domingo, julho 31, 2011

Retomando os trabalhos - 1a sem Agosto

Caros pós-graduandos,

Gostaria que lessem e comentassem o artigo q mandarei por email
O título:
Produção do cuidado e produção pedagógica: integração de cenários no sistema de saúde no Brasil, de Tulio Batista Franco
link:
http://www.scielo.br/pdf/icse/v11n23/a03v1123.pdf

Mando também três notícias do site do Ministério da Saúde, da área de Gestão da Educação na Saúde:

Revalida 2011
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=37359&janela=1

Médicos podem pagar FIES com trabalho em municípios de extrema pobreza
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12764

MEC prevê abertura de 2,5 mil novas vagas para medicina
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=37547

aguardo as postagens de todos.

Paulette

69 comentários:

francijane disse...

Lendo essas notícias observo pontos positivos e pontos preocupantes, abrir mais vagas nos cursos de medicina acredito que seja necessário, porém não percebo investimentos suficientemente necessários nos cursos públicos que já existem antes de pensar em sair abrindo vaga temos que pensar em qualificar as que já existem, é interessante a ideia de oferecer incentivo aos médicos em troca de permanência em áreas onde há dificuldade de manutenção desses profissionais porém me questiono se isso não seria uma solução temporária. E por fim vejo preocupante a averbação de muitos profissionais graduados em outros países não por falta de competência desses profissionais mas devido a grande distancia entre o modelo de formação entre esses profissionais e o que rege nossas regulamentações para formação dos profissionais de medicina hoje.

Rosaly Lins disse...

Cara professora Paulette,
O texto sobre Produção do cuidado e produção pedagógica: integração de cenários no sistema de saúde no Brasil, de Tulio Batista Franco, enviado por você nos leva a realizar várias reflexões.
Uma pensamento expresso pelo autor, que ao meu ver sintetiza a idéia principal do texto é:
“ Entendemos que os processos educacionais só terão eficácia se conseguirem, junto com os processos de cognição, operar mudanças também nas subjetividades dos trabalhadores. Experiências nesse sentido têm sido observadas. Por exemplo, a Residência Integrada em Saúde”
Acredito que o programa da Residência Integrada em Saúde não só tem produzido benefícios a coletividade como também aos diversos profissionais de saúde que fazem a residência.
Acredito que este Programa da Residência Integrada em Saúde deveria ser ampliado, na prática tem estado restrito quase apenas a profissionais com formação em enfermagem e odontologia.
Deveria abranger maior participação de profissionais de outras área a exemplo dos nutricionistas, dos biomédicos.
ROSALY

francijane disse...

Rosaly estamos com residentes na nossa unidade de várias formações dos cursos de saúde, já acontece mesmo de forma incipiente o que você sugere

Carminha Raposo disse...

Paullete em relação às noticias que você nós enviou - Eu me pergunto estas medidas que o governo federal esta tomando até que ponto é bom.
No meu olhar a necessidade de termos uma verdadeira política educacional, e uma política de saúde e de Gestão de Pessoas séria e comprometida com o trabalho e isto em todos os níveis de governo. Investimento na educação básica, principalmente na zona rural e nos confins do nosso Brasil tais como Amazonas, Acre, Piauí, Pernambuco e outros estados. No investimento no transporte escolar, merenda nas estruturas prediais das escolas e nos professores, com isto iremos construir cidadãos ciente de seus direitos, prevenindo e promovendo saúde.
Necessitamos de mais médicos, mas também precisamos de luvas, gazes, lençóis, leitos, de respeito e ética e de morrer com dignidade sem ser preciso ir para a justiça para morrer com uma assistência humanizada. Eu não sou boi e ninguém é, para ser esquartejada, onde cada profissional vê um pedaço de mim. Quero ser olhada como ser humano, cabeça tronco, membro e vísceras sou mulher, mãe, inclusive sou alma, mente e corpo também sou tristeza, alegria, depressão, sanidade e insanidade inclusive sou luz sou escuro isto tudo sou eu.
Precisamos de um SUS mais ágil, de uma assistência primaria, secundaria e terciária mais rápida e de profissionais comprometido com sua profissão vendo e sentido que ele ou um seu ente querido pode estar no lugar do outro (paciente). Tudo isto é pra ontem.

maria de fatima nepomuceno disse...

sobre o texto de Franco :
a produção pedagogica X produção dos cuidados - essa associação me parece muito pertinente pois enquanto cuidamos dos nossos comunitarios junto com os alunos tambem realizamos trocas de saberes e conhecimentos. outro ponto que achei interessante quando ele cita a importancia da subjetividade e as experiencias do cotidiano no trabalho. A nossa bagagem neste pelo tempo de estrada que temos é muito ampla e ultrapassa os saberes digamos cientificos. Na pratica docente o envolvimento do profissional e aluno ultrapassa as barreiras do conhecimento tecnico e envolve experiencias subjetivas adquiridas ao longo de sua vida profissional. Em muitas situações o profissional troca de lugar com o individuo e neste momento suas emoções e outros sentimentos emergem.
outro ponto interessante na nossa rotina do cuidar é acomodação dos profissionais na não valorização da pesquisa integrada ao serviço, a falta de educação continuada. devemos a partir de ja criar um ambiente de trabalho que valorize tambemm o profissional no sentido de formador de opinião, transformador de realidades e teremos como produto final a melhoria da qualidade no trabalho, maior resolução e uma melhoria na relação profissional/ aluno/ paciente/ gestão e academia.

Carminha Raposo disse...

O texto de Franco, (2007) cita que a Reforma Sanitária brasileira não está conseguindo causar o impacto esperado na melhoria da assistência à saúde, o SUS e seus princípios norteadores não tem surtido o efeito que se espera. A educação na saúde apesar dos esforços na maioria das vezes não constrói sujeitos críticos reflexivos e com isto as praticas assistenciais permanecem as mesmas podendo até dizer que houve uma queda drásticas na qualidade da assistência prestada aos usuários e ele é visto sob a ótica fragmentada em suas necessidade básicas em que nunca será atendido plenamente e por isto ele nunca deixará os ambulatórios por que ele estará sempre doente. Esta situação tem se agravado quando “educação continuada em saúde” fez com que ocorresse transferência de saberes e nos tornamos simplesmente um ser robotizado e simplesmente repetitivo, anulando a capacidade reflexiva e o sujeito criativo é desconstruído, e a idéia do “pensar logo existe” deixa de ser prioridade. Quando penso realizo a construção de um ser reflexivo dou o direito de o outro pensar, ai esta o nó critico estou deixando de produzir, demoro a atender, perco tempo o meu numero de atendimento diminui já não sou produtivo para a economia. Sendo reflexivo critico me torno humano eu deixo o outro escolher o que é bom para ele. Torno-me HUMANO coloco em prática a HUMANIZAÇÃO na assistência a saúde.

gioconda disse...

Paulette já era de se esperar o surgimento de novas escolas de medicina, pois hoje sabemos que a oferta do profissional médico é bem maior que a procura, com isso podemos refletir o que foi trabalhado em sua aula passada quando falamos nas necessidades que vão surgindo com a o crescimento da sociedade e suas evoluções, vejo também que o curso médico vem se diluindo em especialidades das especialidades. Com isso aumenta ainda mais a necessidade deste profissional no mercado, com isso as filas de espera para marcação de especialistas, psf sem médicos, plantões fechados pala falta do médico em fim, acho que hoje estamos precisando do aumento de escolas para formar médicos. Agora é importante melhorar as escolas que já temos e abrir boas escolas, para formar bons profissionais.

Paulette disse...

Rosaly,
Hoje, no Estado de Pernambuco, são cerca de 500 residentes de todas as profissões. Aqui na UPE temos 3 residencias multiprofissionais, duas com 11 profissões e uma com as 14 profissões da saúde. Saude da Família (11) e Saúde Mental (5) e saúde coletiva (14). Só nessas são 44 residentes. Além dos do HUOC, com Nutrição, enfermagem, cirurgia bucomaxilofacial. Nos outros hospitais do estado temos residencias em psicologia, fisioterapia, farmácia, nutrição, além da enfermagem (não sei se esqueci alguma). Que tal ver os editais no site www.upenet.com.br?

Realmente Gioconda, há um claro desequilíbrio entre oferta de empregos e demanda de médicos para ocupá-los.
E a nova portaria do MS que manda fazer cumprir a Constituição Federal que só autoriza dois vínculos aos profissionais de saúde?
Alguem pode localiza-la e postá-la?
qual a repercussão na rede?

O que esses fatos representam enquanto POLITICA DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE??

Carminha Raposo disse...

Paullete segue a Portaria, não sei se é esta - PORTARIA MINISTERIAL PROÍBE MAIS DE 02 VINCÚLOS
PORTARIA SAS/MS 134/2011
________________________________________
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE
PORTARIA Nº 134, DE 4º DE ABRIL DE 2011
O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,
Considerando que o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) é instrumento essencial de gerenciamento e gestão utilizado para o direcionamento das ações de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS);
Considerando a necessidade de assegurar a fidedignidade das informações registradas, bem como de estabelecer critérios de operacionalização destas informações no SCNES;
Considerando a Portaria SAS/MS nº 511, de 29 de dezembro de 2000, que estabelece a responsabilidade dos gestores estaduais e municipais no cadastramento e na constante atualização do cadastro dos estabelecimentos de saúde; e
Considerando a Portaria nº 648/GM/MS, de 28 de março de 2006, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, resolve:
Art. 1º Constitui responsabilidade dos gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal/DF, bem como dos gerentes de todos os estabelecimentos de saúde na correta inserção, manutenção e atualização sistemática dos cadastros no SCNES dos profissionais de saúde em exercício nos seus respectivos serviços de saúde, públicos e privados.
Art. 2º Fica proibido o cadastramento no SCNES de profissionais de saúde em mais de 2 (dois) cargos ou empregos públicos, conforme disposto no Art. 37, inciso XVI, alínea 'c', da Constituição Federal de 1988.
§1 ° O descumprimento do previsto no caput deste artigo terá como consequência a inconsistência do registro deste profissional em cadastros anteriores no exercício de cargos ou empregos públicos, mantend°o apenas nos 2 (dois) cadastros mais recentes.
§2 ° No caso de cadastramento de profissional que exerça 2 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, deve ficar comprovada a compatibilidade de horários, conforme disposto no Art. 37, inciso XVI, alínea 'c', da Constituição Federal de 1998.
Art. 3º O cadastramento de um profissional de saúde que exerça suas atividades como profissional liberal ou trabalhador autônomo em mais de 05 (cinco) estabelecimentos de saúde não públicos, somente será autorizado mediante justificativa do gerente do estabelecimento, validada pelo gestor municipal, estadual ou do DF, em campos específicos do SCNES.
Parágrafo único. A justificativa deverá ser feita pelos respectivos gerentes dos estabelecimentos subseqüentes que passarem a gerar a situação citada no caput deste Artigo.

Carminha Raposo disse...

Continuação da Portaria - Art. 4º Poderá ser autorizado o fracionamento da carga horária semanal de um mesmo cargo ou emprego público de profissional de saúde em mais de um estabelecimento público de saúde do órgão ou entidade ao qual este profissional esteja vinculado, mediante justificativa do gerente do estabelecimento de saúde, validada pelo gestor municipal, estadual ou do DF, em campos específicos do SCNES e desde que sejam respeitadas as regras de ingresso do profissional de saúde no cargo ou emprego público.
Parágrafo único. A soma do fracionamento da carga horária referida no caput não poderá ultrapassar a carga horária total deste cargo ou emprego público.
Art. 5º Para o profissional pertencente à equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF), além do cumprimento do disposto no Art.2º desta Portaria, ficam estabelecidas as seguintes regras:
I - Fica vedado seu cadastramento em mais de 01 (uma) equipe da ESF;
II - Para o cadastramento deste profissional em mais de 03(três) estabelecimentos de saúde, independentemente da sua natureza, deverá haver justificativa e autorização prévia do gestor municipal, estadual ou do DF em campos específicos do SCNES.
Art. 6º Será suspenso o repasse dos recursos pelo Ministério da Saúde referentes ao custeio da equipe da ESF à qual pertença profissional que não atender ao disposto nos Art. 2º e 5º desta Portaria, de forma isolada ou cumulativamente, a partir da competência maio de 2011.
Art. 7º Será utilizada a base de dados do Conselho Federal de Medicina, disponível no endereço eletrônico: www.cfm.org.br, para a avaliação da compatibilidade entre o nome do profissional médico informado e o número de seu registro no Conselho.
Art. 8º O Art. 2º da Portaria SAS/MS nº 51, de 26 de fevereiro de 2004, passará a vigorar com a seguinte redação:
" Art. 2º Determinar que o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS disponibilize nova versão do CNES na primeira semana de março/2004, com as seguintes exigências ou funcionalidades:
- Exigir CPF para todos os profissionais, com crítica de validação;
- Exigir os CBO correspondentes aos serviços/classificação nas inclusões cadastrais;
- Consistir a base já existente, não permitindo que permaneçam cadastrados Serviços/classificação cujos CBO não estejam devidamente cadastrados." (NR)
Art. 9º O Art. 5º da Portaria SAS/MS nº 51, de 26 de fevereiro de 2004, passará a ter a seguinte redação:
"Art. 5º Determinar que os gestores observem as orientações constantes do Manual do CNES e dos diversos informes divulgados pelo Ministério da Saúde e também repassados durante os treinamentos, cujo conteúdo principal contempla:

Carminha Raposo disse...

- A carga horária semanal/CHS deve ser a efetivamente disponível para o estabelecimento no CBO correspondente, ambulatorial ou outros, independente do que consta do contrato de trabalho;
- Só devem ser cadastrados com CBO de especialidade os médicos que atendem exclusivamente a determinado grupo de pacientes com patologias e agravos definidos para a especialidade médica, cuja comprovação da habilitação do profissional, é de responsabilidade do estabelecimento.
- Quando o gerente do estabelecimento de saúde optar pela cessão de crédito e o gestor local admitir esta forma de repasse, o profissional médico deverá ser cadastrado como autônomo." (NR)
Art. 10 Caberá à Secretaria de Atenção à Saúde - Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC/SAS/MS) e Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS), adotar as providências necessárias junto ao DATASUS, para o cumprimento do disposto nesta Portaria.
Art. 11 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir da competência maio de 2011.
HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JÚNIOR
D.O.U., 05/04/2011 - Seção 1

Carminha Raposo disse...

Lá vai eu com o meu achismo: Mas sinceramente a atitude tomada pelo MS foi corajosa pertinente e muito importante espero que não seja fogo de palha. As políticas públicas de Saúde e Educação têm que rever como estão preparando os profissionais, para que e o porquê eles terem escolhido a profissão que estão atuando. Percebe-se um comportamento nocivo, deste profissional que apresenta dualidade na sua atuação nós múltiplos empregos que tem, e o mais agravante que qualidade de vida que ele tem e os riscos que as pessoas que estão sob sua responsabilidade estão correndo. Basta vermos os noticiários os Conselhos Reguladores das profissões e Sindicatos os números de queixas e de erros incorridos no exercício profissional. Há necessidade de investimento em melhoria salarial, nas políticas de educação do profissional, na estrutura física do ambiente de trabalho mais muito importante que os profissionais gostem do que fazem, nós não precisaríamos ser “ MADRE TEREZA DE CALCUTA” e nem SANTO ANTONIO DOS PÉS DESCALÇOS” , e o que piora são muitos gestores desonestos que fazem contratos sabendo que os profissionais não podem cumprir simplesmente de olho no repasse das verbas para os municípios. E esta conduta de vários vínculos virou uma praga na saúde e o que eu acho mais imoral ele é pago para dar X carga horária mais da metade V desta carga horária. E muitas vezes se acha no direito de se achar injustiçado quando cobrado ou quando se depara com alguma situação que requer que utilize um pouco mais dos seus neurônios ai culpa os gestores E neste puxa encolhe quem sofre as conseqüências é o paciente que é tratado como se estivessem pedindo esmola e os profissionais fazendo favor

francijane disse...

Acredito que essa portaria é extremamente necessária, pois um profissional com tantos vinculos não consegue dar qualidade há nenhum deles, vivi a realidade do interior onde o profissional médico oferecia apenas doze horas da quarenta contratada e como Carminha falou o Gestor fazia vista grossa pois para ele melhor manter um médico com doze hora do que não o ter, porém o outro lado da moeda é que tínhamos uma equipe de saúde da família sem vinculo de fato com a comunidade uma vez que não se conseguia fazer o mínimo exigido apenas se fazia algo que nem de perto lembra o que se busca dentro da ESF, resultando em uma assistência não comprometida e sem vinculo e responsabilidades. Como Carminha falou no fim que sofre as consequências é a população. Pergunto já está por vim uma portaria sobre a flexibilização da carga horária do médico no PSF será que ajudará a resolver ou melhor a ausência desse profissional no programa ou permitirá mais açães como esta?

Karla Soares disse...

Ao ler o texto de Franco penso logo sobre a minha vivência no serviço de saúde. Vi aspectos que é chamado atenção, como a falta do impacto que os investimentos em educação deveriam ocasionar nos serviços, e, isso relacionada à observação feita sobre esses investimentos, os quais têm sido mais voltados para as pós- graduações, quando necessitaria de mudança na formação durante a graduação, sabendo, no entanto, que mudanças na graduação já estão acontecendo. Achei importante a colocação dele quando diz que a proposta educacional para a saúde “é educar com o objetivo de produzir sujeitos capazes de protagonizar mudanças nos serviços de saúde”. E ainda “organizar a ação direcionando para mudanças no nível organizacional, técnico-assistencial, nas relações em equipe, nas formas de acolher e responsabilizar-se pelo usuário”. Tudo isso tenho tentado vivenciar com os discentes que passam pelo serviço. Percebo que o trabalho é feito no um a um, e que o efeito dessas ações que nós que estamos refletindo/estudando sobre docência, será vista pouco a pouco e não causando um impacto instantâneo como gostaríamos de ver. Outro ponto foi à referência dele colocando que trabalho, ensino e aprendizagem misturam-se nos cenários de produção de saúde, e, também o paralelo entre a linha de produção de cuidado e a de produção pedagógica na estrutura do SUS. Desta forma vejo que precisamos ficar atentos às ações pedagógicas que realizamos, para que elas contribuam para a produção de sujeitos com capacidade de intervir na realidade, baseados em princípios humanitários e solidários, produzindo saúde.

Sara Virna disse...

Reportando-me ao texto de Franco, concordo com suas colocações e vejo a importancia se colocarmos todos os sujeitos envolvidos no processso de saude como sujeitos que devem estar intimamente ligados às modificaçoes necessárias à melhoria de qualidade prestada nos dois setores, educação e saúde, pois , como foi dito pelo autor, se o quadrilátero da formação para a saude, se envolve em conjunto as mudaças e aprendizados ocorrem em todos os setores envolvidos. A nossa importancia neste processo de produção do cuidado e produção pedagogica nos modifica e melhora enquanto sujeitos o que nos torna modificadores da realidade, nos conduzindo a sermos seres transformadores e modificadores da realidade das comunidades por nós assistidas, fazendo com que a gestão entenda tambem as melhorias com mudanças em processo e articulaçoes educacionais. Gostei da frase do autor "A produção pedagógica ocorre pari passu à produção do cuidado", e, sejo isso cada vez melhor, observando as mudanças curriculares que a universidade faz, que refletem em educadores mais críticos, preceptores mais engajados com a universidade, e estudantes modificadores de opniao e observadores e modificadores da realidade proria e da comunidade.

Sara Virna disse...

Vendo os comentários de Carminha e Francijane, penso em relaidades vivenciadas por mim tb no interior , onde a saude ainda é pior que aqui na capital, enquanto oferta de medicos nos serviços de atençaõ básica, a carga horária nao é respeitada nem pela gestao, que faz vista grossa pelo discumprimento de horários , pois como foi falado é melhor que nao ter medico algum, mas vejo que isso tb acaba acontecendo na capital, por conta da falta de profissionais neste e em outros setores. Se por um lado com 2 vinculos a falta de medicos almentará, por outro a qualidade no atendimento melhora consideravelmente, sabemos que o desdobramento para milhoes de vinculos que os profissionais procuram é por conta de melhoria salarial, concordo entao com a portaria, mas acho q ela deveria ter vindo junto com um plano de melhoria salarial para os profissinais, pois, por exemplo, a dedicação exclusiva necessaria aos profissionais de saude envolvidos na atenção básica so poderá ocorrer realmente, quando os profissinais envolvidos no processo tiverem salarios tambem condizentes com este processo.

maria de fatima nepomuceno disse...

Em relação a novas turmas para medicos

acho que no momento atual não é necessario NOVAS escolas medicas MAS é necessario sim que os novos medicos que estão se formando repensem a atenção primaria como importante pratica de trabalho. O que vemos atualmente são sub especialidades deixando cada vez mais de lado o homem como ser inteiro e pensante para cuidar apenas de pedacinhos.....
Me preocupa o futuro do PSF na mediada emm que os atuais profissionais se aposentarem e aí quem vai dar continuidade?
sobram vagas para medica residente no saude da familia e muitos postos descobertos. Hoje é mais interessante financeiramente dar umm plantão em uma UPA do que trabalhar em PSF, sem contar com os colegas sem perfil e fazem de conta que trabalham. Acho que temos que mudar a forma de pensar dos alunos e começar um trabalhoa de divulgação do nosso trabalho.
outro ponto que acho importante é o TOTAL desconhecimento de como funciona o PSF por alguns professores da UPE mesmo nos dias de hoje. SOu ainda confiante porem temos que começar a agir e o curso de docencia vem na hora para mostrar o nosso trabalho e aumentar o vinculo com academia;
quanto a portaria 134-- acho-a correta e valida pois muitos colegas ja entrem nas unidades de saude de costas e mal olham para os pacientes. trabalho em terceiro turno e ouço as queixas das pacientes quanto ao comportamento de algunns colegas. Se vai adiantar o futuro é quem dirá pois sempre se acha uma brexa na lei e se consegue outros vinculos.

maria de fatima nepomuceno disse...

tambem concordo com Sara quando ela cita horario entegral e melhores salarios mas......
acho que mesmo assim alguns colegas achariam um jeito de burlar e conseguir um modo de ter um outro vinculo.
Acho que alem de melhores salario faz-se necessario

Aptidão para a profissão
gostar do que faz
gostar de pessoas
saber ouvir
perfil para algumas especialidades
carga horaria humana e bem remunerada e no caso dos PSF com limite maximo de 900 familasi
e alem de tudo saber que na nossa profissão pouquissimos ficam ricos....

pereira disse...

Em mais de vinte anos de trabalho no serviço público venho acompanhando sucessivas descontinuidades nos programas e/ou atividades de saúde,devido a mudanças na gestão.Não valorizando a competência técnica dos gestores,nem a relevância do trabalho que estava sendo realizado.A escolha do novo gestor não considera a formação em gestão pública,como pré-requisito.
A falta de logística nas USFs e a interrupção no fornecimento de insumos prejudica sobremaneira a manutenção das ações de saúde ,gerando insatisfação ao trabalhador e usuário.
A política de valorização dos trabalhadores que privilegia algumas categorias em detrimento de outras e a falta de perfil do profissional que assume vagas para trabalhar na ESF.
A complexidade do SUS,os sérios problemas causados pela desigualdade social e econômica,de um país continental ,fazem com que este estatuto legal que organiza a assistência à saúde ainda seja um processo em andamento.
Desta forma,é de se esperar que,embora o grande investimento em capacitações permanentes e formação dos profissionais,posteriores a graduação,não promova a mudança esperada na qualidade da assistência à saúde,mas sem sombra de dúvidas,é o caminho certo e nós temos um papel importante neste processo.
Tatiana Pelinca

Roseane S. da Silva disse...

O texto produção do cuidado e produção pedagógica demonstra claramente o que acontece na nossa realidade em que embora haja as capacitações observamos que estas praticamente não têm tido repercussões nas nossas ações.
Tenho observado que alguns capacitadores não se encontram apropriados do saber e, quando sim não conseguem integrá-lo ao saber fazer diante da realidade dos “SUS” e percebo o descaso de alguns pares ( incluo todas as categorias profissionais) nesta ocasião, com descumprimento do horário e incoerência nos questionamentos perante o facilitador. Deveria ser o momento supervalorizado, tendo em vista a possibilidade de acréscimo aos nossos saberes e consequentemente contribuições para melhorias na assistência à saúde.
Superando, o desafio do aperfeiçoamento à capacidade técnica (cognição) defrontamo-nos com a maior dificuldade que consiste no campo da subjetivação que envolve o saber-fazer e querer-fazer a cada dia o melhor a partir de uma postura reflexiva e ativa.
Antes de sermos profissionais somos pessoas com ambivalência, no entanto precisamos superar nossas experiências negativas para que não repercutam no nosso trabalho, nem que para isso tenhamos que recorrer a outros profissionais (ex. psicólogo etc), visando um bem-estar comum ( trabalhador e usuário).
“Sugerimos que a ação pedagógica dispare processos de subjetivação, associados aos de cognição”.
“Entendemos que os processos educacionais só terão eficácia se conseguirem, junto com os processos de cognição, operar mudanças também nas subjetividades dos trabalhadores”.
Acredito que havendo mudanças nas subjetividades dos trabalhadores ( e aí eu incluo os gestores) outras questões poderão ser trabalhadas como a qualificação dos profissionais com repercussões na assistência, gerenciamento de recursos e vínculos ( os quais são inferidos todas as categorias profissionais seja no interior ou na capital), humanização não só com o usuário como também com o colega de trabalho, haja vista ser em equipe e desta forma o sucesso de um é de todos, assim como o descompromisso de um integrante trás repercussões nos demais.
Vamos cuidarmos uns dos outros como um todo, visando a construção de um mundo melhor e com isso produzirmos o cuidado integrado a nossa produção pedagógica.

Rosaly Lins disse...

Ao meu ver, a idéia principal do artigo intitulado Produção do cuidado e produção pedagógica: integração de cenários do sistema de saúde no Brasil,publicado em 2007 e escrito por Tulio Franco , psicólogo , doutor em Saúde Coletiva é expressa por ele quando afirma que a ação produtiva é duplamente transformadora, onde ao mesmo tempo em que o trabalhador produz os atos de cuidado, mudando a realidade, produz a si mesmo como sujeito. Ou seja o trabalhador constrói o seu conhecimento apoiado na necessidade do cotidiano, há uma interação entre pesquisar, aprender/ensinar, executar, cujos resultados positivos são decorrentes das interações entre os diferentes atores e o contexto onde está inserido.
Concordam?
ROSALY

ivaldocalado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ivaldocalado disse...

Em relação ao texto produção do cuidado x produção pedagogica,entendemos que o cenario de aprendizagem do SUS,que baseia-se na educaçao da saude,observamos um grande disperdicio de recursos que,que nao causam impacto nos serviços(como vemos investimentos nas POS e na graduação não).Observamos tambem no contexto geral a falta dad interdisciplinaridade,refletindo por vezes um trabalho fragmentado.E preciso que no ambiente de trabalho sejam criadas iniciativas proprias de criação no trabalho,exemplo produção de atividades cientificas e de treinamento tecnico,por ex.nos fazemos parte do serviço de ecocardiografia do HAM,no qual alem da atividade assistencial,tambem produzimos trabalho cientificos,trinamento na graduaçaõ e na pos(RESIDENCIA MEDICA).e cursos de extensãosendo que se nao existisse a iniciativa propria nada disto aconteceria,ressaltando-se tam o aspecto interdisciplinar.Portando as mudanças no serviço de saude devem sempre contemplar o cotidiano na inovação da educação e da saude.E tambem preciso que nas propostas de saude ,reforçarmos o desejo de educar,e o educar institucional qu e opera a partir do humano,mobilizando o sujeito.As educaçoes permanentes no SUS,saõ cenarios de produção pedagogica na sunidades de cuidados.Ha necessidade de fortalecer a relaçao ensino-aprendizagem.Portanto a produção do cuidado e a produção pedagogica devem caminhar paripassu,para constituir um processo de cognição.

ivaldocalado disse...

Em relaçao a abertura de novas escolas de medicina,observamos que muitas destas escolas não tem as minimas condiçoes de funcionamento,como por ex.Hospital escola e professores de nivel avançado"Doutores",e ai mais grave os profissionais formados não exerciriam uma medicina de padrão adequado.Como outras profissoes p.ex.Direito,o exame de habilidade profissional mostra um resultado estarrecedor,em 2007 o CREMESP-SP,realizou uma prova de habilitação profissional,em que submeteram-se 1000 estudantes de medicina do sexto ano,de varias faculdades do estado,inscritos voluntariamenete vale ressaltar.O resultado, 38% nao tinham conhecimentos considerados minimos para exercer a medicina,extrapolando para outros aspectos o numero de processos etico-profissionais medicos ,cresceu na ultima decada para proporçoes acima de 140%.A abertura desenfreada de novas escolas medicas traz importante disperdicios do dinheiro publico,mesmo sabendo-se que a quase totalidade dos cursos abertos são de entidades privadas.O governo não tem recursos para subisidiar a abertura de novas escolas.Aquelas privadas querem assumir o seu papel substituindo o estado nas areas carentes.Sua abertura indiscriminada não preenche as areas que tem necessidade real,esta deveria ser baseada numa diretriz,a qual esta se submeteria(Diretriz governamental),e ai os investimentos das escolas privadas seriam dirigido para as areas mais carentes,o que de certa forma desobrigaria ao governo de lá usar os seus recursos poupando o estado.E as estatisticas mostran que no nosso pais existem mais escolas do que se necessita,temos uma população menor do que os EEUU,e o dobro de escolas medicas.A proliferação dos cursos acontecem sem mecanismos de avaliação(para a qualidade).O mercado de trabalho do medico esta cada vez mais tumultuado,no SUS p.ex sabemos que não existe isonomia salarial nos varios niveis,mas o que existe é diferenças grosseiras de salarios,em prol de alguns que pouco trabalham,e não tem compromisso com a produção do cuidado,e muito menos com sua produção de ensino-pedagogica,acreditamos ser este desnivel decorrente principalmente de falta de gestao administrativa.Voltando a problematica das escolas medicas,acreditamos que antes de abrir noivas escolas,pensemos em distribui-la melhor,e se assim acontecer utilizar criterios rigorosos de qualidade referendados pelo Estado,e pela sociedade.

ivaldocalado disse...

O processo de revalida 2011,revela uma maneira de se realizar uma avaliaçao correta tanto do conhecimento teorico como de habilidades dos cursos medicos do Exterior.As estatisticas são assustadora de 628 medicos que prestaram exame de revalidação apenas 02 foram aprovados,e ai a importancia do revalida composto e realizado com criterios, acho ser o principal item deste documento.Em algumas postagem na internet alguns alunos questionaram se o exame fosse realizado pelos estudantes do brasil que performance estes teriam? Mais o revalida ,é uma ferramenta importantissima na avaliação destes alunos,o exame deve ser criterioso,rigoroso,tal e qual quando observamos os paragrafos colocados no seu edital de março de 2011.

Rosaly Lins disse...

Cara Profª Paulette,
Fiquei sabendo há três dias que você foi uma das grandes responsáveis para que ocorresse a implantação da Residência Multiprofissional em Saúde na nossa querida UPE. Você merece parabéns e o respeito de todos nós por tão grande feito.
A residência multiprofissional integrada é bem coerente com tudo que você defende e com todo este processo ensino-aprendizagem e pesquisa. É a forma prática de aplicar o que estamos sempre defendendo, ensino-aprendizagem interligado com a prática produtiva em conjunto com ações sócio-política visando benefícios para a comunidade em que cada equipe profissional está atuando.
Você poderá alcançar ainda melhores resultados se introduzir na equipe multiprofissional o profissional biomédico como integrante da residência. É interesse do o SUS o programa de controle da Obesidade e Diabetes, e o profissional biomédico esta capacitado para prestar grande ajuda também no sucesso deste controle. O biomédico tem capacitação para atuar junto aos diabéticos para que estes aprendam a lidar com a identificação e controle do acompanhamento da glicemia, sobretudo beneficiando aqueles pacientes que precisam medir glicemia capilar frequentemente.
O biomédico tem também amplo conhecimento sobre protozoários, helmintos, artropodes, podendo trabalhar interagindo com a comunidade no controle epidemiológico de várias doenças, ainda, como os biomédicos tem uma formação amplamente voltada para pesquisa, estão capacitados a disseminar entre a equipe multidisciplinar e os moradores da comunidade, este interesse pela busca da resolução dos problemas para melhorar a qualidade de vida da comunidade.
Parabéns, Rosaly

Edjaneide disse...

Diante dos comentários anteriores sobre a portaria ministerial que defende que cada profissional de saúde tenha apenas 2 vínculos públicos, é interessante a necessidade de uma portaria apontar para o não financiamento das equipes para que se consiga o cumprimento de algo que está na constituição, no estatuto dos servidores dos municípios e ainda assim o que muito ocorre é a proteção de alguns profissionais com o retardo da digitação e regularização no CNES daqueles profissionais que já tem 2 vínculos digitados. é importante lembrar a qualidade no atendimento de profissionais com tantos vínculos? como manter uma higiene mental e racional quando não se tem um descanso, aumenta-se os riscos de erros.
outro pensamento esta semana é sobre a liberação de contratação de médicos para atenção básica na mesma equipe de profissionais de 20 horas e 30 horas de forma "transitória", mesmo assim, como fica a questão da formação de vínculo... da cumplicidade da equipe... será que liberando isso ficará mesmo como provisório??? são estes os pensamentos desta semana.

Caroline Coutinho disse...

Achei ótimo Carminha postar a PORTARIA Nº 134, DE 4º DE ABRIL DE 2011 partilhando um conhecimento tão necessário.Li os comentários e vi que em alguns casos a gestão tem sido permissiva, mas, gostaria de fazer um relato pessoal. Só tenho um vínculo no Procape e fui chamada para dar explicações pois no sistema constavam 4 de locais onde trabalhei previamente e não havia sido atualizado. O forte da portaria é que ela cancela o envio do repasse monetário, e tipo assim, todos os prontuários que eu assinasse seriam glosados. Então, o hospital se apressou em resolver. O Brasil ganhou muito com a portaria e eu acho que está funcionando e é bom para prática médica aumentando a qualidade e o compromisso. A saúde estaria bem melhor se todos tivessem sempre uma postura ética. Mas, como é um desafio ensinar a parte subjetiva acho que a gestão precisa mesmo cumprir regulamentos e dar exemplos para que tudo funcione. Muitos médicos não cumprem a carga horária prevista chegando ao absurdo de estarem de plantão no mesmo dia em locais diferentes ou estar de plantão noturno e ir dormir em casa ou trabalhar em 2 PSFs de cidades diferentes. Um gestor local indicado por apadrinhamento nunca vai mudar isso. O ministério da saúde tem que criar uma espécie de fiscalização e punições para cada caso, tem que vir de cima, dar o exemplo. Por quê não há pontos eletrônicos em nossos serviços? Não acho justo trabalhar 4 horas/d e ter colegas que trabalham apenas 1h. Que exemplo é esse que estou dando pros doutorandos do serviço? Como é que eu vou educar desse jeito? O conselho federal de medicina -CFM- diz que o Brasil não precisa de mais médicos e sim de redistribuição por uma política de incentivo para as localidades mais distantes. Achei boa a idéia de pagar o FIES com trabalho e que aí deveria estar incluído o trabalho militar obrigatório. Se conseguíssemos um equilíbrio entre criação de novas escolas e melhoria da qualidade destas seria o ideal. Cabe ainda questionar o quê e como estamos ensinando! Pois se estivessémos fazendo isto direito não teríamos 38% de médicos recém-formados que não aprenderam o mínimo necessário como Ivaldo comentou. Estes alunos obtiveram presença suficiente para aprovação e frequentaram o curso em horário integral por 6 anos. Por quê não aprenderam? Ou pq foram aprovados? Acho que é mesmo falta de qualificação e compromisso de quem está educando. Esse curso é um início mas temos que repassar e multiplicar o que estamos discutindo. Sugiro que a UPE faça cursos ou capacitações de curta duração que fossem aos serviços. Tem gente que tem vínculo com a UPE e mesmo dentro de suas unidades até tem compromisso com a assistência mas não lembram que trabalham pra uma universidade, que devem ter compromisso com o educar, acolher os alunos. Vou discordar do CFM, acho que precisamos de mais médicos no Brasil mas principalmente precisamos de melhores médicos.

clariana falcao disse...

CONSTITUIÇAO FEDERAL

CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
a) a de dois cargos de professor; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
c) a de dois cargos privativos de médico; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)

clariana falcao disse...

Coloquei a parte da constituiçao que fala sobre acúmulo de cargos públicos, só para complementar a portaria que Carminha postou e que foi um ponto muito importante de discussão.

clariana falcao disse...

Concordo com as colocações feitas pelos colegas sobre o acúmulo de cargos e tenho certeza que todos, ou quase todos, já passaram ou passam por situações complicadas devido a presença do profissional única e exclusiva em contrato, quando deveriam estar atendendo seja ambulatorial ou nas grandes urgências. É triste e revoltante saber que tantos pacientes morrem, enquanto o profissional se divide em vários para “tapar o buraco” de vários serviços. Devemos ser éticos e críticos em nossas ações, mas também precisamos cobrar mais incentivo e valorização profissional por parte dos nossos gestores. Condições de trabalho adequadas, melhor remuneração, cursos/atualizações e punições para profissionais que não se enquadram as suas obrigações devem existir, para que o profissional que atue com amor, respeito ao próximo e ética tenha prazer e orgulho em continuar exercendo sua profissão de forma digna.

clariana falcao disse...

Lendo o texto proposto vi que a educação permanente poderia/deveria funcionar como ferramenta de organização do trabalho e de ensino para a qualificação em serviço, buscando estabelecer a relação entre produção do cuidado e produção pedagógica, que pode ocorrer por meio de práticas educativas desenvolvidas no processo de planejamento participativo, possibilitando interlocução com a Educação Permanente em Saúde. Essa prática permite o exercício do controle social - a democracia em ato - capaz de potencializar e dar continuidade ao processo de transformação nas relações trabalhadores-usuários, trabalhadores-trabalhadores e maior autonomia dos usuários permitindo uma maior aproximação das equipes com a comunidade. A idéia geral de tratar a educação como dispositivo contribui para compreender sua função estratégica na mudança das práticas de cuidado, sobretudo, na transição tecnológica na saúde (Franco, 2003).

Carminha Raposo disse...

A Promoção da Saúde é definida como o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle desse processo. Neste sentido, incorpora na sua práxis valores como solidariedade, eqüidade, democracia, cidadania, desenvolvimento, participação e parceria que se constitui numa combinação de estratégias, envolvendo vários atores: Estado, comunidade, familia e indivíduo. Assim, a promoção da saúde não constitui responsabilidade restrita do setor saúde, mas de uma integração entre os diversos segmentos da sociedade, os quais articulam políticas e ações que culminem com a melhoria das condições de vida da população e da oferta de serviços essenciais (MACHADO, 2007). Dentro deste processo o profissional de saúde e a comunidade são os atores principais das mudanças que devem acontecer na qualidade de vida da sociedade e isto só acontecerá através de uma postura critica dos envolvidos, resultando em beneficios para todos. As práticas assistenciais permanecem as mesmas, os avanços percebidos são evidenciados nas tecnologias nos exames considerados de ultima geração que realizam atividades impessoais tornando a assistência desumanizada. Os trabalhadores se restringem ao seu ambiente de trabalho não se dando o direito de conhecer o outro no seu contexto de vida e com isto saber que promoção e prevenção em saúde não se constroem com palavras e sim com a interação e responsabilidade de ambas as partes. O processo de trabalho é fragmentado o paciente é visto por parte as especialidades se sobrepõem a clinica por que, apesar de todo esforço em educação, na maioria das vezes as práticas assistenciais permanecem as mesmas, estruturadas por um processo de trabalho que opera com base em relações hierárquicas, os atendimentos continuam sumários e os trabalhadores abrigam-se no seu pequeno espaço de saber fazer. A idéia geral de que o conhecimento que os trabalhadores tinham eram insuficientes, colocando-os como grupo “sujeitado” aos processos pensados por uma instância diretiva, gerou propostas educacional tais como as embutidas na idéia da “educação continuada”, onde a continuidade da “transferência de conhecimento” é necessária para suprir uma formação suposta como deficitária para os serviços de saúde. Metodologias educacionais implementadas com esse viés transformaram-se em verdadeiras máquinas de captura das subjetividades e anulação da capacidade critica reflexiva e criativa dos envolvidos. Constatamos, na questão, um paradoxo importante que se apresenta como um poderoso “ruído” nas políticas de educação para o setor da saúde, qual seja: de um lado, muitos investimentos institucionais historicamente disparados a partir do Ministério da Saúde, que efetivamente possibilita-nos notar o desejo de operar processos educacionais eficazes no atributo de transferir tecnologias de cuidado aos trabalhadores do SUS; e, de outro lado, baixo impacto desses mesmos programas de educação para o setor da saúde nos processos produtivos, isto é, na prática cotidiana de produção do cuidado integral e holístico do ser. (FRANCO, 2007).

francijane disse...

Olá colegas estamos chegando de um evento promovido pela prefeitura para a introdução do programa qualedia para tentar melhorar a educação de saúde dos nossos diabéticos, hoje foi a plicação de um instrumento de avaliação do que acontece para atenção a saúde de doenças cronicas, louvo a iniciativa do ministério em tentar levar melhoria da qualidade de saúde a nossa população, ressalvo a maneira que isso esta sendo feito pois esse questionário vem pronto e confeccionado em outro país nos apresentado sem previamente está conosco avaliando se realmente seria essa a necessidade no momento que precisamos se era viável a aplicação desse programa na nossa atual conjuntura, essa questão toda é para corroborá com o texto proposto com relação ao construir junto com os profissionais para conseguirmos ter algum processo de mudança e não continuarmos realizando atividade de manira engessadas sem entender o porque estamos realizando.

Carminha Raposo disse...

Reafirmando o pensamento e a fala da colega Francijane participei deste projeto ontem(12/08/2011 em um expediente me sentir perdida quanto a avaliação. Segundo a fala das facilitadoras o questionario foi planejada em outro país. O que cabe a nós Unidade Saúde da Familia praticamente não tinha nada, e o que tinha não faziamos, não por culpa nossa mas por que a assistência que prestamos é ineficiente e inadequada, os nossos gestores dos niveis municipais, estaduais e federais em uma avaliação critica reflxiva em nada esta mudando esta situação. E o pior a atenção secundaria e terciaria não funciona como deveria. Neste momento como profissionais e como pessoas também usuária do SUS nos sentimos DOM QUIXOTE EM CIMA DE UM CAVALO MAGRO E O SEU AJUDANTE LUTANDO CONTRA OS MOINHOS DE VENTOS. Ai eu me pergunto como docente e como cidadã/cidadão qual deve ser a minha postura, aquela de ser a eterna insatisfeita que reclama de tudo e que as suas aulas são chatas, ou aquela que fala em Alice no país da Maravilha, ou a muda/cega/surda e que vamos mudar a situação, e enquanto isto pessoas necessitam de o minimo para viver e morrer com dignidade.

Sara Virna disse...

Em concordancia e tentando contribuir com as colegas Carminha e Francijane, vejo a importancia de oum trabalho em conjunto com os profissionais da ponta, para construçaõ de protocolos, pois protocolos trazidos prontos de outros paises sao de dificil implnatação em nossa realizade, a população deve ser vista como real e nao como um padrao, e nossa realidade aqui é diferente, sabemos q necessitamos de um embasamento em outras realidades, mas para que elas nos tragam uma luz, e nao um caminho a ser trilhado, o camilho deve ser construido com base na realidade em que o problema esta acontecendo...

maria de fatima nepomuceno disse...

Concordo plenamente com as colegas sobre o tal questionario e inclusive percebi que as pessoas que representavam o ministerio estavam muito inseguras em algumas questões. Acho que nós precisamos é de melhoria na referencia de pacientes para a assistencia secundaria onde muitos pacientes são atendidos sem perfil ( hipertensos em estagio 1 ou 2 e semm comorbidades etc... ). quanto ao pagamento do FIES com trabalho, eu acho muito interessante principalmente em areas descobertas. nestas, estes profissionais seriam muito importantes e fariam toda a diferença na resolução de situações primarias de saude.

Edjaneide disse...

também estava na mesmo evento que as colegas (fran, carminha e fátima), na apresentação do projeto qualidia onde o ds 3 ficou como piloto de recife, infelizmente não houve nenhuma proposta prévia, o texto enviando para leitura mostra alguns aspectos que vivenciamos nos dias atuais, com pensamentos de fazer educação sem pensar nos profissionais, fazendo o mesmo projeto e o colocando em três regiões metropolitanas distintas (recife, forianopolis e são paulo), e os aspectos regionais... organização dos serviços.... já vem com um pacote pronto....

clariana falcao disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
clariana falcao disse...

Após ler as postagens das minhas colegas, pontualmente sobre o qualidia, e após comparar com as falas de outros profissionais da rede, percebi/senti quão importante se faz uma oportunidade como essa que estamos tendo, de discutir/aprender/trocar/transformar, enquanto alunos desta especialização.
Ao avaliar as falas das colegas vê-se um olhar crítico, questionador sobre o projeto qualidia, por outro lado, escutei de muitos outros profissionais que também participaram do curso, que foi uma iniciativa brilhante, que Recife será o município piloto, que o distrito vai garantir a execução do projeto, que a gestão esta investindo em melhorias... Eu não participei do curso, pois estava em atendimento na unidade, mas ao ver opiniões tão divergentes sobre um mesmo assunto me faço o mesmo questionamento de Carminha, sobre que postura devemos tomar????? Que tipo de profissionais somos ou devemos ser????

Roseane S. da Silva disse...

Quanto aos “links” sugeridos para leitura, considero importantes para nosso conhecimento. Em se tratando do número de médicos x qualidade da assistência a saúde acho que esta não se limita ao número de profissionais e, sim a capacitação técnica mais o número de profissionais e a remuneração adequada, sabendo-se que para muitos a questão salarial sempre estará aquém das suas expectativas. No entanto, não devemos subvalorizar esta categoria profissional de maneira a submeter-se a uma qualidade de vida inferior as suas necessidades ou tornar-se uma máquina produtora de ações desqualificadas e desumanizadas, seja com o usuário, seja consigo mesmo.
Quanto aos comentários de nossas amigas do curso, Francijane e Carminha, fiquei curiosa em conhecer o programa “qualedia”, o qual visa melhorar a educação em saúde em nossos diabéticos, apesar de entender que o mesmo não está inserido na nossa realidade.

francijane disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
francijane disse...

Clariana com relação ao projeto, como já disse: louvo a iniciativa, mas foi algo meio que imposto e ficou veredas que não ficaram bem entendidas por muitos dos presentes, o programa é bom, uma vez traz mais atenção a um problema tão sério como a diabetes e outras doenças crônicas, mas o que me questiono até onde podemos ir com a atual conjuntura da ESF com excedente de famílias que temos, como encaminhar um diabético para avaliação periódica com endócrino, cardio e oftalmo se não há cotas suficientes para isso, penso que o qualidia é sim uma proposta muito boa para avaliar nossa atual conjuntura de serviço mas não sei o quanto poderemos progredir com a tenção de fato ao paciente com diabetes, com os reais e atuais recursos especialmente humanos que temos.

Carminha Raposo disse...

Segundo Franco (2007), houve investimento em educação desde que foi instituído os princípios da reforma sanitária, e se pode se disser que mesmo antes isto já acontecia. Mas ao se questionar sobre a opinião dos profissionais, gestores e usuários em seus relatos eles não conseguiram perceber impactos importantes nos serviços que justificasse estes investimentos feitos na educação. Persistem nos serviços de saúde, processo de trabalho fragmentado, nos moldes tayloristas e uma clínica baseada no modelo (flexneriano) que sobrevive através dos cursos de capacitações, revisões, atualizações e outros oferecidos aos profissionais de saúde onde o continuísmo esta presente. Os conhecimentos gerados pela educação impositiva e por instância que vive fora da realidade dos profissionais com a desculpa de suprir uma formação educacional através de viés transformaram se em maquinas que capturam a capacidade criativa e critica a quem a ela se submete. À medida que foram aparecendo experiências inovadoras nas mudanças nos serviços de saúde foi se percebendo há necessidade de se reorganizar o processo de trabalho, ocorrendo que as ações coletivas de trabalhadores era uma nova forma de produção de cuidado surgindo um novo modo do trabalho na saúde. Neste cenário verificamos que, paralela à produção do cuidado, há uma produção pedagógica onde trabalho, ensino e aprendizagem se misturam. E esta produção do cuidado se inicia nas atividades de pesquisa pedagógica, a instituição de conceitos inovadores com a introdução de novas práticas educacionais.

Carminha Raposo disse...

Acho importante o profissional seja ele de qualquer especialidade, esta sempre sendo submetido a cursos tais como este de docência pois desperta nele um olhar critico e avaliador. Sempre fui muito critica e por isto era chamada de arengueira(fala popular). Mas voltando a questão inicial hoje fui levar minha tia ao endocrinologista no IMIPE, e sentir a diferença, a médica que a atendeu super educada escutou ela falar e depois me escutou também sem pressa, salientando que nunca me identifiquei como profissional de saúde. Consultório limpo salientando sem mofo, bem iluminado e a 3 meses passado ela tinha se consultado com outra médica e á oito anos ela é acompanhada por ortopedista e parece um sonho. No momento do atendimento comecei a fazer a comparação o que leva esta diferença de tratamento e por coincidência por profissionais diferentes, e salientando ambulatório cheio de usuários manhã e tarde. E ao passar no complexo hospitalar do IIMIPE escutamos o som de martelos quer dizer construção. Ai comparo as nossa USFs, USBs, Policlinicas e Hospitais estão sucateados, sujos mofados, falta de materiais de consumo, curativos, medicações lençóis e muitas vezes sem água para se lavar as mãos, e tem unidade de saúde que esta com a descarga quebrada e não foi trocada por que o armazém que fornece não tem para vender. Fora unidades que tem autoclaves que receberão quando avaliadas por seu desempenho e não foram instaladas simplesmente por falta de espaço ou por falta de uma tal de trifase e a mesma se encontram largadas em um canto qualquer. E nesta roda viva esta o profissional, e a maior vitima o usuário do SUS. Ai eu me pergunto a quem interessa a continuidade desta situação???

gioconda disse...

Sobre o texto de franco que fala da produção pedagógica X produção do cuidado, observamos que, na história do SUS vem se investindo em educação, porém esses investimentos não estão trazendo as mudanças que se esperavam na prestação dos cuidados aos usuários. Com isso observo que precisa ser melhorado o ensino em serviço, as relações interpessoais entre as equipes multiprofissionais e os alunos. Acredito que deverá haver uma política de conscientização dos profissionais que não aceitam essa prática, para que esses alunos tenham maior abertura nos serviços de saúde e consequentimente um melhor aprendizado. É importante que aprendermos juntos : equipe, alunos e usuários , porém com a preocupação em prestar um cuidado de qualidade. O preceptor deverá construindo com seu aluno o conhecimento , repassando para ele sua experiência . O docente elém de sua prática é necessário que esteja sempre se atualizando,. É importante que tenhamos um ambiente de trabalho com uma equipe entrosada e acolhedora para receber da melhor forma este aluno.

pereira disse...

Ainda permanece a prática da implantação de políticas de forma verticalizada.É impressionante,quando se espera que essa prática já tenha sido esquecida,ela reaparece.
Embora algumas posturas,na minha opinião,demonstrem que a mudança é incipiente.Por exemplo,achamos que promoveremos mudanças impactantes no modo de vida de famílias pobres,em situação de miséria com trabalhos de grupo ou ações multidisciplinar,quando na verdade estas famílias necessitam de ações interdisciplinar e intersetorial,de decisões políticas,que possibilitem :moradia digna,acesso a vagas de trabalho,escola...
Continuamos a tormar decisões por estes usuários,quando insistimos por formação de grupos e não obtemos a freqüência desejada,a mudança de comportamento esperado, e mesmo assim,continuamos a realizá-la.Os usuários querem ter direito a consulta,exames,especialistas e atendimento de emergência quando julgarem necessário,podendo ter educação em saúde durante seu atendimento e disponibilizando atendimento em grupo para quando eles quiserem.Afinal de contas,não é assim que nós,os privilegiados,fazemos?
Não discordo que o trabalho de grupo tem sua importância,mas, acho que poderíamos parar pra pensar, porque ele é tão pouco aceito pelos usuários?assim como,que resultado obtemos com esta prática?
O compromisso de contribuir com a formação de sujeitos críticos,pensante,atuante,que lutam pelos seus direitos,raramente é visto nestas práticas,assim como,não se pode esperar que ações isoladas modifiquem este panorama.
Tatiana Pelinca

Ariane Brasileiro disse...

É de grande importância o planejamento participativo e da educação permanente para
Conseguir a organização do trabalho e do ensino.Daí a nessecidade de estabelecer a relação entre produção do cuidado e produção pedagógica.Isto pode ocorrer por meio de práticas educativas desenvolvidas no processo de planejamento participativo, possibilitando interlocução com a Educação Permanente em Saúde.Desta forma pode-se conseguir diminuir os conflitos, e auxiliar o processo de trabalho em equipe e a aproximação com a comunidade.
Processo este que a nossa Universidade vem desenvolvendo através de vários profissionais capacitados que desenvolvem atividades que abrange esta nova realidade de aprendizagem e ensino.

Carminha Raposo disse...

Eu como enfermeira tenho a visão de grupo como pessoas que através da troca de idéias e as experiências por elas vividas e através dos seus relatos e como resolveram os problemas vão ajudar os outros a encontrarem a sua saída que pode ser ou não igual a do outro. Assim que cheguei ao Programa Saúde da Família me sentir impotente e escutava estas mesmas queixas de outros profissionais. Com o passar do tempo aprendi a gostar do que faço e quem me conhece sabe que procuro fazer o melhor que posso e já não me sinto tão impotente e não estou insensível aos problemas. Se tenho alguma família com problemas seja qual for procuro ajuda e utilizo todos os equipamentos que a comunidade me oferece inclusive até fora da comunidade em que trabalho: igrejas, centros espíritas, meus vizinhos, meus filhos, centro de umbanda, o próprio distrito sanitário outros e outros. Antes era pior era a equipe e hoje ruim ou bom temos com quem dividir o problema, tais como NASF. NAPI, CPTRA, CAPS, CAAP e até os estudantes. Tenho consciência que tenho meus limites, não faço milagre, e tudo não depende de mim a momentos que vou me sentir impotente, e quem não se senti. Lembrando que meu problema nao consigo resolver todos como vou conseguir resolver o dos outros. Mas o que cabe a mim como profissional que é fazer a minha parte e o que esta ao meu alcance faço. Grupo não é para se trabalhar doença e sim saúde. E a saúde é aquela em que o individuo tem dentro do seu contexto socioeconômico e da sua realidade, e tentando melhorar as suas condições de vida sem o paternalismo do estado. Não devemos esquecer que existem situações macro e micro sendo que a primeira foge nossa governabilidade, portanto, temos que nos deter aos micro-problemas, ao nosso alcance. Ressaltando que os micro problemas estão inserido nos macros problemas.
Carminha Raposo

Rosaly Lins disse...

Fazendo a releitura do texto de Tulio Batista Franco observei que o autor fala de forma geral, ele não especificou sobre que local ou sobre que tipo de educação sua crítica se refere, quando afirma que gestores e trabalhadores da saúde constatam que o investimento em programas educacionais não tem se convertido em mudança das práticas de cuidado.
Tal afirmativa não refere a realidade em vários locais ou situações , por exemplo tem havido mudanças benéficas as práticas de cuidados aos portadores de AIDS , Tem havido mudanças da práticas de cuidados referente a educação preventiva de doenças cardiovasculares, a prevenção de cancer de mama e colo de útero.Referente a vacinação há sujeitos implicados com a produção do cuidados.
Por outro lado há carência de humanização em alguns atendimentos ambulatoriais com deficit de interação com o usuário, onde seria ideal ocorrer mais trocascom o intercessor.

Rosaly

Carminha Raposo disse...

O profissional de saúde, ao atuar no cotidiano dos serviços, junto aos usuários, está submetido a ordenamentos que definem, de forma imperativa, suas formas de agir no cuidado. Dizemos que uma ordem profissional ou as condições de trabalho são de tal modo repressora que o profissional não consegue agir por si de nenhuma maneira. Aponta se, também, por exemplo, que as imposições do mercado em saúde, por meio da indústria de medicamentos, entre outras disposições, definem o que é o cuidar. Entretanto, quando nos debruçamos com mais acuidade sobre o cotidiano das práticas, vemos que os profissionais, mesmo aqueles de igual categoria profissional, atuam de modo distinto, no interior da mesma situação de atenção à saúde. Então percebemos que uma dada equipe de saúde é bem diferente de outra na maneira de cuidar, parecendo – muitas vezes – que umas cuidam e outras não ou que determinados profissionais se ocupam do cuidado e outros não. Verifica se que são vários fatores que interferem direta ou indiretamente no ser e fazer do sujeito. Entretanto trata se de decisões ideológicas, dos modos culturais locais, das regras de exercício da profissão ou do trabalho, onde as diferenças quase individualizantes tem peso significativo. Contudo, não são as regras de exercício da profissão ou do trabalho e nem as diferenças de escala que marcam o território da micropolítica, mas os coengendramentos de si e de mundos. Nos duplos encontros (trabalhadores trabalhadores e trabalhadores usuários) exigem das formulações do Humanizas SUS processos de condução que levem a momentos de intensa singularização e quase nada de particularização, ou seja, não basta que apoiadores cheguem a esses encontros armados com ferramentas para neles atuar, tomando o outro como um caso a ser enfrentado e já conhecido a priori, instalando as práticas humanizadas. Há que se colocar as ferramentas do agir do apoiador a serviço de encontros acontecimento. Esse desafio implica não só colocar em análise a todo o tempo o modo de se construir os encontros, mas centralmente de expor para a visibilidade pública os agires pedagógicos e cuidadores que esses encontros contêm (MERHY & CECCIM, 2008).

Caroline Coutinho disse...

Em relação ao comentário de Carminha sobre o bom atendimento e funcionamento do IMIP e a discrepância entre este atendimento e o observado em outros serviços públicos gostaria de dizer que a palavra-chave do sucesso é a boa administração. Os profissionais que lá trabalham foram formados nas mesmas faculdades que os profissionais dos outros serviços. A educação foi a mesma mas no IMIP há uma cobrança real sobre exercer um trabalho de boa qualidade, com compromisso em relação aos pacientes, manutenção de reuniões científicas adequadas. Se o profissional lá não trabalha bem como a grande maioria da equipe ele vai ser marginalizado e isso faz com que as pessoas mudem de atitude, pois, afinal de contas, ninguém quer ficar mau visto. Ao passar lá em rodízio relembro que um R-X do meu paciente se perdeu entre sua transferência da emergência para enfermaria em outro andar. Um supervisor cobrou explicações e por escrito dos médicos, enfermeiros, técnico do R-X e maqueiros que assistiram ao paciente. O R-X não apareceu mas a lição ficou pra todos. A reunião científica começa às 7h da manhã. Os médicos que faltarem mais de um certo percentual terão desconto no salário. A porta da sala fecha ás 7 e 15h e será passada uma ata de presença. A educação em saúde é importante mas sem administração efetiva não é nada, é uma escola sempre no horário de recreio. Os administradores em saúde pública em sua maioria tem perpetuado uma assitência de má-qualidade e resistido a mudanças. Alguns talvez nem sequer tem consciência desse papel. Entra aí a pedagogia do oprimido. E respondendo a pergunta de Carminha: interessa a uma Elite dominante a inoperância do SUS pois se tudo funcionasse como deveria não haveria espaço no Brasil para a saúde suplementar.Os planos de saúde não existiriam e portanto estes usuários não pagariam 2 vezes a mesma conta: impostos para financiar o SUS e mensalidade do plano. É, um dia a gente chega lá!

Caroline Coutinho disse...

Em relação ao texto de Franco: Produção do cuidado e prod. pedagógica gostaria de ressaltar a questão da subjetivação. O texto aposta que a educação serve a uma proposta de mudança nos serviços de saúde e pode produzir sujeitos capazes de protagonizar essas mudanças. Baseia-se em 3 pressupostos: 1- A educação é um dispositivo de inovações e não um objetivo em si. 2 - A educação opera a partir do humano, mobilizando elementos do seu ser.
3- O trabalho na educação é relacional, vivo em ato. A ação pedagógica deve disparar processos de subjetivação além da cognição. É importante a capacidade de auto-análise do sujeito. Os processos educacionais só terão sucesso se operarem mudanças na subjetividade. É difícil mudar a subjetividade, mas, é possível através de vivências, fator de exposição. A educação permanente em saúde deve implicar o sujeito no seu próprio processo de trabalho. Nas unidades de produção do cuidado é possível observar fenômenos mais vinculados ao campo da subjetividade tão necessários à mudança. Portanto, integrar a produção do cuidado e a produção pedagógica seria uma maneira de otimizar a subjetivação e consequentemente as mudanças em saúde.

clariana falcao disse...

A educação permanente em saúde é compreendida como “a aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar, se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho’’ (Brasil, 2004). A Educação permanente possibilita, ao mesmo tempo, o desenvolvimento pessoal daqueles que trabalham na saúde e o desenvolvimento das instituições. Além disso ela é reforçada pelo Quadrilátero da Formação, que institui relações orgânicas entre estruturas de gestão da saúde (práticas gerencias e organização da rede), instituições de ensino (práticas de formação, produção de conhecimento e cooperação), órgãos de controle social em saúde (movimentos sociais e educação popular) e serviços de atenção (profissionais e suas práticas). Portanto, o desafio é fazer com que o Quadrilátero da Formação se efetive de forma articulada para uma eficiente educação permanente. A educação deve estimular uma perspectiva crítico-reflexiva que forneça aos trabalhadores os meios para um pensamento autônomo e que facilite as dinâmicas de autoformação participada, alem de preencher lacunas e transformar as práticas profissionais e a própria organização do trabalho.

Carminha Raposo disse...

Segundo Cavalcante Filho, (2009) o objeto de ação, de todo saber deve ser considerado legítimo e insuficiente, e que, numa lógica de defesa da vida, não pode ser fruto de um agir capturado, mas sim estar aberto às diferentes e infinitas configurações dos vários saberes presentes. A busca pelo cuidado integral é fruto de um processo de trabalho em equipe, em que este cuidado não é específico de um determinado campo de competência profissional e sim em que todos os saberes e fazeres dos atores envolvidos nesse encontro são recursos para defender a vida. Todos são responsáveis por esta produção, articulados pela dimensão cuidadora, desalienando seu trabalho e percebendo que do encontro emanam mais atos de saúde que da produção isolada de cada núcleo de competência. Há alguns anos temos observado uma intensificação do debate - entre as várias categorias de profissionais consideradas de saúde, nos espaços das corporações profissionais, nos espaços de gestão da saúde - sobre a definição normativa do campo de atuação de cada profissão. Com o olhar “equipado” com saberes e experiências é que podemos trazer necessidades antes não consideradas para o campo das necessidades que serão objetos de nossa ação. Este processo não ocorre sem conflitos, pois nem sempre há coincidência entre os saberes, lógicas e interesses que presidem as ações dos trabalhadores. E muitas vezes essas ações não são orientadas na perspectiva das necessidades de saúde dos usuários (PINTO et al., 2007). A valorização da integralidade, como uma das diretrizes do SUS, é um importante caminho para a implementação de um sistema cuidador.

clariana falcao disse...

Oi pessoal, gostaria que alguém me explicasse sobre o trabalho que teremos que fazer, pois nao pude ficar ate o fim da aula no último módulo. Tem algum material para leitura específico? Sobre o que devemos escrever? Um abraço!

Rosaly Lins disse...

MEC prevê abertura de 2,5 mil novas vagas para medicina.
Sobre o aumento de vagas para medicina tenho ouvido vários profissionais de saude , inclusive médicos, contrários a esta politica. Alguns alegam que o aumento do número de escolas médicas levariam a uma má qualidade de ensino.Será??? Hoje informaram no noticiário da TV que há prefeitura no interior que montou ambulatorio onde a consulta "médica" não é realizada por médicos , porém por outros profissionais de saúde pois a demanda de clientes é grande e os médicos não estão dando conta de atender a todos. Este fato merece uma reflexão.Qual é o risco maior? Atendimentos de pacientes por profissionais que não tiveram treinamento para tal ou o risco de médicos formados em escola sem padrão de excelência ??? Agradeço a todos por futura resposta.
ROSALY

pereira disse...

A questão não é nem o risco,é outra,o problema encontra-se na falta de responsabilidade ou consciência qdo um profissional realiza atividades que não pertencem a categoria.Pode até estar realizando de boa fé,porém isso não deve acontecer,cada profissional tem sua atribuição e por motivo algum deve assumir a dos outros,não se resolve esse tipo de problema desta maneira.Tatiana.

Sara Virna disse...

Realmente, Rosaly, concordo com Tatiana, o maior problema são profissionais se sujeitarem a realizar atividades que nao o competem. Quanto à abertura de escolas ou vagas para o curso de medicina, na minha opniao sao de extrema importancia, pois como vemos muitos sao os deficits desses profissionais nas mais diferentes situaçoes, porem na área de saude a responsabilidade da formação profissional é muito grande, entao tem que haver uma fiscalização do curso e dos profissionais que estão se formando, atraves dos órgãos competentes.

Gerciane Queiroga disse...

Eu tenho uma visão um pouco diferente sobre este assunto..... não que eu seja de acordo com a abertura de “ambulatórios” para “consultas médicas” por outros profissionais não médicos, mas em primeiro lugar devemos conceituar o que seja uma “consulta médica”. Uma paciente que chega a um serviço de saúde com uma queixa de leucorreia, ou uma dúvida sobre seu método contraceptivo; um paciente que chega com uma mancha hipocrômica com alteração de sensibilidade e é ou foi contactante de hanseníase; uma criança que vem para sua consulta mensal no primeiro ano de vida; uma gestante de baixo risco que vem fazer seu pré-natal; necessitam obrigatoriamente serem atendidos por um médico? Sou médica, mas sei que muitas enfermeiras da ESF são bem treinadas e preparadas para atenderem estas e outras demandas e posso garantir que muitas fazem esse trabalho com muito mais apropriação que muito médico! Portanto quais as atividades que competem a quem? O que seria realmente uma consulta médica?

Roseane S. da Silva disse...

Concordo com você,Gerciane, e não se trata de corporativismo e sim, efetivacão do cuidado integral, o qual não é exclusivo do médico.Tenho observado,na pratica, que enquanto alguns profissionais da saúde não médicos beneficiam-se do "ato médico" para eximir-se de sua responsabilidade, outros médicos (obstetras, pediatras, dermatologistas etc) muitas vezes não reconhecem excelentes cuidados ou procedimentos realizados por enfermeiras e outros profissionais de saúde na assistência ao usuário.

Edjaneide disse...

na realidade rosaly, a consulta de enfermagem não é substitutiva da consulta médica, não damos diagnósticos médicos, existe sim um processo de trabalho de enfermagem e dentro de protocolos estabelecidos pelo ministério da saúde atuamos de forma multidisciplinar em alguns programas, mas tb existem os diagnósticos de enfermagem e o plano de cuidados.

gioconda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gioconda disse...

Ao ler alguns textos, observo que os dois pontos são extremamentes importantes, e acrescento que há essas duas grandes necessidades, que a sociedade necessita tanto de bons profissionais e ai voltamos ao ponto de ser necessário reestruturar os cursos médicos já existentes e também a formação de novas escola,tendo em vista as subs especialidades e a exigência da sociedade de ter mais perto esse profissional. Com a formação do SUS em 1988 torna-se mais evidente surgimento de novas demandas e necessidade de saúde, sem falar no avanço tecnológico que vem abrir as portas para as sub especialidades.

Rosaly Lins disse...

Edjaneide
o papel da enfermagem no bem estar e tratamento do paciente é de extrema importãncia.
Tem-se que ter o cuidado para que não aconteça por "empregadores" a exploração dos enfermeros/as
Existe algum regra para evitar o abuso pelo mal empregador?
Rosaly

Rosaly Lins disse...

Edjaneide
o papel da enfermagem no bem estar e tratamento do paciente é de extrema importãncia.
Tem-se que ter o cuidado para que não aconteça por "empregadores" a exploração dos enfermeros/as
Existe algum regra para evitar o abuso pelo mal empregador?
Rosaly

Rosaly Lins disse...

Edjaneide
o papel da enfermagem no bem estar e tratamento do paciente é de extrema importãncia.
Tem-se que ter o cuidado para que não aconteça por "empregadores" a exploração dos enfermeros/as
Existe algum regra para evitar o abuso pelo mal empregador?
Rosaly

Rosaly Lins disse...

A partir da nova Constituição da República, várias iniciativas institucionais, legais e comunitárias foram criando as condições de viabilização plena do direito à saúde. Destacam-se, neste sentido, no âmbito jurídico institucional, as chamadas Leis Orgânicas da Saúde (Nº. 8.080/90 e 8.142/90), o Decreto Nº.99.438/90 e as Normas Operacionais Básicas (NOB), editadas em 1991 e 1993.

Com a Lei Nº 8.080/90, fica regulamentado o Sistema Único de Saúde - SUS, estabelecido pela Constituição Federal de 1988, que agrega todos os serviços estatais − das esferas federal, estadual e municipal − e os serviços privados (desde que contratados ou conveniados) e que é responsabilizado, ainda que sem exclusividade, pela concretização dos princípios constitucionais.

As Normas Operacionais Básicas, por sua vez, a partir da avaliação do estágio de implantação e desempenho do SUS, se voltam, mais direta e imediatamente, para a definição de estratégias e movimentos táticos, que orientam a operacionalidade deste Sistema.
Rosaly

Rosaly Lins disse...

A atenção à saúde, que encerra todo o conjunto de ações levadas a efeito pelo SUS, em todos os níveis de governo, para o atendimento das demandas pessoais e das exigências ambientais, compreende três grandes campos, a saber:

a) o da assistência, em que as atividades são dirigidas às pessoas, individual ou coletivamente, e que é prestada no âmbito ambulatorial e hospitalar, bem como em outros espaços, especialmente no domiciliar;

b) o das intervenções ambientais, no seu sentido mais amplo, incluindo as relações e as condições sanitárias nos ambientes de vida e de trabalho, o controle de vetores e hospedeiros e a operação de sistemas de saneamento ambiental (mediante o pacto de interesses, as normalizações, as fiscalizações e outros); e

c) o das políticas externas ao setor saúde, que interferem nos determinantes sociais do processo saúde-doença das coletividades, de que são partes importantes questões relativas às políticas macroeconômicas, ao emprego, à habitação, à educação, ao lazer e à disponibilidade e qualidade dos alimentos.

Convém ressaltar que as ações de política setorial em saúde, bem como as administrativas − planejamento, comando e controle − são inerentes e integrantes do contexto daquelas envolvidas na assistência e nas intervenções ambientais. Ações de comunicação e de educação também compõem, obrigatória e permanentemente, a atenção à saúde.
Na minha opinião para que a atenção à saúde seja conseguida de forma adequada é essencial que haja harmonia interdisciplinar entre as diversas profissões, tais como enfermagem ,nutrição educação física ,fonoaudiologia, odontologia, biomedicina etc.
Rosaly