Nosso último encontro foi muito rico e gratificante. Continuemos refletindo e aprofundando nossos conhecimentos no Blog.
O autor Antonio Joaquim Severino em seu Texto Docência Universitária: a pesquisa como princípio pedagógico defende que “na Universidade, a docência e a aprendizagem só serão significativas, se forem sustentadas por uma permanente atividade de construção do conhecimento. O professor precisa da prática da pesquisa para ensinar eficazmente;
o aluno precisa dela para aprender eficaz e significativamente; a comunidade precisa da pesquisa para poder dispor de produtos do conhecimento; e a Universidade precisa da pesquisa para ser mediadora da educação. O aluno só consegue aprender significativamente, se sua aprendizagem se der como construção do conhecimento”. Eu diria mais ainda, quem persegue a profissionalidade docente não pode abrir mão da Pesquisa na e sobre a sua prática docente. A utilização da pesquisa como princípio pedagógico exige planejamento e sistematização da ação didática. Uma vez sistematizada, esta pode ser investigada, avaliada e seus resultados da mesma forma investigados e avaliados. Portanto, podem ser mensurados.
A partir de sua leitura deste texto e do de Maria Isabel da Cunha, bem como de nossas discussões em sala de aula, como poderíamos cada um incluir a PESQUISA como princípio pedagógico em nossas práticas?
Marcia e Maria Cristina.
108 comentários:
E importante, do ponto de vista da docência, deixar claro que o professor necessita planejar, refletir sobre sua ação, pensar sobre o que faz, antes, durante e depois. O ensino superior tem características muito próprias porque objetiva a formação do cidadão, do profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida. É importante salientar que a investigação parte do pressuposto de que existe um processo de aquisição de conhecimento prático diferenciado de acordo com os contextos formativos. Nesta perspectiva, a primeira parte levanta elementos para fundamentar a importância da pesquisa-ação na análise do trabalho docente, abordando as formas de articulação da pesquisa e da ação como estratégia de aprendizagem profissional. Nessa perspectiva é importante fazer uma reflexão mais rigorosa da formação do professor universitário. Diferentemente dos outros graus de ensino, esse professor se constituiu, historicamente, tendo como base a profissão paralela que exerce ou exercia no mundo do trabalho. A idéia de que quem sabe fazer sabe ensinar deu sustentação à lógica do recrutamento dos docentes (CUNHA, 2004). O desafio da indissociabilidade do ensino com a pesquisa nos cursos de graduação continua presente na universidade. A teoria pedagógica, nestes últimos anos, tem enfatizado, que o aluno é o centro do processo ensino – aprendizagem e que é nele que as estruturas cognitivas precisam se formar. Numa aprendizagem significativas, é ele o principal ator, interagindo com a cultura sistematizada de forma ativa, como partícipe do próprio processo que se constrói (CUNHA, 1996). Segundo Severino o professor precisa de prática da pesquisa para ensinar eficazmente; o aluno precisa dela para aprender eficaz e significativamente; a comunidade precisa da pesquisa para poder dispor de produtos do conhecimento; e a Universidade precisa da pesquisa para ser mediadora da educação. O aluno só consegue aprender significativamente, se sua aprendizagem se der como construção do conhecimento.
Infelizmente precisei trablhar na campanha de vacinação no sábado 18/06 e não pude comparecer a aula. Li o texto do professor Severino e estou enviando um comentário.
O professor universitário, precisa envolver-se com a prática da pesquisa para dar conta de sua atividade docente, pois sendo o conhecimento uma atividade de construção, a aprendizagem envolve necessariamente a prática. É preciso que o professor adote e estimule o aluno a adotar uma postura investigativa permanente, aprendendo a pesquisar pesquisando. Um bom professor não pode se limitar a dar aulas expositivas durante toda a carga horária do seu curso e apenas no final do período solicitar ao aluno que faça pesquisa para o trabalho de conclusão do curso, é preciso transmitir ensino mediante postura de pesquisa, a formação humana é também um processo histórico, em que um estágio prático alcançado serve de base para se alcançar o próximo.
Por ser responsável pela construção do conhecimento, a pesquisa assume papel preponderante no conjunto das atividades da universidade, que busca cumprir suas finalidades. Não pode ocorrer aprendizagem, se o aprendiz não incorpora os processos de construção do conhecimento. Segundo Severino “ Na Universidade, ensino, pesquisa e extensão efetivamente se articulam, mas a partir da pesquisa, ou seja, só se aprende, só se ensina, pesquisando, construindo conhecimento; só se presta serviços à comunidade, se tais serviços nascerem e se nutrirem da pesquisa. Impõe-se partir de uma equação de acordo com a qual educar (ensinar e aprender) significa conhecer; e conhecer, por sua vez, significa construir o objeto; mas construir o objeto significa pesquisar. Por isso mesmo, também na Universidade, a aprendizagem, a docência, a ensinagem, só serão significativas se forem sustentadas por uma permanente atividade de construção do conhecimento. Ambos, professor e aluno, precisam da pesquisa para bem conduzir um ensino eficaz e para ter um aprendizado significativo.”
Ao ler os textos observei que o professor precisa esta sempre se atualizando, como diz paulo freire “somos seres inacabados”, por isso é necessário que o mesmo esteja em permanente situação de estudo, e está consciente que o saber é o produto de uma longa cominhada, um longo processo de construção. Não que o professor e o aluno precisem se transfomar em pesquisadores especializados, mas de ter suas práticas voltadas para prática investigativa. Tendo em vista que, a pesquisa é um elemento importante para o professor, aluno, universidade e também para comunidade que isuflui dos resultados alcançados,sendo assim o professor e aluno precisam estarem ligados a pesquisa para acompanhar o desenvolvimento histórico do conhecimento e para que o conhecimento se realize como construção do objeto.
Venho em minha prática buscando ainda mais a pesquisa e adaptando-a a minha realidade, percebo a grande diferença que ela já faz em minha realidade, vejo ainda que os professores vem mudando sua prática, e a cada dia rompendo com a proposta tradicional em busca de melhorar seus conhecimentos engressando no caminho da pesquisa.
Os textos lidos corroboram com o que Paulo freire nos traz em pedagogia da autonomia, que somos seres inacabados necessitando sempre de aprimoramento, não podemos considerar que detemos todos os saberes temos sempre que buscar o novo,buscar o novo sem desconsiderar o saberes já existentes, e para buscar o novo precisamos pesquisar e o professor deve sempre estar hábito com os saberes de suas disciplinas e ao mesmo tempo estimular seus alunos a também através da pesquisa construir um novo conhecimento o seu próprio.
O texto de Maria Isabel da Cunha refere o desafio da indissociabilidade do ensino com a pesquisa nos cursos de graduação na Universidade e sendo a USF (unidade de saúde da família) uma extensão da UPE a nossa atuação encontra-se inserida neste processo.
A nossa prática docente na USF é realizada em constante dinâmica de variáveis (condições socioeconômicos, agravos da saúde, condições ambientais, etc), que exige uma postura reflexiva diante de nossas ações que devem ser precedidas de um planejamento que embora não perca seu objetivo (saúde global-construção do conhecimento), deverá ser flexível e isso, também, requer pesquisa.
Ao acolhermos os alunos, na USF, devemos orientá-los quanto a importância da comunidade na construção do conhecimento juntamente a pesquisa de forma integrada.
“Ensinar e aprender envolve a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, No entanto, tenho observado a ausência desta afirmação em várias práticas docentes, seja por resistência a mudanças de suas práticas (repetitivas - tradicional) ou pela falta de oportunidade de estar refletindo sua ação docente(a exemplo, deste curso que vivenciamos).
Considerando que, embora não seja único elemento significativo do processo, o professor é o agente principal das decisões no campo pedagógico.
Na nossa prática podemos estimular os aprendizes a desenvolver: qualidades humanas e afetivas, desejo pela pesquisa, habilidades técnicas e para o ensino, vislumbrando a arte de ensinar num futuro próximo.
A docência integrada à pesquisa, inclusive da docência, permite aprender com colegas de trabalho, alunos, comunidade e de, refletindo sobre a própria docência, reformularem sua forma de pensar e agir. Entretanto, concordo com a análise da pesquisa, da autora citada, de que é importante a existência de uma estrutura de apoio que auxilie a reflexão/reconstrução.
Diante da realidade das USF é importante favorecer a articulação do trabalho coletivo e da reflexão rigorosa sobre o processo de ensino e sobre as condições em que os mesmos acontecem, de acordo com o texto acima citado.
Através da nossa prática docente associada à pesquisa perceberemos o alunato, produzindo conhecimentos considerando que ambos aprendem e ambos ensinam, cada um, no exercício de seu papel, além destes (discentes) poderem vivenciar na USF experiências interdisciplinares / prática multidisciplinar ( ESF, NASF, RMISF, CAPS, PSA e outros).
O texto de Antônio Joaquim Severino faz questão de frisar que a pesquisa a qual referimo-nos não implica naquela realizada no instituto especializado de pesquisa e sim nesta que assume função essencialmente pedagógica onde o professor estimula a aprendizagem mediante uma postura investigativa.
“É preciso manter-se permanentemente atualizado, não porque a formação inicial possa ter sido falha, incompleta, lacunar, mas porque o conhecimento desenvolve-se constantemente, ao longo da temporalidade, e porque o processo de internalização, de apropriação de tudo aquilo que conhecemos pressupõe sempre um processo construtivo”. Embora concorde plenamente com a afirmação acima e busque-a, sinto a sua falta na efetivação da estratégia da saúde da família onde a sobrecarga do número de famílias e atribuições acabam-se sobrepondo ao processo da educação continuada, entretanto isto não deverá interferir em nossa docência.
HAVIA POSTADO NA 2ª parte.
A Pedagogia universitária exige uma postura investigativa , para permitir a construção do conhecimento , sem que necessariamente , o aluno e o professor se transformem em pesquisadores especializados.
Educar (ensinar e aprender) demanda uma postura investigativa , já que o conhecimento é um processo de construção dos objetivos , que precisam ser refeitos , sem o que , não ocorre apropriação , e a sua condição de historicidade do conhecimento , assim , exige do professor e aluno permanente situação de estudo.
Esse complexo processo de construção , exige atenta utilização de uma metodologia , pertinente às peculiaridades do objeto , mas também clara percepções das premissas de seu paradigma epistemológico . Consequentemente , para quem ensina e para quem aprende ciência , o mais relevante passa a ser o domínio desse processo construtivo e não a posse ou apropriação dos produtos disponíveis no acervo cultural da área de conhecimento.
O conhecimento é um processo histórico , coletivo , considerado sob o ponto de vista de sua manifestação e objetivação culturais , por meio de sua prática simbolizadora faz com que os homens descubram novos nexos entre os dados da experiência , e assim , produzam novos conhecimentos.
O conceito geral de ação , por sua vez , denota o processo comum da expressão humana em seu sentido mais genérico.É portanto um processo que só pode desdobrar-se num espaço social e num tempo histórico , tratando-se , portanto , sempre de uma prática histórico-social.
O professor universitário deve se manter sempre estudando , mas através de um planejamento adequado , que exige metodicidade e sistematicidade , para abordar os objetos e manusear referências teóricas pertinentes , pois além de praticar a pesquisa , ele precisa suscitar em seus alunos a postura investigativa.
Tatiana Pelinca
Em relação ao texto de Antonio Joaquim Severino,constatamos como quem lida com o processo de ensino com produção do conhecimento é complexo a sua realização e inumeras são as variaveis que estaõ relacionadas com o docente e o discente.Constatamos tambem o quanto é importante o perfil do processo envolvido com a postura investigativa,e que esta aparece como um componente importantissimo para o apoio a pedagogia universitaria de ensino.A construção do conhecimento,e a construção do objeto de pesquisa,envolve parametros epistemologicos e metodologicos de tecnicas especificas,que nem sempre dependem de tecnologias de ponta.A base do conhecimento teorico-historicidade) e pratico(práxis),vão expressar o fazer pratico.Varios requisitos são necessarios para o professor com postura investigativa.Percebemos claramente no nosso dia a dia da docencia o quanto estamos muito aquem da pratica investigativa ideal.Deveremos refletir e procurar sempre transmitir o ensino mediante uma postura investigativa.E necessario que existam requisitos basicos para a pratica da pesquisa(o papel curricular,o papel politico educacional,as teorias do conhecimento epistemologico,e o papel da pratica e da teoria).A integração dos varios agentes(professores de disciplinas,de modulos,gestores,coordenadores etc..)deverão funcionar para que se possa planejar,discutir,executar e avaliar a nossa pratica da produção do conhecimento que seria o nosso produto final.
Ao lermos o artigo de Maria Izabel Cunha,,percebemos os varios fatores que interferem na produção do conhecimento na universidade e tambem o papel do seu agente realizador ,o professor.Nao é possivel se fazer a separação entre o ensino ,a pesquisa a extensão e o aluno.A construção do conhecimento passa pela integração de todos estes componentes.Na universidade, paradigmas dominantes estao dando lugar ao paradigma emergente,ou atual,inovador e nao dualista.O professor(AGENTE PRINCIPAL DA PRATICA PEDAGOGICA) precisa estimular o aluno a fazer pesquisa,ressaltando que ainda não apareceu o professor que consiga desenvolver grandes habilidades intectuais no aluno(paradigma emergente),isto é um desafio permanente..Ainda temos duvidas de quais qualidades devem prevaler no professor ideal.A origem da pesquisa na universidade passa pela implantação dos paradigmas novos de produção do conhecimento,paradigmas estes que são resultado da transição do paradigma dominante para o emergente.O estudo do professor no seu cotidiano,avalia a sua metodologia,os elementos utilizados por este,e a sua pratica pedagogica diaria, oriunda muitas vezes dos relatos dos alunos,e porque não dizer da empatia com estes,e ressaltando aquela possibilidade de que o aluno pode ate mesmo contruir o seu proprio conhecimento.O conteudo utilizado pelos professores na sala de aula ,compoe-se de diversos itens e ferramentas de aprendizagem.A SUA FORMA DE AVALIAR É MUITAS VEZES DIFICIL ,COMPLEXA E COMPLICADA;no entanto sabemos que no seu processo do dia a dia do ensinar ,muitas vezes o conteudo tematico permanece o mesmo mais a turma difere a cada periodo,e o processo do ensinar deve ser novo e renovado continuamente
O ensino com pesquisa é um desafio do nosso dia a dia.É preciso estarmos atento as varias opçoes oferecidas por nos e para os nossos discentes.E dificil muitas vezes juntarmos as nossa atividades(ensino/pesquisa e extensão),principalmente quando os nossos componentes curriculares dificultam essa associação.O perfil do professor pesquisador precisa ser bem trabalhado e bem aproveitado,principalmente quando seus objetivos envolvem a graduação e as pos-graduaçoes.O estabelecimento de metas que objetivam o apoio a graduação muitas vezes passa por obstaculos imensos,que relacionam-se diretamente com os professores.As revisoes dos processos politicos pedagogicos,deveriam ser bem estruturadas e orientadas para apoiar ,as bases dos componentes curriculares para obtermos o produto final que é a indissociabilidade do ensino e da pesquisa
SOBBRE O TEXTO DE IZABEL DA CUNHA
partindo de um relato de um professor envolvido na pesquisa da universidade de Pelotas, ahei interessante quando ele cita ¨havia uma tendencia em achar que os problemas de aprendizagem eram sempre meus, nunca coloquei a questão no professor. Nunca reclamava. era o clima da epoca ¨. Esta realidade remonta minha epoca de aluna, as mesmas angustias nós sentíamos. De quem era a culpa?
Hoje sequer podemos entender um ensino voltado para o docente e suas vaidades. principalmente quando pensamos em associar o ensino com a pesquisa e um terceiro ator que seria a comunidade. Isto acontece quando estamos no PET. O olhar do pesquisador/ profissional da ponta modifica e ele se inclui mais ainda na academia , desta vez como produtor de pesquisa. Em relação ao texto de IZABEL, acho válido comentar :
- os relatos da insatisfação do docentes com a prática docente realizada por eles.
- dificuldade deles de associar o que se pesquisa eo que se ensina
- um ponto muito importante para a mudança no processo ensino/pesquisa foi o apoio da associação pedagogica universitaria
- o trabalho em equipe dos professores.
mudar paradigmas não é facil sem apoio e trabalho em equipe principalmente em instituições de ensino com muitos docentes acomodados e sem vontade de mudar e de conhecer o novo.
Texto Ensino com Pesquisa de Maria Izabel da Cunha
Trazendo mais uma vez as colocações de Paulo Freire quando refere que não há ensino sem pesquisa, a autora deste texto traz novamente esta afirmação enfatizando a indissociabilidade do ensino / pesquisa. Refletindo a nossa prática constatamos a cada momento como isso é relevante quando nos dispomos a realizar um trabalho com seriedade. É bom verificar que na teoria pedagógica atual o centro do processo ensino aprendizagem deixa de ser o professor, o dono saber, passando a ser o aluno o protagonista do processo. No entanto ainda há dados que mostram que em cursos de graduação a idéia do ensino com pesquisa ainda é negado, encontrando-se uma concepção positivista neles, onde a ciência é marcada por certezas, sendo o conhecimento tido como acabado e descontextualizado, e a disciplina intelectual, tida como a reprodução de palavras, textos e experiências do professor; a memória é explorada e privilegiada; resposta única e verdadeira (pensamento convergente);levando-se em conta a quantidade de aulas ministradas; Professor ocupando o lugar de principal fonte de informação; pesquisa encarada como fora do alcance de alunos de graduação. Pensando sobre todos esses aspectos temos uma maior e melhor compreensão de como realizar uma prática pedagógica do ensino superior, fazendo diferente. Precisamos dia a dia considerar a pesquisa como instrumento do ensino superior, iniciando desde a graduação, quando, talvez, seja o momento que o educando ainda encontre-se aberto a mudanças de paradigmas.
Acredito que o professor médico que trabalha com o estudante o processo ensino aprendizagem terá mais chance de despertar nos alunos uma atuação reflexiva e de interesse por pesquisas se durante a prática ao receber o paciente, apresenta-lo aos estudantes, conduzir um diálogo com paciente e estudantes e indicar sites e sugerir o aprofundamento dos assuntos abordados.
É importante que o aluno seja o centro do processo ensino aprendizagem.
Na pesquisa desenvolvida pela professora Maria Isabel da Cunha sobre Ensino com Pesquisa: A Prática do Professor Universitário, há várias informações que merecem nossa reflexão a exemplo de :
-É importante que o professor valorizar a curiosidade, o questionamento, a incerteza e estimule a análise, a capacidade de compor e recompor dados informações, argumentos e idéias
-Paulo Freire defendia a concepção libertadora da educação
O estudo de Maria Isabel da Cunha destaca a importância do professor como elemento fundamental para favorecer a mudança pela sua condição de dar direção a prática pedagógica que desenvolve. O professor tem sido o principal responsável pelas decisões universitárias.
Professores que participaram da pesquisa prestaram depoimentos afirmando ter sido bom a realização de um trabalho coletivo, concluíram que aprenderam que a verdade é relativa e isto ajuda o relacionamento dentro da universidade.
Concordo com Antônio Joaquim Severino quando este afirma que “O professor precisa da prática da pesquisa para ensinar eficazmente”
A pesquisa é uma constante no dia a dia do professor, faz-se presente para que este esteja atualizado sobre os assuntos a serem abordados em aula, é necessária para que possa desenvolver junto aos alunos novas descobertas, é necessária para que o mesmo possa avaliar se as técnicas , métodos utilizados durante as aulas são assimiladas pelos estudantes e se estão produzindo nestes a capacidade de desenvolver novos saberes, gerando reflexões, questionamentos , motivação para pesquisas. Para pesquisa de qualidade é preciso planejamento, ação sistemática, capacidade de avaliação, construção de novos conhecimentos.
ROSALY
São muitas as reflexões em torno do papel das analogias como ferramenta didática na construção do conhecimento de forma a aprimorar e enriquecer as informações adquiridas. Nos últimos dez anos, o ensino médico no Brasil tem sido objeto de intensas discussões visando conhecer a diversidade das condições em que ocorram avaliá-lo por critérios construídos por seus agentes sociais e propor mudanças. A influência do mercado de trabalho e da adoção de recursos tecnológicos cada vez mais avançados na prática médica traz reflexos inegáveis para o ensino.
Além disso, no desenrolar do processo, o estudante se beneficia com o estreito contato individual com o docente. Cada orientador passa a constituir-se um paradigma e, por outro lado, este tipo de interação pessoal permite uma rápida detecção de problemas individuais ou coletivos ao criar um canal de comunicação direta entre o aluno e o corpo docente. É importante relatar que não se tem como objetivo principal que o estudante do curso de Medicina se transforme em pesquisador científico, mas sim pelo fato da oportunidade de que possa iniciar método da observação rigorosa e que possa desenvolver um espírito crítico. Espera-se como resultado deste fato, estimular discussões que possa levar à implantação de um currículo mais moderno que permita atender melhor à evolução dos campos do conhecimento médico.
A pesquisa no ensino médico pode ter talvez, um efeito mais formativo que informativo, preparando o aluno para a auto-aprendizagem (que deverá desenvolver como forma de educação continuada após formar-se médico). No curso de Medicina, tal como estava programado, havia muito ensino (atividade que o docente organiza e impõe), restando ao aluno pouco tempo à aprendizagem (constituída pela série de processos mentais que o estudante desenvolve para alcançar o conhecimento). Não se deve esperar que o aluno aprenda tão-somente aquilo que se conhece hoje sobre determinado assunto, mas deve-se conseguir que ele esteja capacitado para absorver o conhecimento novo que estará a sua disposição no futuro. Pois educar não consiste apenas em oferecer informações; é preciso que o estudante seja capaz de julgar a informação.
Blog sobre as idéias de Joaquim Antônio Severino
Cadernos de Pedagogia Universitária 3,
Ensino e Pesquisa na docência universitária: caminhos para a integração.
USP, Pró-Reitoria de Graduação
Na concepção de Joaquim Antônio Severino todo conhecimento ou construção do saber é, necessariamente, produto da prática. Por outras palavras, o fazer ou processo do saber deriva substancialmente da investigação incessante, obstinada e construtiva.
Na Universidade, a docência, o ensino-aprendizagem apenas terão significado quando amparados pela construção do conhecimento com suporte investigativo. Não se trata, como é óbvio, de converter todo docente em pesquisador. Aliás, a pesquisa é uma atividade que requer acima de tudo vocação e habilidades específicas. Nesse caso, o que se discute aqui é a prática docente. Igualmente, a consciência de que o conhecimento é algo cumulativo e contínuo. É um processo sem saltos e sobressaltos. Depende de busca incessante fundada em dados já consolidados ao longo do tempo. Deste processo faz parte a interação comunicativa e a capacidade de relação democrática. Em outro dizer, a prática do respeito pela crítica construtiva, a liberdade de externar opiniões e a visão da educação como um contrato entre docente e aluno - - sem o componente autoritário – devem ser interpretados como condição sine qua non do ato de aprender. Nesse aspecto não se deve confundir autoritarismo com autoridade nem tampouco libertinagem com liberdade. Autoridade e liberdade têm, na educação, significados positivos e próprios que não podem ser discutidos neste texto para não fugir aos objetivos fixados para a tarefa confiada ao aluno.
Ariane da Silva Brasileiro
ao pensar na importância do ensino e na indissociabilidade da pesquisa no ensino, vemos o quanto é importante a pesquisa para o aprimoramento do ensino-aprendizagem pois é um modo de atualização docente e de aprender fazendo, motivando também os discentes a procurar o conhecimento.
O texto de Maria Isabel da Cunha sobre o desafio de integrar o ensino e pesquisa nas universidades reflete que esta indissociabilidade ensino-pesquisa de fato só vai acontecer quando houver quebra de paradigmas não apenas do docente, mas também dos alunos e de todas as estruturas do poder dentro da sociedade. Deslocando o papel principal deste contexto para o aluno e é nele que acontecerá o processo mais amplo e indivisível da indissocialização do ensino com a pesquisa. As discussões dentro da universidade segundo esta autora e que também percebo é que são fragmentadas e um todo nunca é visto por todos como um todo; ou se faz dentro da perspectiva histórico-política a universidade ou relata estas discussões relatam aspectos puramente didáticos dificultando esta integração.
Como poderíamos cada um incluir a PESQUISA como princípio pedagógico em nossas práticas?
Concordo e muito com a relação já falada por colegas entre pesquisa e a pedagogia da autonomia de Paulo Freire. É através da pesquisa que o médico poderá buscar as informações necessárias para resolução de suas dúvidas no dia-a-dia,aprimorando conhecimentos e habilidades, atualizando-se,tendo autonomia. Na nossa prática, em especial na minha, troco de alunos a cada 15/30 dias, e estou tendo dificuldade para utilizar a pesquisa. Talvez, possamos usar recursos de internet via celular dos próprios alunos para que eles possam solucionar diagnósticos ou aprimorar tratamentos. Poderia também ser sugerida alguma pesquisa para casa com revisão curta de determinados assuntos ou casos vivenciados.Vou tentar pensar em algo mais criativo e dinâmico pois a pesquisa na minha prática tem que ser relâmpago e indissociável do desenvolvimento de habilidades tecnológicas.
O texto de Antonio Joaquim é muito interessante e atual onde mostra grande importancia da pesquisa na prática Universitaria, tanto para o professor quanto para o aluno, com o objetivo de ensinar e aprender eficazmente. Hoje é primordial se adotar uma postura investigativa para alcançar um ensino-aprendizagem satisfatorio. O professor e o aluno devem acompanhar o desenvolvimento do saber em sua area como atividade sistemática de estudo.
O conhecimento é resultante de um processo historico, ou seja, de um trabalho construido ao longo do tempo. É preciso manter-se sempre atualizado, ser um estudioso.
"A Universidade é um lugar de construção de conhecimento, lugar privilegiado de pesquisa".
Essa prática deveria ser adotada bem mais cedo, desde a entrada do aluno na escola. Se o estudante adotasse essa postura investigativa desde a educação infantil, quando tivesse acesso a universidade, teria muito mais facilidade e teria a pesquisa como rotina em toda sua vida.
Sobre o texto de Severino
¨aprender è necessariamente, uma forma de praticar conhecimento, é apropiar-se de seus processod especificos.... daí a importancia da pesquisa ....
para nós o idael seria termos tempo para pesquisar mais, realizar pesquisas em conjunto com nossos alunos na atenção basica sem nos preocuparmos em dar conta de muitas coisas ao mesmo tempo.
O texto é muito claro quando nos fala da pesquisa como produção e repasse de conhecimento pata todos e inclusive para a universidade. seria uma utopia, nõs das USFs começarmos realmente a pesquisar junto a universidade ?
ainda no texto o autor cita a responsabilidade do docente na realização da pesquisa suscitando nos alunos uma postura investigativa e ao inves da sala de aula por que não nossas USFs, seremm campo de pesquisa ?
É preciso pararmos e refletirmos para tentar mudar a nossa realidade de fazermos sempre as mesmas coisas sem noção e sem pensarmos em PESQUISAR DE VERDADE EM NOSSOS SERVIÇOS
É essencial a pesquisa pra uma boa pratica profissional, isto é notorio, e para que a pesquisa torne-se parte do contidianoe de todas as partes envolvidas no processo de ensino, é primordial o planejamento de açoes e a escolha do melhor metodo e melhor hora de insentivo a pesquisa em nossas vidas, como seres inacabados,em constante aprendizado é a pesquisa que nos lapida e nos torna melhores e mais preparados e criticoa a cada dia.
O ato de pesquisar leva a constantes descobertas, pois busca agir de forma construtiva gerando contradições que permitem discussões que ajudam na formação de cidadãos profissionais. O docente pesquisador não é aquele que acumula dados, mas sobretudo o é quem questiona a realidade. A pesquisa não copia a realidade, é através dela que podemos reconstruí-la conforme nossos anseios e interesses. Segundo Freire (2008) é papel do docente reforçar a capacidade crítica e a curiosidade no educando.
Sidinei Pithan da Silva (2009) em Pesquisa Como Princípio Educativo nos fala que: “ o trabalho docente tem como objetivo fundamental aproximar o aluno e a pesquisa, estabelecendo um constante espírito de descoberta, de inquietudes frente as verdades acabadas; gerando contradições nos fatos contribuindo dessa forma, para uma síntese entre o vivido e o pensado”.
Fátima foi muito coerente quando fala que em muitos momentos não nos é permitido parar para pesquisarmos porém temos que de alguma maneira reivindicar esse direito, pois afinal estamos atuando também para contribuição em uma formação e para sermos bom professores temos que pesquisar.
Muito boas as colocações de todos no Blog. Fico feliz de perceber que todos estão lendo e exercendo as reflexões de Paulo Freire: refletir a partir de sua visão de mundo, construindo seu conhecimento de forma crítica, a partir de sua própria vivência, de sua prática.
Como disse Carol, Fátima e Rosaly, precisamos sim refletir sobre nossas realidades e possibilidades para gerar novas possibilidades e assim modificar nossos ambientes de ensino, como for possível, com o que for possível, sem heroísmos ou angústias.
Severino em seu texto chama isso de PRÁTICA TEÓRICA: “Prática porque expressa um FAZER, um PRODUZIR RESULTADOS no plano da OBJETIVIDADE, enquanto a TEORIA expressa um SABER, uma REPRESENTAÇÃO IDEAL”. Contudo, a própria TEORIZAÇÃO pode ser ENTENDIDA COMO UM PROCESSO PRÁTICO, porque IMPLICA EM UM FAZER.
É isso que estamos fazendo, buscando uma PRÁTICA TEÓRICA, tentando abandonar a prática não pensada, sem sentido, um FAZER POR FAZER, por uma PRÁTICA TEÓRICA, pensada, refletida, com objetividade, com finalidades antecipadas, quais sejam o APRENDIZADO SIGNIFICATIVO dos nossos aprendizes.
Como tornar esta PRÁTICA TEÓRICA uma realidade em nossa prática docente? Como despertar em nossos alunos a POSTURA INVESTIGATIVA, também citada nas postagens a partir da leitura de Severino?
A tarefa da semana para as próximas postagens é fazer o exercício de pensar uma atividade de ensino com seus alunos que use desta ferramenta metodológica sugerida por Severino e Cunha, mas de forma objetiva e viável.
Vamos exercitar!
Marcia e Maria Cristina
Estou enviando trechos de um texto muito interessante que li sobre a pesquisa na construção do conhecimento. O texto é Aprendizagem e conhecimento escolar:a interface pesquisa e docência de Jefferson Ildefonso da Silva.
No processo de produção do conhecimento, o produto só se
perfaz na apropriação do saber pelo próprio sujeito. O processo se
corrompe quando o aluno se torna detentor somente das sobras
do conhecimento, de um saber que não surgiu de seu processo e
que assim não tem condições de se tornar dele. Nesse sentido Ortega
y Gasset (1966) diz que o estudar se torna alienação que faz do
aluno um ser falso. Ele está diante da ciência pronta, em situação totalmente diferente daqueles que a criaram. Está cortado para ele o caminho da criatividade e da reconstrução necessária ao autêntico saber, a pesquisa, ao possibilitar a reconstrução da ciência, abre
espaço para que o estudante se faça sujeito criador e apropriador
do produto do estudar e recupere sua identidade.
De sua parte, o professor se sente atraído pela pesquisa como
seu instrumento primordial de conduzir o aluno à construção do
conhecimento e à produção das condições necessárias ao
desenvolvimento e reelaboração daqueles conhecimentos. O
ensinar pela pesquisa lhe dá as condições de se postar como
parceiro e como condutor competente da ação conjunta.
O professor necessita de adquirir domínio da ciência pedagógica a
fim de intervir eficazmente no campo real. Isso não passa apenas
pela aquisição de conhecimentos, mas fundamentalmente pela
mudança de atitudes, por novos hábitos de rigor e de cientificidade,
que lhe proporcionem um distanciamento na análise dos
fenómenos que o envolvem e sobre os quais terá de atuar. Ora, só
a iniciação na investigação lhe permitirá operar essa mudança de
atitudes (ESTRELA, 1992, p. 59-60).
Vamos pesquisar e estimular nossos estudantes para a pesquisa. O conhecimento construído jamais será esquecido.
Concordo com Tatiana Pelinca quando refere-se a necessidade de planejamento adequado pelo professor universitário, buscando sempre contextualizar a teoria com a prática de forma motivadora, fomentando cada vez mais ao discente a busca pela pesquisa.
Muito bem Lúcia, importante ampliar a leitura além dos textos disponibilizados, sempre que possível. Aproveito o seu convite e junto-o ao meu.
Pensemos cada uma em uma forma objetiva de usar esta ferramenta em nossa prática docente diária. Como fazer para os nossos alunos terem a curiosidade epistemológica das coisas, sentirem-se estimulados a buscar as respostas, construir uma reflexão em cima de um conteúdo e elaborar uma conclusão crítica.
Vamos lá! Vamos contribuir com a prática de cada um. Vamos fazer do Blog uma rede de ajuda mútua entre docentes em constante formação. Usemos esta ferramenta de ensino, aprendizagem e discussão para construirmos nossas PRÁTICAS TEÓRICAS.
Marcia e Maria Cristina.
Texto Pesquisando e ensinando de Severino Joaquim
No texto de Severino várias colocações chamaram-me a atenção: “...a universidade, a docência e a aprendizagem só serão significativas, se forem sustentadas por uma permanente atividade de construção do conhecimento”. Sendo esse conhecimento um processo de construção dos objetos e não sua representação, e, o produto de uma prática histórica e social. É muito interessante termos contato com esta visão trazida pelo autor, que vai de encontro com idéias outrora aceitas. Apesar de, o conhecimento ser considerado pelo autor como ferramenta de intervenção no mundo natural e social, ele está em constante mudança, não tendo rigidez de uma ferramenta. E ainda insiste Severino que a aprendizagem no ensino superior envolve necessariamente a prática da pesquisa, exigência imposta ao aluno, aumentando a responsabilidade dos docentes a incentivar uma postura investigativa no discente. Ao ler o texto de Severino e refletindo sobre a pesquisa, aprendizagem e conhecimento, deparo-me novamente com a indiscutível e relevante importância desses aspectos para a prática da docência.
Então, Karla e demais 'blogueiros', o objetivo do texto foi provocar estas reflexões para que tragam implicações em suas práticas do dia a dia. Como disse, que sejam um espelho da PRÁTICA TEÓRICA por ele entitulada. Mas, também já citada por FREIRE em PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, como a TEORIA QUE ESTÁ NA PRATICA. Assim, nossa prática seja profissional-técnica ou profissional-docente REFLETE E ORIGINA UMA TEORIA, a qual devemos sempre INVESTIGAR, PESQUISAR. Isto não significa apenas em estimular a pesquisa científica tal qual a conhecemos e exercemos como pesquisadores, mas EXERCER A NOSS PRATICA, E EXIGIR DO ALUNO TAMBÉM ESTA POSTURA, NOS MOLDES DA POSTURA INVESTIGATIVA (TOMAR DECISÕES COM EMBASAMENTO CIENTÍFICO ATRAVÉS DA BUSCA DE LITERATURA E DE EVIDENCIAS, TER MÉTODO CIENTÍFICO NA EXECUÇÃO DE NOSSAS ATIVIDADES, AVALIAR OS RESULTADOS, DISCUTIR COM OS AUTORES = PACIENTES, ALUNOS, COLEGAS, LITERATURA E DIVULGAR AS CONCLUSÕES DOS SEUS RESULTADOS.
Desta premissa, volto a provocá-los no sentido de que cada um pense em uma estratégia de ensino baseada na pesquisa para uma ação didática do dia a dia, até mesmo, desta semana que irá se iniciar para discutirmos no Blog e depois avaliarmos juntos os resultados.
Marcia e Maria Cristina.
As instituições de ensino tentam socializar o ensino com a pesquisa nos cursos de graduação. Nós últimos anos tem corrente que sustenta a teoria pedagógica que o aluno é o foco principal do processo ensino - aprendizagem em que as estruturas cognitivas precisam se fortalecer. “Numa aprendizagem significativa, é ele o principal ator, interagindo com a cultura sistematizada de forma ativa, como partícipe do próprio processo que se constrói” (CUNHA, 1996). Sabemos que o ensino tem concepções positivistas e essa constatação leva a idéia que é importante fazermos uma reflexão de como esta a formação do professor universitário. Diferentemente dos outros graus de ensino, esse professor se constituiu, historicamente, tendo como base a profissão paralela que exerce ou exercia no mundo do trabalho. A idéia de que quem sabe fazer sabe ensinar deu sustentação à lógica do recrutamento dos docentes. É importante buscar compreender, dentre outros aspectos, como esses docentes compreendem a relação entre os saberes necessários para o ensino e os saberes da pesquisa. Entendemos que se a formação do professor universitário centra-se na condição de só ensinar como ele pode refletir e mudar o seu olhar e se tornar docente pesquisador. O entendimento e a expectativa que a sociedade tem a respeito da ciência, é que o papel dela é melhorar as condições e a qualidade de vida. Os conhecimentos científicos inclusive tem se colocado acima do poder religioso e há casos que tem balizado os posicionamentos éticos (Japiassu, 1991. p.13). A mudança do pensar só acontecerá quando for construído um novo paradigma de que ensinar – aprender –pesquisar é indissociável. As instituições de ensino necessitam mudar a sua prática, e a características da compreensão do estatuto político – epistemológico que da apoio ao processo de ensinar e aprender. As pesquisas direcionadas as instituições de ensino superior tem como foco a perspectiva histórico- política ou se restringe somente ao didático. Existe uma relação entre estes pólos que são incipientes e enquanto as dificuldades estiverem presentes teremos dificuldade em alcançar a resolução do problema. Que é, formar docentes pesquisadores ou será pesquisadores docentes, indo mais além, docentes – discentes - pesquisadores. Segundo Bourdieu a educação é um aparelho de distribuição de indivíduos por classes que cria mantém e reproduz socialmente qualificações especializadas que têm certo grau de relevância para o modo de produção. Lembrando que a pesquisa não só é aquilo que já conhecemos todos os dias e em qualquer situação podemos e estamos pesquisando. No relato de Santos (1987. p.24) “Einstein constituiu o primeiro rombo na ciência moderna ao distinguir relatividade da simultaneidade” e, mesmo sem o saber, estabeleceu a possibilidade de desencadear a crise do paradigma da ciência moderna que, abriu novos horizontes sobre a construção da ciência e principalmente libertou a as ciências sociais para outros patamares.
Não há dúvida que na atividade do docente, investigar e pesquisar, manter-se atualizado é muito importante no seu papel como transmissor de conhecimento, e desta forma incentivar o aluno a assumir na prática de ensino a mesma postura.De maneira que nada valerá ensinar métodos e técnicas,
se não se tem presente a significação epistêmica do processo investigativo.
Mas, infelizmente nas especializações o que vêmos é a passagem dos conhecimentos como uma forma de compor o cronograma da disciplina e avaliar o aprendizagem do aluno nas provas tipo teste, sem haver grandes compomissos do docente e discente.
Porém com os estudos que estamos realizando houve um desperta na nova forma de aprendizagem e espero que ela cresça e consiga atingir a todos.
ATIVIDADE DESENVOLVIDA COM ALUNOS DA APS 1
. 20/06/2011,9hs, 30min- Apresentação da sala de vacinação:
30min- Roda de conversa:
.Discutir rede de frio
.Discutir organização da geladeira da sala de vacinação.
.Demonstração dão manejo do termômetro de MAX/MIN.
.Atividade a distância:
-Pesquisar sobre as vacinas do Programa Nacional de Imunização e os procedimentos necessários para sua conservação no nível : local,estadual e nacional.
. 04/07/2011,9hs,30 min – Seminário. – Apresentação dos resultados da pesquisa,na USF.
15 min – Avaliação da atividade.
Tatiana Pelinca.
Pois é Areiane... este é o nosso maior objetivo. Vamos começar então... o que Vc acha que poderia fazer em sua prática diária para utiizar-se da estratégia de ensino-aprendizagem baseada em pesquisa com seus alunos?
Marcia e Maria Cristina
Tati, interessante e muito criativa. Valeu!
Uma sugestão...
A roda de conversa tem como principal objetivo a DISCUSSÃO PELOS PARTICIPANTES DE UM TEMA ESPECÍFICO.
Se os alunos já conheciam o ambiente de vacinação e seus constituintes, caberia um aroda de conversa para colocar algum aspecto que não ficou entendido ou para aprofundar algum tema. Além disso, acho que seus objetivos seriam:
- Conhecer a rede de frio e aprender como deve ser feita a organização da geladeira da sala de vacinação, bem como o manejo do termômetro de MAX/MIN.
O verto deve ser o aprendizado esperado do aluno e não a sua ação como docente, afinal o objetivo é a aprendizagem do seu aluno.
Marcia e Maria Cristina
Maria Isabel da cunha retrata a memória das experiências de vida e o ambiente sociocultural dos professores como elemento importante para expressar o desempenho atual deste profissional. “o sentido do que somos depende das historias que contamos a nós mesmos...” Muito rica a entrevista com os professores neste estudo em Pelotas em que os professores entrevistados eram estimulados a apontarem suas experiências como estudantes. Cada um tendo a sua história constrói uma relação afetiva e intelectual tornando um instrumento fundamental na identificação de seu papel como educador.
Bem, como Márcia sugeriu discutirmos sobre um mesmo tema e Tatiana iniciou o debate sobre Sala de Vacina; utilizo a colocação dela para avaliar o real impacto das minhas ações durante minha prática docente. Devemos lembrar sempre, que o nosso maior objetivo é de fato, o aprendizado do aluno e muitas vezes me vejo falando, mostrando materiais, citando temas para pesquisa e no fim das contas, quando avalio o resultado... que objetivo foi alcançado? O meu como docente ou o dele como discente? Terei eu, incentivado ele a pesquisar/investigar ou terei apenas cumprido a grade curricular proposta para aquele módulo? Que contribuição terei deixado?
Então, Clariana.... como você faria a mesma atividade que Tati sugeriu? À Luz de todas as nossas discussões até agora, planeje uma atividade sobre vacinas como você acha que deveria fazer a partir do que vem aprendendo...
O objetivo é que todo o aprendizado seja voltado para sua prática, refletida e repensada para este fim... Vamos fazer um exercício aqui que possa ter real e objetiva aplicação!
Aguardamos ansiosos.
Marcia e Maria Cristina.
acho tatiana, que poderíamos ter a opção que os estudantes fossem estímulados a pesquisar e depois em conjunto um discussão: a importância do controle do termômetro, porque a temperatura não pode ficar muito abaixo de 2 graus, porque existem baterias, porque tem garrafas com água, e porque elas tem corantes
Edjaneide, pensando no que diz FREIRE, que devemos partir do REAL, estimular que ele construa seu conhecimento a partir de sua visão de mundo, da realidade contextualizada, talvez pudessemos fazer a exploração, a discussão na roda de conversa inicialmente, já apresentando a eles a sala, sem que eles tenham estudado nada mesmo. Eles fariam tipo uma visita exploratória, observando tudo que tem na sala, a sua logística, a sua movimentação, o seu conteúdo, do material contido em cada ambiente e setor da sala, cabendo a você nomear cada item (talvez pudesse até sinalizar com uma plaquinha de papel cada item que você quer que eles visualizem, que é objetivo de aprendizagem) e na roda de conversa, cada um colocaria o que viu e o que acha. Ao final, poderiam dividir em grupos para pesquisa de literatura (orientando eles como fazer a pesquisa: utilizando-se dos ensinamentos da disciplina de Adriano, de forma a ensiná-los a fazer uma pesquisa bibliográfica científica, 1o aprendizado do ensino com pesquisa) e elaboração de um texto-resumo (dar a eles as normatizações para elaboração de resumo científico, pois assim seria um outro aprendizado do ensinamento com pesquisa, além de estimular a crítica, o poder de resumo e de se expor através da escrita). Cada grupo poderia pesquisar um item e ir apresentando em 2 ou 3 encontros, DESTA FORMA, o terceiro aprendizado da pesquisa como ensino, que seria a apresentação dos resultados da pesquisa. Não esquecer de ensinar como fazer a referencia ao que usou como fonte (outro ensinamento). Não sei quanto tempo vocês têm. Mas seria uma sugestão.
Marcia e Maria Cristina
Edjaneide, pensando no que diz FREIRE, que devemos partir do REAL, estimular que ele construa seu conhecimento a partir de sua visão de mundo, da realidade contextualizada, talvez pudessemos fazer a exploração, a discussão na roda de conversa inicialmente, já apresentando a eles a sala, sem que eles tenham estudado nada mesmo. Eles fariam tipo uma visita exploratória, observando tudo que tem na sala, a sua logística, a sua movimentação, o seu conteúdo, do material contido em cada ambiente e setor da sala, cabendo a você nomear cada item (talvez pudesse até sinalizar com uma plaquinha de papel cada item que você quer que eles visualizem, que é objetivo de aprendizagem) e na roda de conversa, cada um colocaria o que viu e o que acha. Ao final, poderiam dividir em grupos para pesquisa de literatura (orientando eles como fazer a pesquisa: utilizando-se dos ensinamentos da disciplina de Adriano, de forma a ensiná-los a fazer uma pesquisa bibliográfica científica, 1o aprendizado do ensino com pesquisa) e elaboração de um texto-resumo (dar a eles as normatizações para elaboração de resumo científico, pois assim seria um outro aprendizado do ensinamento com pesquisa, além de estimular a crítica, o poder de resumo e de se expor através da escrita). Cada grupo poderia pesquisar um item e ir apresentando em 2 ou 3 encontros, DESTA FORMA, o terceiro aprendizado da pesquisa como ensino, que seria a apresentação dos resultados da pesquisa. Não esquecer de ensinar como fazer a referencia ao que usou como fonte (outro ensinamento). Não sei quanto tempo vocês têm. Mas seria uma sugestão.
Marcia e Maria Cristina
ATIVIDADE DESENVOLVIDA COM ALUNOS DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL
MAPEAMENTO DA ÁREA QUE SERÁ IMPLANTADO UMA USF.
1.Objetivo geral:
Fazer o mapeamento da área onde será implantado uma USF.
2. Objetivos específicos :
2.1 Conhecer a comunidade onde será implantada a USF.
2.2 Compreender a organização social dessa comunidade e suas implicações na determinação da adscrição da área e divisão de micro-áreas.
2.3 Reconhecer os equipamentos sociais existentes na área adscrita.
2.4 Conhecer o sistema de informação da atenção básica,saber utilizar seus formulários e as informações obtidas através dos relatórios que podem ser gerados.
3.Metodologia:
3.1 Realizar uma visita na área que será mapeada em conjunto com os ACSs.
3.2 Determinar seus limites,considerando a dinâmica da comunidade.
3.3 Determinar a quantidade de :ruas,logradouros,famílias e pessoas.
3.4 Delimitar as micro-áreas de acordo com a dinâmica da população e quantidade de ACSs.
3.5 Cadastrar as famílias através da ficha A.
3.6 Confeccionar o mapa e/ou maquete da comunidade identificando suas vulnerabilidades.
4. Apresentar em forma de seminário, os resultados.
5. Avaliação.
Tatiana Pelinca.
Tati... muito interessante. Os objetivos ficaram claros, mas fiquei em dúvida na metodologia que você irá empregar para que eles alcancem cada um dos objetivos. Quais os conteúdos que eles precisam buscar para atender a cada objetivo? Alguns objetivos são práticos, outros teóricos, mas na metodologia você só vislumbrou atividades práticas. Talvez, você precisasse, no meio do processo ver um momento de discussão, aprofundamento para que não fique tudo muito solto, muito a mercê dos residentes.
Alguma outra sugestão?
Marcia e Maria Cristina
Tati, para mim sua atividade está muito clara, pois isso faz parte do nosso cotidiano, mas se pensarmos como docentes está realmente faltando alguns dados na metodologia. Entendo o que faz nos comportarmos desta maneira, pois geralmente a formação teórica destes estudantes fica sob responsabilidade da academia e nós na ponta aplicamos mais a prática do que foi dado em sala de aula ou estudado nos texto de referencia, não é mesmo?
Tentarei completar um pouco tua atividade com os residentes.... para cada fase deste processo de mapeamento poderíamos usar técnicas diferentes para atender cada objetivo.
Poderíamos usar desde exposições dialogadas, trabalho de grupo, apresentação de seminários como espaço de reflexão e discussão a partir da leitura de textos selecionados, estudo de caso e discussão em roda de conversa, como visitas ao território para mapeamento e cadastramento.
Os alunos (residentes) devem está familiarizados com alguns conceitos como ambiente, espaço, processo saúde-doença, organização social e econômica de uma população, processos históricos e culturais, territorialização e mapeamento, Sistemas de informação (SIAB), equipamentos sociais, assim como introdução a bioestatística (população, amostra, variável, coleta, etc)
A avaliação poderia ser feita individualmente e em grupo pelos objetivos alcançados e qualidade da apresentação do mapeamento. Também faria parte da avaliação um instrumento de auto-avaliação.
Planejamento de uma aula para os alunos da APS II
TEMA – TUBERCULOSE
1 - Contextualização:
A tuberculose é um problema de saúde pública e prioritário no Brasil, que juntamente com outros 21 países em desenvolvimento, albergam 80% de casos mundiais da doença.
É uma doença que tem cura, é fácil de ser diagnosticada, e a medicação é fornecida pelo Sistema Único de Saúde e deve ser tratada a nível da atenção básica. O médico e o enfermeiro podem/ devem diagnosticar e tratar
2. Objetivo Geral:
Os alunos da APSII deveram saber identificar sinais e sintomas, diagnosticar e saber qual o tratamento da doença.
2.1. Objetivos específicos –
1 – Conhecer previamente (APS I) o diagnóstico da área adstrita da USF;
2 – Entender o processo saúde-doença e os fatores de risco que potencializam o aparecimento da tuberculose na população;
3 – Levantar o perfil sócio econômico(APS I) da população assistida pela USF;
4 – Assistir a uma consulta de um paciente portador de tuberculose;
5 – Preencher o SINAM, e saber da importância do seu preenchimento, e seu percurso; a importância da dose supervisionada e quem são os atores responsáveis;
6 – Realizar visita domiciliar ao paciente com tuberculose;
7 – Saber quais os exames são solicitados, qual a importância do acompanhamento do peso do paciente, regressão dos sinais e sintomas, e entender contexto familiar para a cura da doença.
3. METODOLOGIA –
3.1 METODO:
Aprendizagem Baseada em Problema (ABP) as aulas práticas serão apreendidas na USF juntamente nas discussões de casos com a equipe de saúde, a equipe do NASF e do NPI. No momento do atendimento ao paciente na visita domiciliar, no reconhecimento das áreas de risco.
Juntamente com o Agente Comunitário de Saúde irão escolher um caso que apresente sinais e sintomas, irão pesquisar teoricamente.
Em um segundo momento terá roda de conversa, onde será contextualizado com os alunos, através do caso pesquisado, as duvida, e o seu aprendizado em relação ao tema da aula .
4. RESULTADO:
Ao final da aula esperamos que através da reflexão critica construtiva do grupo, a equipe juntamente com os alunos consigam fazer comparação entre a teoria e a prática e em que momento elas divergem e coincidem. E por que ocorre tantas desistências do tratamento. E todos juntos tentar através de sugestões soluções para este problema.
Para esta aula a necessidade de três tardes nas quarta-feira.
Voltando ao tema Sala de vacina, acho q realmente quando recebemos um grupo de alunos em nossa unidade inicialmente eles vao chegar ansiosos por informaçoes e vivências e aí sim cabe um momento expositivo, onde podemos fazer uma explanaçao do assunto de maneira geral. Mas cabe em um segundo momento,ao inves da gente falar ou pedir para eles pesquisarem e depois apresentarem, uma coisa simples e que seria interessante e proveitoso,tanto para assimilar os conhecimentos como para aguçar seu olhar crítico, que é incentivar a pesquisa e depois fazer um comparativo com a realidade, contextualizando as descobertas. Estimular no aluno seu lado pesquisador e crítico é importante para obtençao de aprendizados compatíveis com a realidade, para poder intervir nela e reconstruí-la da melhor forma possivel.
Ainda vou elaborar um plano de aula de maneira organizada, apenas expus minha opinao.
RETICANDO O TEXTO POSTADO COM O TEMA TUBERCULOSE
Onde se ler NPI de se ler NAPI – Núcleo de Atenção as Práticas Integrativas
Importante Lembrar que os contactantes dos pacientes com Tuberculose precisa ser orientado a irem a USF para serem examinados.
E a busca ativa dos sintomáticos respiratórios é importante para quebrar cadeia de transmissão
Carminha, boa ideia. Algumas colocações:
1. A ABP é uma técnica interessante em que a partir de um problema ou caso clínico exploramos o conhecimento 'prévio' do aluno e construimos respostas mais ou menos completas para servirem de partida para a nova aprendizagem mais aprofundada sobre aquele tema que você quer que eles estudem. Eles têm um intervalo de 1 semana para estudar, pesquisar e voltam com as respostas na segunda sessão.
Como você só tem 3 tardes e muitos objetivos, talvez tenha que repensar a estratégia ou reduzir os objetivos.
2. Não cabe no planejamento fazer uma introdução sobre o tema. O plano de aula é apenas um guia, um norte para você meio que prevê o que seria importante no assunto e como alcançar os alunos para que eles atinjam este ou aquele aprendizado. Precisamos, no planejamento, ter a clareza sobre qual conteúdo resultará em aprendizado de um CONHECIMENTO TEÓRICO (logo exige uma estratégia que promova este tipo de conhecimento), que conteúdo É HABILIDADE (logo, exige AÇÃO do aluno para adquiri-la) E O QUE É ATITUDE dentro do conteúdo (logo também exige AÇÃO/COMPORTAMENTO). Cada tipo de conteúdo exigirá uma forma diferente de avaliação.
Vamos continuar, está ficando interessante nossa conversa.
Marcia e Maria Cristina
Clariana e Gerciane, boas colocações. A postagem que fiz para Carminha também pode ser direcionada a vocês e Tati. Continuo sugerindo que ao elaborar um plano de aula tenhamos a clareza do que queremos. Lembrem-se ao parar para elaborar um plano de aula de fazer a pergunta: O QUE ESTE ALUNO DA GRADUAÇÃO OU RESIDENTE PRECISA SABER PARA EXERCER SUA FUNÇÃO (SEJA COMO MÉDICO DE QUALQUER ESPECIALIDADE, SEJA COMO UM ESPECIALISTA EM MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE)SOBRE ESTE ASSUNTO? Nós como especialistas experientes não podemos querer que eles aprendam tudo que nós aprendemos em anos de estudo e exercício da função durante um ou 2 encontros. Além disso, visualizem como vocês gostariam de ter sido apresentadas ao assunto, como vocês gostariam de ter aprendido o assunto...
A nossa rede de conhecimentos está se construindo e se firmando. Esta experiência de troca traduz a importancia da socialização seja das angústias, da incertezas, das construções... é assim que crescemos. Continuemos!
Apesar de Tati ter iniciado esta rede, tenho certeza que vale para todos.
Marcia e Maria Cristina.
Vou relatar uma aula que faço todo mês
Objetivo: Aprender a usar drogas vasoativas
Objetivos específicos:
- Conhecer indicações, contra-indicações, doses e principais efeitos colaterais de dobutamina, dopamina, noradrenalina, nitroglicerina e nitroprussiato
- Saber fazer o cálculo da velocidade a ser colocada na bomba de infusão em ml/H pela fórmula e por regra de três
Metodologia:
1 - Aula expositiva de 50min sendo 10 para cada droga com ênfase nos cálculos básicos para prescrição correta utilizando exemplos clínicos a partir de exercícios sugeridos numa ficha de estudo entregue no início da aula
2 - Na mesma ficha constam mais 4 exercícios de aprofundamento do assunto que deverão ser feitos individualmente em casa.
3 - A turma é dividida em 4 grupos e cada um deles cola a resposta de uma dessas questões no quadro da sala de evolução num dia determinado. Aí eu confiro os resultados e faço algum comentário, se necessário, por escrito no próprio quadro branco. Assim no final temos um gabarito feito conjuntamente
- Essa aula continua na semana seguinte com uma atividade prática ministrada por um auxiliar de enfermagem da emergência ensinando aos alunos como utilizar e reprogramar a bomba de infusão
Faço essa atividade todo mês já há uns 3 anos e do começo pra cá ela mudou muito por intervenções dos alunos. Agora pretendo mexer de novo com a opinião dos docentes. Vamos lá, mandem as dicas, não poupem comentários.
Gerciane , é verdade o que vc disse,como estamos sempre fazendo isto na nossa prática,parece que lemos o s pensamentos um dos outros ,Márcia ,é impressionante como, pela falta de hábito de fazer o planejamento, vamos descrevendo as atividades como se estivesse implícito a metodologia.Estou gostando muito do exercício e logo tentarei fazer outro.
Tatiana Pelinca
Carol, muito criativa sua atividade.
Como a objetividade é uma das suas características, os objetivos geral e específicos estão claríssimos, Bem como o conteúdo (drogas vasoativas).
Fiquei, contudo em dúvida quanto a dois aspectos da metodologia:
1. Na exposição dialogada vc contempla o objetivo 1 inteiro? Talvez você pudesse reduzir um pouco, pedindo que eles buscassem as soluções padrões mais usadas e como calcular, sem que você necessariamente desse e sugerisse ao grupo criar uma fila para compartilhar com todos (que poderia ser disponibilizada por email). Tipo estas que eles gostam de carregar no bolso ou descobrir algum programa de palm/iphone/smartphone que calcule as drogas. Seriam vários aprendizados em um.
2. O que achei mais criativo foi valorizar a equipe de enfermagem. Assim, você mostra o valor do trabalho em equipe e mostra aos graduandos que há habilidades que eles têm melhor que agente. Valeu.
Marcia e Maria Cristina.
Gostei muito da idéia do tema plano de aula de Tatiana e as idéias e ajustes dos demais contribuíram muito com a idéia de melhoramento da aula, sempre partindo do conhecimento prévio e estimulando o docente à pesquisa para atualização contínua. Sala de vaciana-rede de frios, é uma tema visto muito pouco no curso de medicina, porém um assunto muito importante em saúde pública, então com o estímulo de foi colocado como necessário no planejamento e que concidero de grande valia , penso que quando médicos esse profisionais terão uma segurança melhor em relação ao tema.
Nesta atividade entrego uma ficha impressa para cada aluno. Ela contém as apresentações, solução padrão, concentração e dose de cada droga. Aí vou falando de cada droga e resolvendo no quadro uma exercício matemático relacionado a cada uma delas. Há exercícios adicionais para serem resolvidos em casa que trabalham o assunto mais aprofundado como uso de soluções concentradas. Adorei a sugestão dos programas para celular. Vou tentar encontrar. Aceito sugestões se alguém conhece algum. Márcia e Maria Cristina, esta foi para mim a melhor atividade do blog. Show! Amei!
ATIVIDADE REALIZADA COM ALUNOS DA APS 1
EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE
1.Objetivo geral : O aluno deverá realizar ações educativas individuais e em grupo
no processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família.
2.Objetivos Específicos :
2.1-Conhecer metodologias de ensino.
2.2-Conhecer técnicas utilizadas para realização de dinâmicas que contribuem para interação de grupos.
2.3-Aprender a fazer o planejamento para uma atividade educativa em grupo.
3.Metodologia:
PRIMEIRO MOMENTO
3.1- Leitura de dois textos,PEDAGOGIA DA LIBERTAÇÃO E PEDAGOGIA BANCÁRIA.
Duração: 30 min.Divisão em dois grupos ,para leitura e discussão dos textos.
Duração:20 min. Apresentação da conclusão do grupo,através da técnica GV /GD.
SEGUNDO MOMENTO
3.2-Apresentação de referência bibliográficas sobre dinâmicas de grupo.
Duração:50 min.Divisão em quatro grupos,para leitura e preparo de uma dinâmica para ser apresentada,no grupão.
3.3-Duração:50 min,sendo 10min para apresentação de cada grupo e 10min para avaliação.
TERCEIRO MOMENTO
4.- Atividade à distância :
a. Pesquisar sobre planejamento de atividades educativas.
b.Discutir no Blog :Só fazemos Educação Popular em Saúde em grupo?
c.Preparar uma apresentação de uma atividade educativa para ser apresentada no próximo encontro.
QUARTO MOMENTO
5.-Duração:60 min,apresentação da atividade educativa pelo grupo.
5.1-Duração: 15 min,avaliação.
Tatiana Pelina.
Márcia gostaria que em algum momento pudéssemos corrigir os planos que fizemos,deixando-os refeitos corretamente,é possível?
Tatiana Pelinca.
Pensando em pesquisa e atuando na pratica ao mesmo tempo ; há 1 ano realizo acompanhamento dos meus pacientes hipertensos no grupo e nas consultas, realizando em quase todos a aplicação do escore de Framingham para avaliação de risco cardio vascular. Até o momento os resultados são bons e adesão deles é excelente e ja consigo um controle rael e efetivo dos meus pacientes com excelentes resultados.
O que me deixa muito feliz é a avaliação dos alunos ao saberem desta nossa realidade. Perguntam sempre : como consegue realizar tal controle ou quem lhe deu a ideia ?
A resposta é ; não precisamos de muitas e sofisticadas ações para realizarmos algo realmente efetivo e de qualidade na nossa rotina diaria. Acho que temos sempre que nos reinventar, praticar ações que deem retorno efetivo, neste momento somos exemplo para esse alunos que nos chegam e precisam de visão real da nossa atenção primaria ( que na realidade não é tão primaria e de qualidade )
1. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- TABAGISMO: Conceito; Fatores predisponentes; Consequências do seu uso; Plano terapêutico.
2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar, enumerar e registrar os tabagistas da área de jurisdição da USF;
- Conscientizar, também aqueles que não pertencem à área da USF quanto ao não uso;
- Após a explanação de cada tópico acima interrogar sobre o próximo tópico a ser abordado, visando avaliar o conhecimento prévio, valorizando-os.
- Esclarecer que o tabagismo é uma doença gerada pela dependência da nicotina (principal causa evitável de doenças, invalidez e morte) e, conscientizar os profissionais da importância das nossas ações na prevenção, controle e combate ao tabagismo;
- Constituir junto aos participantes à elaboração de um planejamento eficaz para o diagnóstico e tratamento dos nossos tabagistas, bem como intensificar as ações de promoção à saúde e prevenção, conforme estabelece a OMS/INCA/ MINISTÉRIO DA SAÚDE;
3. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
- Distribuir os profissionais desta Unidade de Saúde da Família(USF) do Alto do Capitão, alunos da graduação e residentes, num círculo e perguntar para o grupo: quantos tabagistas há na área adstrita da USF e microáreas, para os Agentes comunitários de saúde (ACS)? O que vocês entendem por tabagismo?
- Exposição oral sobre conceito e relevância do tema;
- Fazer nova pergunta: Quais os fatores predisponentes e as consequências do uso do tabaco? A partir daí, construir aproveitando as experiências vividas de cada profissional;
4. RECURSOS AUDIO VISUAIS
- Entregar fotografias de pulmões humanos de tabagistas e não tabagistas e de outros agravos provocados pelo tabagismo.
- Fornecer cópias do Teste “Fagerström” para avaliação do grau de dependência a nicotina.
- Entregar listagem dos sinais e sintomas da síndrome de abstinência da nicotina;
5. TEMPO PARA DISCUSSÃO SOBRE O TEMA
- 140 minutos com intervalo de 15 minutos
6. AVALIAÇÃO
- Solicitar as contribuições verbais de cada partícipe e anotá-las para aperfeiçoamento dos próximos planejamentos.
7. REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer – INCA.
Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV)
Abordagem e Tratamento do Fumante – Consenso 2001. Rio de Janeiro: INCA,2001
38p. il
COMORBIDADES – Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (ABEAD).
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Doenças respiratórias crônicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
160p. :il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n.25)
Nossas postagens estão muito ricas e tenho certeza serão motivo de análise e inspiração para todo o grupo.
Vamos responder às postagens de Fátima e Roseane separadamente, em duas postagens.
Fátima, parabéns mesmo pois sei do seu compromisso com seus pacientes, o que deve repercutir no seu trabalho como preceptora.
Agora, tornando-se uma profissional na docência, com a ideia de que Não existe esta sem a DISCÊNCIA, como você poderia disseminar esta ação tão interessante para o controle da PA e estimular nos seus formandos (sejam graduandos ou residentes) o gosto pela prevenção de qualidade, com rigor científico, pautada em metas?
Que tal tornar colocar seus ensinamentos no papel, de forma planejada e intencional, como é toda ação docente?
Estamos aguardando sua valiosa contribuição, pois sua experiência é lindíssima e de muito valor prático.
Marcia e Maria Cristina
Roseane, que atividade interessante e de muito valor prático para a formação dos seus discentes. Todo médico precisa conhecer como deve ser feita a abordagem do tabagista e como a atenção primária (que como Fátima disse, primária não por ser simplista, mas por ser BÁSICA, FUNDAMENTAL) pode e deve fazer por seus sujeitos, nem sempre pacientes e os quais, com esas ações de prevenção, queremos que assim continuem. Parabéns.
Vamos a algumas colocações que podem ser úteis:
1. O seu conteúdo não está de acordo com o seus objetivos específicos. Os conhecimentos sobre o tabagismo o residente já tem e os graduandos do internato também, assim, você poderia utilizar-se destes conhecimentos para que eles elaborassem um mural a partir destes conheciemntos com pesquisa feita por eles de imagens na internet para eles fazerem alguma atividade com os pacientes, de esclarecimento.
2. O que eles precisam é saber o que e como fazer para rastreio dos tabagistas, classificação da carga tabágica segundo os critérios internacionalmente aceitos, ações diagnósticas das complicações (quem é candidato a fazê-las e quem faz esta investigação-> como referenciar), programas de incentivo à cessação do tabagismo, como encaminha-los, importancia do tratamento multidisciplinar)....
3.Lembre-se (e os demais): os objetivos devem ser as APRENDIZAGENS QUE VOCÊ ESPERA DOS ALUNOS COM ESTA ATIVIDADE DOCENTE... LOGO OS VERBOS DEVEM RETRATAR O TIPO DE APRENDIZAGEM QUE VC QUER... (Entender, classificar, elaborar, citar, medir, pesar, escrever).
Vamos todos blogar e fazer este exercício docente de planejar e pensar nas atividades de ensino-aprendizagem com pesquisa!
Marcia e Maria Cristina
Tatiana, adoramos...
Esta é uma dimensão que o médico não tem contemplada em sua formação, a do ensino, apesar de estarmos ensinando a paciente, familiares, equipe, o tempo inteiro e todos os dias. Parabens pela inovação.
Pode ter alguma resistência no início por acharem que isso é coisa de professor, pois pode ser que o grupo não tenha a visão da importancia desta atividade.
Talvez pudesse fazer uma atividade de motivação ou sensibilizadora inicial de 20 - 30 minutos, trabalhando com a percepção deles sobre a habilidade de comunicação do médico e o ato de ensinar. Nas diretrizes curriculares para graduaçaõ de medicina consta um parágrafo sobre comunicação, poderia usá-lo (em cartaz, por exemplo) para iniciar a discussão.
No mais, os textos do segundo momento não foram citados... nem quais seriam.
No mais, parabéns...
Gostaríamos de sugestões, comentários e saber do resultado... não só desta mas como de todas as atividades aqui discutidas.
Marcia e Maria Cristina.
Carol, obrigada pelo entusiasmo e agradecemos também pelo reconhecimento pois temos trabalhado e planejado muito estas atividades.
Quem disse que ensino à distância é monótono, chato e impessoal?
Podemos, mesmo distantes, torná-lo dinâmico e interessante, dispertando no aluno a vontade e a curiosidade sobre o que estar por vir, além de criar um ambiente de diálogo pessoal com cada um.
Mas, tudo é processo, Carol e todos. Esta atividade não seria possível se não tivessemos passado pelas demais, tanto informativas quanto refletixas. Se agora tudo parece claro e lógico é pq foi semeado o terreno com as informações que vocês precisavam para estarem aqui hoje discutindo suas próprias práticas.
Sara, este é o objetivo do curso, dos professores e da coordenação: criar uma rede de aprendizagem na docência, mais que especialistas... o que jamais seremos, pois estamos sempre nos renovando, nos reinventando, porque somos sempre seres inacabados, como disse Freire. Continuemos nesta rede, compartilhando nossas experiências e sentidos.
Continuemos... novidades virao...
Marcia e Maria Cristina.
Olá colegas,
Vamos continuar pesquisando, a tecnologia nos ajuda nesta prática a pesquisa, as horas passam e até nem percebemos,nos perdemos navegando no fantastico universo virtul."Vamos lá pessoal vamos bloggar.
Vejam abaixo o resumo das informações interessantes que pesquisei.
ROSALY
Paulo Régis Neves Freire, educador pernambucano, nasceu em 19/9/1921 na cidade do Recife. Paulo era filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco. Foi alfabetizado pela mãe “prendas domésticas”, que o ensina a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Paulo teve uma irmã, professora primária do Estado e dois irmãos,um funcionário da Prefeitura da Cidade do Recife,o outro
não chegou a concluir o curso ginasial, entrou para o Exército.
Com 22 anos de idade, Paulo Freire começa a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife. Casou-se pela primeira vez com uma professora primária com quem teve cinco filhos. Inicialmente lecionou no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.
No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento de educação e cultura do Sesi, onde teve contato com a alfabetização de adulto. Defendia que a alfabetização de adultos deveria estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. Foi Diretor da Divisão de Pesquisa e Coordenador do Projeto de Educação de Adultos.
A primeira aplicação de Paulo Freire com seu método para educar adultos teve lugar no Centro de Cultura Dona Olegarinha, no Poço da Panela, Recife. A turma era formada por 5 adultos analfabetos. Dois desistiram. Os três que continuaram , no trigésimo dia, segundo depoimento doe Paulo Freire “liam e escreviam texto simples e até jornal.” A prática foi repetida com um grupo de 8 pessoas (3 desistiram). Os 5 restantes obtiveram resultados semelhantes ao anterior.
Em 1964, foi convidado pelo presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Após a saída deste da Presidência da Republica, Paulo Freire foi morar no Chile em setembro de 1964 onde morou até até abril 1968.
Deixou o Chile entre outras razões em decorrência do surgimento de dificuldade que começou após ter sido acusado de ter escrito contra o presidente Frei e contra a democracia cristã. Segundo Paulo Freires estas acusações não passavam de boatos e ele considerava o Presidente Frei como um homem de bem.
No Chile escreveu seu primeiro livro publicado comercialmente: Educação como prática da liberdade, “uma revisão ampliada” de Educação e atualidade brasileira, a tese com que concorreu à cátedra de História e Filosofia da Educação, na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.
Morou nos Estados Unidos da America de abril de 1969 a 1970. De fevereiro de 1970 a junho de 1980, Freire pasoou a morar em Genebra e passou a trabalhar com consultoria especial no Departamento de Educação do Conselho Mundial das igrejas.Como Professor na Universidade de Genebra, fez-se presente com sua palavra e ação na Ásia, Oceania, América e, sobretudo, na África de língua portuguesa (Cabo
Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau)
Em 1980 voltou a morar no Brasil. Embora gostasse muito do Recife Paulo Freire
optou por morar em São Paulo pois precisava do apoio institucional que lhe assegurasse uma base salarial justa, referência internacional e liberdade para atender aos inúmeros convites que, continuariam a vir dos Estados Unidos da América e de outras partes do mundo, para ministrar cursos e conferências. Convites e convocações de Universidades e de outras entidades internacionais, que por tudo o que construíra e continuava construindo em prol da educação.
Cultivava a esperança no papel da educação para ajudar a conscientizar e transformar a sociedade.
Em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação de janeiro de 1989 a 27 de maio de 1991.
Nos anos 90, durante a gestão da Professora Silke Weber na Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, Paulo Freire fez diversas visitas ao Recife e,também, ao Cabo de Santo Agostinho. Vinha, quase sempre, para falar aos professores e professoras de várias entidades, principalmente atuando em programas de alfabetização
Paulo Freire morreu na cidade de São Paulo, de infarto, em 2/5/1997 aos 75 anos de idade.
ROSALY
Oi pessoal, vocês observaram que em algum momento até o próprio Paulo Freire teve algumas dificuldades? Porém ele foi perseverante, o que nos motiva a transformarmos novos saberes.
Bom dia , Rosaly
marcia
fiquei muito felz e emocionda com seus comentarios. Mas vamos ao assunto ;
como seria um plano de aula para alunos do terceiro periodo baseando-se nos trabalhos realizados no nosso Hiperdia ?
objetivo geral
1- avaliar os pacientes hipertensos e diabeticos em relação ao risco cardiovascular utlizando o escore de Framinghan
2- objetivos especificos
- conhecer a escala de Framinghan
e sua aplicação pratica em pacientes
- avaliar os pacientes de acordo com os escores utlizando um protocolo
metodos
os alunos receberiam uma aula expositiva sobre a importancia do escore de framingham e sua aplicação na pratica clinica
tempo 30 min
apos a exposição e discussão na unidade de saude, os alunos iriam para a reunião com a equipe para aplicação pratica do escore e aprendendo a fazer com a equipe
tempo 1 hora
avaliação ao final para avaliação e tirar duvidas
Marcia
gostaria se possivel em um proximo encontro ou até por email da possibilidade de nós realizarmos um trabalho com o material que disponho para um futuro congresso ( as avaliações dos pacientes com a escala de Framingham )
Fátima, ficou bem claro o seu plano de aula... SUGESTÃO:
1. Que tal incluir um tempo para cada um aplicar o escore de Framingham no colega antes de ir a campo?
2. No retorno, uma atividade interessante seria inclui-los numa discussão (com um intervalo para estudarem) sobre como surgiu o escore de Framingham e pedir que apliquem aos seus familiares, traçando uma estratégia de ação, conforme as metas propostas para cada classe de risco. Seria uma forma de CONTEXTUALIZAR O APRENDIZADO E FIXAR O QUE APRENDERAM, INDO PESQUISAR E BUSCAR AS RESPOSTAS.
Parabéns.
Pense que trabalho vc gostaria de fazer que posso ajudar (Marcia)
Marcia e Maria Cristina
Planejamento de Aula sobre Hanseníase
1. Objetivo Geral:
Permitir que o aluno sinta-se preparado para diagnosticar e tratar a Hanseníase em uma Unidade de Saúde da Família (USF).
2. Objetivos Específicos:
2.1 Contextualizar a situação da Hanseníase na comunidade e entender o porquê de a USF Apipucos ter sido chamada por tantos anos de “Unidade Silenciosa”;
2.2 Acompanhar uma primeira consulta com a Enfermeira ou a Médica da unidade a um paciente com Hanseníase, associando teoria à prática através do exame clínico;
2.3 Conhecer e saber como fazer os Registros de Notificação e Acompanhamento dos casos da doença;
2.4 Discutir sobre fatores limitantes da adesão ao tratamento;
2.5 Reforçar a importância da atuação do Agente Comunitário de Saúde (ACS) na busca ativa de possíveis casos na comunidade, bem como do acompanhamento dos pacientes em tratamento;
3. Método Pedagógico:
3.1 Inicialmente, o aluno participará de uma discussão com toda a equipe, onde cada participante falará, de forma simples e direta, o que sabe e conhece sobre a Hanseníase e sobre as dificuldades encontradas para lidar com este agravo. A equipe irá expor também um pouco do histórico da comunidade. Nesse momento, serão discutidos os possíveis casos da doença e será escolhido um paciente com os sinais e sintomas da hanseníase para realizar a consulta na USF. Caso não exista caso novo, será marcada uma reavaliação de algum paciente que já esteja em tratamento.
3.2 No momento da consulta será realizado o exame clínico com associação teórica/prática, bem como o preenchimento do SINAN e outros formulários padronizados. O profissional será um facilitador e por este motivo, o aluno terá sido orientado a ler a respeito da Hanseníase antes da realização da consulta.
3.3 No último momento, mais uma vez em uma roda de discussão, o aluno irá expor sua opinião sobre a atividade desenvolvida (atendimento ambulatorial) e todos irão debater o(s) caso(s) e formular estratégias de intervenção na área deste paciente a fim de descobrir novos casos. Todos da equipe participarão de atividades educativas na comunidade e será realizada uma ação chamada de “Dia da Pele” onde os pacientes serão examinados e medicados de acordo com cada quadro sintomático, seja de Hansen ou não.
3.4 As discussoes serao realizadas nas sextas feiras , no horario da tarde, que ja é o momento de reuniao da equipe e a consulta será agendada para a semana seguinte (terça feira), pela manha.
Serão portanto, 3 momentos diferentes e complemtentares para a execução desta atividade. Dependendo do impacto gerado durante o mutirão na comunidade, poderão ser feitas mais atividades educativas na mesma área ou em outras.
PLANO DE AULA
PRÉ NATAL
ATIVIDADE DESENVOLVIDA COM ALUNOS DA APS 2
1°dia 13/07/2011 - 1°Momento: Manhã 08h: 30 às 10h: 30 – Roda de Conversa os alunos irão expor os seus saberes sobre o processo gestacional e quais os riscos
2°Momento – 14h: 00 Tarde Programar com os alunos a Leitura do Manual de Pré Natal de Baixo Risco (esta leitura será feita a distância )
2°dia 20/07/2011 - 1°Momento – 08h:30 ás 10h:00 Manhã Roda de Conversa discussão sobre a Assistência ao Pré Natal com base no Manual .
14h00min Tarde 2°Momento: os alunos participarão ativamente da consulta do Pré Natal
27/07/2011 - 3°dia 08h: 30 ás 11h: 00 hs Manhã 1°Momento: Roda de Conversa discussão tema Manual de Assistência ao Pré Natal de Baixo Risco + Consulta de Pré Natal
Tarde 2° Momento 14h00min Consulta de Pré Natal juntamente com os alunos e a escolha de um caso para ser estudado e apresentado a equipe.
04/08/2011 1° e último momento Apresentação de estudo de caso pelos estudantes para a equipe e o momento de reflexão e avaliação sobre como foi o aprendizado.
A proposta da Metodologia da Problematização é o Método do Arco, de Charles Maguerez, Nesse esquema constara cinco etapas que se desenvolvera a partir da realidade ou um recorte da realidade: Observação da Realidade; Pontos-Chave; Teorização; Hipóteses de Solução e Aplicação à Realidade (prática)
ATIVIDADE REALIZADAS COM OS ALUNOS DE SERVIÇOS 1 EM RELAÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA/ADOLESCENTE
1-Objetivo geral:
prevenir a gravidez na adolescência
2-Objetivos específicos :
2.1 Conhecer o perfil das adolescêntes da àrea adscrita;
2.2 Compreender os problemas sociais dessa comunidade onde estão inseridas essas adolescentes;
2.3 Trabalhar as formas de prevenir a gravidez indesejada, bem como as ISTs.
2.4 diminuir o número de abortos nesse grupo;
2.5problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros
3-Metodologia:
3.1 Realizar uma visita na àrea adscrita dando aos alunos uma visão melhor em relação aos problemas socias em que vivem essas adolescentes;
3.2 realizar grupo de adolescente para trabalhar o planejamento familiar ,diminuindo a gravidez indesejada;.
3.3 realizar visita domiciliar com o ACS identificando suas vulnerabilidades.
4- Apresentar em forma de seminário, os resultados.
5- Avaliação.
Em relaçao a vacina
1. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
-VACINA: As vacinas são produtos biológicos que protegem os indivíduos contra certas doenças. Podem ser fabricadas a partir de partes dos microrganismos que estimulam o seu organismo a constituir sua proteção.
2. OBJETIVO GERAL:imunizar o paciente contra diversos tipos de doenças.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar os usuarios que estão que estão exposto aos risco;
-Conscientizar a comunidade da importância de tomar a vacina;.
- conscientizar os profissionais da importância das nossas ações na prevenção, controle das doenças, e da realização das campanhas de vacina;
- Construir com os profissionais da unidade à elaboração de um planejamento eficaz para uma maior adesão da comunidade nas campanhas de vacina, bem como intensificar as ações de promoção à saúde e prevenção.
4. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
-intensificar as visitas domiciliares dos ACS para buscar os grupos a serem vacinados na campanha vigente;
-trabalhar nos consultórios a importãncia destas companhas;
5. RECURSOS AUDIO VISUAIS
-Colocar cartaz que divulgue o dia da campanha;
-trabalhar com o ACS mostrando videos que falem das doenças evitáveis, com a aplicação das vacinas.
6- AVALIAÇÃO
-pedir que o grupo em roda de discursão verbalize o que foi exposto;
-questionário sobre o assunto abordado.
Olá Gioconda, vejo que o tema vacina é um tema importante nas atividades de aprendizagem dos alunos. Interessante sua proposta de envolver os alunos na atividade diária do setor, buscando inserindo-os na ação vacinal.
Contudo, fiquei com várias dúvidas em seu planejamento. Leia inicialmente as recomendações que fiz previamente quanto aos objetivos e conteúdo nas postagens: os objetivos devem conter AS AÇÕES DE APRENDIZAGEM que vc espera dos alunos ao final da atividade e o conteúdo deve ser elaborado a partir destes objetivos.Se seu objetivo geral é que os alunos aprendam a IMUNIZAR OS PACIENTES, muitos dos seus objetivos secundários ou específicos não cabem, bem como alguns dos coneúdos. Mas, vamos refletir, o treinamento é este pq planejar é difícil e requer prática, por isto, vamos praticar. Vamso todos colaborar na construção deste planejamento, que parece ser tão importante.
Marcia e Maria Cristina.
Muito interessante Gioconda esta atividade e complexa também. Volto aos comentários da postagem anterior: reveja o objetivo geral (este é um objetivo que vai além do que os alunos podem fazer: lembre-se OBJETIVO de um planejamento de atividade docente diz respeito ao que ele precisa aprender sobre o tema).
Vamos todos construir este planejamento tão interessante juntos.
Marcia e Maria Cristina
Esta é para Carminha... parabéns... assunto também muito pertinente e seu planejamento foi interessante. Algumas sugestões apenas: Qual o seu objetivo com a atividade? O conteúdo da atividade será apenas o manual? No segundo momento do primeiro dia, você não poderia ler e discutir algo também, já que tem 2h?
Vamos construir juntos!
Marcia e Maria Cristina
PLANO DE AULA
DOCENTE – Maria do Carmo Raposo
DISCENTES – APS 2 (Alunos da Atenção Primaria a Saúde 2)
TEMA DA AULA – Pré Nat
OBJETIVOS GERAIS - Construir competências reflexivas nos estudantes sobre a importância do Pré-Natal para que ocorra uma gestação parto e puerperio com o mínimo de risco possível para o binômio mãe-filho.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
- Identificar a importância do preenchimento correto do SISPRENATAL, do Cartão do Pré-Natal, Imunização e solicitação de exames de rotina e a prescrição de medicação de rotina no pré-natal;
- Acompanhar o pré-natal de baixo risco;
- reconhecer a importância do pré-natal;
- definir fatores de risco em uma gestação;
- realizar avaliação das ações;
ATIVIDADE DESENVOLVIDA COM ALUNOS DA APS 2
1°dia 13/07/2011 - 1°Momento: Manhã 08h: 30 às 10h: 30 – Roda de Conversa os alunos irão expor os seus saberes sobre o processo gestacional e quais os riscos;
2°Momento – 14h: 00 Tarde Programar com os alunos a Leitura do Manual de Pré Natal de Baixo Risco e outras referencias bibliográficas(esta leitura será feita a distância ) discutir os riscos de gravidez na adolescência(tendo como base reflexão dos alunos);
2°dia 20/07/2011 - 1°Momento – 08h:30 ás 10h:00 Manhã Roda de Conversa discussão sobre a Assistência ao Pré Natal com base no Manual e outras referencias bibliográficas pesquisadas pelos alunos
14h00min Tarde 2°Momento: os alunos participarão ativamente da consulta do Pré Natal
27/07/2011 - 3°dia 08h: 30 ás 11h: 00 hs Manhã 1°Momento: Roda de Conversa discussão tema Manual de Assistência ao Pré Natal de Baixo Risco e outras referencias bibliográficas+ Consulta de Pré Natal
Tarde 2° Momento 14h00min Consulta de Pré Natal juntamente com os alunos e a escolha de um caso para ser estudado e apresentado a equipe.
04/08/2011 1° último momento, Apresentação de estudo de caso pelos estudantes para a equipe e o momento de reflexão e avaliação sobre como foi o aprendizado.
A proposta da Metodologia da Problematização é o Método do Arco, de Charles Maguerez, Nesse esquema constara cinco etapas que se desenvolvera a partir da realidade ou um recorte da realidade: Observação da Realidade; Pontos-Chave; Teorização; Hipóteses de Solução e Aplicação à Realidade (prática)
Avaliação da aula e do método do aprendizado.
Marcia fiz correções no plano de aula
Isso aí Carminha... acho que seria esta a ideia. Gostaria agora de ver o resultado. Aos demais, aguardo as sugestões.... O que acharamW Todos fazem este tipo de atividade com os alunos? Teriam outra sugestão? Vamos fazer uma grande rede de experiências docentes e compartilhar depois os resultados?
Poderiamos fazer um instrumento de pesquisa de opinião para os alunos preencherem ao final das atividades aqui planejadas com opinião e sugestões.... que tal?
Marcia e Maria Cristina
Márcia e Maria Cristina!!!
Algumas ações na Unidade de Saúde da Família (USF) ocorrem de formas diversificadas na dinâmica do trabalho, podendo estas serem planejadas ou não, ou seja, o aluno do internato que nos acompanha poderá estar diante de um diagnóstico simples ou complexo de forma imprevisível quando estamos diante de uma demanda espontânea. Assim, tenho conversado com o mesmo (apenas um aluno (a)) sobre a melhor estratégia para construção do conhecimento onde alguns preferem observar minha avaliação do usuário seguida da discussão do caso, enquanto outros querem realizá-la mediante minha supervisão e, a partir daí discutirmos a conduta adequada.
Gostaria de saber sua opinião, acerca da melhor abordagem para contribuição na formação destes profissionais ou algo mais que deveria ser acrescentado.
Em relação à demanda programada tenho sugerido para eles leitura antecipada do material didático à realização deste atendimento dependendo da agenda contemplada (pré-natal, puericultura, hipertensão, diabetes, tuberculose, hanseníase etc) para que possamos aperfeiçoar nossos conhecimentos, bem como refletirmos e avançarmos em nossas ações cientes de que somos vulneráveis aos surgimentos de outros temas, por exemplo, hipertenso com infecção sexualmente transmissível, diabética com câncer de mama etc, considerando o nosso cuidado integral (biopsicossocial ambiental).
Ainda, existe as “rodas de conversas” realizadas nos grupos existentes na comunidade que poderão acontecer mediante planejamento que deverá ser flexível diante das políticas de saúde e/ou necessidades destes usuários, assim como as visitas domiciliares, que são realizadas apenas pela equipe de saúde da família ou juntamente a uma equipe multidisciplinar (núcleo de apoio a saúde da família – NASF, NAPI, etc).
Ante o exposto, gostaria de externar minhas dificuldades em colocar no papel ( planejamento ) as inúmeras ações que realizamos na prática e para que estas sejam por mim superadas, aguardando suas contribuições.
Grata.
PLANO DE AULA
CARGA HORARIA: 3 horas e 30 minutos
PUBLICO ALVO: ALUNOS do curso de Docência no Ensino Superior em Saúde que trabalham em Unidades de Saúde da Família(USF)
TURMA: 12 alunos.
TIPO DE AULA:
8:00 às 8:30 aplicação de teste de avaliação com perguntas objetivas simples sobre dislipidemias.
8:30 às 9:00 divisão do grupo em três equipes, fornecimento de um texto científico sobre dislipidemia para cada equipe que deverá identificar os tópicos que acharem mais relevantes.
9:00 às 9:20 O professor com a participação dos alunos escreve em “quadro negro” ou similar os pontos identificados como relevantes durante a leitura.
9:20 às 9:45 Aula Expositiva sucinta onde será recapitulado as idéias mais importantes e esclarecidas as dúvidas. Usar como recurso didático o “PowerPoint.”
9:45 às 10:00 Pausa
10:00 às 10:15 cada aluno do curso de docência idealizará como poderá trabalhar na prática com os estudantes de medicina e os moradores da comunidade da USF, atividades para combater a dislipidemia.
10:15 às 10:45 Cada equipe de alunos de docência, anteriormente formada, deverá discutir e realizar reflexão crítica sobre a prática que favorece a doença dislipidemia e definir estratégias sobre como utilizar os conhecimentos adquiridos na aula e junto aos estudantes e comunidade da USF, para transformar ensino/aprendizagem em mudança benéfica a comunidade da USF onde trabalha.
10:45 às 11:45 Um representante de cada equipe fará uma exposição sobre o projeto de ensino/ aprendizagem a ser desenvolvido na comunidade onde trabalha.
2.OBJETIVOS GERAIS:
2.1 Motivar os alunos do Curso de Docência no Ensino Superior em Saúde e que são preceptores de estudantes de medicina a adquirir conhecimentos sobre dislipidemia.
2.2 Desencadear o senso de pesquisa sobre dislipidemia nos alunos
2.3 Estimular os alunos da Pós-Graduação em Docência no Ensino Superior em Saúde a desenvolverem habilidades para transformar, através do ensino-aprendizagem sobre dislipidemia e em parceria com seus discentes de medicina, a comunidade do USF para combater a dislipidemia.
3.OBJETIVOS ESPECIFICOS
3.1.Fornecer informações científicas sobre Dislipidemia
3.2 Facilitar a realização de pesquisar pelos alunos sobre definição de dislipidemia, diagnostico, tratamento, prevenção
3.3 Despertar o interesse dos alunos para pesquisar a prevalência da dislipidemia na comunidade onde trabalha.
ROSALY LINS
Márcia achei a idéia muito boa,vamos ver se conseguimos colocá-la em prática?
Tatiana Pelinca.
O docente em sua prática necessita da pesquisa para ensinar o discente preciso da pesquisa para aprender a comunidade precisa da pesquisa para poder resolver os seus problemas e a academia precisa da pesquisa para ser mediadora da educação. O aluno só consegue aprender significativamente, se sua aprendizagem se der com a construção do conhecimento. Segundo Severino na Universidade, ensino, pesquisa e extensão efetivamente se articulam, mas a partir da pesquisa, ou seja, só se aprende, só se ensina, pesquisando; só se presta serviços à comunidade, se tais serviços nascerem e se nutrirem da pesquisa. Impõe-se partir de uma equação, de acordo com a qual educar (ensinar e aprender) significa conhecer; e conhecer, por sua vez, significa construir o objeto; mas construir o objeto significa pesquisar.
Desse modo, do balanço da epistemologia moderna, instauradora da nova instância hegemônica em termos de conhecimento, a ciência, conclui-se que a fenomenalidade do real, a experimentalidade do método para sua abordagem, a objetividade técnica dos procedimentos técnicos utilizados, não eliminam, de maneira alguma, a imprescindível intervenção ativa do sujeito na elaboração do conhecimento. A ciência se constitui, então, não apenas com a utilização criteriosa e sistemática de métodos e técnicas operacionais, adequadas à abordagem e ao tratamento dos fenômenos. Ela depende, fundamentalmente, de um paradigma epistemológico, ou seja, de um modo como se concebe a relação sujeito/ objeto. E, se isso já se dá com as Ciências Naturais, fica ainda mais evidente no caso das Ciências Humanas, âmbito no qual se comprovou a possibilidade de aplicação alternativa e a fecundidade de diversos paradigmas epistemológicos no conhecimento dos fenômenos humanos, o que reforça a tese da natureza construtiva do saber científico. Isso implica profunda mudança nas atividades e posturas do ensinar e do aprender, particularmente no estágio do ensino superior, no qual, por definição, está em pauta a lide com o conhecimento científico. Ao lidar com o conhecimento científico, o pesquisador precisa apoiar-se em supostos epistemológicos, praticar metodologias específicas e aplicar técnicas operacionais pertinentes. Esse conjunto de posturas e práticas constitui o pesquisar na docência na verdade, o saber científico é resultante de uma construção histórica, realizada por um sujeito coletivo entendendo-se que sujeito coletivo como um conjunto de pessoas grupos e entidades que desenvolvam atividades de conhecimento. O conhecimento é um processo histórico, quando considerado sob o ponto
de vista de sua manifestação e objetivação culturais ( SEVERINO 2009).
Tem algum tempo que não estou acompanhando estudante (tem alguns para chegarem à unidade em breve), mas com os conhecimentos adquiridos no curso, vi a importância de mudanças na minha abordagem diante dos estudantes e do meu autoconhecimento e critica enquanto docente na minha unidade, o que não era bem entendido por mim, mesmo tendo uma opinião melhorada com a minha participação no PET saúde no ano passado. Espero ter a oportunidade e maturidade de planejar melhor minhas ações com estudantes, como sugerido, e, sendo isso com ou sem um instrumento de pesquisa. Penso que este instrumento pode ser usado sim com os estudantes, mas vejo também uma importância do seu uso com os demais profissionais das unidades que sempre tem contato com os estudantes, pois estes poderiam avaliar as mudanças que poderão acontecer com a nova conduta profissional em relação ao estudante que ele já viu sempre na unidade e o que ele passa a ver após as mudanças com planejamento adequado e melhor abordagem.
Clariana, parabéns. Desculpe-nos a demora no comentário.
Seu planejamento está muito claro e objetivo, apenas o item 2.5 precisa ser revisto porque não trata de UM OBJETIVO DIDÁTICO, algo que o ALUNO DEVE TER APRENDIDO AO FINAL DA ATIVIDADE.
O tema também muitíssimo pertinente, bem como os conteúdos e referencias.
Parabéns!
Gostariamos que todos autorizassem o uso destes planejamento por todos do grupo para que os alunos pudessem vivenciar as atividades de forma homogenea nas varias unidades e assim perceberem o esforço coletivo da UPE e de vocês quanto ao preparo destas atividades.
Um abraço.
Marcia e Maria Cristina.
Roseane, não fique angustiada. O habitus adquire-se praticando.
Apesar de quem trabalha com assistência e ensino não poder muitas vezes escolher os casos que irá atender, com vistas ao ensino, nós sabemos qual é a nossa demanda. Assim, você pode compor um conteúdo programático mínimo a partir do que é mais frequente na unidade e como fazer o aprofundamento destes conhecimentos mínimos. Uma sugestão seria escolher uma patologia para discutir mais a fundo (sob o olhar da APS) como HAS, DM, seja um pouco antes ou ao término do seu ambulatório, inserir os meninos em alguma atividade para os pacientes (motivação, esclarecimento sobre uso correto de medicação, dieta, atividade física, regularidade das visitas, tirar dúvidas sobre as orientações médicas, fazer alguma pesquisa de opinião com os usuários sobre o atendimento médico, sobre a presença deles ali, sobre as dificuldades de entendimento das or~ientações médicas, quais as demandas de atendimento da comunidade)...
Aguardamos seu exercício... é planejando que aprendemos a planejar!
Quem puder ajudar também, aguardamos as sugestões.
Marcia e Maria Cristina
Marcia e Maria Cristina.
Sara, concordamos com você. Que tal colocar sua ideia de ação como uma tarde de capacitação didática para os colaboradores, tipo 1 x cada 2 meses inicialmente? Seria uma forma de multiplicarmos as forças em prol de uma docência pró-ativa e engajada.
Parabéns...
Estamos aguardando o planejamento deste projeto, que achamos poder ser exemplo para todos.
Marcia e Maria Cristina
Rosaly, gostamos da sua criatividade e da ideia de que todos possamos interagir compartilhando conhecimentos.
Apenas precisa rever seus objetivos, pois você os escreveu para você e não como OBJETIVOS DIDÁTICOS, ou seja, O QUE VOCÊ ESPERA QUE A TURMA APRENDA SOBRE O TEMA DISLIPIDEMIA e que seria importante para suas práticas docentes.
Ficamos curiosas também em saber quando será esta atividade, pois gostariamos de participar também.
Marcia e Maria Cristina.
A TODOS:
Dia 30 de julho, encerraremos nossa disciplina, quanto as atividades presenciais.
Para isto, iremos levar a equipe do Ensino A distãncia da UPE para discutirmos sobre as possibilidades do EAD no ensino em saúde e quais ferramentas a UPE nos oferece hoje.
Quem tiver Lap Top, leve pois iremos ter atividades em tempo real.
Aguardamos a todos!
Marcia e Maria Cristina
PLANO DE AULA
DATA: XX /08/2011
HORÁRIO: XXXXXXX
LOCAL: XXXXXXX
PÚBLICO ALVO: Alunos da graduação do 6° período do curso de Medicina
DURAÇÃO DA AULA: 40 a 50 minutos
NÚMERO DE ALUNOS: 70
TIPO DE ATIVIDADE: Aula Expositiva
TEMA A SER DESENVOLVIDO: Abortamento
I- OBJETIVOS
Ao término da aula, os alunos devem saber:
• Conceituar e definir o abortamento segundo a Organização Mundial de Saúde.
• Classificar o abortamento em espontâneo, induzido ou terapêutico; precoce ou tardio; abortamento habitual. Contextualizar a importância do tema “abortamento induzido ou provocado” como problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
• Conhecer a freqüência e os fatores de risco para o abortamento espontâneo.
• Descrever as etiologias do abortamento espontâneo e correlacionar suas características de acordo com a idade gestacional, freqüência de ocorrência, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento.
• Identificar as formas clínicas dos abortamentos espontâneos (abortamento evitável ou ameaça de abortamento, abortamento inevitável, abortamento completo, abortamento incompleto, abortamento retido, abortamento infectado e abortamento habitual), suas características clínicas e tratamentos.
• Orientar sobre o cuidado pós-aborto.
II- CONTEÚDOS
• Conceito e definição de abortamento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
• Classificação e freqüência do abortamento:
- Quanto á motivação: Espontâneo x Induzido (Terapêutico)
- Quanto à época em relação a idade gestacional: Precoce (antes da 12ª semana) x Tardio (após a 12ª semana)
- forma especial de abortamento: Habitual.
• Contextualizar o abortamento induzido (provocado) como tema de saúde pública e sua associação com a mortalidade materna. Informações sobre o posicionamento da legislação brasileira quanto à prática do abortamento e em que situação ela é permitida por lei. Estimativa do quantitativo mundial de mulheres com abortamento em condições de risco e suas implicações.
• Fatores de risco para abortamento espontâneo e suas características: idade materna, paridade, antecedente de abortos, tabagismo, consumo de álcool, traumas ( biópsia de vilo corial e amniocentese), exposição materna a agentes teratogênicos (drogas, agentes infecciosos estresse físico e trombofilias).
• Etiologias mais comuns dos abortamentos:
Anomalias do produto da concepção: ovo anembrionado e alterações cromossômicas;
Causas maternas locais/uterinas: malformações, incompetência istmo-cervical, miomatose e sinéquias;
Causas maternas sistêmicas: doenças crônicas, infecções, causas imunológicas e insuficiência luteínica;
Traumas.
• Correlação entre cada etiologia do abortamento com a idade gestacional em que ocorre, sua freqüência, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento.
• Formas clínicas do abortamento:
Abortamento evitável ou ameaça de abortamento;
Abortamento inevitável;
Abortamento completo;
Abortamento incompleto;
Abortamento retido;
Abortamento infectado;
Abortamento habitual
(Abortamento tubário e molar)
• Conceituação, sintomatologia, diagnóstico, tratamento e complicações das diversas formas clínicas do abortamento.
• Orientações sobre os cuidados pós-abortamento: aspectos clínicos e hemodinãmicos, profilaxia de isoimunização Rh, planejamento familiar e retorno à fertilidade.
III- BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
1- Ginecologia & Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas / UPE.
2- Tratado de Obstetrícia - Jorge de Rezende.
3- Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar / UNIFESP / Escola Paulista de Medicina.
Sara compartilho com você sobre a importância de planejarmos melhor nossas ações com os alunos e como márcia referiu tentarei sim expandir o que estamos apreendendo nesse curso com os demais profissionais que também estão trabalhando os estudantes nas unidades, pois acredito que todos devam ter a oportunidade de criticamente refletir sobre suas ações como docentes se realmente estamos trabalhando para formar um profissional inovados e preparado dentro do que as diretrizes curriculares nos orienta ou apenas repetindo ações de nossa formação tradicional.
Estamos felizes com o empenho de todos no tocante ao planejamento da ação docente.
Francijane colocou algo interessante e que nos remeteu a uma ideia: que tal cada um de vocês tentar criar um grupo de estudo em suas unidades para discutir aspectos da educãção médica, da preceptoria, da importancia do planejamento da ação docente, da avaliação discente e docente, para elaboração de istrumentos de avaliação discente e pelos discentes das atividades, para construção coletiva das atividades.
Que tal?
Ah, Kátia, parabéns pelo esforço para exercitar o planejamento. Também gostamos muito do planejamento da aula sobre abortamento. Uma dúvida que surgiu também foi seria um objetivo de aprendizagem para um não especialista saber reconhecer os tipos de abortamentos e como conduzi-lo ou reconhecer um abortamento e saber para onde encaminhar, se é urgencia ou não?
Parabéns a todos.
Esta semana vamos ler um pouco sobre Ensino a Distância e suas possibilidades no ensino em saúde para aproveitarmos ao máximo os nossos convidados do dia 30.
Segue link para textos:
https://sites.google.com/site/cursoavancadoemead/por-que-usar-ead-na-saude
http://boasaude.uol.com.br/realce/showdoc.cfm?libdocid=16461&ReturnCatID=20039#Fatores Limitantes do EAD na Área de Saúde
http://www.scielo.br/pdf/icse/v7n12/v7n12a09.pdf
Marcia e Maria Cristina
Achei muito pertinente a sugestao de Márcia e queria complementar e sugerir que no proximo encontro, todos que elaboraram planos de aulas, sobre os mais diferentes temas; pudessem levar estre material para poder ser reformulado pelo grupo, se necessário, para que todas nós que trabalhamos com preceptoria possamos utilizar essas idéias em nossa rotina. Essa modulo do curso me fez refletir bastante sobre minha atuaçao com os alunos, pois as vezes, a gente desenvolve um trabalho, uma rotina com os alunos; mas sem se dar conta de como tornar aquele momento didaticamente crítico e mais produtivo. A partir do aprendizado para elaborar um planejamento para cada momento,o desenvolvimento das atividades fica mais facil e com melhores resultados. Acho que seria muito bom aproveitar de forma prática esse trabalho!!!
Clariana, você percebeu então a função do PLANEJAMENTO: Transformar a prática do ensino em prática docente pensada, refletida e repensada, intencional. Quando paramos para planejar as nossas AÇOES ou ATIVIDADES de ensino com os alunos, VISUALISAMOS ANTECIPADAMENTE esta AÇÃO e assim o que ESPERAR de APRENDIZAGEM do aluno. Desta forma, temos CLAREZA do RESULTADO esperado, o que nos PERMITE AVALIAR com mais nitidez. Ao final da atividade, podemos então, REVISAR nossa ação, ANALISÁ-LA e REPENSÁ-LA para um futuro próximo, melhorando-a naquilo que não saiu como imaginavamos.
É isso.
Vamos sim levar cada grupo os planejamentos discutidos neste período, com as sugestões dadas por todos e compartilhar com nossos colegas e conosco, claro. Será uma atividade para nota do módulo a entrega do planejamento.
Leiam os textos sobre EAD para dinamizar a discussão com os professores que irão encerrar nosso módulo.
Até sábado...
Marcia e Maria Cristina.
Roseane, quero dar uma sugestão: peça sempre sempre para que os alunos façam a anamnese e depois vc pode até corrigir porque eu acho que o aprendizado, a experiência prática e sua associação com a teoria consolida melhor o aprendizado. Não deixe os alunos só observando pois diminui a motivação. Coloque este povo pra trabalhar e inclusive trabalhar como superar-se a cada dia na formação médica.Devemos combater a apatia, a falta de interesse dos alunos, a falta de atitude desde cedo. Aliás, alguém tem alguma sugestão para esses casos de alunos desmotivados? Rosaly, posso assistir sua aula? No meu grupo vou sugerir levarmos uma nutricionista à USF para conversar com a equipe e os pacientes.
Carol... eis uma das maiores dificuldades hoje: quebrar a apatia implantada pelas atividades teóricas da graduação. Precisamos ter o propósito em nossas atividades para despertar os alunos a ter vontade de fazer e aprender por si só. Reconheço também em minha prática diária na emergência a dificuldade que tenho de ultrapassar esta barreira: fazê-los ver a importância de suas estadas ali, que não estão fazendo favor ao serviço, mas APRENDENDO.
Tenho a convicção que a iniciativa deve ser nossa. SOMOS NÓS QUE PRECISAMOS DAR-LHES A OPORTUNIDADE e USAR DO CONVENCIMENTO PARA QUE SEJAM MAIS HUMANOS, MAIS PLENOS, MAIS INDEPENDENTES DE NÓS E DA FACULDADE. Que eles aprendam por eles e pelos pacientes que em breve irão conduzir SOZINHOS.
ACHO que ESTÁ EM NÓS a SOLUÇÃO: nos convencer que isto é possível. ACREDITAR neles, primeiramente.
Marcia Cristina
Márcia, o que eu estava pensando era mais ou menos o seguinte.
- Temática: A importância do planejamento didático para ação dos colaboradores das USF.
- Objetivo:
Demonstrar a importância do trabalho realizado com um planejamento, partindo da observação e avaliação e comparação dos alunos que tiveram e nao atividades planejadas pelos preceptores.
- Conteúdos:
Textos sobre a importancia a sobre planejar vistos no decorrer deste curso.
- Desenvolvimento metodológico:
1. Roda de conversa com os funcionários da unidade de saude da família sobre as suas experiencias com alunos que ja estiveram na unidade.
2. Leitura de textos sobre palnejamento.
3.Receber estudantes planejando todas as atividades durante os estágios.
4. Avaliação periodica quinzenal para avaliar e/ou redirecionar atividades.
5. Ao final do estágio, formar nova roda de conversa com os funcionarios que relatarão como foi esta nova experiencia.
marcia essa é uma esperiência muito boa, estou crescendo muito, e espero atingir o objetivo do planejamento. em relação ao outro planejamento o que você achou!
Carol!
Obrigada pela sugestão e, tenho feito isso à medida do possível, pois alguns alunos colocam-se inseguros e resistentes a esta solicitação, embora, também, tenho tido experiências bastante construtivas na efetivação dessa ação (avaliação realizada pelo aluno, seguida de discussão com consolidação da teoria a prática ).
Gostaria, também, de informar que na USF realizamos o atendimento ao usuário de forma compartilhada, juntamente ao NASF(Núcleo de Apoio ao Saúde da Família) constituído pelos seguintes profissionais: psicóloga, farmacêutica, terapia ocupacional,fonaudiologia,fisioterapia,assistente social,nutricionista e sanitarista; cuja contribuição neste atendimento irá depender das nescessidades deste usuário.Além de podermos integrá-los as atividades dos grupos da comunidade e nesta mesma dinâmica ainda dispomos do NAPI(fitoterapia,yoga ,acumputura,medicina antroposofica,aromoterapia,etc).
Sara ótima ideia. Uma sugestao seria fazer a avaiação durante o processo, logo após as primeiras atividades, no meio e ao fim. Assim, a avaliação serve ao seu proposito, qual seja a de AUXILIAR NA REFLEXAO SOBRE O PROCESSO, COM VISTAS À CORREÇÃO DAS DIFICULDADES E IMPLEMENTAÇÃO DOS ACERTOS.
Marcia e Maria Cristina
Segundo Nelly Carvalho professora do Departamento de Letras da UFPE prestando homenagem ao professor Evaldo Coutinho. O mestre verdadeiro não impõe, suas verdades como absolutas, nunca usando o princípio magister dixit, para ser acreditado. Repetindo Georg Gusdof, o mestre verdadeiro ensina muito além do conteúdo, com suas atitudes, postura e saberes variados e profundos. Pois não se ensina apenas o que se sabe, mas o que se é. O verdadeiro mestre não é apenas o repetidor de uma verdade pronta e acabada: ele abre perspectivas para a verdade nos seus múltiplos prismas, pois sabe que ninguém a possui inteiramente, por ser a pessoa humana limitada. O que o mestre nos indica são os caminhos e as possibilidades que podem surgir durante as buscas. Professores temos muitos pela vida afora. Mestres são raros, porque o escolhemos por afinidade e admiração ( EDITORIAL – OPINÃO JC/ 07/2011p.6) www.jconline.com.br
PLANO DE ESTÁGIO NO CAPS
OBJETIVO GERAL:
Conhecer como ocorre num Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) a assistência a pessoas que têm transtorno mental, psicóticos e neuróticos graves que estão colocando suas vidas em riscos bem como a de terceiros, encontrando-se num momento de crise aguda.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Conhecer a proposta do Ministério da Saúde para o funcionamento de CAPS;
Pesquisar sobre os transtornos mentais;
Compreender os problemas mentais levando em consideração o todo do ser humano (visão holística);
Entender o fluxo na rede de saúde mental;
Citar alguns programas na saúde mental como o das Residências Terapêuticas e o De Volta Para Casa.
Elaborar um caso clínico sobre um indivíduo admitido no serviço.
METODOLOGIA:
Fazer uma Roda de Conversa diagnóstica para saber o que os discentes sabem sobre o que o Ministério da Saúde preconizou para os CAPS;
Estimular a pesquisa sobre o tema- Reforma de Assistência Psiquiátrica;
Incluir o aluno nas atividades da unidade de saúde a princípio como observador;
Colocar o aluno para participar de grupo com os usuários do serviço acompanhado de um componente da equipe.Por exemplo, trazendo um tema relevante para a saúde visando a promoção ou prevenção de saúde;
Elaborar um estudo de caso clínico de um usuário vinculado ao serviço;
Fazer um relatório sobre o período que esteve no CAPS.
PERÍODO DO ESTÁGIO:
Duas semanas
Na primeira semana os discentes deverão acompanhar os técnicos da unidade mais como observadores;
Na segunda semana os discentes terão participação ativa, com a presença de um dos técnicos, quando levarão um tema de saúde coordenando um grupo com os usuários do serviço, e, também apresentarão e discutirão com a equipe o caso clínico elaborado.
AVALIAÇÃO:
Instrumento de avaliação constando questionamentos sobre saúde mental, os transtornos mentais , e ,o trabalho que é realizado na unidade;
Instrumento contendo observações do desempenho, posturas e atitudes do aluno durante o período que esteve na unidade de saúde.
A Resolução CNE/CES nº4 de Novembro de 2001 - é uma determinação do Governo Federal criada para haver uma ação integrada dos profissionais de saúde, para que estes desenvolvam uma formação profissional generalista, humanistica, crítica e reflexiva. Isto fortalece os conhcimentos que estamos adquirindo atavés dos estudos de Paulo Freire, Antônio Joaquim e de tantas aulas que temos tido durante o nosso curso de Docencia no Ensino Superior.
Marcia e Maria Cristina e Caroline,
Será um grande prazer para mim a presença de vocês durante a aula de dislipidemia. Ficarei honrada se quiserem colaborar com a execuçao do projeto. A experiência e conhecimento de vocês sobre o assunto vai enriquecer sobremaneira nossa atividade didatica.
Referente a data vai depender da disponibilidade das alunas. Que tal dia 26/08/2011 antes do curso ou em uma tarde de sábado,dia 20 de agosto? Seria bom que todos participassem.
ROSALY
o texto educação a distância no ensino superior soluções e flexbilização de José Armando Valente debate sobre a EAD (educação a distância) onde questiona o enfoque pedagógico nesta modalidade de ensino e estimula a reflexão: transmissão de informação X aprendizagem na educação à distância, fala também dos diferentes tipos de abordagens pedagógicas de EAD.
. broadcast, apenas transmissão do conhecimento.
. virtualização da escola tradicional, onde há o repasse de informações mas há interação com o professor e pode ser aplicada uma avaliação.
. estar junto virtual, acompanhamento e assessoramento constante do aprendiz no sentido de poder entender quem ele é e o que faz.
Diante disso percebo que EAD também sofre uma transformação em busca de uma educação inovadora que possibilita uma formação com construção de novos conhecimentos aliada a vantagem da realização de cursos adaptáveis aos horários dos discentes.
Carminha, foi mal o meu desconhecimento, mas, o que é princípio magister dixit?
Caroline, tenho que reconhecer quão enriquecedor é essa nossa forma de trabalhar no blog. Ler as postagens dos nossos colegas, de fato nos ensina. Eu nunca tinha ouvido falar nesse princípio, então fui dar uma pesquisada só para a gente entender melhor. Vou colocar o que encontrei. Mesmo assim, aguardo você, viu Carminha!
Magister dixit, "O mestre disse". Frase proverbial de origem latina usada entre os antigos, popularizada pelos comentadores medievais de Aristóteles, para quem a opinião de seu mestre não admitia réplica.
Magister dixit = Faça o que eu digo= autoritarismo= impositivo
OI CAROLINA COUTINHO AI VAI A RESPOSTA DA SUA PERGUNTA - Magister dixit (O mestre o disse) é uma expressão latina que pode ser utilizada quando se procura construir um argumento referindo-se à uma autoridade tida como inquestionável.
O termo era usado pelos professores de Florença e em toda a Itália por volta do ano de 1600, para impôr silêncio aos alunos que questionavam as teorias de Aristóteles, que era considerado o mestre da Astronomia. Quando um aluno da Universidade questionava alguma teoria de Aristóteles, os professores logo o interrompiam dizendo "Magister Dixit", que significa "O Mestre Disse", e dava fim a questão. Foi assim por muito tempo, até que surgiu um homem que iria contestar e contrariar quase todas as teorias de Aristóteles e também a Igreja Católica, Galileu Galiei. Com experiências e testes, ele conseguiu provar o contrário do que todos pensavam na época, uma de suas descobertas foi a de que a Terra não era o centro do Universo, que Aristóteles defendia em uma de suas teorias.
Ver também as seguintes expressões correlatas:
• (lat.) ipse dixit (ele mesmo o disse): O líder, o mestre, o disse. Uma expressão que Cícero utilizou em seu escrito De natura deorum.
• (greg.) autos epha (Αὐτὸς ἔφα - ele mesmo o disse): O líder, o mestre o disse. Uma expressão que os pupilos e seguidores de Pitágoras utilizavam nas ocasiões em que procuravam apresentar um argumento em relação a alguma tese como uma verdade categoricamente irrefutável.
Na Idade Média o conceito magister dixit foi muito utilizado na Europa para afirmar o poder e autoridade incontestável da Igreja Católica e suas lideranças eclesiásticas (i.e papas, bispos, cardeais, padres, etc.).
No contexto democrático ocidental atual a expressão magister dixit é freqüentemente utilizada de forma irônica.
Não tenho dúvida Clariana que COM - PARTILHAR nossas dúvidas e aprendizagens é enriquecedor. A riqueza está na partilha.
Aqui encerramos a atividade da disciplina. Agradeço o empenho e dedicação de todos e espero que prossiguemos juntos construindo a nossa IDENTIDADE DOCENTE.
Marcia Cristina.
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