Desde imemoráveis tempos, sabe-se que cada sistema de educação está claramente relacionados a estados sociais determinados, concretizando e justificando o ideal vista físico, intelectual e moral em que está inserida a sociedade. Os reflexos da tensa articulação entre sujeitos e coletividade e a percepção do que a sociedade demarca como ideal a ser atingido têm marcante influência no modo segundo o qual se compreende o processo ensino-aprendizagem, um dos aspectos significativos da educação. Logo, no atual contexto do mundo do trabalho em saúde, em função da crescente incorporação de novas tecnologias, há premência do surgimento de propostas para o desenvolvimento e reestruturação tanto do profissional quanto do processo de trabalho. A formação dos profissionais de saúde esta alheia à organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente insensível ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. As instituições formadoras têm permanecido nos modelos essencialmente conservadores, centrados em equipamentos e sistemas orgânicos e tecnologias altamente especializadas, dependentes de procedimentos e equipamentos de apoio diagnóstico e terapêutico (GOMES. et. al. 2007). A relação médico-paciente é um processo especial de interação humana, que é à base da prática clínica em suas dimensões técnica, humanística, ética e estética. Como qualquer processo de interação interpessoal, essa relação é mediada pela comunicação. A fragmentação instituída entre os diversos aspectos que compõem a formação integral do médico (trabalho intelectual, estudo, treinamento em Serviços, ética e humanismo) atingiu uma dimensão tal, a ponto de motivar a discussão sobre a necessidade da adoção de estratégias que, efetivamente, promovam maior coerência entre o que se ensina e o que é prevalente e relevante no dia-a-dia da assistência às necessidades e demandas das pessoas e das comunidades (AZEVEDO, et. al. 2006). Apesar da Constituição Federal de 1988 já indicar que o SUS deveria cumprir o papel de “ordenar” o processo de formação profissional na área da saúde, isso não se tem traduzido numa prática institucional. Os instrumentos de poder de que dispõe o sistema de saúde para orientar o processo de formação e a distribuição dos recursos humanos no país até o momento não foram utilizados devidamente (CAMPOS et, al 2001).
segue atraves deste a correlação entre as diretrizes curriculares do ensino medico e as atividades nas USF A inserção da atenção primaria nas diretrizes curriculares do ensino medico
as competencias do medico junto aos alunos
1- Artigo 6
Parágrafo 2 Quando é citado que os conteúdos essenciais para o Curso Medico devem estar relacionados com o processo saúde doença do cidadão, família e comunidade, integrando à realidade epidemiológica e profissional proporcionando a integralidade das ações do cuidar em medicina. Nesta fase os alunos do primeiro período iniciam sem primeiro contato com a comunidade, aprendem noções de território, e conhecem a dinâmica de funcionamento de uma equipe do PSF. Começam a entender as doenças relacionadas com os fatores ambientais e como previni-las. Neste momento também cadastram 5 familias as quais acompanharão durante os próximos períodos.
Parágrafo 3
Também no primeiro e segundo período os estudantes, já iniciam a abordagem do processo saúde doença do individuo e da população em seus múltiplos aspectos. Nestes períodos eles convivem com as doenças cardiovasculares e como trabalhar com elas em grupo, realizando promoção em saúde.
Parágrafo 6
A partir do terceiro período eles já acompanham as gestantes, puerperas e crianças em consultório ou na visita domiciliar, revendo todo o processo de gestação, puerperio e a puericultura, acompanhando o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Artigo 7
Neste item os alunos acompanham a equipe por 3 meses, fazendo parte desta na unidade de saúde. Neste período eles ficam responsáveis por 20 famílias de maior risco através da aplicação da escala de Savassi. Fazem parte de todas as programações da equipe e intervem nas famílias cadastradas através de : encaminhamento ao hiperdia ( pacientes faltosos ), para realização de exame preventivo nas mulheres em atrazo. O mais importante é o elo criado entre os alunos e a comunidade e a equipe, elo este que não se desfaz e como ocorre em muitos depoimentos dos alunos marcam para o resto de suas vidas tanto profissionais como pessoais.
vivencias das enfermeiras
Vivencio a experiência como Enfermeira no meu dia a dia as transformações que estão acontecendo com o ensino - serviço no curso de Medicina, principalmente na Atenção Primária a Saúde em que a teoria da sala de aula é problematizada nas Unidade Saúde da Família onde as equipes recebem alunos da APS 1 e APS 2. No novo currículo eles ficam com a Enfermeira como Preceptor e acompanha os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas visitas as casas nas comunidades presenciando a realidade dos cidadãos adentrando em seus lares vivenciando as necessidades básicas, alegrias e tristezas e os fatores de risco no processo saúde - doença e construindo juntos as equipes de saúde os sentimentos de frustrações, sucessos, impotência, alegria e fortalecendo os vínculos e todos neste aprendizado se tornando mais humanizado. Art. 6° Os conteúdos essenciais para o curso de Graduação em Medicina devem estar relacionados com todo o processo saúde – doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado a realidade epidemiológica e profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em medicina. Devem contemplar: II - compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individuais e coletivos, do processo saúde – doença: III – abordagem do processo saúde – doença do individuo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção:
O Art 5° retrata que a formação do médico tem por um dos objetivos dotar este profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício de saber atuar em equipe multiprofissional e este aprendizado tem sido colocado em prática de forma extraordinária nos trabalhos junto aos alunos da graduação não apenas de medicina como também de enfermagem, biologia, odontologia e educação física no PET SAÚDE. Esta é uma evidência clara de uma das diretrizes curriculares do curso de medicina vivenciada dentro desta universidade.
Correlacionar as “diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos –DCM, 2001” com a integração ensino serviço: *Atenção a saúde - Na Unidade de Saúde da Família (USF) são realizadas ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde tanto em nível individual como coletivo, através da realização de vacinas (seja individual ou em campanhas de vacinação), coleta de citologia e exames laboratoriais, planejamento familiar, puericultura , visitas domiciliares pela equipe de saúde da família (ESF), grupos (Hipertensos, diabéticos, idosos, homens, tabagistas, adolescentes, etc), consultas individuais (IST, Hanseníase , tuberculose, crianças, gestantes, transtornos psiquiátricos, etc), ações em saúde bucal assim como encaminhamentos às especialidades, NASF, CAPS e NAPI numa visão holística e integral, considerando o contexto biopsicossial em que encontra-se inserida nossa comunidade e nos apropriando de todas as ferramentas (interdiciplinaridade, matriciamento, PET, programa de saúde ambiental, educação continuada) que possam contribuir na qualidade de vida dessas pessoas (saúde global). *Tomada de Decisões - É uma constante no cotidiano da USF no enfrentamento das diversas situações, as quais para serem superadas ou atenuadas exigem uma postura acima da competência técnica com uma atitude estratégica visando maior resolutividade do agravo a saúde. Neste contexto, devemos ofertar o que temos de melhor neste serviço (qualificação técnica, especialistas, vale transporte, medicamentos, acesso a programas sociais) dentro da nossa realidade e incentivos ao exercício da cidadania. *Comunicação - É fundamental na construção e manutenção do vínculo com a comunidade que poderá ser obtido através de uma linguagem acessível entre o profissional de saúde e a comunidade de maneira compreensiva, respeitosa, explicativa (exemplo: compreensão da prescrição pelo analfabeto), confiável, ética, desprovida de preconceitos, fazendo com que estes usuários sintam-se acolhidos. E, é através desta relação que poderá surgir um cuidado recíproco entre a comunidade e a ESF, a qual poderá ser constatada pelos alunos presentes neste território. *Liderança - Faz-se importante na ESF, no entanto depende de habilidades humanas (colocar-se no lugar do outro), visando sempre o bem-estar da comunidade e estas envolve empatia, poder decisório, gerenciamento, comunicação, compromisso e responsabilidade. Gostaria de expressar o quanto é prejudicial a ausência de comunicação com o usuário (esclarecimentos quanto atrasos no atendimento, alterações das agendas profissionais, marcações especialistas e outros entraves burocráticos que interferem no processo de trabalho)assim como a falta de compromisso tanto com o usuário como com a ESF, interferindo negativamente no alcance das metas desejadas, gerando desmotivação e/ou sobrecarga nos outros membros da equipe . Isto também é visualizado quando a equipe não se apropria de forma responsável do seu trabalho na USF. *Administração e gerenciamento – constitui-se em habilidades que podem interferir nas ações de saúde (por exemplo: a falta de transporte para coleta de notificações pode gerar atrasos no fornecimento das medicações para tratamento de tuberculose), suscitando nos profissionais esta responsabilidade e com isto, muitas vezes, sobrecarga de atividades aos mesmos. *Educação Permanente – O desejo de aprender continuamente presente em vários profissionais das USFs e nestas, também, temos a oportunidade de participar da formação de vários profissionais da área da saúde (APS, internos, RMISF, residentes clínica-médica-HUOC). Sendo assim, uma experiência ímpar na construção do conhecimento junto aos discentes e a comunidade – aprender a aprender (Educar= ensinar e aprender).
Estamos vendo os alunos do curso de medicina em um período de mudanças, quando lemos as diretrizes curriculares percebemos que muitas coisas se encorporam em nosso campo de atuação a atenção primária, em primeiro lugar com a inserção desse estudante precocemente na APS estamos indo de acordo com as diretrizes onde diz que a formação do profissional desse ser voltada a atenção básica, estando eles além de precocemente mais com uma continuidade desse contato por grande parte do curso, e não apenas uma contato efêmero como dantes, percebemos também que o aluno se envolve mais com os outros profissionais da equipe além do profissional médico, tem uma percepção da realidade social de seus futuros clientes, buscam resolver alguns problemas de maneira abrangente percebendo que esse problema na maioria das vezes é causado por multifatores e não apenas um único que com o simples ato de medicar resolve-se. Percebo que os alunos tem uma compreensão de territorialização e de como funciona todo o sistema de Saúde, e acima de tudo percebo o envolvimento e comprometimento de muitos com todos o que estão sobre seu cuidado.
Correlacionar as diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos: As Diretrizes Curriculares Nacionais Do Curso De Graduação Em Medicina, assegura às instituições ampla liberdade na prática de estudo visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno, além de encorajar o aproveitamento do conhecimento, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente universitário. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais especificamente do curso médico, pode ser considerada resultado de uma importante mobilização dos educadores da área da saúde no país propondo inovações na formação dos profissionais de saúde. O artigo 9º recomenda “a existência de um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem, visando a formação integral e adequada do estudante por meio de uma articulação entre o ensino, pesquisa e extensão/assistência.”As especialidades médicas surgem como conseqüência da procura informações mais refinadas, que pode ser traduzidas numa constante necessidade de intervenção em problemas de grande complexidade sendo assim necessário um conhecimento mais especifico da questão. Estes profissionais devem ser integrados num contexto amplo evitando em vez de abordagens parciais da unidade biopsicossocial, fazer com que haja a participação do especialista para que possa ampliar e reforçar o trabalho em equipe integrando a outros profissionais os conhecimentos refinados adquiridos com conseqüente melhora no processo aprendizagem-paciente-médico-instituição dando coerência e estrutura aos diferentes níveis de atenção para que, integrados num sistema de saúde, proporcionem acesso universal, equidade e qualidade nas ações e serviços.
Correlacionar as diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos: As Diretrizes Curriculares Nacionais Do Curso De Graduação Em Medicina, assegura às instituições ampla liberdade na prática de estudo visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno, além de encorajar o aproveitamento do conhecimento, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente universitário. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais especificamente do curso médico, pode ser considerada resultado de uma importante mobilização dos educadores da área da saúde no país propondo inovações na formação dos profissionais de saúde. O artigo 9º recomenda “a existência de um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem, visando a formação integral e adequada do estudante por meio de uma articulação entre o ensino, As especialidades médicas surgem como conseqüência da procura informações mais refinadas, que pode ser traduzidas numa constante necessidade de intervenção em problemas de grande complexidade sendo assim necessário um conhecimento mais especifico da questão. Estes profissionais devem ser integrados num contexto amplo evitando em vez de abordagens parciais da unidade biopsicossocial, fazer com que haja a participação do especialista para que possa ampliar e reforçar o trabalho em equipe integrando a outros profissionais os conhecimentos refinados adquiridos com conseqüente melhora no processo aprendizagem-paciente-médico-instituição dando coerência e estrutura aos diferentes níveis de atenção para que, integrados num sistema de saúde, proporcionem acesso universal, equidade e qualidade nas ações e serviços.pesquisa e extensão/assistência.”
O campo de saber da enfermagem vem se estruturando em função de um permanente refletir sobre as suas práticas e sobre a construção do seu objeto de atenção. Nesse sentido, concebida como prática social, a enfermagem tem procurado definir o seu processo de trabalho em consonância com os outros processos de trabalho de outras profissões do campo da saúde, e também das políticas nas quais se insere (OLIVEIRA, 2001; GONÇALVES, 1992). Segundo Oliveira & Sá (2007), no âmbito do SUS, o processo de trabalho dos enfermeiros caracteriza-se pelo desen¬volvimento de ações que apresentam maior proximidade com os usuários e, normalmente, representam o maior quantitativo de profissionais dentro das instituições, o que tem trazido à inserção da profissão na atenção pública à saúde grande visibilidade importância social e política. Destaca-se ainda como característica do processo de trabalho dos enfermeiros no contexto nacional atual a freqüente assunção de cargos de direção e de gerência nas instituições de saúde, em diferentes níveis governamentais, imprimindo características próprias à gestão e ao desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro. A atribuição do SUS é garantir não apenas serviços públicos de promoção, proteção e recuperação da saúde, mas adotar políticas econômicas e sociais que melhorem as condições de vida da população, evitando-se, assim, o risco de adoecer. O dever de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais, além da prestação de serviços públicos de promoção, prevenção e recuperação. A visão epidemiológica da questão saúde-doença, que privilegia o estudo de fatores sociais, ambientais, econômicos, educacionais que podem gerar a enfermidade, passou a integrar o direito à saúde. É função do Ministério da Saúde elaborar políticas públicas e dispor todas as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias, melhorando a vigilância à saúde e dando qualidade de vida ao brasileiro. É por causa destas atribuições que o Sistema Único de Saúde impõe-se o desafio de garantir o direito do cidadão ao atendimento à saúde e prover condições para que esse direito esteja ao alcance da população, independente da condição social de cada um (MS, 2009).
Para isto se construiu um processo-ensino aprendizagem como uma nova Metodologia Ativa que é estratégia de ensino centrada no estudante, que deixa o papel de receptor passivo e assume o de agente e principal responsável pela sua aprendizagem. Há uma valorização de competências habilidades e valores onde o estudante enxerta um novo saber aos saberes anteriores, salientando que é aquela que envolve o estudante como pessoa, como um todo (idéias, sentimentos, cultura, valores, sociedade). Que trouxe novos paradigmas e prodigioso desenvolvimento científico e técnico que caracteriza as Ciências da Vida nos tempos atuais vem apresentando inúmeros desafios não apenas do ponto de vista operacional e metodológico, mas também no âmbito ético e humanístico. Tais dimensões do fazer científico não podem ser encaradas como elementos meramente “complementares” ou de segunda ordem, elas precisam ser integradas no exercício do pensar, pois respondem à urgente necessidade de ampliação do raciocínio científico. Tal ampliação significa a possibilidade de harmonizar a pesquisa científica com a formação e o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade, ou seja, representa um caminho de reconciliar ciência, técnica e humanização. Ao refletirmos sobre a educação, é um processo de humanização e ética, de inserção crítica na sociedade humana. É uma prática historicamente estabelecida, que deve continuamente estar relacionada ao mundo do trabalho. Segundo a fala de TAVARES (2005), interdisciplinaridade é fundamental é um processo e uma filosofia de trabalho que entra em ação na hora de enfrentar os problemas e questões que preocupam a sociedade. A interdisciplinaridade pode também ser entendida como uma proposta entre o conhecimento científico e a complexidade do mundo vivido, visando o entendimento da dicotomia entre a teoria e a prática em diversas áreas de conhecimento, como, por exemplo, a saúde coletiva.
A interdisciplinaridade na saúde envolve o biológico e o social, o indivíduo e a comunidade, a política social e econômica, ou seja, a saúde e a doença envolvem condições e razões sócio-históricas e culturais dos indivíduos e grupos. Na área da saúde a integração de conhecimento partilhado tem criado modelos pedagógicos múltiplos para a formação profissional integradora de vários saberes com o intuito de oferecer à população a maior quantidade possível de serviços de saúde com qualidade e inovações tecnológicas. Suas estratégias resultam da combinação de três grandes tipos de ações: a promoção da saúde, a prevenção das enfermidades e acidentes e a atenção curativa De acordo com as diretrizes curriculares da graduação em Medicina, o curso devera “inserir o aluno precocemente em atividades praticas relevantes para a sua futura vida profissional” e “ter como eixo do desenvolvimento curricular as necessidades de saúde dos indivíduos e das populações referidas pelo usuário e identificadas pelo setor saúde”. Diante disso, ao longo do primeiro ano do curso de Medicina, nas atividades regulares do eixo Interação-Ensino-Servico-Comunidade (IESC), acadêmicos acompanham as ações de Agentes Comunitários. Os estudantes adquirem competências para lidar com indivíduos, famílias e com a comunidade. O processo saúde-doença e visto não apenas em aspectos biológicos, mas no contexto multifatorial, no qual o paciente e a família se inserem. O enfoque estimula o estudante a identificar fatores de risco e desenvolvam estratégias de prevenção primaria. Alem disso, gera reflexão acerca da relação medico - paciente e da importância do vinculo com a comunidade. As expectativas na formação dos profissionais de saúde requerem mudanças, entre as quais incluem a reflexão e transformação da interface ensino-trabalho, onde a relação ensino serviço está intimamente ligada. As iniciativas comprometidas com a relevância social da universidade e dos processos de formação no campo da saúde têm historicamente procurado articular esse dois contextos, aparentemente desconectados — universidade e serviços —, buscando ligar os espaços de formação aos diferentes cenários da vida real e de produção de cuidados à saúde (COBEM, 2010).
Os espaços onde se dá o diálogo entre o trabalho e a educação assumem lugar privilegiado para a percepção que o estudante vai desenvolvendo acerca do outro no cotidiano do cuidado. São espaços de cidadania, aonde profissionais do serviço e docentes, usuários e o próprio estudante vão estabelecendo seus papéis sociais na confluência de seus saberes, modos de ser e de ver o mundo. Esta ação se acontece através da relação de parceria que deve existir entre universidade, os serviços locais de saúde e a comunidade, como o alicerce sobre o qual devem estar fundados os processos de transformação da educação dos profissionais e dos sistemas de saúde. O diálogo deve ser criado nos espaços entre o trabalho e a educação e devem assumir lugar privilegiado para a percepção que o estudante vai desenvolvendo acerca do outro no cotidiano do cuidado. São espaços de cidadania, aonde profissionais do serviço e docentes, usuários e o próprio estudante vão estabelecendo seus papéis sociais na confluência de seus saberes, modos de ser e de ver o mundo. Podemos definir por integração ensino-serviço a pactuação e integração do trabalho conjunto de estudantes e professores de formação da área de saúde com os profissionais da equipe de saúde inclusive sendo utilizado o espaço da saúde como campo de construção do fazer saúde, incluindo-se os gestores, tendo como meta a qualidade de atenção à saúde prestada ao individuo e ao coletivo, à qualificação da formação profissional e ao desenvolvimento e satisfação dos trabalhadores dos serviços.
Correlacionar as diretrizes curriculares da formação médica e as atividades na USF: na minha pratica docente diária noto as atividades na atenção básica começam a ser melhor trabalhadas e entendidas pelos discentes e pela universidade, com as mudanças curriculares e com a implantação dessas mudanças na pratica diaria da UPE. É notória a preocupação da universidade atualmente na implantação do novo curriculo na area médica assim como é notável a mudança ocorrida no pensamento do futuro médica, que esta com uma formação realmente mais generalista, humanista, crítica e reflexiva como colocado no artigo 3º. A sociedade precisa estar preparada para lidar com ela própria ...
Inicialmente falando das competências acho que tem sido mais fácil na prática desenvolver a atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação e educação permanente. A atenção á saúde, liderança, administração e gerenciamento requerem uma utilização especial da interdisciplinariedade, integração, ética, uso de diversos cenários de ensino-aprendizagem, inserção precoce em serviços. Na minha prática com alunos do internato muitas vezaes me questiono e acho até um desafio trabalhar a parte ética pois acho que está muito ligado ao caráter das pessoas formado na infância e na maneira como isto foi trabalhado no início do curso médico. A inserção precoce dos alunos nas USF é fundamental para um ensino mais politizado, ético, integrado as necessidades de saúde do país. Como está no artigo 12/VII...proporcionando ao aluno lidar com problemas reais, assumindo responsabilidades crescentes...compatíveis com seu grau de autonomia...acho importante respeitarmos isso e ressaltar a necessidade de uma maior interdisciplinariedade no curso médico e inserção precoce pois temos muitos exemplos de alunos do início do curso em atividades muito específicas e outras vezes no final do curso em atividades que já não somam tanto em aprendizado e os alunos começam a reclamar. Vou ter que colocar um exemplo: não dá pra colocar um aluno do primeiro período assistindo neurocirurgias sequenciais mas também não podemos colocar alunos do quarto ano numa prática de caçar escorpião ou distribuir veneno de ratos. Acho que aí seria mais proveitoso tentar juntar noções de epidemiologia das doenças relacionadas a estes animais com uma revisão do tratamento e uma possível reunião de planejamento e gerenciamento do controle destes agravos. Seria uma maneira de juntar interdisciplinariedade, inserção no serviço, perspectivas de politização, administração, gerenciamento, gestão e liderança. Aí poderíamos desenvolver nos alunos os valores e atitudes voltados para cidadania como sugerem as diretrizes curriculares. Gostaria de poder colocar mais exemplos mais vai ficar extenso e pessoal demais. Outro ponto importante é a comunicação: se queremos nossos futuros médicos lidando com pacientes numa linguagem clara e coerente é neste nível de clareza que devemos nos comunicar com eles também.Ouvir sempre os alunos é uma forma de melhorar a nossa prática pois há coisas importantes a serem colocadas e que os alunos rejeitam pelo fato de que a abordagem do tema não foi boa. Na minha prática ao final de cada mês os alunos escrevem em folhas anônimas o que acharam do rodízio. A partir daí pudemos modificar nossas abordagens teóricas e práticas. Re-avaliar sempre. Aguardo idéias sobre como trabalhar gestão, gereciamento, cidadania e ética na minha prática.
Na Constituição Federal de 1988 ficou acordado que o SUS ordenaria o processo de formação profissional na area de saude, porem até o momento isto não acontece. Ocorre uma falta de articulação entre os ministerios da saude e educação e as necessidades do SUS ficam defasadas. Outro ponto a ser repensado é o distanciamento entre as necessidades da populaçao e os programas de graduação. Cada vez é maior a procura das especialidades que utilizam tecnologias pesadas e as leves são menos priorizadas. cabe a nós da atenção primaria tenta reverter esta realidade, porem temos pel afrente o grande poder do capital das multinacionais tentando vender seus produtos. outro ponto a considerar ; associar tecnica com a humanização da medicina. é possivel ? acredito e sou otimista principalmente quando presenciamos a inclusão precoce dos alunos na comunidade para sentir a realidade desta e tomar decisões junto as equipes de saude,participando desde cedo dos problemas, discussão de casos e na abordagem mais humanizada no olhar o outro como um ser inteiro e não apenas uma doença.
A colocaçao feita por Caroline Coutinho é pertinente. É importante adequar o processo ensino aprendizagem a quem está participando deste processo , o conhecimento que o professor deve dsenvolver sobre o aluno permite que ele utilize uma liguagem apropriada para que o aluno desenvolva condiçoes para capacitar-se.A motivação é fundamental para que o aluno desenvolva a busca do conhecimento, desenvolva a prática da pesquisa. Há alguns anos , atuando como professora de uma grupo de alunos de medicina que estava iniciando o contato com os pacientes , solicitei que formassem 2 grupos de quatro alunos cada para conversar com o paciente sobre o motivo da consulta médica e para que coletassem o maior número possivel de informações sobre a queixa referida pelo paciente e que construissem uma história a partir da entrevista. No primeiro momento a maioria dos alunos qustionaram sobre o meu pedido , referiram que nunca tinham visto a atuaçao do professor realizando uma pesquisa investigativa sobre o paciente e queriam que eu executasse a tarefa para que só posteriormente eles a executassem. Tranquilizei-os sobre a atividade ,deixwi bwm claro que estaria ao lado deles dando apoio necessário, informando que eu já havia conversado e examinado o paciente e que eu já tinha o consentimento do paciente para o trabalho proposto. Posteriormente um grupo 1 apresentou a história ao grupo 2 que gerou várias dúvidas, questinamentos e sugestões. Em seguida o grupo dois apresentou o relato ao grupo um e novamente houve ampla discussão sobre o caso. Nas diversas etapas do processo fiz o acompanhamento e as colocações cabíveis. Ao término os alunos ficaram surpresos e contentes com o "trabalho de pesquisa" que conseguiram desenvolver Foi uma muito gratificante. Rosaly
Tenho um momento de prática docente com alunos do segundo período de medicina bastante interessante, pois apesar de estarem em uma unidade de maior complexidade (pré-natal de alto-risco do CISAM) eles vivenciam de forma marcante o eixo humanístico (ética e bioética) que entendo como fundamental na formação do médico. Percebo que a atuação do médico em toda a sua plenitude jamais será alcançada se ele não tiver uma visão humanística. Lá os alunos presenciam um atendimento com qualidade técnica e com atitudes humanas e humanizadoras entendendo o ser humano como que com valores, crenças e sentimentos. Nós educadores, aprendizes e pacientes tornamos a relação médico-paciente única baseada na lealdade, na verdade e no respeito aos valores do outro. Os alunos percebem que o carinho, o acolhimento e a personalização da consulta fazem com que aumente a adesão ao pré-natal, diminuam as queixas e fortaleça a confiança no serviço e na atenção médica.
O Sistema Unificado de Saúde (SUS) foi uma das maiores conquistas da sociedade brasileira apesar de ainda mal gerido, subcusteado e está distante ainda de garantir a assistência básica para todos como promete com a fala de que “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. Mesmo assim ele está entre nó com muito mais força do que percebemos. Li recentemente uma matéria interessante de um médico chamado Carlos Eduardo Melo de uma Unidade de Saúde da Família de Recife e supervisor da residência da UPE de Medicina da Família e Comunidade onde ele pontua muito bem as atuações do SUS em nossa sociedade: cobertura vacinal, fornecimento de medicamentos especiais, ação da vigilância sanitária em estabelecimento alimentar, públicos ou não, SAMU, emergências gerais e especializadas entre muitos outros. A formação do profissional de saúde deve ser discutida com o propósito final de uma elevação da qualidade de saúde como um todo da população. Este é o grande desafio da gestão pública do setor da saúde. Tendo o SUS como base promovendo o impacto no ensino, gestão setorial, nas praticas de atenção e no controle social.
As mudanças no curriculum medico baseado nas diretrizes,muda completamente a maneira de formação do medico quando comparamos com o ensino tradicional,de formação especialista,e concentradora de conhecimento.As mudanças curriculares utilizadas principalmente a utilizaçao do curriculum baseado em competencia,que dirige a formação do medico para a pratica da formação generalista e humanistica,aproximando mais ainda o medico das APS.
As novas modalidades do ensino medico,ensino baseado em resoluçao de problemas,concentrado em atividades baseado tutorias,podem ate oferecer um embasamento teorico,adequado,trabalhando na produção do conhecimento,porem muitas vezes carece de algumas atividadespratica.O ensino tradicional muitas vezes tem caracteristicas que não existe no ensino da pratica baseada em competencia e habilidades.A inserção do aluno na pratica medica diaria deve ser o mais cedo possivel,colocando o estudante de imediato com a sua pratica do dia a dia,e tambem com a sua inserção precoce nas APS colocando assim o discente em contato com a sua realidadeissional
O SUS é sem duvida uma grande ferramenta dirigida para a assistencia medica em todos os niveis de saude desde a atenção primaria de saude ate os procedimentos de alta complexidade,o percentual da populaçao que se beneficia com O SUS,ESTA MUITO AQUEM DAQUELE DESEJADO PELOS GESTORES.Em grandes cidades ,tem-se o percentual ,que chega so ate 20% da população.O objetivo principal do SUS é atender inicialmente os cuidados de atividade primaria de saude,que realment ocupa quase 80% dos usuarios,e so apos esta cobertura ,outra fatia da população sera beneficiada, a população que necessita de assistencia aos processos de media e grande complexidade,que é o objetivo principal e futuro do SUS.
Correlacionar as Diretrizes Curriculares Nacionais com a prática diária - a formação do médico na atenção primária abrange vários artigos das diretrizes pois fazemos na unidade o aprendizado da atenção à saúde na sua prevenção , promoção, proteção e reabilitação, fundamentamos a tomda de decisões, incentivamos o trabalho em equipe multiprofissional, pensamentos crítcos na ética, na interação com os usuários e no cuidado ao próximo, o estímulo a pesquisa
Sobre as diretrizes curriculares.... A busca na formação médica proiriza a assistencia à atenção primaria em relação a hospitalar , tornando a formação medica mais abrangente e levando em conta as dimensões sociais, economicas e culturais da população, tornando esse profissionais mais humanizados e sensibilizados com os processos saude e doença da população. Neste processo de prendiazagem faz se presente as diretrizes do SUS em todas as suas instancias.
Na formação medica, os alunos do primeiro periodo iniciam seu primeiro contato com as equipes do PSF,aprendem a conhecer o territorio adscrito das equipes, tem noções de promoção e prevenção de saude e a importancia do territorio no processo saude doença da população. Necessario salientar a interação entre a USF e a academia para que sejam atendidas todas as etapas do aprendizado. Tambem é importante para isso acontecer os dois lados ( alunos e profissionais ) trocarem experiencias, vivencias, e no final quem ganha tambem é a comunidade. Com esta mudança de abordagem, os alunos são estimulados a não memorização passiva dos dados aprendidos mas a investigação e compreensão dos problemas e ao investigarem eles tambem participam ativamente do processo e intervêm nas comunidades aonde eles são locados. neste incursão nas equipes, os alunos tambem aprendem a trabalhar com equipes muitidisciplinares e a tomar decisões nos problemas biopsico sociais das comunidades. A partir do segundo periodo os alunos retornam as USF com o objetivo de acompanhar o pré natal, puericultura, os programas e com um envolvimento maior com a comunidade. saliento a importancia da inclusão dos alunos desde cedo nas equipes, a mudança do olhar destes ao termino do periodo e o engajamento deles nas equipes. Importante tambem oa laços criados por equipes, profissionais e a comunidade durante o periodo de permanencia nas USF e que permanece, criando vinculos indissoluveis.
A IMPLANTAÇÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES,DEVERIA SER APOIADA PELA MAIORIA DAS COORDENAÇOES DOS CURSOS DA AREA DE SAUDE,PROCURANDO IMPLANTAR A FORMAÇÃO DO MEDICO BASEADA NO CURRICULUM POR COMPETENCIAS(EM IMPLANTAÇÃO NA NOSSA INSTITUIÇÃO)COM HABILIDADES E HUMANIDADE,OBJETIVANDO UM ASSISTENCIA AO CIDADAO COMO UM TODO NAS DIVERSAS AREAS DE SAUDE, UTILIZANDO POR BASE O ESTIMULO A INTEGRAÇÃO DO ENSINO-SERVIÇO,TENDO COMO OBJETIVO PROVOCAR MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAUDE ,UTILIZANDO-SE COMO BASE OS MODELOS TECNICO-ASSISTENCIAIS NA PRATICA DOS CUIDADOS EM SAUDE.DEVE SEMPRE ESTAS DIRETRIZES ENCURTAR A INTERFACE DO ENSINO/TRABALHO/PESQUISA/E ASSISTENCIA.AS DIRETRIZES NÃO PRIORIZAM DOCENTES MAIS ENVOLVIDOS COM PESQUISA,QUE ALGUMAS VEZES SÃO TEORICOS INEFICIENTES PARA A ROTINA DOS SERVIÇOS DE SAUDE,DEVE NO ENTANTO PRIORIZAR UM MODELO DE ATENÇÃO AS SAUDE CENTRADO NO USUARIO,E NAO DESENVOLVER UM MODELO TECNI-ASSISTENCIAL CENTRADO EM PROCEDIMENTOS.A INTEGRAÇÃO DO ENSINO-SERVIÇO DEVE SER PAUTADA NO TRABALHO DAS EQUIPES MULTIDISCIPLINARES DE SAUDE.
Apesar da Constituição Federal de 1988 já indicar que o SUS deveria cumprir o papel de “ordenar” o processo de formação profissional na área da saúde, isso não se tem traduzido numa prática institucional. A desarticulação entre as definições políticas dos ministérios da Saúde e da Educação tem contribuído para acentuar o distanciamento entre a formação dos profissionais e as necessidades do SUS (CAMPOS, et. al 2001). Existem também alguns fatores que limitam estas transformações a de se construir professor-reflexivo; um destes é o “tempo cronológico”, “a carga de trabalho” a que está submetido o professor transforma-se em fator de inviabilização de qualquer outra atividade além da mera docência” (NUNES, 2010, p.6). Percebe-se esta falta de sintonia pela diminuição de profissionais na ponta, ou seja, na Atenção básica. Salientando que esta falta não é pela diminuição de médicos e sim pela falta de estímulos para que desperte o interesse destes profissionais na prevenção e promoção da saúde individual e coletiva. Com a visão critica a prática da medicina mudou nos últimos anos, o que, com certeza, vai se refletir também no universo educacional. De fato, a atenção médica em algumas instituições de ensino se desenvolve de forma crescente no cenário da atenção básica, enquanto que por outro lado outras instituições de ensino ainda se baseia em pacientes internados. Os hospitais universitários de ensino, as instituições de ensino superior e os gestores do SUS devem buscar a inserção dos alunos de medicina mais efetivamente no sistema, criando condições reais de exercerem sua missão e eles irão retribuir com qualidade técnica na assistência. O ensino, a pesquisa, e a incorporação de novas tecnologias na educação continuada e permanente, é na avaliação dos cientistas da educação uma das maneiras de se formar profissionais com habilidades técnicas, éticos e humanizados. Uma das tendências que surgiram nos últimos anos é o ensino da medicina "baseado em problemas". Considerando que em muito que cooperou, foi as mudanças efetuadas nos currículos dos cursos superior em saúde principalmente na maneira de formar os futuros médicos. Uma nova proposta de epistemologia da docência dada pela prática de bons profissionais é a perspectiva do professor reflexivo. “A prática reflexiva tem sido amplamente divulgada no campo das discussões sobre formação de professores, e incorporada a textos e documentos de forma quase integral e totalizadora” (CAMPOS, DINIZ, 2004, p.2). Segundo Nunes (2010, p.1), “apoiado nos pressupostos do pensamento de Dewey, em particular a conceitualização de experiência, Schön formula a sua perspectiva em torno de três aspectos:” reflexão da prática, reflexão sobre a prática e sobre a reflexão sobre a prática Para ele, o professor possui um conhecimento adquirido na prática, e o utiliza para a solução de diferentes questões na teoria é neste ato que as mudanças de currículo se faz presente.
Atualmente é um grande desafio nas instituiçoes superiores formar o profissional de saude,voltado para os objetivos do SUS,estes profissionais são aqueles voltados para a integralidade na atençaõ a saude,mostram um carater mais humanistico,menos privatista e menos biologicista e tem como objetivo final resgastar relação saude-doença,entre os usuarios do SUS.Isto so pode ser posto em pratica com os curriculum integrados,e construidos de acordo com as diretrizes na area de saude.O profissional formado para o mercado de trabalho deve ter um perfil generalista humanistico e critico.Foge as diretrizes o profissional fragmentado,individualizado e tecnicista,profissional este que certamente estaria despreparado para atuar no SUS.Deveria sim este ter uma atuaçaõ conjunta com os ministerios da educaçaõ e da saude ,no sentido de orientar e apoiar estes profissionais para as suas mudanças.As questoes da formação do profissional,passa por dificuldade do tipo da interdisciplinidade,no entanto sabemos que o trabalho em equipe no SUS é apoiado pelas diretrizes curriculares,mais que termina sendo um dos nó critico encontrado
Machado (2005) destaca que a grande relevância social do setor saúde não se deve apenas pelos serviços prestados à população, mas também pela sua grande capacidade geradora de empregos e a relevância do papel do setor saúde para o desenvolvimento dos padrões de vida da população fazendo com que esse seja um dos mais importantes setores das diversas economias. Trata-se de um segmento que movimenta bilhões de dólares, resultante de uma série de políticas públicas, comumente tratado pelos governos como uma questão central. Cabe também destacar que uma das especificidades dessa área é que a incorporação de tecnologia, ao contrário do que se evidencia em outros setores, absorve ainda mais profissionais. Há que se levar em conta também a dimensão ética (biomédica e administrativa) da prestação de serviços de saúde, assim como, considerar as divergências de interesses que fazem desse setor uma área de disputa entre diferentes atores: usuários, profissionais, empresas, seguros, instituições privadas e governo. Sobre esse assunto, Pierantoni (2002) ressalta ainda que, tradicionalmente, tem sido observada grande absorção de uma massa significante de pessoas sem qualificação específica empregada em funções auxiliares administrativas e de apoio na prestação de serviços. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e o Programa de Saúde da Família, criados em 1991 e 1994, respectivamente, são apontados como iniciativas que se relacionam não só com a expansão do mercado, como também com a reestruturação do processo de trabalho em saúde, via trabalho em equipe e criação de ocupação para o setor a implementação de medidas que considerem os requerimentos básicos da nova concepção gerencial para os serviços de saúde: o reconhecimento do papel central dos profissionais no processo de trabalho da organização e os mecanismos regulatórios de autonomia e do corporativismo dos profissionais efetivos ( GARCIA, 2010 UNFRJ / Rio de Janeiro).
28 comentários:
Desde imemoráveis tempos, sabe-se que cada sistema de educação está claramente relacionados a estados sociais determinados, concretizando e justificando o ideal vista físico, intelectual e moral em que está inserida a sociedade. Os reflexos da tensa articulação entre sujeitos e coletividade e a percepção do que a sociedade demarca como ideal a ser atingido têm marcante influência no modo segundo o qual se compreende o processo ensino-aprendizagem, um dos aspectos significativos da educação.
Logo, no atual contexto do mundo do trabalho em saúde, em função da crescente incorporação de novas tecnologias, há premência do surgimento de propostas para o desenvolvimento e reestruturação tanto do profissional quanto do processo de trabalho. A formação dos profissionais de saúde esta alheia à organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente insensível ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. As instituições formadoras têm permanecido nos modelos essencialmente conservadores, centrados em equipamentos e sistemas orgânicos e tecnologias altamente especializadas, dependentes de procedimentos e equipamentos de apoio diagnóstico e terapêutico (GOMES. et. al. 2007). A relação médico-paciente é um processo especial de interação humana, que é à base da prática clínica em suas dimensões técnica, humanística, ética e estética. Como qualquer processo de interação interpessoal, essa relação é mediada pela comunicação. A fragmentação instituída entre os diversos aspectos que compõem a formação integral do médico (trabalho intelectual, estudo, treinamento em Serviços, ética e humanismo) atingiu uma dimensão tal, a ponto de motivar a discussão sobre a necessidade da adoção de estratégias que, efetivamente, promovam maior coerência entre o que se ensina e o que é prevalente e relevante no dia-a-dia da assistência às necessidades e demandas das pessoas e das comunidades (AZEVEDO, et. al. 2006). Apesar da Constituição Federal de 1988 já indicar que o SUS deveria cumprir o papel de “ordenar” o processo de formação profissional na área da saúde, isso não se tem traduzido numa prática institucional. Os instrumentos de poder de que dispõe o sistema de saúde para orientar o processo de formação e a distribuição dos recursos humanos no país até o momento não foram utilizados devidamente (CAMPOS et, al 2001).
segue atraves deste a correlação entre as diretrizes curriculares do ensino medico e as atividades nas USF
A inserção da atenção primaria nas diretrizes curriculares do ensino medico
as competencias do medico junto aos alunos
1- Artigo 6
Parágrafo 2
Quando é citado que os conteúdos essenciais para o Curso Medico devem estar relacionados com o processo saúde doença do cidadão, família e comunidade, integrando à realidade epidemiológica e profissional proporcionando a integralidade das ações do cuidar em medicina.
Nesta fase os alunos do primeiro período iniciam sem primeiro contato com a comunidade, aprendem noções de território, e conhecem a dinâmica de funcionamento de uma equipe do PSF.
Começam a entender as doenças relacionadas com os fatores ambientais e como previni-las.
Neste momento também cadastram 5 familias as quais acompanharão durante os próximos períodos.
Parágrafo 3
Também no primeiro e segundo período os estudantes, já iniciam a abordagem do processo saúde doença do individuo e da população em seus múltiplos aspectos.
Nestes períodos eles convivem com as doenças cardiovasculares e como trabalhar com elas em grupo, realizando promoção em saúde.
Parágrafo 6
A partir do terceiro período eles já acompanham as gestantes, puerperas e crianças em consultório ou na visita domiciliar, revendo todo o processo de gestação, puerperio e a puericultura, acompanhando o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Artigo 7
Neste item os alunos acompanham a equipe por 3 meses, fazendo parte desta na unidade de saúde. Neste período eles ficam responsáveis por 20 famílias de maior risco através da aplicação da escala de Savassi.
Fazem parte de todas as programações da equipe e intervem nas famílias cadastradas através de : encaminhamento ao hiperdia ( pacientes faltosos ), para realização de exame preventivo nas mulheres em atrazo.
O mais importante é o elo criado entre os alunos e a comunidade e a equipe, elo este que não se desfaz e como ocorre em muitos depoimentos dos alunos marcam para o resto de suas vidas tanto profissionais como pessoais.
vivencias das enfermeiras
Vivencio a experiência como Enfermeira no meu dia a dia as transformações que estão acontecendo com o ensino - serviço no curso de Medicina, principalmente na Atenção Primária a Saúde em que a teoria da sala de aula é problematizada nas Unidade Saúde da Família onde as equipes recebem alunos da APS 1 e APS 2. No novo currículo eles ficam com a Enfermeira como Preceptor e acompanha os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas visitas as casas nas comunidades presenciando a realidade dos cidadãos adentrando em seus lares vivenciando as necessidades básicas, alegrias e tristezas e os fatores de risco no processo saúde - doença e construindo juntos as equipes de saúde os sentimentos de frustrações, sucessos, impotência, alegria e fortalecendo os vínculos e todos neste aprendizado se tornando mais humanizado.
Art. 6° Os conteúdos essenciais para o curso de Graduação em Medicina devem estar relacionados com todo o processo saúde – doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado a realidade epidemiológica e profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em medicina. Devem contemplar:
II - compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individuais e coletivos, do processo saúde – doença:
III – abordagem do processo saúde – doença do individuo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção:
O Art 5° retrata que a formação do médico tem por um dos objetivos dotar este profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício de saber atuar em equipe multiprofissional e este aprendizado tem sido colocado em prática de forma extraordinária nos trabalhos junto aos alunos da graduação não apenas de medicina como também de enfermagem, biologia, odontologia e educação física no PET SAÚDE. Esta é uma evidência clara de uma das diretrizes curriculares do curso de medicina vivenciada dentro desta universidade.
Correlacionar as “diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos –DCM, 2001” com a integração ensino serviço:
*Atenção a saúde - Na Unidade de Saúde da Família (USF) são realizadas ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde tanto em nível individual como coletivo, através da realização de vacinas (seja individual ou em campanhas de vacinação), coleta de citologia e exames laboratoriais, planejamento familiar, puericultura , visitas domiciliares pela equipe de saúde da família (ESF), grupos (Hipertensos, diabéticos, idosos, homens, tabagistas, adolescentes, etc), consultas individuais (IST, Hanseníase , tuberculose, crianças, gestantes, transtornos psiquiátricos, etc), ações em saúde bucal assim como encaminhamentos às especialidades, NASF, CAPS e NAPI numa visão holística e integral, considerando o contexto biopsicossial em que encontra-se inserida nossa comunidade e nos apropriando de todas as ferramentas (interdiciplinaridade, matriciamento, PET, programa de saúde ambiental, educação continuada) que possam contribuir na qualidade de vida dessas pessoas (saúde global).
*Tomada de Decisões - É uma constante no cotidiano da USF no enfrentamento das diversas situações, as quais para serem superadas ou atenuadas exigem uma postura acima da competência técnica com uma atitude estratégica visando maior resolutividade do agravo a saúde. Neste contexto, devemos ofertar o que temos de melhor neste serviço (qualificação técnica, especialistas, vale transporte, medicamentos, acesso a programas sociais) dentro da nossa realidade e incentivos ao exercício da cidadania.
*Comunicação - É fundamental na construção e manutenção do vínculo com a comunidade que poderá ser obtido através de uma linguagem acessível entre o profissional de saúde e a comunidade de maneira compreensiva, respeitosa, explicativa (exemplo: compreensão da prescrição pelo analfabeto), confiável, ética, desprovida de preconceitos, fazendo com que estes usuários sintam-se acolhidos. E, é através desta relação que poderá surgir um cuidado recíproco entre a comunidade e a ESF, a qual poderá ser constatada pelos alunos presentes neste território.
*Liderança - Faz-se importante na ESF, no entanto depende de habilidades humanas (colocar-se no lugar do outro), visando sempre o bem-estar da comunidade e estas envolve empatia, poder decisório, gerenciamento, comunicação, compromisso e responsabilidade. Gostaria de expressar o quanto é prejudicial a ausência de comunicação com o usuário (esclarecimentos quanto atrasos no atendimento, alterações das agendas profissionais, marcações especialistas e outros entraves burocráticos que interferem no processo de trabalho)assim como a falta de compromisso tanto com o usuário como com a ESF, interferindo negativamente no alcance das metas desejadas, gerando desmotivação e/ou sobrecarga nos outros membros da equipe . Isto também é visualizado quando a equipe não se apropria de forma responsável do seu trabalho na USF.
*Administração e gerenciamento – constitui-se em habilidades que podem interferir nas ações de saúde (por exemplo: a falta de transporte para coleta de notificações pode gerar atrasos no fornecimento das medicações para tratamento de tuberculose), suscitando nos profissionais esta responsabilidade e com isto, muitas vezes, sobrecarga de atividades aos mesmos.
*Educação Permanente – O desejo de aprender continuamente presente em vários profissionais das USFs e nestas, também, temos a oportunidade de participar da formação de vários profissionais da área da saúde (APS, internos, RMISF, residentes clínica-médica-HUOC). Sendo assim, uma experiência ímpar na construção do conhecimento junto aos discentes e a comunidade – aprender a aprender (Educar= ensinar e aprender).
Estamos vendo os alunos do curso de medicina em um período de mudanças, quando lemos as diretrizes curriculares percebemos que muitas coisas se encorporam em nosso campo de atuação a atenção primária, em primeiro lugar com a inserção desse estudante precocemente na APS estamos indo de acordo com as diretrizes onde diz que a formação do profissional desse ser voltada a atenção básica, estando eles além de precocemente mais com uma continuidade desse contato por grande parte do curso, e não apenas uma contato efêmero como dantes, percebemos também que o aluno se envolve mais com os outros profissionais da equipe além do profissional médico, tem uma percepção da realidade social de seus futuros clientes, buscam resolver alguns problemas de maneira abrangente percebendo que esse problema na maioria das vezes é causado por multifatores e não apenas um único que com o simples ato de medicar resolve-se. Percebo que os alunos tem uma compreensão de territorialização e de como funciona todo o sistema de Saúde, e acima de tudo percebo o envolvimento e comprometimento de muitos com todos o que estão sobre seu cuidado.
Correlacionar as diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos: As Diretrizes Curriculares Nacionais Do Curso De Graduação Em Medicina, assegura às instituições ampla liberdade na prática de estudo visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno, além de encorajar o aproveitamento do conhecimento, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente universitário. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais especificamente do curso médico, pode ser considerada resultado de uma importante mobilização dos educadores da área da saúde no país propondo inovações na formação dos profissionais de saúde. O artigo 9º recomenda “a existência de um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem, visando a formação integral e adequada do estudante por meio de uma articulação entre o ensino, pesquisa e extensão/assistência.”As especialidades médicas surgem como conseqüência da procura informações mais refinadas, que pode ser traduzidas numa constante necessidade de intervenção em problemas de grande complexidade sendo assim necessário um conhecimento mais especifico da questão. Estes profissionais devem ser integrados num contexto amplo evitando em vez de abordagens parciais da unidade biopsicossocial, fazer com que haja a participação do especialista para que possa ampliar e reforçar o trabalho em equipe integrando a outros profissionais os conhecimentos refinados adquiridos com conseqüente melhora no processo aprendizagem-paciente-médico-instituição dando coerência e estrutura aos diferentes níveis de atenção para que, integrados num sistema de saúde, proporcionem acesso universal, equidade e qualidade nas ações e serviços.
Gioconda Sá e Regina Coeli
Correlacionar as diretrizes curriculares nacionais da formação de médicos: As Diretrizes Curriculares Nacionais Do Curso De Graduação Em Medicina, assegura às instituições ampla liberdade na prática de estudo visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno, além de encorajar o aproveitamento do conhecimento, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente universitário. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais especificamente do curso médico, pode ser considerada resultado de uma importante mobilização dos educadores da área da saúde no país propondo inovações na formação dos profissionais de saúde. O artigo 9º recomenda “a existência de um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem, visando a formação integral e adequada do estudante por meio de uma articulação entre o ensino, As especialidades médicas surgem como conseqüência da procura informações mais refinadas, que pode ser traduzidas numa constante necessidade de intervenção em problemas de grande complexidade sendo assim necessário um conhecimento mais especifico da questão. Estes profissionais devem ser integrados num contexto amplo evitando em vez de abordagens parciais da unidade biopsicossocial, fazer com que haja a participação do especialista para que possa ampliar e reforçar o trabalho em equipe integrando a outros profissionais os conhecimentos refinados adquiridos com conseqüente melhora no processo aprendizagem-paciente-médico-instituição dando coerência e estrutura aos diferentes níveis de atenção para que, integrados num sistema de saúde, proporcionem acesso universal, equidade e qualidade nas ações e serviços.pesquisa e extensão/assistência.”
Gioconda Sá e Regina Coeli
O campo de saber da enfermagem vem se estruturando em função de um permanente refletir sobre as suas práticas e sobre a construção do seu objeto de atenção. Nesse sentido, concebida como prática social, a enfermagem tem procurado definir o seu processo de trabalho em consonância com os outros processos de trabalho de outras profissões do campo da saúde, e também das políticas nas quais se insere (OLIVEIRA, 2001; GONÇALVES, 1992). Segundo Oliveira & Sá (2007), no âmbito do SUS, o processo de trabalho dos enfermeiros caracteriza-se pelo desen¬volvimento de ações que apresentam maior proximidade com os usuários e, normalmente, representam o maior quantitativo de profissionais dentro das instituições, o que tem trazido à inserção da profissão na atenção pública à saúde grande visibilidade importância social e política. Destaca-se ainda como característica do processo de trabalho dos enfermeiros no contexto nacional atual a freqüente assunção de cargos de direção e de gerência nas instituições de saúde, em diferentes níveis governamentais, imprimindo características próprias à gestão e ao desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro.
A atribuição do SUS é garantir não apenas serviços públicos de promoção, proteção e recuperação da saúde, mas adotar políticas econômicas e sociais que melhorem as condições de vida da população, evitando-se, assim, o risco de adoecer. O dever de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais, além da prestação de serviços públicos de promoção, prevenção e recuperação. A visão epidemiológica da questão saúde-doença, que privilegia o estudo de fatores sociais, ambientais, econômicos, educacionais que podem gerar a enfermidade, passou a integrar o direito à saúde. É função do Ministério da Saúde elaborar políticas públicas e dispor todas as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias, melhorando a vigilância à saúde e dando qualidade de vida ao brasileiro.
É por causa destas atribuições que o Sistema Único de Saúde impõe-se o desafio de garantir o direito do cidadão ao atendimento à saúde e prover condições para que esse direito esteja ao alcance da população, independente da condição social de cada um (MS, 2009).
Para isto se construiu um processo-ensino aprendizagem como uma nova Metodologia Ativa que é estratégia de ensino centrada no estudante, que deixa o papel de receptor passivo e assume o de agente e principal responsável pela sua aprendizagem. Há uma valorização de competências habilidades e valores onde o estudante enxerta um novo saber aos saberes anteriores, salientando que é aquela que envolve o estudante como pessoa, como um todo (idéias, sentimentos, cultura, valores, sociedade). Que trouxe novos paradigmas e prodigioso desenvolvimento científico e técnico que caracteriza as Ciências da Vida nos tempos atuais vem apresentando inúmeros desafios não apenas do ponto de vista operacional e metodológico, mas também no âmbito ético e humanístico. Tais dimensões do fazer científico não podem ser encaradas como elementos meramente “complementares” ou de segunda ordem, elas precisam ser integradas no exercício do pensar, pois respondem à urgente necessidade de ampliação do raciocínio científico. Tal ampliação significa a possibilidade de harmonizar a pesquisa científica com a formação e o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade, ou seja, representa um caminho de reconciliar ciência, técnica e humanização. Ao refletirmos sobre a educação, é um processo de humanização e ética, de inserção crítica na sociedade humana. É uma prática historicamente estabelecida, que deve continuamente estar relacionada ao mundo do trabalho. Segundo a fala de TAVARES (2005), interdisciplinaridade é fundamental é um processo e uma filosofia de trabalho que entra em ação na hora de enfrentar os problemas e questões que preocupam a sociedade. A interdisciplinaridade pode também ser entendida como uma proposta entre o conhecimento científico e a complexidade do mundo vivido, visando o entendimento da dicotomia entre a teoria e a prática em diversas áreas de conhecimento, como, por exemplo, a saúde coletiva.
A interdisciplinaridade na saúde envolve o biológico e o social, o indivíduo e a comunidade, a política social e econômica, ou seja, a saúde e a doença envolvem condições e razões sócio-históricas e culturais dos indivíduos e grupos. Na área da saúde a integração de conhecimento partilhado tem criado modelos pedagógicos múltiplos para a formação profissional integradora de vários saberes com o intuito de oferecer à população a maior quantidade possível de serviços de saúde com qualidade e inovações tecnológicas. Suas estratégias resultam da combinação de três grandes tipos de ações: a promoção da saúde, a prevenção das enfermidades e acidentes e a atenção curativa De acordo com as diretrizes curriculares da graduação em Medicina, o curso devera “inserir o aluno precocemente em atividades praticas relevantes para a sua futura vida profissional” e “ter como eixo do desenvolvimento curricular as necessidades de saúde dos indivíduos e das populações referidas pelo usuário e identificadas pelo setor saúde”. Diante disso, ao longo do primeiro ano do curso de Medicina, nas atividades regulares do eixo Interação-Ensino-Servico-Comunidade (IESC), acadêmicos acompanham as ações de Agentes Comunitários. Os estudantes adquirem competências para lidar com indivíduos, famílias e com a comunidade. O processo saúde-doença e visto não apenas em aspectos biológicos, mas no contexto multifatorial, no qual o paciente e a família se inserem. O enfoque estimula o estudante a identificar fatores de risco e desenvolvam estratégias de prevenção primaria. Alem disso, gera reflexão acerca da relação medico - paciente e da importância do vinculo com a comunidade. As expectativas na formação dos profissionais de saúde requerem mudanças, entre as quais incluem a reflexão e transformação da interface ensino-trabalho, onde a relação ensino serviço está intimamente ligada. As iniciativas comprometidas com a relevância social da universidade e dos processos de formação no campo da saúde têm historicamente procurado articular esse dois contextos, aparentemente desconectados — universidade e serviços —, buscando ligar os espaços de formação aos diferentes cenários da vida real e de produção de cuidados à saúde (COBEM, 2010).
Os espaços onde se dá o diálogo entre o trabalho e a educação assumem lugar privilegiado para a percepção que o estudante vai desenvolvendo acerca do outro no cotidiano do cuidado. São espaços de cidadania, aonde profissionais do serviço e docentes, usuários e o próprio estudante vão estabelecendo seus papéis sociais na confluência de seus saberes, modos de ser e de ver o mundo. Esta ação se acontece através da relação de parceria que deve existir entre universidade, os serviços locais de saúde e a comunidade, como o alicerce sobre o qual devem estar fundados os processos de transformação da educação dos profissionais e dos sistemas de saúde. O diálogo deve ser criado nos espaços entre o trabalho e a educação e devem assumir lugar privilegiado para a percepção que o estudante vai desenvolvendo acerca do outro no cotidiano do cuidado. São espaços de cidadania, aonde profissionais do serviço e docentes, usuários e o próprio estudante vão estabelecendo seus papéis sociais na confluência de seus saberes, modos de ser e de ver o mundo. Podemos definir por integração ensino-serviço a pactuação e integração do trabalho conjunto de estudantes e professores de formação da área de saúde com os profissionais da equipe de saúde inclusive sendo utilizado o espaço da saúde como campo de construção do fazer saúde, incluindo-se os gestores, tendo como meta a qualidade de atenção à saúde prestada ao individuo e ao coletivo, à qualificação da formação profissional e ao desenvolvimento e satisfação dos trabalhadores dos serviços.
Correlacionar as diretrizes curriculares da formação médica e as atividades na USF: na minha pratica docente diária noto as atividades na atenção básica começam a ser melhor trabalhadas e entendidas pelos discentes e pela universidade, com as mudanças curriculares e com a implantação dessas mudanças na pratica diaria da UPE. É notória a preocupação da universidade atualmente na implantação do novo curriculo na area médica assim como é notável a mudança ocorrida no pensamento do futuro médica, que esta com uma formação realmente mais generalista, humanista, crítica e reflexiva como colocado no artigo 3º. A sociedade precisa estar preparada para lidar com ela própria ...
Inicialmente falando das competências acho que tem sido mais fácil na prática desenvolver a atenção à saúde, tomada de decisões, comunicação e educação permanente. A atenção á saúde, liderança, administração e gerenciamento requerem uma utilização especial da interdisciplinariedade, integração, ética, uso de diversos cenários de ensino-aprendizagem, inserção precoce em serviços. Na minha prática com alunos do internato muitas vezaes me questiono e acho até um desafio trabalhar a parte ética pois acho que está muito ligado ao caráter das pessoas formado na infância e na maneira como isto foi trabalhado no início do curso médico. A inserção precoce dos alunos nas USF é fundamental para um ensino mais politizado, ético, integrado as necessidades de saúde do país. Como está no artigo 12/VII...proporcionando ao aluno lidar com problemas reais, assumindo responsabilidades crescentes...compatíveis com seu grau de autonomia...acho importante respeitarmos isso e ressaltar a necessidade de uma maior interdisciplinariedade no curso médico e inserção precoce pois temos muitos exemplos de alunos do início do curso em atividades muito específicas e outras vezes no final do curso em atividades que já não somam tanto em aprendizado e os alunos começam a reclamar. Vou ter que colocar um exemplo: não dá pra colocar um aluno do primeiro período assistindo neurocirurgias sequenciais mas também não podemos colocar alunos do quarto ano numa prática de caçar escorpião ou distribuir veneno de ratos. Acho que aí seria mais proveitoso tentar juntar noções de epidemiologia das doenças relacionadas a estes animais com uma revisão do tratamento e uma possível reunião de planejamento e gerenciamento do controle destes agravos. Seria uma maneira de juntar interdisciplinariedade, inserção no serviço, perspectivas de politização, administração, gerenciamento, gestão e liderança. Aí poderíamos desenvolver nos alunos os valores e atitudes voltados para cidadania como sugerem as diretrizes curriculares. Gostaria de poder colocar mais exemplos mais vai ficar extenso e pessoal demais. Outro ponto importante é a comunicação: se queremos nossos futuros médicos lidando com pacientes numa linguagem clara e coerente é neste nível de clareza que devemos nos comunicar com eles também.Ouvir sempre os alunos é uma forma de melhorar a nossa prática pois há coisas importantes a serem colocadas e que os alunos rejeitam pelo fato de que a abordagem do tema não foi boa. Na minha prática ao final de cada mês os alunos escrevem em folhas anônimas o que acharam do rodízio. A partir daí pudemos modificar nossas abordagens teóricas e práticas. Re-avaliar sempre. Aguardo idéias sobre como trabalhar gestão, gereciamento, cidadania e ética na minha prática.
O SUS COMO FORMADOR
Na Constituição Federal de 1988 ficou acordado que o SUS ordenaria o processo de formação profissional na area de saude, porem até o momento isto não acontece.
Ocorre uma falta de articulação entre os ministerios da saude e educação e as necessidades do SUS ficam defasadas. Outro ponto a ser repensado é o distanciamento entre as necessidades da populaçao e os programas de graduação. Cada vez é maior a procura das especialidades que utilizam tecnologias pesadas e as leves são menos priorizadas. cabe a nós da atenção primaria tenta reverter esta realidade, porem temos pel afrente o grande poder do capital das multinacionais tentando vender seus produtos.
outro ponto a considerar ;
associar tecnica com a humanização da medicina. é possivel ? acredito e sou otimista principalmente quando presenciamos a inclusão precoce dos alunos na comunidade para sentir a realidade desta e tomar decisões junto as equipes de saude,participando desde cedo dos problemas, discussão de casos e na abordagem mais humanizada no olhar o outro como um ser inteiro e não apenas uma doença.
A colocaçao feita por Caroline Coutinho é pertinente.
É importante adequar o processo ensino aprendizagem a quem está participando deste processo , o conhecimento que o professor deve dsenvolver sobre o aluno permite que ele utilize uma liguagem apropriada para que o aluno desenvolva condiçoes para capacitar-se.A motivação é fundamental para que o aluno desenvolva a busca do conhecimento, desenvolva a prática da pesquisa.
Há alguns anos , atuando como professora de uma grupo de alunos de medicina que estava iniciando o contato com os pacientes , solicitei que formassem 2 grupos de quatro alunos cada para conversar com o paciente sobre o motivo da consulta médica e para que coletassem o maior número possivel de informações sobre a queixa referida pelo paciente e que construissem uma história a partir da entrevista.
No primeiro momento a maioria dos alunos qustionaram sobre o meu pedido , referiram que nunca tinham visto a atuaçao do professor realizando uma pesquisa investigativa sobre o paciente e queriam que eu executasse a tarefa para que só posteriormente eles a executassem.
Tranquilizei-os sobre a atividade ,deixwi bwm claro que estaria ao lado deles dando apoio necessário, informando que eu já havia conversado e examinado o paciente e que eu já tinha o consentimento do paciente para o trabalho proposto. Posteriormente um grupo 1 apresentou a história ao grupo 2 que gerou várias dúvidas, questinamentos e sugestões. Em seguida o grupo dois apresentou o relato ao grupo um e novamente houve ampla discussão sobre o caso. Nas diversas etapas do processo fiz o acompanhamento e as colocações cabíveis.
Ao término os alunos ficaram surpresos e contentes com o "trabalho de pesquisa" que conseguiram desenvolver
Foi uma muito gratificante.
Rosaly
Tenho um momento de prática docente com alunos do segundo período de medicina bastante interessante, pois apesar de estarem em uma unidade de maior complexidade (pré-natal de alto-risco do CISAM) eles vivenciam de forma marcante o eixo humanístico (ética e bioética) que entendo como fundamental na formação do médico. Percebo que a atuação do médico em toda a sua plenitude jamais será alcançada se ele não tiver uma visão humanística. Lá os alunos presenciam um atendimento com qualidade técnica e com atitudes humanas e humanizadoras entendendo o ser humano como que com valores, crenças e sentimentos. Nós educadores, aprendizes e pacientes tornamos a relação médico-paciente única baseada na lealdade, na verdade e no respeito aos valores do outro. Os alunos percebem que o carinho, o acolhimento e a personalização da consulta fazem com que aumente a adesão ao pré-natal, diminuam as queixas e fortaleça a confiança no serviço e na atenção médica.
O Sistema Unificado de Saúde (SUS) foi uma das maiores conquistas da sociedade brasileira apesar de ainda mal gerido, subcusteado e está distante ainda de garantir a assistência básica para todos como promete com a fala de que “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. Mesmo assim ele está entre nó com muito mais força do que percebemos. Li recentemente uma matéria interessante de um médico chamado Carlos Eduardo Melo de uma Unidade de Saúde da Família de Recife e supervisor da residência da UPE de Medicina da Família e Comunidade onde ele pontua muito bem as atuações do SUS em nossa sociedade: cobertura vacinal, fornecimento de medicamentos especiais, ação da vigilância sanitária em estabelecimento alimentar, públicos ou não, SAMU, emergências gerais e especializadas entre muitos outros. A formação do profissional de saúde deve ser discutida com o propósito final de uma elevação da qualidade de saúde como um todo da população. Este é o grande desafio da gestão pública do setor da saúde. Tendo o SUS como base promovendo o impacto no ensino, gestão setorial, nas praticas de atenção e no controle social.
As mudanças no curriculum medico baseado nas diretrizes,muda completamente a maneira de formação do medico quando comparamos com o ensino tradicional,de formação especialista,e concentradora de conhecimento.As mudanças curriculares utilizadas principalmente a utilizaçao do curriculum baseado em competencia,que dirige a formação do medico para a pratica da formação generalista e humanistica,aproximando mais ainda o medico das APS.
As novas modalidades do ensino medico,ensino baseado em resoluçao de problemas,concentrado em atividades baseado tutorias,podem ate oferecer um embasamento teorico,adequado,trabalhando na produção do conhecimento,porem muitas vezes carece de algumas atividadespratica.O ensino tradicional muitas vezes tem caracteristicas que não existe no ensino da pratica baseada em competencia e habilidades.A inserção do aluno na pratica medica diaria deve ser o mais cedo possivel,colocando o estudante de imediato com a sua pratica do dia a dia,e tambem com a sua inserção precoce nas APS colocando assim o discente em contato com a sua realidadeissional
O SUS é sem duvida uma grande ferramenta dirigida para a assistencia medica em todos os niveis de saude desde a atenção primaria de saude ate os procedimentos de alta complexidade,o percentual da populaçao que se beneficia com O SUS,ESTA MUITO AQUEM DAQUELE DESEJADO PELOS GESTORES.Em grandes cidades ,tem-se o percentual ,que chega so ate 20% da população.O objetivo principal do SUS é atender inicialmente os cuidados de atividade primaria de saude,que realment ocupa quase 80% dos usuarios,e so apos esta cobertura ,outra fatia da população sera beneficiada, a população que necessita de assistencia aos processos de media e grande complexidade,que é o objetivo principal e futuro do SUS.
Correlacionar as Diretrizes Curriculares Nacionais com a prática diária - a formação do médico na atenção primária abrange vários artigos das diretrizes pois fazemos na unidade o aprendizado da atenção à saúde na sua prevenção , promoção, proteção e reabilitação, fundamentamos a tomda de decisões, incentivamos o trabalho em equipe multiprofissional, pensamentos crítcos na ética, na interação com os usuários e no cuidado ao próximo, o estímulo a pesquisa
Sobre as diretrizes curriculares....
A busca na formação médica proiriza a assistencia à atenção primaria em relação a hospitalar , tornando a formação medica mais abrangente e levando em conta as dimensões sociais, economicas e culturais da população, tornando esse profissionais mais humanizados e sensibilizados com os processos saude e doença da população. Neste processo de prendiazagem faz se presente as diretrizes do SUS em todas as suas instancias.
Na formação medica, os alunos do primeiro periodo iniciam seu primeiro contato com as equipes do PSF,aprendem a conhecer o territorio adscrito das equipes, tem noções de promoção e prevenção de saude e a importancia do territorio no processo saude doença da população. Necessario salientar a interação entre a USF e a academia para que sejam atendidas todas as etapas do aprendizado. Tambem é importante para isso acontecer os dois lados ( alunos e profissionais ) trocarem experiencias, vivencias, e no final quem ganha tambem é a comunidade. Com esta mudança de abordagem, os alunos são estimulados a não memorização passiva dos dados aprendidos mas a investigação e compreensão dos problemas e ao investigarem eles tambem participam ativamente do processo e intervêm nas comunidades aonde eles são locados.
neste incursão nas equipes, os alunos tambem aprendem a trabalhar com equipes muitidisciplinares e a tomar decisões nos problemas biopsico sociais das comunidades. A partir do segundo periodo os alunos retornam as USF com o objetivo de acompanhar o pré natal, puericultura, os programas e com um envolvimento maior com a comunidade.
saliento a importancia da inclusão dos alunos desde cedo nas equipes, a mudança do olhar destes ao termino do periodo e o engajamento deles nas equipes. Importante tambem oa laços criados por equipes, profissionais e a comunidade durante o periodo de permanencia nas USF e que permanece, criando vinculos indissoluveis.
A IMPLANTAÇÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES,DEVERIA SER APOIADA PELA MAIORIA DAS COORDENAÇOES DOS CURSOS DA AREA DE SAUDE,PROCURANDO IMPLANTAR A FORMAÇÃO DO MEDICO BASEADA NO CURRICULUM POR COMPETENCIAS(EM IMPLANTAÇÃO NA NOSSA INSTITUIÇÃO)COM HABILIDADES E HUMANIDADE,OBJETIVANDO UM ASSISTENCIA AO CIDADAO COMO UM TODO NAS DIVERSAS AREAS DE SAUDE, UTILIZANDO POR BASE O ESTIMULO A INTEGRAÇÃO DO ENSINO-SERVIÇO,TENDO COMO OBJETIVO PROVOCAR MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAUDE ,UTILIZANDO-SE COMO BASE OS MODELOS TECNICO-ASSISTENCIAIS NA PRATICA DOS CUIDADOS EM SAUDE.DEVE SEMPRE ESTAS DIRETRIZES ENCURTAR A INTERFACE DO ENSINO/TRABALHO/PESQUISA/E ASSISTENCIA.AS DIRETRIZES NÃO PRIORIZAM DOCENTES MAIS ENVOLVIDOS COM PESQUISA,QUE ALGUMAS VEZES SÃO TEORICOS INEFICIENTES PARA A ROTINA DOS SERVIÇOS DE SAUDE,DEVE NO ENTANTO PRIORIZAR UM MODELO DE ATENÇÃO AS SAUDE CENTRADO NO USUARIO,E NAO DESENVOLVER UM MODELO TECNI-ASSISTENCIAL CENTRADO EM PROCEDIMENTOS.A INTEGRAÇÃO DO ENSINO-SERVIÇO DEVE SER PAUTADA NO TRABALHO DAS EQUIPES MULTIDISCIPLINARES DE SAUDE.
Apesar da Constituição Federal de 1988 já indicar que o SUS deveria cumprir o papel de “ordenar” o processo de formação profissional na área da saúde, isso não se tem traduzido numa prática institucional. A desarticulação entre as definições políticas dos ministérios da Saúde e da Educação tem contribuído para acentuar o distanciamento entre a formação dos profissionais e as necessidades do SUS (CAMPOS, et. al 2001). Existem também alguns fatores que limitam estas transformações a de se construir professor-reflexivo; um destes é o “tempo cronológico”, “a carga de trabalho” a que está submetido o professor transforma-se em fator de inviabilização de qualquer outra atividade além da mera docência” (NUNES, 2010, p.6). Percebe-se esta falta de sintonia pela diminuição de profissionais na ponta, ou seja, na Atenção básica. Salientando que esta falta não é pela diminuição de médicos e sim pela falta de estímulos para que desperte o interesse destes profissionais na prevenção e promoção da saúde individual e coletiva. Com a visão critica a prática da medicina mudou nos últimos anos, o que, com certeza, vai se refletir também no universo educacional. De fato, a atenção médica em algumas instituições de ensino se desenvolve de forma crescente no cenário da atenção básica, enquanto que por outro lado outras instituições de ensino ainda se baseia em pacientes internados. Os hospitais universitários de ensino, as instituições de ensino superior e os gestores do SUS devem buscar a inserção dos alunos de medicina mais efetivamente no sistema, criando condições reais de exercerem sua missão e eles irão retribuir com qualidade técnica na assistência. O ensino, a pesquisa, e a incorporação de novas tecnologias na educação continuada e permanente, é na avaliação dos cientistas da educação uma das maneiras de se formar profissionais com habilidades técnicas, éticos e humanizados. Uma das tendências que surgiram nos últimos anos é o ensino da medicina "baseado em problemas". Considerando que em muito que cooperou, foi as mudanças efetuadas nos currículos dos cursos superior em saúde principalmente na maneira de formar os futuros médicos. Uma nova proposta de epistemologia da docência dada pela prática de bons profissionais é a perspectiva do professor reflexivo. “A prática reflexiva tem sido amplamente divulgada no campo das discussões sobre formação de professores, e incorporada a textos e documentos de forma quase integral e totalizadora” (CAMPOS, DINIZ, 2004, p.2). Segundo Nunes (2010, p.1), “apoiado nos pressupostos do pensamento de Dewey, em particular a conceitualização de experiência, Schön formula a sua perspectiva em torno de três aspectos:” reflexão da prática, reflexão sobre a prática e sobre a reflexão sobre a prática Para ele, o professor possui um conhecimento adquirido na prática, e o utiliza para a solução de diferentes questões na teoria é neste ato que as mudanças de currículo se faz presente.
Atualmente é um grande desafio nas instituiçoes superiores formar o profissional de saude,voltado para os objetivos do SUS,estes profissionais são aqueles voltados para a integralidade na atençaõ a saude,mostram um carater mais humanistico,menos privatista e menos biologicista e tem como objetivo final resgastar relação saude-doença,entre os usuarios do SUS.Isto so pode ser posto em pratica com os curriculum integrados,e construidos de acordo com as diretrizes na area de saude.O profissional formado para o mercado de trabalho deve ter um perfil generalista humanistico e critico.Foge as diretrizes o profissional fragmentado,individualizado e tecnicista,profissional este que certamente estaria despreparado para atuar no SUS.Deveria sim este ter uma atuaçaõ conjunta com os ministerios da educaçaõ e da saude ,no sentido de orientar e apoiar estes profissionais para as suas mudanças.As questoes da formação do profissional,passa por dificuldade do tipo da interdisciplinidade,no entanto sabemos que o trabalho em equipe no SUS é apoiado pelas diretrizes curriculares,mais que termina sendo um dos nó critico encontrado
Machado (2005) destaca que a grande relevância social do setor saúde não se deve apenas pelos serviços prestados à população, mas também pela sua grande capacidade geradora de empregos e a relevância do papel do setor saúde para o desenvolvimento dos padrões de vida da população fazendo com que esse seja um dos mais importantes setores das diversas economias. Trata-se de um segmento que movimenta bilhões de dólares, resultante de uma série de políticas públicas, comumente tratado pelos governos como uma questão central. Cabe também destacar que uma das especificidades dessa área é que a incorporação de tecnologia, ao contrário do que se evidencia em outros setores, absorve ainda mais profissionais. Há que se levar em conta também a dimensão ética (biomédica e administrativa) da prestação de serviços de saúde, assim como, considerar as divergências de interesses que fazem desse setor uma área de disputa entre diferentes atores: usuários, profissionais, empresas, seguros, instituições privadas e governo. Sobre esse assunto, Pierantoni (2002) ressalta ainda que, tradicionalmente, tem sido observada grande absorção de uma massa significante de pessoas sem qualificação específica empregada em funções auxiliares administrativas e de apoio na prestação de serviços. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e o Programa de Saúde da Família, criados em 1991 e 1994, respectivamente, são
apontados como iniciativas que se relacionam não só com a expansão do mercado, como também com a reestruturação do processo de trabalho em saúde, via trabalho em equipe e criação de ocupação para o setor a implementação de medidas que considerem os requerimentos básicos da nova concepção gerencial para os serviços de saúde: o reconhecimento do papel central dos profissionais no processo de trabalho da organização e os mecanismos regulatórios de autonomia e do corporativismo dos profissionais efetivos ( GARCIA, 2010 UNFRJ / Rio de Janeiro).
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