sábado, março 26, 2011

MÓDULO V - Avaliação no processo ensino-aprendizagem

Planejamento de avaliação do processo ensino-aprendizagem.

19 comentários:

Carminha Raposo disse...

Avaliação Formativa
A educação é um processo sistemático e interativo de troca de informação entre pessoas de uma dada comunidade, com propósito especifico de ajudá-las a elaborar conhecimentos e significados incorporando-os a sua estrutura cognitivas e ao patrimônio cultural coletivo. Existe hoje no Brasil amplo entendimento de que é necessário renovar o modo de ensinar e avaliar a medicina. As novas formas de organização do trabalho médico que dêem conta das tarefas cooperativas no âmbito da equipe de saúde, com uma racionalidade técnica que vá além do somatório de competências individuais. Devendo representar um processo de trabalho coletivo do qual como produto, a prestação de cuidados que resolvam os problemas de saúde dos indivíduos e da coletividade, organizadas em famílias, escolas, ambiente de trabalho e comunidades. Isto tudo somando as transformações demográficas e epidemiológicas que desenham novos perfis de necessidades e de demandadas populações que aspiram condições de equidade no acesso e na qualidade do atendimento. A formação integral do graduando em medicina como a de outros profissionais da área de saúde, deve ter um processo avaliativo que compreenda o grau de assimilação de conhecimento, aprendizado de habilidades afetivas apropriadas ao exercício profissional

Rosaly Lins disse...

A auto-avaliação é um instrumento eficaz e necessário no processo ensino-aprendizagem para chegar ao conhecimento motivado. Segundo Santanna (1998, p. 94), “graças a ela os alunos adquirem uma capacidade cada vez maior de analisar pontos fortes, necessidades e êxito na consecução de propósitos”. Portanto, o aluno torna-se ativo e não passivo da ação educativa. Para Bandura (1989, p.48), “a auto-avaliação otimista aumenta o nível de aspiração e a motivação, além de conduzir a um tipo de desempenho, que se traduz na melhor expressão possível dos talentos de um indivíduo”. Neste sentido, precisamos de métodos de avaliação que propiciem uma transformação contínua do educando,
possibilitando-lhe um autoconhecimento cognitivo, afetivo, social e motor.

Rosaly Lins

Rosaly Lins disse...

Eu não vejo a aplicação de prova teórica ou prática como uma forma de punir ou premiar estudantes. Meu entendimento sobre testes de avaliação é semelhante ao de Gronlund.
Os diferentes tipos de testes devem ser utilizados para possibilitar a avaliação e aperfeiçoamento de métodos, estratégias e materiais utilizados no processo ensino-aprendizagem, visando o aprimoramento da aprendizagem do aluno e a melhorar a participação do professor como facilitador. O processo avaliativo permite analisar se a comunicação entre o professor e aluno foi adequada, permite ajudar o professor a desenvolver e aperfeiçoar sua metodologia e possibilitar a melhora do desempenho do aluno.

Rosaly Marques Lins

Rosaly Lins disse...

Ola pessoal,
Vocês receberam o material didático, que o prof. Luiz Eduardo Miranda prometeu enviar após a última aula?
Por favor repassem para mim.
grata, Rosaly

Gerciane Queiroga disse...

Rosaly, Luiz Eduardo mandou 41 artigos sobre Portfólio e métodos de avaliação, vários em inglês, para o e-mail do grupo. Você não recebeu? Teu e-mail deve está com algum erro! Deixe aqui teu e-mail pessoal que te mando. Ainda não consegui ler nem 1/3 dos escritos em português, imagine os em inglês!!!

Rosaly Lins disse...

Querida Gerciane,
Fico muito contente e agradecida por você me ajudar enviando os e. mails,
O meu é : rosalylins@gmail.com


até breve Rosaly

Rosaly Lins disse...

O artigo publicado na Academic Psychiatry, 26:3, Fall 2002 é favorável à valorização da avaliação do Residente de medicina pelo Portifólio.
No texto há relato que uma carta de apresentação escrita pelo próprio residente, com auto reflexão sobre sua própria competência, faz parte da avaliação através do portfólio.
Eu gostaria de saber qual a experiência da UPE com este tipo de avaliação e quais os critérios que o professor avaliador utiliza para pontuar cada aluno que se submete ao processo de seleção?
Como o professor avaliador pode tornar este processo de avaliação mais objetivo e fidedigno e menos subjetivo.
Como certificar-se que a nota aplicada a diferentes cartas expressará uma avaliação justa?

Grata, Rosaly Lins

Carminha Raposo disse...

Amaral e Troncon (2007) relata em seu artigo 02 experiência de avaliação onde os estudantes de medicina foram submetidos. Os estudantes de Medicina, residentes e profissionais médicos foram avaliados na competência clinica e habilidades lembrando que não é obrigatório. Os professores examinadores observam os alunos em situações reais e registram as competências, habilidades e desempenho numa checklist previamente estruturados. Lembrando que os alunos avaliados tomam conhecimento de todo as fases do processo de avaliação. Pela dificuldade de muitas vezes utilizar os professores nesta avaliação inclusive até mesmo no horário de trabalho, neste caso estão sendo utilizados alunos seniores. Os resultados destas avaliações: Na primeira houve diferenças de notas dadas entre professores e alunos avaliadores; Na segunda experiência no momento da história clinica e na manipulação das luvas ocorreu variação significante entre as notas dos professores e dos estudantes examinadores. Os alunos submetidos a estas avaliações acima citadas responderam a um questionário onde relataram os seus sentimentos; resumidamente 92% opinaram relatando que estavam satisfeitos em participar da experiência.

Caroline Coutinho disse...

Competência clínica de alunos de Medicina em estágio clínico: comparação entre métodos de avaliação por Rosângela Domingues e cols.
O texto compara 4 métodos de avaliação num grupo de 103 estudantes de medicina do quarto ano. Foram utilizadas:
- Prova teórica ( Pt )
- Portfólio ( Pf )( dossiê do aluno )
- Avaliação estruturada ( AE )( observação docente em 3 consultas )
- Conceito global itemizado ( CGI )( média da avaliação de 3 docentes para 13 itens sobre habilidades técnicas e humanísticas )
A PT teve as notas mais baixas e AE as mais altas. Houve diferença significativa entre todos os tipos de avaliação. O artigo discute que estes resultados podem decorrer de:
- uma expectativa elevada dos avaliadores sobre o acúmulo de conhecimento teórico que o aluno deve ter nesta fase do curso
-valorização da comunicação e relação interpessoal em detrimento de habilidades clínicas
- falta de padronização e treinamento dos avaliadores
O CGI foi o método considerado mais adequado entre os estudados. Sua validade aumenta quando integra impressões de vários avaliadores em múltiplas situações clínicas e com longo período de contato com o avaliado. Conclui que nenhum método deve ser usado isoladamente para avaliar complexas competências. A avaliação tem que estar em sintonia com os objetivos propostos e o planejamento curricular.

Rosaly Lins disse...

O estudo de revisão realizado por uma equipe de Birmingham, no Reino Unido intitulado :The educational effects of portfolios on undergraduate student learning: a Best Evidence Medical Education(BEME) sytematic review , analisou 69 trabalhos , dos quais 18 referentes a profissão de médico , 32 referentes a enfermeiros, os 19 restantes distribuidos entre as profissões de dentista , fisioterapeuta e radiologista. Nos diferentes grupos de profissões para a avaliação clínica utilizou-se principalmente o portifolio.
Os estudos considerados como de melhor qualidade sugeriram que o uso do portifolio permite melhor conscientização do tutor sobre as necessidades dos alunos e melhora o feedback para os estudantes. Ajudam os estudantes a lidar com situações de incertezas e envolvimento emocional e favorece o desenvolvimento de práticas reflexivas. A utilização do portifolio ajuda no relacionamento entre tutores e alunos.
O estudo sugere que há evidências favoráveis a utilização do portifólio porém reconheceu que a quantidade e a força das evidências ainda é limitada quando se trata de resultados educacionais para alunos não graduados.

Rosaly M.M.Lins

Rosaly Lins disse...

Concordo com a conclusão do trabalho: Avaliando Competência Clínica: o Método de Avaliação Estruturada.
As autoras defendem que os educadores devem ter em mente que toda avaliação é uma forma de aprendizagem que deve servir como guia e suporte para solucionar as necessidades de aprendizagem dos alunos e aumentar sua autoconfiança e sua habilidade de pensar e sobre sua forma de aprender. O professor ao selecionar o método de avaliação e ao utilizá-lo deve refletir sobre que conteúdo e quais habilidades serão avaliados, e como essa avaliação poderá influir em aprendizagens futuras
Rosaly Lins

clariana falcao disse...

No atual contexto social, no qual os meios de comunicação estão potencializados pelo avanço das novas tecnologias e pela percepção do mundo vivo como uma rede de relações dinâmicas e em constante transformação vem-se discutindo a necessidade de urgentes mudanças nas instituições de ensino superior visando, entre outros aspectos, à reconstrução de seu papel social. Baseado nisso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN - surge com a finalidades de estimular o conhecimento dos problemas do mundo atual (nacional e regional) e a prestação de serviço especializado à população, estabelecendo com ela uma relação de reciprocidade (Lei nº 9.394 de 20/12/96.).
A partir deste momento, tornou-se essencial pensar em uma metodologia para uma prática de educação libertadora, na formação de um profissional ativo e apto a aprender a aprender. Segundo Fernandes (2003), o aprender a aprender na formação dos profissionais de saúde deve compreender o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a conviver e o aprender a ser, garantindo a integralidade da atenção à saúde com qualidade, eficiência e resolutividade. As metodologias ativas utilizam a problematização como estratégia de ensino-aprendizagem, com o objetivo de alcançar e motivar o discente, pois diante do problema, ele se detém, examina, reflete, relaciona a sua história e passa a ressignificar suas descobertas. A problematização pode levá-lo ao contato com as informações e à produção do conhecimento, principalmente, com a finalidade de solucionar os impasses e promover o seu próprio desenvolvimento. Ao perceber que a nova aprendizagem é um instrumento necessário e significativo para ampliar suas possibilidades e caminhos, esse poderá exercitar a liberdade e a autonomia na realização de escolhas e na tomada de decisões (CYRINO, 2004). As metodologias ativas estão alicerçadas em um princípio teórico significativo: a autonomia, explícita na invocação de Paulo Freire (2006), que propõe um processo ensino-aprendizagem que respeite a bagagem cultural do discente, bem como os seus saberes construídos na prática comunitária. Isto só se torna possível na medida em que o docente tenha como características principais a humildade reconhecendo sua finitude, os limites de seu conhecimento, o ganho substantivo advindo da sua interação com o estudante e a importância de sua avaliação pelo aprendiz - e a amorosidade - especialmente dirigida ao discente e ao processo de ensinar, a partir da adoção de uma atitude de compaixão.

clariana falcao disse...
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Edjaneide disse...

Sobre o artigo – AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDICO: O PAPEL DO PORTFÓLIO NOS CURRÍCULOS BASEADOS EM METODOLOGIAS ATIVAS.
Diante das mudanças curriculares na educação médica, surgiu a necessidade de formular novas estratégias de avaliação do ensino-aprendizagem; o artigo destaca entre essas novas formas o portfólio; sua proposta está relacionada à perspectiva formativa, tornando o estudante um agente para acompanhar o seu processo de aprendizagem identificando assim ganhos e fragilidades em sua trajetória acadêmica. O portfólio é uma compilação dos trabalhos relevantes, após um processo de crítica e devida fundamentação – oriundo das artes, passando à Educação e, posteriormente à Saúde, - teria a capacidade de fomentar o desenvolvimento da auto-reflexão, permitindo ampliar a visão crítica do estudante quanto à sua formação.É sugerido como um eficaz instrumento para avaliação das atividades desenvolvidas pelos estudantes em cenários da prática profissional; tais como a inserção nos serviços e na comunidade. Por meio deste instrumento, poderiam ser fortalecidas as habilidades de análise, síntese, expressão escrita, criatividade e busca autônoma do conhecimento pelo estudante.

Sara Virna disse...

Como discutido e embasado nas exposições e textos com o professor Eduardo em sala de aula, avaliar, requer do processo de ensino, um pensar voltado para o que avaliar, para que avaliar, o que se espera da avaliação, porque avaliar, qual publico será avaliado, entre outras indagações, para, a partir destes pensamentos, se escolher o como avaliar. Pois um método avaliativo ótimo para uma situação pode ser péssimo para outra. No texto “ Avaliação no Ensino Medico: o Papel do Portfólio nos Currículos Baseados em Metodologias Ativas”, vejo o portfólio como um ótima opção avaliativa para nosso cotidiano enquanto preceptores dos alunos dos cursos de saúde da UPE, este método possibilita ‘avaliar as capacidades de pensamento crítico, de articular e solucionar problemas complexos, de trabalhar colaborativamente, de conduzir pesquisa’, e, é isso que a universidade, a comunidade e a rede SUS busca de seus futuros profissionais, após reflexão e mudanças nos currículos da área da saúde, à procura de profissionais que cada vez mais atendam às necessidades da população, refletindo e colaborando para a melhoria da qualidade da assistência, e, em conseqüência com a melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Sara Virna disse...

Outra grande qualidade do portfolio, é a participação do avaliado no processo avaliativo " a proposta de avaliação atarves da cnstrução de portfólioestá relacionada à perspectiva formativa,tornando o estudante partícipe da propria avaliaçao, acompanhando seu progresso, refletindo sobre o seu processo de aprendizagem e identificando ganhos e fragilidades em sua trajetória acadêmica", essas sao necessidades muito importantes em qualquer profissional, pois ser auto-critico, ajuda no nosso engradecimento pessoal e profissional ao logo de toda as nossas vidas pós academicas, isso sendo utilzado pela academia, ajuda na formação de melhores profissionais em toda a vida futura, pelo procceso de crescimento contínuo que precisamos passar em toda nossa existencia.

Carminha Raposo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carminha Raposo disse...
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Carminha Raposo disse...

As profundas mudanças sociais, políticas, econômicas, culturais e tecnológicas da atualidade têm desencadeado mudanças paradigmáticas cuja conseqüência é a necessidade de reorganização no modo de agir do ser humano, que deve se abrir para a complexidade e a contradição, pois a condição de certeza e racionalidade técnica preconizadas na modernidade vem sendo substituída pela incerteza e indeterminação da pós-modernidade. Para atender a tais necessidades, a educação precisa voltar-se para a formação de pessoas/profissionais capazes de participar do processo de transformação da sociedade de forma crítica e flexível. Assim, surge no cenário educacional a "cultura reflexiva", que representa uma nova postura frente às situações educativas e tem como marco a Teoria da Indagação de John Dewey (1859-1952), centrada nas experiências práticas e conhecida como "fazendo e aprendendo” (MARIN et. al 2010). O modelo de formação médica o Flexner que segue um padrão orientado para estabelecimento, anos iniciais, de uma “base” de conhecimento teóricos, oriundos das disciplinas biomédicas. Segue-se ao chamado ciclo básico uma sucessão de etapas de ensino aprendizagem do método clinico, com base no desenvolvimento da semiologia e do raciocínio diagnóstico, em contexto usualmente hospitalar todo este processo nos remetem a reflexão sobre a relação teórica pratica na graduação (AGUIAR 2006). Ao longo dos anos, a avaliação em educação médica tem sido uma responsabilidade essencialmente do corpo docente. No entanto, na perspectiva de capacitar médicos para desenvolvimento contínuo, o trabalho e atuação em equipe, há uma crescente tendência de responsabilização dos estudantes, incluindo o papel de agentes de sua própria avaliação e da avaliação de seus pares. Os educadores têm buscado dados colhidos de múltiplas fontes, criando um “circulo completo” de avaliadores, que inclui professores, colegas, enfermeiros, outros profissionais e pacientes, além do próprio aluno. A capacitação do aluno para ser agente atuante em seu desenvolvimento profissional é uma questão central da educação médica. Neste contexto, tanto a auto avaliação quanto a avaliação feita por pares parecem ser métodos promissores para a transformação do ensino médico (DOMINGUES, 2007).