade.

clariana falcao disse...

A fala dos colegas refere-se a uma realidade presente em nossas atividades diárias. Como ja discutimos em sala de aula, a mudança curricular esta acontecendo na universidade, mas nem todos os docentes se sensibilizaram da mesma maneira. Assim, os alunos entram em conflito a cada mudança de professor, a cada novo modulo ou até mesmo quando chegam na ponta e se deparam com profissionais desvinculados desse processo de mudança. Muitos docentes, seja nas universidades,nas práticas hospitalares ou nas unidades de saúde da familia, atuam de maneira oposta ao que se prega com a reforma curricular, pois eles mesmos, nao acreditam nessa transformaçao curricular ou até no seu papel formador e modificador dos estudantes. Construir reconstruindo nao é fácil,principalmente quando há choque entre as didáticas utilizadas e os pensamentos.Devemos focar nosso trabalho na implementaçao de mudaças de atitudes e nao apenas de currículos.

clariana falcao disse...

A reforma curricular deve começar com uma mudança na mentalidade de quem reconhece os desafios e procura resolvê-los;uma vez que a reforma educacional é um processo longo e difícil, e que exige lideranças e requer mudanças de perspectivas, de estilos de trabalho e precisa de boas relações entre todos os envolvidos, em prol de ganho futuro.

ivaldocalado disse...

Em relação a docencia do ensino é tão dificil mudar.
NA nossa pratica docente diaria,constatamos as dificuldades em se estabelecer um paradigma educacional completo.Como sabemos na nossa instituição,existe grupos de docentes que nen sequer tomam conhecimento destas pradicas educacionais inovadoras.Instituições de avaliação de ensino,já informam sobre a inadequação da formação medica e docente.Novas metodologias de ensino ,já estão sendo incorporadas em algumas instituições,sabemos que esta avaliação,destas novas tecnicas padagogicas,carece ainda de uma avaliação mais critica.É verdade que sabemos que alguns professores ensinam como sabem,estes são portanto resistentes as novas metodologias.Os processsos de reformas curriculares e as novas diretrizes do ensino medico tem o objetivo de reformular os processos, estabelecendo valores propocionais as atividades de ensino e pesquisa.Varios autores se possicionam em relação ,principalmente ao profissionalismo do professor,e muitas destas conclusões,criticam a autodidata do professor,e a sua formação propocionada apenas pela sua experiencia.A participação ativa deve ser é do aluno e não do professor.Deveremos é reestruturar a formação docente,com uma pedagogia reflexiva,reconstruindo o ensino medico moldando-se as necessidades da sociedade.

maria de fatima nepomuceno disse...

A educação e a saúde são espaços de aplicação e aquisição de saberes destinados ao desenvolvimento humano. Há uma intersecção entre esses dois campos, tanto em qualquer nível de atenção à saúde tanto na aquisição contínua de conhecimentos pelos profissionais de saúde. Estes profissionais utilizam um ciclo permanente de ensinar e aprender. Educar não significa apenas transmitir conhecimentos. Existe no processo educativo um arcabouço de representações da sociedade e do homem que se quer formar.Quando comparamos os modelos educacionais, no modelo tradicional o aluno recebe um pacote fechado sem o direito a discordar ou interferir no processo de aprendizado, como cita Aguiar no texto de Carlos Rodrigues, isso alimenta a especialização dos médicos e fragmenta os pacientes em órgãos e sistemas. Aí surge o paradigma inovador que tem como ponto de partida a visão holística do mundo dando valor a produção do conhecimento em detrimento a reprodução do mesmo. Para aqueles docentes que se acomodaram é muito melhor reproduzir aulas, estas já prontas há vários anos, mudando apenas as turmas sem levar em consideração o perfil desta turma. Enquanto aqueles docentes que em sala de aula questionam, aprendem junto são poucos. Outro viés do ensino inovador é a integração do ensino hospitalar ao ensino na atenção básica , a visão curativa à educação curativa e preventiva, com resgate do ser humano integrando as instituições assistenciais com as formativas.
concordo com as colegas quando citam a importancia das mudanças e da integração maior da academia com a atenção basica. porem é como gerciane citou nem todos profissionias da rede estão acompanhando as mudanças, porem vale a pena insistir e desistir jamais

clariana falcao disse...

Concordo que não devemos desistir de contribuir para a reforma curricular, que vem ocorrendo, mesmo que lentamente.
Precisamos nós, que estamos tendo oportunidade de enxergar essa necessidade de modificação na formação docente, através dessa Especialização, por exemplo; transmitir aos nossos colegas, também profissionais formadores, a importância dessa mudança no atual paradigma educacional.

Caroline Coutinho disse...

Como alguns já falaram, acho que a falta de profissionalização é um fator importante na reforma curricular. É daí que vem a falta de acolhimento dos estudantes na rede básica. Em medicina e tendo como exemplo bem próximo o da UPE observamos que muitos médicos, como aconteceu comigo mesma, ganharam de repente o título de preceptor. E isto sem nenhum preparo para o cargo e sem salário adicional. Alguns colegas simplesmente se recusaram a trabalhar com estudantes. Outros vão sendo preceptores como podem de maneira empírica. E a minoria como eu teve acesso a um curso como esse. Acho que essas proporções estão invertidas. E pra completar já que não estamos conseguindo mudar o paradigma da educação para formar mais generalistas um ex-ministro do governo lançou uma proposta de que os médicos recém formados trabalhem obrigatoriamente 2 anos em locais de difícil acesso como pré-requisito para entrar na residência. Isso não está em vigor apenas em discussão. O que vcs acham?

Roseane S. da Silva disse...

Embora, os textos referidos sejam datados de 2004 e 2007 relatam experiência, ainda vivenciadas no nosso dia a dia. É verdade que a docência no ensino médico é um desafio necessário para que possamos contribuir na formação de profissionais capacitados de forma holística para nossa sociedade (comunidade).
Na prática, observamos a presença de profissionais mais e menos experientes (UPA, Policlínicas, USF), que agem conforme o modelo tradicional e em contrapartida algumas atuações que refletem o paradigma inovador (NASF, MATRICIAMENTO, Pet-saúde, CAPS, USF), embora perceba que essas ações sejam minoritárias e individualizadas. Percebo, ainda, em alguns alunos do internato e APS a dificuldade de inserir-se neste modelo educacional inovador e fico reflexiva quanto as razões dos mesmos; que tanto podem ser pessoal quanto sua inclusão numa instituição (UPE) que embora defenda o PEI ainda enfrenta a resistência de alguns docentes, os quais defendem o PET.
Conforme os textos a formação do professor começa antes mesmo de sua formação acadêmica. Percebe-se a ausência da capacitação do profissional na atuação didática-pedagógica o que não impede que ele a busque, bem como seja ciente que a formação proporcionada pela experiência é insuficiente e dá corporificação do binômio ensino-pesquisa. Neste contexto, o docente deve possuir convicções que não permitam a interferência da desvalorização das atividades de ensino diante da pesquisa, individualismo, nem resistências a mudanças, agindo assim como mediador e facilitador da aprendizagem dos alunos.
Diante do exposto, certifico a importância deste momento por nós vivenciado que nos permite refletir nossa ação docente numa perspectiva de construção/qualificação, visando uma prática fundamentada no PEI , o qual almeja a formação de profissionais holísticos, reflexivos, generalistas e tão científico quanto humano e resolutivo na sua atuação perante uma sociedade inserida num contexto de profundas mudanças não somente no seu campo profissional mais também no campo político e social.

maria de fatima nepomuceno disse...

concordo com voce Roseane. Acho que avançamos, nós da atenção primaria , um destes avanços foi o PET , que nos torna tambem pesquisadores junto com a academia . As coisas estão acontecendo de maneira que nós náo percebemos e isto é valido pois cada dia conseguimos nosso espaço. ontem eramos apenas profissionais da ponta e hoje estamos pesquisando e futuramente seremos especialistas em docencia, coisas que jamais haviamos pensado. o mesmo devemos pensar nas mudanças que deverão ocorrer no ensino medico. devemos ser otimistas colegas

Carminha Raposo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carminha Raposo disse...

E como dizia Paulo Freire, a educação era tida como sendo“domesticadora”,“bancária”, que “deposita” no aluno informações, dados, fatos, uma educação em que o professor era o centro do processo e o aluno passivo na ação e o aprender era a memorização e a reprodução do saber, ou seja, o aluno era como uma lata vazia o professor enchia de conteúdo e através de uma avaliação esvaziava-a e recomeçava o processo. A necessidade de mudança na educação brasileira é um desafio e, ao mesmo tempo, um momento ímpar para os educadores de forma geral. Experiências de algo novo na prática pedagógica tem sido um caminho árduo para alguns e incentivo para outros. Fazer a ruptura com a velha concepção de “ensinar” é o caminho para o novo perfil do educador que, para isto precisa voltar a estudar. Paradigma significa um tipo de relação muito forte, que pode ser de conjunção ou disjunção, que possui uma natureza lógica entre um conjunto de conceitos. Fazer a ruptura não é uma atitude isolada, é, antes, um processo de coragem ou medo que leva tempo e, às vezes, provoca confrontos, inseguranças e inquietações. Nessa nova perspectiva, pretende-se afirmar o papel central da didática de ensino no compromisso de aprendizagem do aluno, supondo a capacidade inequívoca de aprender do professor. O papel do professor continua essencial, mas sua função é educativa, não instrucionista. E com novo perfil o professor deve ser um profissional pesquisador que tenha compromisso com a educação e que dê outro sentido aos conteúdos, visando aliar teoria e prática numa aprendizagem significativa, a partir da elaboração dos próprios conhecimentos pelos educandos, e que o educador veja no educando um parceiro e não um submisso. É fundamental lembrar que toda evolução social é marcada por cenários de questionamentos. Agora, o momento que se vivencia implica na opção por um novo paradigma na ação docente e segundo Behrens (1996) enfoca que nesta nova visão o professor precisa ser ético e afetivo, ter uma boa relação com seus alunos e colegas; deve utilizar metodologias inovadoras que atendam às necessidades de uma produção do conhecimento e deve ser capaz de trabalhar e aprender com seus pares.

francijane disse...

Estando vivendo esses momentos de discussões com os colegas cada vez mas me convenço de que não há mais espaço para a prática da docência sem uma prévio estudo dessa docência, parar de ensinar pelo fato de simplesmente lhe é conveniente ou imposto, mas preparar-se para isso.

Marcia Cristina disse...

Docência em Saúde: Paradigmas educacionais e a docência em saúde... Planejando a ação docente nos vários cenários de ensino.

Boa discussão gente! Vimos como a mudança carreia implicações importantes no ensino médico, pela sua complexidade e novas exigências para o aluno, para a gestão, para a Universidade, mas principalmente para o docente que é quem, em última instância, a colocará em ação EM SUAS ATIVIDADES como PROFESSOR, nos vários cenários de ensino. Desta forma, não é de se estranhar as observações feitas por quase todos do Blog, em concordância com o posto por Nilce Costa em seu texto, sobre as dificuldades para o exercício da mudança.
A mudança, como disse Tatiana, exige “iniciativas indispensáveis à mudança deste cenário passam pelo interesse dos docentes em se qualificar para exercerem a função pedagógica, bem como pela necessidade das instituições de ensino exigirem a formação pedagógica apropriada que garanta profissionais de saúde com potencial intelectual e raciocínio crítico para contribuir com a sociedade nos campos político e social”. É o que estamos fazendo neste ambiente de ensino-aprendizagem, aprendendo e apreendendo novos conceitos, refletindo antigas e novas práticas e revendo posicionamentos como docentes. O conhecimento traz consigo responsabilidades e, como disse Edjaneide devemos ser “multiplicadores e incentivadores de uma didática que aproxime aluno-preceptor em torno do conhecimento... [...]” o que exige “planejar melhor as atividades de ensino aprendizagem”.
Portanto, para atender aos novos requerimentos da ação docente, o professor necessita PLANEJAR sua AÇÃO, a partir do seu OBJETIVO DIDÁTICO em cada ATIVIDADE DE ENSINO. Assim, baseados nos textos enviados com o título PLANEJAMENTO, vamos ler, refletir e blogar para responder ao questionamento: QUAL A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA A AÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR EM SAÚDE E QUAIS SUAS PECULIARIDADES? A PARTIR DO TEXTO DE SUELI ESSADO PEREIRA, QUAL O SEU ENTENDIMENTO SOBRE O “ENSINAR COM SABEDORIA” E COMO FAZER DESTE ENSINAR UM ATO ORGANIZADO E SISTEMATIZADO? COMO DESENVOLVER A ARTE DE SABER PROPOR QUAL A MELHOR ESTRATÉGIA DE ENSINO?
Vamos Blogar!!!


Marcia e Maria Cristina

Rosaly Lins disse...

O planejamento é importante para que seja possível atingir os objetivos no processo ensino-aprendizagem. Para que ocorra planejamento adequado é importante conhecer a clientela, ou seja com quem o professor vai interagir para o desenvolvimento do conhecimento. Qual o interesse dos alunos? Onde irão atuar? A possibilidade de obter benefícios sociais políticos e econômicos a partir das ações didática no ensino? Qual é o grau de conhecimento prévio sobre os assunto a serem trabalhado?Quanto tempo poderá ser utilizado para o desenvolvimento de pesquisas e aprendizagem?Qual o orçamento disponível a aplicação de material didático? Se o conteúdo programático for extenso quantos professores estarão disponíveis para trabalharem conjuntamente evitando a fragmentação do ensino?
Para ensinar com sabedoria deve haver a valorização do conhecimento prévio dos alunos; os conteúdos decorrentes do ensino aprendizagem devem estar alinhados com a prática profissional; os conteúdos trabalhados devem ser articulados com as outras disciplinas; desenvolver a possibilidade de aplicação das informações abordadas na prática diária; tanto os alunos como os professores devem manter um processo permanente de avaliação dos processos,técnicas, estratégias, das pessoas envolvidas no desenvolvimento do ensino aprendizagem; a pesquisa e a reciclagem também devem fazer parte do cotidiano dos envolvidos nas atividades de ensino.
Para fazer do ensinar um ato organizado e sistematizado devem ser utilizados procedimentos técnicos bem definidos, estratégias e recursos didáticos bem preparados; utilizar técnicas de avaliação da aprendizagem de acordo com os objetivos
ROSALY LINS

francijane disse...

Através do planejamento busca-se atingir os objetivos de um projeto político-pedagógico, para isso o professor deve saber que será sua clientela e quais os conhecimentos prévios desse, além de interagir com outras disciplinas afim de obter uma interação e otimizar o ensino não repetindo assuntos similares. Planejar é o alicerce para o sucesso da prática didática, sem um bom planejamento o docente está fadado ao insucesso de suas ações.

francijane disse...

ensinar com sabedoria é problematizar o ensino é conseguir com que os alunos consigam abstrair do conteúdo oferecido o fundamental para trabalhar de maneira mais crítica sua práticas profissionais, é conseguir fazer com que aluno aprenda a aprender e não seja apenas um receptor, mais sim um pesquisador um questionador e acima de tudo um problematizador.

francijane disse...

Para propor uma estratégia de ensino o professor deve antes de tudo conhecer o tema, conhecer sua clientela (os alunos), para propor dentro de suas realidades as melhores estratégias de ensino, Tendo um planejamento flexível e que traga problemas reais para proposições de soluções por parte dos alunos

Carminha Raposo disse...

No atual contexto, transição de paradigmas entre a modernidade e a contemporaneidade, a escola busca construir uma teoria da educação levando em conta a pluralidade cultural. Mas verifica-se que o ingresso da maioria dos professores no exercício do magistério, tem-se dado de maneira circunstancial, ocorrendo mais como fruto de experiência pessoal do que de decisões predestinadas ao magistério. Sendo assim, não são consideradas suas perspectivas e experiência como professor e não há uma sistemática avaliação da prática pedagógica na seleção de professores. Novos programas e projetos foram criados e recriados, e os velhos problemas continuam em constantes "listas de espera". Soluções fragmentadas, dissociadas da realidade e desintegradas, presentes na maioria dos programas e projetos de governo, mudam detalhes do exterior sem, contudo, provocar mudança interna e revolucionária nas condições de aprendizagem dos alunos, no sentido de gerar uma força renovadora que colocasse em prática novas idéias, novos ideais e novas práticas de ensino. Inúmeras mudanças sociais, éticas, econômicas e políticas observadas em âmbito mundial atingem de modo incisivo os sistemas de saúde. Surgem novos olhares e possibilidades de compreensão do que significa educar o homem: diferentes campos da ciência, distintos contextos geopolíticos, múltiplas realidades sociais indicando a necessidade de se investir em práticas educacionais que tenham na participação crítico-reflexiva um pilar fundamental. Nesse panorama, situam-se desafios e perspectivas na formação dos profissionais de saúde: campo interdisciplinar que materializa diferentes níveis de compreensão e intervenção junto aos sujeitos, implicando distintos compromissos políticos, sociais e educacionais. Em nosso país, a saúde vem passando por um significativo processo de reforma social e política, cuja ação é fundamental à continuidade e ao avanço do movimento da Reforma Sanitária, bem como à construção efetiva do SUS. No setor do ensino, torna-se necessário semelhante movimento para uma reforma que expresse o atendimento dos interesses públicos no cumprimento das responsabilidades de formação acadêmico-científica, ética e humanística com vistas ao desempenho tecnoprofissional na área da saúde.

Sara Virna disse...

Como visto nos textos e em concordancia, planejar é primordial em todas as atividades do dia a dia, e no ensino nao poderia deixar de ser tambem,pois com planejamento é possivel organizar o ensino para atingir melhor o objetivo desejado.Para um ensino com sabedoria tem-se que pensar na revisão e adequação do planejado no decorrer do processo, é preciso conhecer as experiencias previas do aluno, para escolher a melhor tecnica a se utilizar, e para que haja adequação do planejamento com o objetivo que se deseja alcançar, para um planejamento ser bom é necessario tambem que se escolha adequadamente os recursos a serem utilizados, pois estes podem aumentar a concentração do educando, facilitando a compreensao dos conteudos. Entao, a melhor maneira de ensianr é a quela em que ocorre um planejamento previo de todo o contexto em que se vai atuar, lembrando que o planejamento é mutável e adaptável à condiçaõ a que é aplicado, estamos ensinando com sabedoria.

Carminha Raposo disse...

Planejamento de ensino: peculiaridades significativas
O planejamento é um processo que exige organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma ação, quer seja em um nível micro, quer seja no nível macro. Do ponto de vista educacional, o planejamento é um ato político-pedagógico porque revela intenções e a intencionalidade, expõe o que se deseja realizar e o que se pretende atingir. O que é importante, do ponto de vista do ensino, é deixar claro que o professor necessita planejar, refletir sobre sua ação, pensar sobre o que faz, antes, durante e depois. O ensino superior tem características muito próprias porque objetiva a formação do cidadão, do profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida. Assim afirmamos que o planejamento do ensino significa, sobretudo, pensar a ação docente refletindo sobre os objetivos, os conteúdos, os procedimentos metodológicos, a avaliação do aluno e do professor. O que diferencia é o tratamento que cada abordagem explicando o processo a partir de vários fatores: o político, o técnico, o social, o cultural e o educacional. na ação didático pedagógica. Decidir, prever, selecionar, escolher, organizar, refazer, redimensionar, refletir sobre o processo antes, durante e depois da ação concluída. O pensar, a longo prazo, está presente na ação do professor reflexivo. Planejar, então, é a previsão sobre o que irá acontecer, é um processo de reflexão sobre a prática docente, sobre seus objetivos, sobre o que está acontecendo, ou o que aconteceu. Nesse contexto didático pedagógico o docente deve averiguar a quantidade de alunos, os novos desafios impostos pela sociedade, as condições físicas da instituição, os recursos disponíveis, as possíveis estratégias de inovação, as expectativas do aluno, o nível intelectual, as condições socioeconômicas (retrato sócio-cultural do aluno), a cultura institucional a filosofia da universidade e/ou da instituição de ensino superior, enfim, as condições objetivas e subjetivas em que o processo de ensino irá acontecer. Este planejamento de ensino tem características que lhes são próprias, isto, particularmente, porque lida com os sujeitos aprendentes, portanto sujeitos em processo de formação humana.

Karla Soares disse...

Importância e Peculiaridades do Planejamento


Lendo o texto de Regina Barros Leal, deparei-me com aspectos importantes do planejamento no ensino, e, principalmente do ensino superior, quando estão sendo formados cidadãos, profissionais: - Planejamento, como investimento em meios com o objetivo de atingir determinados fins. Sem ele existe grande possibilidade de repetições das ações didáticas; - Planejar, sendo uma ação dinâmica, interativa, reflexiva que exige organização, sistematização, previsão, decisão, fazendo com que o professor esteja constantemente realizando pesquisas e se atualizando didática e pedagogicamente. O planejamento exige como diz a autora atitude científica do fazer didático-pedagógico, devendo expor intenções e intencionalidades do que o professor deseja realizar e pretende atingir, sendo refletido o processo das ações antes, durante e depois. Deve ser elaborado tendo como componentes: os objetivos, os conteúdos, os procedimentos metodológicos, os recursos de ensino que serão utilizados, e, a avaliação do aluno e do professor.

pereira disse...

O docente universitário precisa refletir sobre sua prática profissional ,partindo do princípio de que aprendemos quando introduzimos alterações na forma de pensar e de agir; e ensinamos quando partilhamos com o outro as experiências e os saberes acumulados.
A quase totalidade dos cursos da área de saúde estão baseados em matrizes curriculares de ensino tradicional,a mudança na formação para uma pedagogia crítica deverá ser adaptada aos moldes dessa matriz curricular.As instituições de ensino tradicionais dão prioridade a um maior conteúdo teórico em relação à prática,fazendo com que o aluno se perca entre o saber e o aprender de acordo com a realidade,prejudicando a interação entre academia-serviço,academia-comunidade e academia-realidade sócio econômica.
No entanto,mesmo neste contexto é possível que o educando subordinado a prática bancária,seja estimulado a desenvolver sua criatividade e capacidade de raciocinar se o professor mudar suas concepções de autoritarismo e se o aluno aceitar a condição de co-criador nas ações de aprendizado. Estas novas técnicas pedagógicas propõem soluções de atuação,possibilitando a transformação social,desenvolvendo as potencialidades dos indivíduos e coletividade,estando em concordância com os princípios e diretrizes da Promoção da Saúde.
O ensino superior em saúde exige que o professor esteja focado na formação de profissionais que esteja habilitado para o trabalho e a vida,de acordo com as necessidades do mercado do país.Assim considera-se que é essencial o planejamento adequado deste processo de aprendizagem,refletindo sobre os objetivos,a metodologia que será utilizada e a avaliação do aluno e do professor.
O professor pode ,ainda, arriscar a trabalhar o saber de diferentes formas,percorrendo criativos trajetos em sala de aula,considerando a individualidade e o tempo de cada educando,utilizando sua sagacidade,intuição e sensibilidade artística para atingir seus objetivos,o que para mim significa “ensinar com sabedoria”.
Tatiana pelinca

maria de fatima nepomuceno disse...

No texto de sueli pereira, ela cita que aprendemos quando introduzimos alterações na forma de pensar e agir e ensinamos quando partilhamos com o outro as experincias e os saberes acumulados. ela cita no texto os metodos pedagogicos vigentes e percebo como houve uma evolução na forma de transmitir conhecimentos. muito interessante o metodo inovador quando o docente passa a ser apenas um mediador e aprende junto com os alunos. O aprendizado baseado em problemas leva o aluno a entender o tema abordado sem a velha ideia de decorar para aprender. Alem disso possibilita a transformação social atraves dos cenarios reais propostos. Neste metodo forma-se não apenas o aluno mas tambem investe-se no cidadão que em breve irã para o mercado de trabalho com um olhar diferenciado.
segundo Vasconcelos no mesmo texto ¨a aparalisia do paradigmanos conduz a não perceber as oportunidades viaveis e positivas que se encontram à nossa volta, para reconhece-las precisamos ser flexiveis e dispostos a abrir nossas visões, deixando de lado aquilo a que estamos acostumados ¨.
Mudar é dificil pois como cita o texto, nos acomodamos a mesmice do dia a dia, porem quando decidimos mudar as coisas acontecem e depois não conseguimos mais ficar na mesmice anterior. temos que nos reinventar a cada dia

Caroline Coutinho disse...

Pelo que pude ler nos textos planejar para a ação didática é fundamental para garantir a eficácia do ensino bem como alcançar seus objetivos. No ensino superior há a peculiaridade de predominar um ensino tradicional mais centrado na teoria e em aulas expositivas e métodos repetitivos. Na nossa área este buraco, de certa forma,vem sendo tapado com a realização de programas de residências que vão trazer os alunos para a realidade prática. É preciso trabalhar mais em saúde com a problematização."Ensinar com sabedoria" é conseguir introduzir mudanças no pensar e agir por meio de um ato planejado que inclui: ementa, objetivos gerais e específicos, conteúdo, metodologia e recursos, avaliação do aluno e professor, bibliografia e reavaliar,mexer e colocar tudo novo e de cabeça pra baixo quando os objetivos não forem alcançados mas também quando forem que é pra o professor não parar no tempo. E respeitando semprea ética.Propor estratégias de ensino pra mim ainda é um desafio mas acho que deve partir da análise de vários fatores: quem são os alunos e o professor? Em que contexto sócio-político? Quais objetivos? Quais recursos disponíveis? Que operação mental permitirá a aprendizagem? Exige habilidade prática?E reavaliar sempre a ação com função diagnóstica para saber se alcançamos o resultado esperado ou precisamos mudar de estratégia.

ivaldocalado disse...
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ivaldocalado disse...

Em relação a planejamento do ensino,peculiaridades.Observamos o quanto é importante o planejamento do docente,antes ,durante e apos a sua pratica pedagogica diaria.O seu planejamento deve ser dirigido para o seu publico alvo,este planejamento devera ser reflexivo continuamente e mutavel de acordo com as situações enfrentadas na sua pratica formativa diaria.A informação ,muitas vezes sera de natureza politica,social e educacional ,uma vez que cada planejamento induz um conteudo politico pedagogico.O seu planejamento deve ser baseado em uma metodologia de ensino atual e completa,procurando satisfazer o seu publico alvo, para que este não permaneça na sua mesmice metodologica.

ivaldocalado disse...

Em relação ao plano de ensino(FASUL)Observamos como é importante a sistematização da avaliação do ensino,na aprendizagem,e nos objetivos alcançados.O instrumento didatico pedagogico,deve ser moldado em varios planos,que visam facilitar o acompanhamento de ensino e de aprendizagem dos alunos por parte dos professores.Este PPC visa tambem uma rapida revisão dos objetivos do curso,,permitindo rapidas modificaçoes de acordo com o seu desenrolar.Um ponto importante a ressaltar deste modelo de projeto pedagogico é sem duvida proporcionar ,e incentivar uma maior afinidade com as disciplinas do curso(interdisciplinaridade),permitindo assim a formação de um grupo gestor,com açoes mais coerentes e sensatas.O plano de ensino dispoe tambem de itens que permitem uma avaliação diagnostica(Pre-requisito para outras etapas),permite uma avaliação formativa ou melhor evolutiva e permite uma avaliação final dita somativa e ou classificatoria.Portanto é importante termos um projeto de ensino,do aprender e do avaliar.Hoje o avaliar é peça fundamental para a abordagem no mercado de trabalho.Na nossa instituição estabelecemos o modelo do teste de progresso,que mostra com muitas particularidades a evolução cientifica do aluno desde o inicio,isto´pe o basico ate o profissional,sendo assim uma valiosa ferramenta de avaliação discente.

Edjaneide disse...

o planejamento é importante para que o docente consiga aproveitar o momento da aula de forma a atingir o seu objetivo. é planejamento que será organizado o conteúdo, estratégia didática utilizada, o tempo necessário para cada atividade e que competências espera-se que dos alunos.

clariana falcao disse...

Planejar é um processo que exige organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma ação, quer seja em um nível micro, quer seja no nível macro. O professor necessita planejar, refletir sobre sua ação, pensar sobre o que faz, antes, durante e depois. O docente universitário a refletir sobre sua prática profissional enquanto professor, mediante o princípio de que aprendemos quando introduzimos alterações na forma de pensar e de agir, e ensinamos quando partilhamos com o outro as experiências e os saberes acumulados. Para tal, devemos considerar o que devemos ensinar? Qual o objetivo do ensinamento? E Como ensinar? Que técnicas utilizar? Ensinar com sabedoria é poder conhecer as vivencias do aluno, para que baseadas nelas, possamos desenvolver as melhores técnicas de ensino que garantam o alcance dos objetivos, facilitando a compreensão dos conteúdos.O planejamento da prática docente em saúde deve ter um compromisso com a construção de um determinado projeto político-pedagógico, onde o ponto de partida é a análise da clientela por meio de uma reflexão de suas características.

clariana falcao disse...

Para Freire, o professor deve se coloca no mesmo nível de importância em relação aos alunos, se colocando no papel de animador da discussão, numa relação de diálogo. Com essa estratégia de ensino se dá a verdadeira comunicação, e os atores envolvidos são ativos e iguais, e a comunicação gera conhecimento para todos. De acordo com Pereira, “a prática educativa norteada pela pedagogia da problematização é mais adequada à prática educativa em saúde. Esta tendência pedagógica promove a valorização do saber do educando, estimula-o para a transformação de sua realidade e de si mesmo, possibilitando efetivação do direito da clientela às informações, além de estabelecer sua participação ativa nas ações de saúde, assim
como desenvolver habilidades humanas e técnicas no trabalhador de saúde, fazendo
que este exerça um trabalho criativo.”

Carminha Raposo disse...
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Carminha Raposo disse...

Segundo Albuquerque, et .al diversas são as perspectivas de mudanças na formação dos profissionais da saúde, as quais incluem a reflexão e transformação da interface ensino/trabalho, ou seja, das relações entre o ensino e os serviços de saúde. Deve-se buscar abordar a integração ensino-serviço e sua relação com a formação superior dos profissionais de saúde, com os modelos tecnoassistenciais, com a prática do cuidado em saúde, com o trabalho em equipe e com a educação permanente. A educação deve ser entendida como um processo permanente, iniciado durante a graduação e mantido na vida profissional, por meio das relações de parceria da universidade com os serviços de saúde, a comunidade, as entidades e outros setores da sociedade civil. Como tal, ela envolve uma importante reorientação pedagógica, centrada no desenvolvimento da aptidão de aprender, transformando o conhecimento num produto construído por meio de ampla e total integração com o objeto de trabalho (Ferreira, 1986).

Karla Soares disse...

Com o texto de Sueli E Pereira entendi que “Ensinar com sabedoria” é não ter atitude autoritária em sentido único, visando repasse de informações diretas, limitadas ao conhecimento do professor, não sendo o professor o único responsável pelo processo ensino-aprendizagem, mas o aluno sendo “co-criador” nas ações de aprendizado. Por outro lado, praticando-se uma educação crítica, com o aprendizado baseado em problemas, tendo como princípio norteador a transformação social, econômica e política, visando superar as desigualdades sociais, tem-se uma atividade em que os professores e alunos são integralizados no aprendizado pela análise da realidade, propondo soluções de atuação, possibilitando a transformação social. E como coloca Paulo Freire, os problemas a serem estudados precisam se valer de um cenário real. Esse ensino deverá ser organizado e sistematizado havendo um planejamento didático com objetivos claros e precisos, procedimentos técnicos bem definidos, estratégias e recursos didáticos bem preparados e adequadamente utilizados, técnicas de avaliação da aprendizagem de acordo com os objetivos propostos. O professor deverá estar preparado para situações de improviso e conflito de idéias, e aproveitar esses momentos para estimular a criatividade e a participação ativa dos alunos, num processo contínuo de construção do conhecimento, utilizando estratégia de ensino aprendizagem de forma ativa, compromissada, atualizada, dinâmica, transformadora, observando-se preceitos morais e éticos, com práticas que integram o conhecimento, visando uma educação ativa e, principalmente, um serviço de saúde mais digno e humanizado.

francijane disse...

Em dados momentos de nossa prática nos percebemos realizando nossas atividades de uma maneira meio automatizada sem uma reflexão em cima do que fazemos, muitas vezes devido a grande demanda de ações a serem realizadas muitas vezes devido ao comodismo de não planejarmos ações para a melhoria dessa prática, porém devemos refletir em cima de determinados pontos e ações, pois somos formadores de opiniões de atitudes, então o planejamento deve acontecer em toda as etapas de nossa ação profissional e não apenas durante as ações didáticas.

KATIA MACHADO disse...

Excelente o artigo de Sueli Essado Pereira e em muitos momentos da leitura identifiquei algumas situações que se vê no dia a dia de nossas atividades. Mesmo dentro da reforma curricular do ensino médico ainda é freqüente se encontrar práticas unilaterais de ensino por incapacidade e /ou comodidade de mudar e adequar o ensino-aprendizagem à realidade atual por partes dos professores. Muitas vezes com a prática de um ensino fragmentado sem integração, o professor se foca apenas em ministrar a sua própria aula, muitas vezes até fugindo ao próprio conteúdo programático. Esta prática inadequada inibe a interação entre o professor e os alunos fazendo com que haja um processo unilateral baseado em memorização e autoritarismo completamente diferente da proposta do ensino construtivista em que a discussão se baseia em problematização do processo saúde – doença. Parece que a avaliação sistemática da prática pedagógica em um processo de seleção de professores em instituições, por exemplo, é sempre deixada para segundo plano em prol de titulações e publicações que este professor venha a ter em seu currículo. Muitas vezes um professor é avaliado em sua competência pelo número de publicações anuais que ele venha a ter junto à Capes e isto é uma forma equivocada de se avaliar a atuação pedagógica deste profissional.O problema deste formato de prática é a falta de preparo ao exercício do magistério destes professores. Os docentes precisam de uma educação continuada permanente onde ele possa aprofundar-se em seu campo técnico científico, além de técnicas adequadas de ensinar e aprender associadas com a visão político-social, um elo entre a comunidade e a universidade. Estes seriam os três eixos de sustentação do processo ensino-aprendizagem.

KATIA MACHADO disse...

Na escola com estrutura curricular tradicional, seja no ensino da educação infantil, fundamental e médio e até nas universidades, a questão das relações preferenciais entre professor e determinados alunos é uma falha pedagógica grave. É freqüente o professor prestar mais atenção àqueles alunos que são mais estudiosos, que captam o tema com mais facilidade e que fazem toda a tarefa recomendada. Pois para estes não precisa muito do esforço do professor. Mas para aquele aluno que não conseguiu com a didática trabalhada aprender e entender o tema exigirá muito mais trabalho para este professor, pois vai necessitar uma didática diferenciada ou mais adequada à realidade do ensino. Acho que este é um aspecto negativo importante na formação do professor ou preceptor. O professor tem que ter a sensibilidade de chegar até aquele aluno que está com mais dificuldade e encontrar outra dinâmica de ensino – aprendizagem. Este é o desafio... Ensinar para quem tem outras habilidades... Fazendo com que muitas vezes ele tenha que ser personalizado ou individualizado. O educador tem que estar atento para este grupo de alunos para que ele não pratique um modelo unilateral de ensino.

gioconda disse...

Após a leitura do texto, concluir que o planejamento é importante para direcionar a estratégia prescrita para atingir o objetivo desejado, isso ocorre não só no processo ensino aprendizado, mas em todos os aspecto da nossa vida. Em relação ao processo pedagógico, para fazer um planejamento é necessário connhecer bem o conteúdo programático e o púlblico alvo. Conhecendo bem esse público deverá avaliar a melhor forma de expo tal conteúdo. Tanto o planejamento como a avaliação deverá ser contínuo, tendo em mente que esse planejamento poderá sofrer mudança, dependendo da necessidade percebida durante a avaliação, garantindo a eficácia do ensino e um aprendizade de qualidade. Ensinar com sabedoria requer do professor conhecimento de seus alunos e saber avaliar as dificuldades que alguns irão apresentar durante o processo,ajudados a superar tais dificuldades.

Roseane S. da Silva disse...

Quando realizamos algo com amor desejamos que esta ação seja perfeita e para que isso aconteça é necessário planejamento de forma organizada, seja em nossas atividades cotidianas, seja em nossa docência para que a mesma realmente aconteça de forma efetiva.
“O planejamento é um processo que exige organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma ação, quer seja em um nível micro, quer seja no nível macro”.
Para planejar é preciso identificar o que pretendemos desenvolver na formação de um profissional que seja capaz de contribuir na construção da sociedade que desejamos, organizar conteúdo e sistematizá-lo. Em se tratando da ação didática no ensino superior em saúde o planejamento é fundamental e requer maior aprimoramento, considerando que esses alunos já detêm conhecimentos e que esta ação deverá motivá-los ao aperfeiçoamento em busca da consolidação de suas competências e habilidades, vislumbrando uma maior resolutividade dos entraves existentes no processo saúde-doença.
O planejar requer uma atitude científica do fazer didático-pedagógico, requerendo tempo e este para muitos da área de saúde representa capital, constituindo-se num obstáculo entre este e o “status” de ser professor universitário, na área de saúde. Tenho observado que muitos profissionais desta área embora priorize sua formação técnico-científica não se desprendem do título de professor. No entanto, não buscam aperfeiçoamento nas atividades de docência, o que acaba repercutindo na formação desses profissionais (discentes) e consequentemente nas ações de saúde (formação tecnicista).
A nossa vivência na “USF” requer um planejamento geral e diário das nossas ações considerando nossas pactuações (melhoria dos indicadores) dinâmica do processo saúde-doença e contribuição na formação dos profissionais da área de saúde ali presentes (APS, internato e residentes).
O texto de Sueli Essado Pereira vem ratificar meu posicionamento quanto ao ensinar com sabedoria que requer integração dos conhecimento científico, didático, socializado e contextualizado, além de dedicação a docência, humildade diante da necessidade de mudar de estratégia no processo de ensino-aprendizagem; compromisso e sobretudo planejamento da aula, de forma organizado, sistematizado, adequado, antecipado e flexível.
A melhor estratégia de ensino-aprendizagem está integrada a construção de um projeto político-pedagógico onde o ponto de partida é a análise da clientela por meio de uma reflexão de suas características e o desenvolvimento de ações necessárias a esta construção, envolvendo a interação de competências e habilidades do educador da saúde com base em prática moral e ética (conhecimento intelectual, vigilância e equilíbrio emocional, dinâmicas de estratégias de ensino, recursos e habilidades tecnológicas); exercitando o planejamento.

KATIA MACHADO disse...

O ato de planejar é uma das principais ferramentas sistemáticas para se obter o produto do que pretende realizar e o que se pretende atingir. Na maioria das vezes tudo o que é planejado, pensado, sistematizado e pensado vai implicar em um resultado final satisfatório em relação aos seus objetivos iniciais e finais. É fundamental para o professor entender o que vem a ser o planejamento de ensino, planejamento docente, o plano de aula, o projeto da disciplina a qual ele está inserido, a programação semestral e o projeto pedagógico sejam antes da aula, durante e depois dela. O melhor conceito é o de Regina Passos Leal em que afirma que o planejamento de ensino significa pensar nos objetivos, os conteúdos, os procedimentos metodológicos, a avaliação do aluno e do professor, significa ainda o que se pretende desenvolver? Qual cidadão se deseja formar? Qual sociedade que se pretende ajudar a construir? De todas as etapas deste processo acredito termos dois maiores desafios: um deles é detectar em meio a todos os alunos aquele (s) que não absorveram bem ou não acompanharam o grupo no processo de aprendizagem necessitando de mais atenção e utilização de outros recursos didáticos e outro é como avaliar bem, de forma justa. Construir instrumentos de avaliação ainda é para mim uma das etapas mais difíceis no planejamento didático. Concordo com Regina Barros Leal quando afirma que ainda há muito que se aprender sobre avaliação e ela ainda sugerem que se promova testes, provas, relatórios fazendo o aluno sujeito e protagonista da aprendizagem. De fato este é um processo dinâmico que exige que o professor constantemente se avalie quanto a sua função de docente e que sempre se atualize do ponto de vista didático-pedagógico num permanente processo de educação continuada.

Carminha Raposo disse...

A educação é um processo sistemático e interativo de troca de informações entre pessoas de uma dada comunidade, com o propósito específico de ajudá-las a elaborar conhecimentos e significados, incorporando-os a sua estrutura cognitiva e ao patrimônio cultural coletivo. Desde imemoráveis tempos, sabe-se que cada sistema de educação está claramente relacionados a estados sociais determinados, concretizando e justificando o ideal vista físico, intelectual e moral em que está inserida a sociedade. Logo, no atual contexto do mundo do trabalho em saúde, em função da crescente incorporação de novas tecnologias, há premência do surgimento de propostas para o desenvolvimento e reestruturação tanto do profissional quanto do processo de trabalho (GOMES, et. al 2007). A fragmentação instituída entre os diversos aspectos que compõem a formação integral do médico (trabalho intelectual, estudo, treinamento em Serviços, ética e humanismo) atingiu uma dimensão tal a ponto de motivar a discussão sobre a necessidade da adoção de estratégias que, efetivamente, promovam maior coerência entre o que se ensina e o que é prevalente e relevante no dia-a-dia da assistência às necessidades e demandas das pessoas e das comunidades. Os problemas com os quais a medicina se depara nos dias atuais estão intrinsecamente relacionados com o processo de formação de estudantes, residentes e docentes. Esse aspecto vem sendo reconhecido em todas as partes do mundo, deflagrando-se uma verdadeira reforma universal no campo da educação médica. Segundo Grosseman a relação médico-paciente é um processo especial de interação humana, que é a base da prática clínica em suas dimensões técnica, humanística, ética e estética. Como qualquer processo de interação interpessoal, essa relação é mediada pela comunicação. A reformulação do ensino médico contempla não apenas os conteúdos formativos, mas, sobretudo, pressupõe uma reforma nos aspectos metodológicos, incluindo maior enfoque ao aprendizado com base em problemas clínicos, interação com o paciente e a comunidade desde o início do curso, predominância de atividades práticas sobre as teóricas, trabalho em equipe e maior aproximação com as ciências humanas e sociais (AZEVEDO, et. al. 2007). Um dos maiores desafios para o sucesso dessas mudanças é a
adoção de uma metodologia mais holística e de métodos mais participativos e que ocorra a tríade ensino-aprendizagem-assistência

Marcia Cristina disse...

Gente... parabéns pela participação e profundidade das discussões... Inovar não é fácil, se fosse não teria graça! Todos já são inovadores ao participarem do curso tão ativamente. Percebam que a marca principal deste PROFESSOR INOVADOR é a CORAGEM: para buscar, para conhecer, para refletir, para discutir, para compartilhar, para ensinar enquanto aprende, para assumir-se como APRENDENTE. Por isso, cada um tem um COMPROMISSO com aquele que não teve a chance de ser apresentado a este conhecimento, qual seja, INCLUÍ-LO neste CONHECIMENTO, CONQUISTADO, CONSTRUÍDO, TRANSFORMADO por cada um de vocês ao longo deste curso, através de suas experiências docentes, que COM TODA CERTEZA, já não são as mesmas de ANTES DO CURSO.
Vejam o que cada um diz, se COLOCANDO como SUJEITOS de sua APRENDIZAGEM e como INSTRUMENTOS dessa aprendizagem. Cada postagem de vocês é CONHECIMENTO E REFLEXÃO COMPARTILHADA. Esta postura ATIVA de vocês dialoga com a TEORIA da disciplina e do curso, A TEORIA DA METODOLOGIA ATIVA DE ENSINO-APRENDIZAGEM... É é esta relação coerente entre TEORIA e PRÁTICA que precisamos exercer em nossas vivências como DOCENTE do CURSO MÉDICO. Para CONQUISTARMOS a CONFIANÇA daqueles que são nossos pares e dos discentes para quem existimos, devemos buscar a EXCELÊNCIA. Esta excelência só é possível se DEMONSTRARMOS o que fazemos. Portanto, devemos passar da REFLEXÃO para a AÇÃO... Sejamos ATORES ATIVOS DE NOSSA PRÁTICA DOCENTE, utilizando-nos dos nossos RESULTADOS para PRODUZIR CONHECIMENTO ACERCA DESTA NOSSA DOCÊNCIA, REFLETIDA, PLANEJADA, REPENSADA, RENOVADA E INOVADA. Assim, estaremos tornando a nossa DOCÊNCIA EM SÁUDE, CIÊNCIA. E desta forma, estaremos CONTRIBUINDO para a PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE na UNIVERSIDADE e CONQUISTANDO o ESPAÇO e RESPEITO QUE O DOCENTE E A DOCENCIA MERECEM.

VAMOS REFLETIR PARA O PROXIMO ENCONTRO... PESQUISAR A DOCÊNCIA E PESQUISA NA DOCÊNICA... COMO E POR QUÊ?

Marcia e Cristina Almeida

KATIA MACHADO disse...

Percebo que se tem muito ainda a aprender a ensinar. Lendo e pensando nos desafios do ofício de ensinar fico pensando o quanto importante é para uma instituição de ensino e pesquisa o trabalho em conjunto. A ação de Planejar além de envolver a previsão, a organização, a sistematização e as intenções e intencionalidades, envolve ainda um trabalho de grupo e de interdisciplinaridade. Mais uma vez se evidencia que não se deve andar sozinho nessa caminhada contínua em busca de executar a prática pedagógica e sim deve-se pensar junto, em grupo, trocando idéias e experiências, dando sugestões, ensinando e aprendendo

Gerciane Queiroga disse...

O planejamento é uma ação reflexiva permanente da prática educativa. Ensinar com sabedoria é desenvolver uma pedagogia eficaz, onde se aplica práticas com bom senso e liderança, adotando uma postura etica e crítica. No planejamento didático deve-se reunir objetivos claros e explicitos, recursos tecnicos e didáticos bem utilizados e tecnicas de avaliação de aprendizado bem elaboradas. O docente deve estar apto para trabalhar conflitos e improvisos e poder usar este momento como processo de crescimento coletivo. Todo esse processo torna este ato organizado e sistematizado.

Ariane Brasileiro disse...

A didática das cièncias nos leva a trabalhar a partir da realidade e motivação dos aprendizes, ensinando na teoria e na prática a melhor forma de utilização destes segmentos.razão pela qual é importante mudar a proposta do ensino autoritarista para os novos paradigmas de ensino inivador, progressista que utiliza o conhecimento do aluno. Tentar conquistas estas grande metas é um desafio para o formador e o formando.

Edjaneide disse...

Na realidade temos muitos conhecimentos para apreender e muita coisa para lapidar, organizar um plano de aula atrativo para o discente e que consiga atingir o objetivo da aula não é tarefa fácil, é preciso de muito planejamento e avaliações... além do conhecimento teórico é necessário formar com ética, cidadania.... e concordando com a marcia, é certeza que nossas práticas docentes já não são as mesmas.

Edjaneide disse...

pensando sobre medotologias de ensino representando o conjunto de métodos aplicados a situação didática-pedagógica, mostra o caminho que o docente escolhe para organizar as situações de ensino-aprendizagem.

francijane disse...
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francijane disse...

Edjaneide tem razão quando fala que planejar ações de enino é uma tarefa de grande responsabilidade, uma vez que através do planejamento devemos transformar nossas práticas de ensino para que o aluno se sintra atraido em buscar o conhecimento então planejar de maneira certa e atrativa é um importante momento do processo de ensino-aprendizagem e infelizmente o que vemos em muitos casos não é isso, professores com planos de ensino digo de décadas, pois passei por essa experiencia quando discente não me sentindo nem um pouco estimulada a buscar algo mais sobre os temas propostos, temos que perceber esses equívocos e nunca repeti-los.

Carminha Raposo disse...

A universidade tem vivido crises que têm sido discutidas por inúmeros autores. De todas as crises apontadas (financeira, autonomia, identidade, etc.) destacamos, para nossa reflexão, a crise textual. O trabalho docente caracteriza-se como processos e práticas de produção, organização, difusão e apropriação de conhecimentos que se desenvolvem em espaços educativos escolares e não-escolares, sob determinadas condições históricas. Nesta perspectiva, o docente define-se como um sujeito, em ação e interação com o outro, produtor de saberes na e para a realidade. A docência define-se, pois, como ação educativa que se constitui no ensino-aprendizagem, na pesquisa e na gestão de contextos educativos, na perspectiva da gestão democrática. A ação docente na educação profissional visa à educação das competências e também das sensibilidades, pelo fato de que as pessoas são dotadas de necessidades físicas e psicológicas. E a eficácia do processo educacional se dá à medida que se atende a ambas as necessidades. Freire(2003) destaca a importância de propiciar condições aos educandos, em suas relações uns com os outros ou com o(a) professor(a), de ensaiar a experiência de assumir-se como uma pessoa social e histórica, que pensa, se comunica, tem sonhos, que tem raiva e que ama. Isto despe o agente pedagógico e permite que se rompa a neutralidade do mesmo(a). Acredita que a educação é uma forma de intervenção no mundo, que não é neutra, nem indiferente, mas que pode implicar tanto no desmascaramento da ideologia dominante como mantê-la. A profissionalização da docência, como processo de construção de identidades, é muito complexo e não pode acontecer por decreto ou exclusão; portanto se faz necessário incorporar os docentes na busca e na construção de uma nova representação – de um novo sentido – da docência como atividade profissional.

Carminha Raposo disse...

É importante o planejamento da ação docente flexível e reflexiva por que nada é estático, estamos sempre nos reformulando o que planejamos hoje para amanhã talvez ao revermos percebemos que já não é a mesma coisa. Também pode acontecer que um dos nossos discentes tragam um questionamento ou um assunto que nos faça rever nossas idéias, conceitos e preconceitos, e ai como é que ficamos. Esta discussão é posta por Goergen (2005,p.12), que chama de crise textual a crise que abrange os textos internos da universidade, seus conteúdos, suas formas de ensino, sua relação com a ciência e a tecnologia, com os sentidos éticos e sociais daquilo que faz ou deixa de fazer. A construção dos projetos pedagógicos na universidade tem sido uma tarefa coletivamente vivenciada, e muitas vezes passa por um longo período de gestação intelectual. Como resultado final da pesquisa realizada no âmbito de uma universidade pública em 2004, o que percebemos em muitos projetos pedagógicos analisados é uma preocupação com a formação que dê conta de atender ao mercado de trabalho, numa concepção de universidade que deve formar recursos humanos, sendo que, na maioria dos casos, o conhecimento técnico sobreleva este “humano”. Mas a universidade não é intencionalmente criada para a aquisição de saberes técnicos. É, e deve ser, voltada para a produção de conhecimentos e a formação humana. Que dimensão do humano cabe à universidade formar? Concordamos ainda com Dias Sobrinho (2002, p. 19), quando dimensiona a formação acadêmica para a técnica, a ética, a política, o social, isto é, para todos os aspectos que têm a ver com o desenvolvimento material e espiritual do indivíduo e da sociedade.

pereira disse...

A Pedagogia universitária exige uma postura investigativa , para permitir a construção do conhecimento , sem que necessariamente , o aluno e o professor se transformem em pesquisadores especializados.
Educar (ensinar e aprender) demanda uma postura investigativa , já que o conhecimento é um processo de construção dos objetivos , que precisam ser refeitos , sem o que , não ocorre apropriação , e a sua condição de historicidade do conhecimento , assim , exige do professor e aluno permanente situação de estudo.
Esse complexo processo de construção , exige atenta utilização de uma metodologia , pertinente às peculiaridades do objeto , mas também clara percepções das premissas de seu paradigma epistemológico . Consequentemente , para quem ensina e para quem aprende ciência , o mais relevante passa a ser o domínio desse processo construtivo e não a posse ou apropriação dos produtos disponíveis no acervo cultural da área de conhecimento.
O conhecimento é um processo histórico , coletivo , considerado sob o ponto de vista de sua manifestação e objetivação culturais , por meio de sua prática simbolizadora faz com que os homens descubram novos nexos entre os dados da experiência , e assim , produzam novos conhecimentos.
O conceito geral de ação , por sua vez , denota o processo comum da expressão humana em seu sentido mais genérico.É portanto um processo que só pode desdobrar-se num espaço social e num tempo histórico , tratando-se , portanto , sempre de uma prática histórico-social.
O professor universitário deve se manter sempre estudando , mas através de um planejamento adequado , que exige metodicidade e sistematicidade , para abordar os objetos e manusear referências teóricas pertinentes , pois além de praticar a pesquisa , ele precisa suscitar em seus alunos a postura investigativa.
Tatiana Pelinca

Carminha Raposo disse...

O grande desafio deste início de século está na perspectiva de se desenvolver a autonomia individual em íntima coalizão com o coletivo. A educação deve ser capaz de desencadear uma visão do todo - de interdependência e de transdisciplinaridade -, além de possibilitar a construção de redes de mudanças sociais, com a conseqüente expansão da consciência individual e coletiva. Portanto, um dos seus méritos está, justamente, na crescente tendência à busca de métodos inovadores, que admitam uma prática pedagógica ética, crítica, reflexiva e transformadora, ultrapassando os limites do treinamento puramente técnico, para efetivamente alcançar a formação do homem como um ser histórico, inscrito na dialética da ação-reflexão-ação (DELGADO,2003). As experiências de ensino na área da Saúde ressaltam a importância dessa integração para a qualificação do serviço e da Academia, para o avanço do conhecimento e para benefício da população atendido. Essa visão comum conduz ao desenvolvimento de padrões de excelência assistencial e acadêmica, pois os profissionais, docentes e discentes são impulsionados para o compromisso com a aprendizagem, ao longo da vida, à auto-avaliação e à observação das competências que são colocadas sob constante questionamento e análise. DURAN (1999) avança na relação de indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, quando propõe a extensão com pesquisa ou a pesquisa na extensão. O lócus da extensão é privilegiado para a pesquisa, especialmente a pesquisa-ação que, na própria concepção, prevê a pesquisa com a perspectiva de transformação do contexto em que se trabalha. O enfermeiro, por ser um educador por excelência, deve participar e incentivar as mudanças necessárias para que o cuidar médico dignifique o homem, nas situações de saúde e de doença. Nesse sentido, o médico/educador deve olhar o ensino de maneira renovada, consubstanciada em uma proposta nova, capaz de unir a ciência, a ética, a política e a estética, privilegiando a assistência- docente- discente- paciente-familia e a humanização(MAGALHÃES, 2003)

ivaldocalado disse...

AS MUDANÇAS NA POLITICA DO ENSINO E EDUCAÇÃO ESTABELECE METAS EM QUE O ALUNO PASSA DE RECEPTOR DE INFORMAÇÕES PARA CONSTRUTOR DOS SEUS CONHECIMENTOS,PRINCIPALMENMTE EM FUNÇAÕ DA SUA PRATICA DIARIA.E DE SE ESPERAR VARIAS METODOLOGIA DE ENSINO BASEADA EM TECNICAS PEDAGOGICAS,MAIS NADA TERIA RESULTADO SE A FORMAÇÃO CURRICULAR NAO FOSSE COMPATIVEL.AS SUAS PRATICAS PEDAGOGICAS DEVERIAM SE DESVINCULAR DAS AÇOES DOS DOCENTES EM QUE ,ESTES PERMANECERIAM ENCLAUSURADOS NAS SUAS TRADICIONAIS DISCIPLINAS E AS ENTIDADES DE ENSINO PERMANECERIAM MAIS DISTANTES AINDA DA INTEGRAÇÃO ENSINO/COMUNIDADE/E DA AREA DE SAUDE.O ENSINO A APRENDIZAGEM E A AVALIAÇÃO REQUEREM UM DETALHAMENTO TODO ESPECIAL,PASSANDO POR UMA INTEGRAÇAÕ DINAMICA DOS GESTORES E DO PUBLICO ALVO EM TODOS OS ASPECTOS

Carminha Raposo disse...

Percebe-se que nas falas e nas ações de uma grande maioria de docentes a uma crescente vontade de mudar a maneira de se conduzir o ensino, é também visível uma força maior que interfere na efetivação dessas mudanças, e com certeza o Sistema Único de Saúde é um dos fatores principais para que haja mudanças pois saúde, vida com dignidade é um direito inalienável do individuo e da coletividade.
A docência no Ensino Superior ainda é um desafio, pois nem sempre o professor está disposto a partilhar com os acadêmicos o processo educativo. Democratizar o espaço
da sala de aula, parte do pressuposto de que a prática pedagógica deve ser permeada pela
pesquisa, contribuindo para a descoberta e para o desenvolvimento de uma atitude de
autonomia intelectual. No setor do ensino, revela-se necessário e urgente movimento social, por uma Reforma da Educação que expresse o atendimento dos interesses públicos no cumprimento das responsabilidades de formação acadêmico-científica, ética e humanística para o desempenho tecnoprofissional. O SUS tem assumido papel ativo na reorientação das estratégias e modos de cuidar, tratar e acompanhar a saúde individual e coletiva. Mas não tem sido capaz de provocar importantes repercussões nas estratégias e modos de ensinar e aprender sem que, entretanto, se tenha formulado uma forte potência aos modos de fazer formação. No máximo se interpuseram fatores críticos, ao se revelar a necessidade de re-formar os profissionais para atuar no SUS (CECCIM. et. al 2004). A ‘educação permanente em saúde’ se apóia no conceito de ‘ensino problematizador’ (inserido de maneira crítica na realidade e sem superioridade do educador em relação ao educando) e de ‘aprendizagem significativa’ (interessada nas experiências anteriores e nas vivências pessoais dos alunos, desafiante do desejar aprender mais), ou seja, ensino-aprendizagem embasado na produção de conhecimentos que respondam a perguntas que pertencem ao universo de experiências e vivências de quem aprende e que gerem novas perguntas sobre o ser e o atuar no mundo (CECCIM et. al. 2009)

Ariane Brasileiro disse...

A evolução do ensino tradicional, para os novos paradigmas, onde tem como essência o diálogo professor-aluno-coletivo, como fonte de uma aprendizagem crítica e reflexiva.
Porém o que vemos a nível de medicina, é que os alunos quando chegam nos últimos
Períodos se deparam com o ensino tradicional e a acomodação por vários docentes.
Espero que a progressam deste curso dê frutos produtivo e consiga mudar esta realidade.

Carminha Raposo disse...

O processo-ensino aprendizagem deve usar nova Metodologia Ativa que é estratégia de ensino centrada no estudante, que deixa o papel de receptor passivo e assume o de agente e principal responsável pela sua aprendizagem. Há uma valorização de competências habilidades e valores onde o estudante enxerta um novo saber aos saberes anteriores, salientando que é aquela que envolve o estudante como pessoa, como um todo (idéias, sentimentos, cultura, valores, sociedade). Os novos paradigmas e prodigioso desenvolvimento científico e técnico que caracteriza as Ciências da Vida nos tempos atuais vêm apresentando inúmeros desafios não apenas do ponto de vista operacional e metodológico, mas também no âmbito ético e humanístico. Tais dimensões do fazer científico não podem ser encaradas como elementos meramente “complementares” ou de segunda ordem, elas precisam ser integradas no exercício do pensar, pois respondem à urgente necessidade de ampliação do raciocínio científico. Tal ampliação significa a possibilidade de harmonizar a pesquisa científica com a formação e o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade, ou seja, representa um caminho de reconciliar ciência, técnica e humanização. Ao refletirmos sobre a educação, como um processo de humanização e ética, de inserção crítica na sociedade humana e uma prática historicamente estabelecida, que deve continuamente estar relacionada ao mundo do trabalho. Segundo a fala de TAVARES (2005), interdisciplinaridade é fundamental é um processo e uma filosofia de trabalho que entra em ação na hora de enfrentar os problemas e questões que preocupam a sociedade. A interdisciplinaridade pode também ser entendida como uma proposta entre o conhecimento científico e a complexidade do mundo vivido, visando o entendimento da dicotomia entre a teoria e a prática em diversas áreas de conhecimento, como, por exemplo, a saúde coletiva. A interdisciplinaridade na saúde envolve o biológico e o social, o indivíduo e a comunidade, a política social e econômica, ou seja, a saúde e a doença envolvem condições e razões sócio-históricas e culturais dos indivíduos e grupos. Na área da saúde a integração de conhecimento partilhado tem criado modelos pedagógicos múltiplos para a formação profissional integradora de vários saberes com o intuito de oferecer à população a maior quantidade possível de serviços de saúde com qualidade e inovações tecnológicas. Suas estratégias resultam da combinação de três grandes tipos de ações: a promoção da saúde, a prevenção das enfermidades e acidentes e a atenção curativa.

Marcia Cristina disse...

Então, Ariane, vamos ser multiplicadores! Será nossos exemplos nesta fase e no internato que irá mostrar-lhes o quanto é legal estudar e aprender. Quanto nos preocupamos com isto e o quanto temos nos preparado, com afeto, com firmeza e com dedicação.

Um abraço.

Marcia Cristina

Ariane Brasileiro disse...

Segundo Toffer: a educação era supostamente produzida pelo professor e consumida pelo aluno.A análise deste paradigma foram repetidas pos vários estudiosos no assunto. Os sistema
Educacional desde o século XVIII, até o o presente, é fundamentado na concepção reducionista, analítica, mecanicista e tecnicista.
Porém , o modelo flexneriano e outro adeptos das mesmas ideias mudaram este paradigma, onde o professor não é o senhor pensante e de maior importância no ensino atual, o aluno tem seu espaço crítico na interpretação do ensino, evitando conceitos pré- estabelecidos,

ivaldocalado disse...

O processo de ensino -aprendizagem é muito complexo e podemos dizer que ocorre aprendizagem quando uma pessoa aumenta a sua caoacidade para determinado desempenho.,desenvolve atitudes e habilidades para uma determinada experiencia.O professor preocupado com o aprendizado deve observar que entre os alunos existem diferenças significativas em relação ao aprendizado.Isto nos percebemos facilmente no dia a dia com os alunos ,alunos que aprendem mais facilmente,e outros que manifestam dificuldade no seu aprendizado.O aluno do curso medico na graduaçao é preciso ter antes de tudo motivação para o seu aprendizado teorico e pratico,principalmente este que requer habilidades tanto do professor quanto do aluno.Os alunos passivos com ceteza terao mais dificuldade no aprendizado.O professor precisa ter habilidades em transferir os seus conhecimentos.É preciso ter perseverança no ensinar,estimular aqueles que por um motivo ou outro estao com dificuldades.Na nossa disciplina(propedeutica medica),os nossos indice de reprovaçaõ entre os alunos é relativamente baixo,mas as vezes existe situações inexplicaveis;exemplo temos um aluno que ja repete o modulo há cerca de 8/9anos,em outros regimento das Faculdades Medicas este aluno ja teria sido jubilado,como esta situação não mais existe no nosso regimento,permanecemos ineficazes a esta situação.Um aspecto importante do aprendizado é o fornecimento por parte do aluno do feedback ,principalmente raciocinando que o professor devera em muitas situaçoes ter um papel de receptor,e ai entender melhor o que ele esta transmitindo.Portanto muitas vezes o professor deve utilizar varias estrategias de ensino-aprendizagem,e tambem crtificar-se de que ela esta sendo adequada ao seu publico alvo.